Alentejo, Blogger Trips, Fotografia, História, Paisagem & Natureza, Património Edificado & Monumental, Portugal (Terras), Ruinas, Turismo Militar, Viagens

📌 À descoberta da Ponte da Ajuda: um belo exemplar da arquitetura civil manuelina…

🇵🇹 Se Elvas destaca-se pela geometria e pela monumentalidade da arquitetura militar barroca dos séculos XVII e XVIII, a Ponte da Ajuda, a 10 km, é um perfeito exemplar da arquitetura civil manuelina do século XVI. Situa-se na margem direita do rio Guadiana e permitia a circulação viária de bens e tropas entre Elvas e Olivença. Era, assim, a única via de comunicação entre a fronteira portuguesa e a vila de Olivenza em caso de socorro bélico.

Edificada, em 1509, no reinado do Venturoso, cognome do Rei De.Manuel I (1495-1521), a Ponte de Nossa Senhora da Ajuda encontra-se, actualmente, em ruínas. Era constituída por 19 arcos, com uma torre militar ao centro. Ao todo tinha cerca de 400 metros de comprimento

Em virtude dos aluviões e das cheias constantes foi parcialmente destruída no final do século XVI. Mais tarde, no contexto da Guerra da Restauração, foi reconstruída para permitir o socorro de tropas, equipamento bélico e víveres aos constantes assédios militares dos exércitos castelhanos de Felipe IV. Olhando a História, compreende-mos a razão da sua reconstrução: o fim da Monarquia Dual (1580-1640) e o início da luta pela restauração da independência nacional. 

Mais tarde, em 1709, esta ponte foi destruída parcialmente pelo exército bourbon de Felipe V, neto de Louis XIV de França, no contexto da Guerra da Sucessão de Espanha (1701-1714). Era o pronúncio antigo da ocupação efectiva de um território reclamado pelos castelhanos e, mais tarde, Espanhóis desde a época da Reconquista Cristã, aquando do assédio português à Taifa de Badajoz, na segunda metade do século XII. 

Desde então, ficou impedida a passagem directa do território português para Olivença. Em 1801, no contexto da Guerra das Laranjas, dá-se a ocupação pelas forças espanholas de Godoy da vila portuguesa, cujos direitos portugueses foram reconhecidos pelos tratados de Alcanizes (1297) e de Viena (1815), mas nunca pelas autoridades espanholas. E na minha opinião, as autoridades portuguesas nunca souberam, ou não têm interesse, em valer os seus “reais e justos” direitos. Desculpem um aprendiz de viajante andarilho tem de ter opiniões, certo?

Hoje em dia, os Portugueses e os Espanhóis são duas faces da mesma moeda: a Península Ibérica. Ao contemplar a ponte da Ajuda, o viajante fica ciente que a sua história foi feita ao ritmo dos confrontos bélicos entre os dois lados da fronteira. Daí, as sucessivas destruições e construções ao longo de mais dois séculos. Infelizmente, desde a primeira metade do século XVIII, que está em ruínas. Falar da ponte da ajuda, a meu ver, é falar estórias que fizeram a História de Portugal. 

Deixo-vos um olhar fotográfico desta icónica e histórica ponte do rio Guadiana. Quem disse que a silhueta das ruínas não é fotogénica? A ir.

Nota importante

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

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Texto: Rafael Oliveira  | Fotografia: Oliraf Fotografia

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📌 À descoberta de Salamanca: um dos belos postais de Espanha…

Uma experiência fotográfica pelo património monumental de “castiça” cidade de Castilla y León.

Salamanca é um autêntico museu ao ar livre Com o rio Torpe aos pés, esta cidade de Leão&Castela preserva um importante legado patrimonial-cultural do Reino de Espanha.Jacques Le Goff afirmou que a cidade como a conhecemos nasceu na Idade Média. De facto, a cidade medieval não rompeu com os modelos de arquitetura e urbanismo da Antiguidade grega e romana; foi, aliás, com base neles que muitas cidades se ergueram na Idade Média. E a monumental Salamanca segue este paradigma.

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El viajero en el país de Cervantes…

Após atravessar a região do “Campo Charro”, entre Ciudad Rodrigo e Salamanca, chegamos à Monumental cidade de Salamanca. A arquitectura exterior e interior da Catedral Velha e Nova cativa o olhar de qualquer viajante. Aqui, podemos sentir a influência e a importância do poder religioso e temporal nas dinâmicas urbanas ao longo dos séculos.

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Há muitas razões para visitar a “Monumental” Salamanca,uma cidade com uma vivência surpreendente. A “Coimbra Espanhola” deixa muitas saudades por quem passa. Adorei esta viagem pela história, cultura e arquitectura do Siglo de Oro Español (1492-1659). Colón, Ribera y Cervantes são figuras ominipresentes por esta região de Castilla y León. Se gostava do Barroco, com esta viagem, fiquei a gostar ainda mais. Recomendo.

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A Universidade de Salamanca (em espanhol: Universidad de Salamanca) é uma instituição de ensino superior pública. É a universidade mais antiga daquele país e a quarta fundada na Europa, posterior somente às universidades de Bolonha, Oxford e Paris. Com mais de 35 000 alunos, a Universidade de Salamanca é, hoje, uma das instituições universitárias mais prestigiadas da Europa, atraindo estudantes de toda a Espanha e de todo o mundo de língua castelhana, em especial, estudantes da América Latina. Há uma importante ligação aos povos sul-americanos, em virtude de aqui se terem formados muitos alunos/elites que posteriormente fundaram as Universidades no Novo Mundo ou Nova Espanha. Em suma, esta universidade é a mais antiga instituição universitária da Península Ibérica e da Europa, fundada em meados do Século XIII por Fernando III de Leão e Castela, à semelhança de Oxford, Cambridge, Paris, Bolonha e Modena.

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O convento de Santo Estevão – Ordem dos Dominicanos – foi um dos pioneiros na expansão espanhola na América do Sul. O prior Diego de Deza travou amizade com Cristóvão Colombo e intercedeu junto dos Reis Católicos para a consumação da ideia do genovês. De facto, os Dominicanos foram grande protectores dos indígenas nos primeiros tempos da brutalidade colonial castelhana na primeira metade do Século XVI. 

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A tradição do “Marquelo”: o Mariquelo era originariamente um membro de uma família abastada, los Mariquelos, que devia subir cada ano à torre da Catedral Nova de Salamanca, em agradecimento a Deus, pelos poucos danos e sem vitimas mortais durante o terramoto de 1755. Ainda hoje, a tradição persiste. Quem diria…

Em poucos km², nunca vi tanta Monumentalidade. De facto, o Reino de Espanha é um dos países da Europa, e do Mundo, com maior percentagem de Monumentos e sítios classificados pela UNESCO.

Porquê visitar a cidade de Salamanca?

Embora seja afamada pelo seu sol, a sua cultura de praia e pela vida noturna, à Espanha não falta diversidade cultural, paisagística e gastronómica. Com as suas montanhas cobertas de neve, regiões agrestes e remotas, reservas naturais  luxuriantes e trilhos costeiros escarpados. É também um dos países com maior número de sítios classificados como património mundial da UNESCO.

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O esplendor da arquitectura barroca de Alberto Churriguera: a agitação diurna da Plaza Mayor de Salamanca. É, sem dúvida, uma das melhores de Espanha. Esta emblemática e majestosa praça deixa qualquer viajante sem palavras. Felipe V, neto de Luís XIV, mandou-a construir em voto de agradecimento pelo apoio da cidade aos Bourbon, durante a Guerra de Sucessão Espanhola (1701-1714). É o “coração” desta cidade de Castilla y León.

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A partir daqui, o movimento diurno e nocturno vai dinamizar as artérias circundantes de Salamanca. Há entrada, junto ao mercado, temos uma cabeça de um Touro. Eram nestas praças, como em toda a Espanha, que se realizavam os espectáculos de diversão das massas: as touradas e os Autos-de-Fé. Na sua decoração, podemos ver diversos medalhões com figuras importantes da história de Espanha: Cervantes, Carlos V, Santa Teresa, entre outros.

fuji-x-t10-55De uma forma geral, esta cidade surpreendeu-me. Que experiência fantástica de viagem pelos Archivos de Salamanca e Valladolid. Visitar, contactar e conhecer novas culturas, permite-nos sermos pessoas mais instruídas. Tenho pena de não ter efetuado o programa académico Erasmus nesta cidade-universitária. Para Miguel de Unamuno, a cidade de Salamanca “…Es una fiesta para los ojos y para el espíritu.r la ciudad como poso del cielo en la tierra de las aguas del Tormes.” “…Salamanca que enhechiza la voluntad de volver a ella a todos los que la apacibilidad de su vivienda han gustado.”, dizia o escritor-viajante Miguel de Cervantes.

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✈︎ Como ir:

Desde Portugal chega-se a Salamanca, através da A1 e da A23 até à fronteira de Vilar Formoso e, já em Espanha, opta pela autovía A-62. Pode optar pelo Autocarro Avanza Bus ou ir na sua própria viatura. De uma forma geral, de Lisboa a Salamanca são, sensivelmente, cinco horas para percorrer uma média de 500 quilómetros em Auto-Estrada. Durante esta viagem, optamos por realizar diversas paragens técnicas – duas em duras – em estações de serviço em Portugal e almoçar em Ciudad Rodrigo.

🏠Onde ficar:

Exe Hall 88 Apartahotel: este Apart Hotel é o ideal para conhecer a cidade monumental de Salamanca (a cerca de 10 minutos da cidade a pé) e um ponto-de-partida para visitar a região do Campo Charro. No interior de cada quarto, existeuma mini-cozinha para cozinhar. E tem um excelente restaurante-bar para desfrutar, por exemplo, de uma boa partida de Futebol. Para quem quer viajar de autocarro, esta unidade hoteleira fica em frente à principal estação rodoviária da cidade.

🍜 Onde comer:

O restaurante Oroviejo – Gastro-bar Salamanca, cozinha tradicional muito elogiado no Tripadvisor, está instalado perto da monumentalidade do “casco” do centro histórico de Salamanca. Perfeito para quem procura uma refeição num ambiente tranquilo, apesar da agitação das ruas. Para beber, recomendo uma cerveja Alhambra Reserva 1925. E para comer, nada como umas Tapas de Patatas Bravas. Um restaurante com boa comida espanhola. Saborosa. Recomendo as Albondigas Pollo e acompanhadas com Patatas Oroviejo . Uma delicia. Trata-se de um bom exemplo de cozinha de chefe acessível a todas as carteiras.

🌏 Para mais informações:

Página Oficial do Turismo de Espanha (Spain.info)

Página Oficial de Turismo de Castilla y León

Página Oficial Turismo de Salamanca

Turismo Provincia de Valladolid

Old City of Salamanca (UNESCO)

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

linhagraficaALL-oliraf-03💻  Texto: Rafael Oliveira 🌎 Fotografia: Oliraf Fotografia 📷

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Blogger Trips, Cidades [City Breaks], Eventos Turísticos, Fotografia, História, Património Edificado & Monumental, Roteiros Fotográficos, Roteiros por Lisboa, Turismo Cultural, Viagens, World Heritage (UNESCO)

📷 Viagem Fotográfica pela cidade de Lisboa…

No próximo dia 22 de Abril, irei realizar o meu primeiro Tour Fotográfico pelo centro histórico da cidade de Lisboa. Trata-se de uma parceria entre o blogue OLIRAF e a Time Travellers. Este passeio destina-se a todos os Time Travellers que apreciem o contacto com a arte fotográfica, o gosto pela História e que queiram conhecer mais um pouco da cidade de Lisboa. Siga neste passeio pedestre dedicado exclusivamente à fotografia, curiosidades históricas e o património histórico de Lisboa castiça. Iremos captar as praças e os miradouros movimentados, a magnifica arquitectura urbana, os melhores retratos de rua e aventurarmos-nos pela genuína Alfama à procura dos melhores ambientes, olhares e cores da capital portuguesa.Para mais informações, poderá consultar o seguinte link  Viagem Fotográfica Pela Cidade De Lisboa.

PortefólioOLIRAFBlogue2017

Sinopse

Ao comando do seu grupo, o viajante Rafael Oliveira (OLIRAF) traça um novo percurso fotográfico, do Terreiro do Paço até à Feira da Ladra. No encalce deste viajante do tempo, de viela em viela, vai percorrer e registar a tua epopeia fotográfica. Este passeio destina-se a todos os Time Travellers que apreciem o contacto com a arte fotográfica, o gosto pela História e que queiram conhecer mais um pouco da cidade de Lisboa. Siga neste passeio pedestre dedicado exclusivamente à fotografia, curiosidades históricas e o património histórico de Lisboa Castiça. Iremos captar as praças e os miradouros movimentados, a magnifica arquitetura urbana, os melhores retratos de rua e aventurarmo-nos pela genuína Alfama à procura dos melhores ambientes, olhares e cores da capital portuguesa.

Spots Fotográficos: Terreiro do Paço / Elétrico 28 / Sé Catedral /Alfama / Miradouro Santa Luzia e do Castelo / São Vicente de Fora / Feira da Ladra.

Material fotográfico aconselhado: tratando‐se de uma experiência fotográfica, recomenda‐se a utilização de uma câmara analógica ou reflex (DSLR), com objectiva (grande angular ou teleobjectiva). Considere a hipótese levar cartões de memória e baterias extra. De qualquer modo, poderá levar um telemóvel (Smartphone) para registar as suas imagens durante o percurso.

Destinatários: esta “viagem fotográfica” destina-se a todos os participantes que gostam de História, Fotografia e de Viajar. Pretende-se, acima de tudo, valorizar o olhar, o conhecimento e a técnica fotográfica de cada viajante, bem como enriquecimento cultural sobre a cidade de Lisboa.

📌Para mais informações:

DATA: 22 de Abril
HORÁRIO: 10h-13h
PONTO DE ENCONTRO: Terreiro do Paço
INSCRIÇÕES: Até 20 de abril
PREÇO POR PESSOA: Adultos: €15 | Crianças até 12 anos: €5
INCLUI: Workshop Fotografia de Rua e seguro | Obrigatório levar máquina de qualquer tipo

Saber mais & Reservar

 

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Aldeias Históricas de Portugal, Algarve, Blogger Trips, Castelos & Fortalezas, Fotografia, História, Paisagem & Natureza, Portugal (Terras), Reino de Espanha (Terras), Rota Omíada, Roteiros Fotográficos, Turismo Cultural, Umayyad Route, Viagens

📌 À descoberta de Alcoutim e Salúncar do Guadiana: duas irmãs “gémeas” separadas por um rio…

📌 São experiências amenas, algumas ainda por revelar. Fomos em busca da Rota Omíada do Algarve – inserida no projecto Umayyad Route – e descobrimos o legado material e imaterial desta Dinastia Árabe em Portugal, mas também as vistas sobre o oceano, a natureza, a gastronomia, os museus e experiências de aventura para viver na extremidade sul de Portugal e da Europa. Quem disse que o Algarve é quente só no Verão?

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👤 Um pouco de História…

Os Omíadas foram uma Dinastia Islâmica a implementar o sistema hereditário do califado, após a morte do profeta Maomé. Eram oriundos da mesmo clã do profeta, a tribo dos Coraixitas, oriunda da cidade de Medina na Península Arábica. Daqui, transferiram a seu do seu poder para Damasco, na actual Síria. O califado Omíada de Damasco (661-750) expande a sua influência religiosa, cultural e militar para o Norte de África (Magrebe) e para a Península Ibérica (Al-Andalus), conquistada na primeira metade século VIII, sendo administrados pelo Emir de Cairuão (Tunisía), sob dependência directa do poder califal da Damasco. Em 750, os Abássidas assassinam a Dinastia Omíada, à excepção do Abderramão I que foge para a capital do Al-Andalus. Este, em 756,  funda o Emirato Omíada de Córdova (756-929), independente do poder califal abássida de Bagdad. O apogeu do poder omíada no Al-Andalus dá-se entre 929 e 1031, com a fundação do Califado Omíada de Córdova, em 929, por Abderramão III (891-961).

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Vista parcial do Castelo de Alcoutim

Alcoutim. Terra de Fronteira. O Algarve Natural. São os slogan(s) do Município de Alcoutim para promover esta singela vila nas margens do Guadiana. Tal como José Saramago, o nosso Nobel da Literatura (1998), esteve nestas paragens, em 1980, no âmbito da sua Viagem a Portugal. Deixo-me surpreender pela singularidade do casario branco de Salúncar do Guadiana e do seu “Guerreiro de Pedra” – o Castillo de San Marcos – que domina a paisagem em redor. Esta pequena urbe nasceu da necessidade do controlo e vigilância do transporte de bens alimentares (trigo, azeite e mel) e de minério (ouro,prata e cobre), através do rio Guadiana, pelas  ocupações humanas sucessivas que a usavam na transição entre as rotas comerciais do Mediterrâneo e do Atlântico.

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Vista parcial da vila de Salúncar do Guadiana (Huelva,Andaluzia)

Depois de fotografar as vistas (e que vistas), dirigi-me para a experiência do slide fronteiriço agendada para a parte de manhã, com a limitezero do inglês David Jarman, radicado à treze anos nesta zona da raia luso-espanhola. Contacto com o responsável da empresa de animação turística Fun River, o Dr.José Cavaco, que me informa que o seu funcionário estava em Espanha e que me iria buscar dentro de momentos. A única ligação entre margens no rio Guadiana entre Alcoutim (Algarve) e Salúncar do Guadiana (Andaluzia) é efectuada por esta empresa. A aventura estava prestes a começar. E a adrenalina a aumentar…

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A “Tirolesa” que faz a travessia entre a Andaluzia e o Algarve. Só para os mais aventureiros!

Depois de uma aventura 4×4 num Land Rover até ao local do Slide, onde avistamos a beleza de Salúncar do Guadiana. Do topo, a cerca de 180 metros, temos uma bela vista aérea sobre Alcoutim e o rio Guadiana. O que levamos deste Mundo? Experiências. Aqui, podem ver o video do Slide no YOUTUBE De facto, viajar é descobrir-nos. E,claro, soltar o nosso outro eu. No meu caso, o sentido pela aventura. Já tinha saudades de fazer “Slide”. Nem parece que vamos a 80 Km/h. Em menos de um minuto estamos em Portugal. E o Medo? Esse ficou para segundo plano. E qual a razão? Há sempre uma,certo? A paisagem arrebatadora entre Salúncar do Guadiana e Alcoutim – as duas vilas gémeas do rio Guadiana -, como afirmou José Saramago, permite viver esta experiência devagar e com tempo.

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A pitoresca vila de Alcoutim, do topo do Castillo de San Marcos.

O Homem adapta-se ao meio. A cerca de um 1km para Norte da actual vila de Alcoutim, deparamo-nos com uma das melhores vistas do Algarve sobre o rio Guadiana. Aqui,podemos contemplar as três tipos de paisagem algarvia: o litoral, o barrocal e a serra. Do topo do castelo velho de Alcoutim – antigo Alcácer fortificado – do período Omíada (713-1031) edificado com as pedras com maior abundância na região:o xisto e o grauvaque. As suas origens remontam ao Século IX, segundo escavações arqueológicas recentes da Dr.ªHelena Catarino, e é uma das mais importantes estruturas militares islâmicas do Gharb-Al Andaluz. Como se sabe, o domínio muçulmano na Península Ibérica começa a ser ameaçado pela pressão da reconquista cristã, dai a necessidade de criar uma rede de fortificações de vigilância do território. É o caso do Castelo Velho de Alcoutim. Em virtude do seu difícil acesso (utilizado com funções de vigilância e de apoio à mineração), esta estrutura foi abandonada na época dos Almóadas e deu lugar ao actual Castelo Medieval de Alcoutim no Século XIV. A partir daqui, a população foi fixando-se junto ao leito do rio Guadiana.

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Ruínas do antigo alcácer fortificado de Alcoutim  (Época Omíada)

Em busca das vivências desta região castiça do Guadiana, surgiu uma parceria entre dois vizinhos e estrangeiros de Espanha e Portugal para recriar as memórias históricas e etnográficas comuns de outros tempos: o Festival do Contrabando. O objectivo é a promoção de Alcoutim e de Salúncar do Guadiana como destino turístico de experiências (natureza, eventos, património e gastronomia). Segundo a autarquia de Alcoutim, o “Festival do Contrabando é mais que um Festival, é a junção e fusão da homenagem a uma actividade que ao longo da história foi importante para as gentes da fronteira, com as artes e a cultura. A paisagem fronteiriça que desafiava os destemidos na passagem de mercadorias, agora é palco de vários projectos culturais que transportam para o interior das populações e seus visitantes, os sonhos e ambições, trazendo até à Vila Raiana uma oferta cultural que desafia todas as condicionantes existentes”. Durante os dias deste festival – a primeira edição – poderá reviver a arte de “contrabandear” dos anos 30 e 40 do Século XX, atravessar as duas margens do rio Guadiana numa ponte pedonal e  visitar uma região do Baixo Guadiana e do Sotavento Algarvio. Aqui, poderá encontrar um clima mediterrânico e um património edificado e natural genuíno. As praias fluviais – Pego Fundo – e o barrocal  são um convite para (e por) desvendar…o castiço Algarve Natural. Para mim, visitar o Algarve das Pontas…é reencontra-me.

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Como chegar

A partir de Lisboa optei por reservar uma viagem em Alfa pendular, através da Comboios de Portugal. Faro era a minha base para efectuar a Rota Omíada do Algarve. Para tal, optei por alugar uma viatura rent-a-car para fazer a ligação entre os diversos pontos histórico-culturais desta rota. Na maioria dos casos, utilizei a via do Infante (A22) e a Nacional 125. No caso da ida para Alcoutim, optei pela A22 até Castro Marim e depois o IC27 (Beja) até Alcoutim (N122-1).

Onde ficar

Estive uma semana no Hotel Faro. Fui recebido por uma equipe fantástica. A meu ver os pontos fortes deste Hotel são o seu restaurante (comida fantástica), os seus funcionários sempre prestáveis e o rooftop com uma vista fantástica sobre a Ria Formosa. A meu ver, o melhor rooftop de Faro. Já imaginaram almoçar com uma autêntica vista para as silhuetas que dão cor e forma à Ria Formosa?

Restaurante Ria Formosa

Praça D. Francisco Gomes, Nº2 8000-168 Faro Portugal

+351 289 830 830

✉️ Email: reservas@hotelfaro.pt

 

Onde comer:

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Perguntei ao Dr.Júlio Cardoso, técnico de turismo do Município de Alcoutim, um local típico para almoçar em Alcoutim. Estava nos meus planos almoçar no Centro Histórico de Alcoutim ou Salúncar do Guadiana. Persuadiu-me a ir almoçar à  Cantarinha do Guadiana, situada na localidade de Laranjeiras do Guadiana. Não me deixei enganar pelo espaço e pela falta de multibanco. De facto, o paladar conquista-se no prato. E a Senhora Isabel Ribeiros, a singular cozinheira, proporciona verdadeiros petiscos de cozinha regional alentejana e algarvia. Adorei saborear a comida tipicamente caseira e tradicional do interior algarvio, em especial, a sopa de tomate com ovos escalfados e o ensopado de enguias. Uma delicia para os viajantes andarilhos. E para acompanhar o café, nada como um “cheirinho” algarvio: o Medronho. Safa,mas aquece!

Para mais informações:

Região de Turismo do Algarve

Direcção Regional de Cultura do Algarve

Festival do Contrabando (Página Oficial)

Projecto Umayyad Route 

Turismo do Algarve – Rota Omíada do Algarve (Folheto + App)

Turismo da Andaluzia (Oficial)

Ayuntamento de Salúncar do Guadiana (Turismo)

Limite Zero (Slide)

Nota importante

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Texto: Rafael Oliveira  | Fotografia: Oliraf Fotografia

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Blogger Trips, Eventos Turísticos, Fotografia, História, Prémios & Nomeações, Viagens

4ªEdição dos BTL Blogger Travel Awards (2017): OLIRAF nomeado para melhor “Blogue de Fotografia de Viagem” 📷

“Portugal é por excelência um país orientado para o Turismo. A BTL é o salão referência para a indústria do Turismo Nacional. Esta é provavelmente a viagem de negócios mais importante do ano para si e para a sua empresa!”, pode ler-se no sitio oficial da BTL.

A dedicação e o gosto fazem os campeões. Neste caso, as nomeações. Pela 2ª vez, e pelo segundo ano consecutivo, o blogue OLIRAF integra a lista dos melhores blogues de viagem no passatempo “BTL Blogger Travel Awards” da Bolsa de Turismo de Lisboa! Graças ao trabalho desenvolvido por mim e por quem colaborou na imagem gráfica do meu projeto  fotográfico – o Designer Gráfico & Multimédia 📷 | 🎬 João Gomes, foi possível alcançar a nomeação para a categoria Melhor blogue de fotografia de viagens. Nesta categoria, o vencedor é eleito por um Júri de personalidades de diversas áreas do sector do Turismo em Portugal. Importa referir que também encontro-me, tal como os 14 blogues finalistas, nomeado para a categoria de “Melhor blogue de viagens eleito pelo público”. Pode votar, caro leitor, nesta categoria até dia 17 de Março.

Venho, por este meio, “pedinchar” o vosso voto para concorrer à eleição do melhor “Blogue de Viagens Eleito pelo Público”. Basta aceder a este link ou à página abaixo, procurar o meu Blogue “OLIRAF” ou “oliraf”) e inserir o e-mail. Simples, não é? As votações terminam no próximo dia 17 de Março. Saiba mais em http://btl.fil.pt/blogger-travel-awards-votacoes/

PortefólioOLIRAFBlogue2017

Os BTL Blogger Travel Awards, organizado pela BTL, são o mais  importante prémio dedicado aos blogs de turismo no nosso país. O objectivo máximo visa premiar os melhores bloggers de viagem em Portugal e de língua portuguesa que se destacaram ao longo do ano 2016. Neste caso, o júri da BTL nomeia os candidatos tendo em conta a importância dos temas abordados, qualidade de informação e escrita, criatividade, inovação e imagem gráfica.  E os Prémios? Segundo  o site Ambitur, “os vencedores das quatro categorias, para além do reconhecimento público, terão a possibilidade de desfrutar de um cruzeiro de seis dias pelo Mediterrâneo Ocidental a bordo do MSC Magnifica, oferta da MSC Cruzeiros.”.  Além disso, a cidade convidada nesta edição da BTL, o Município de Viseu, irá premiar cada um dos vencedores das 4 categorias com um fim de semana, para duas pessoas, que incluirá uma visita guiada pela cidade, uma experiência de enoturismo (Dão) e duas entradas no Museu Nacional Grão Vasco.

A meu ver, é um enorme orgulho ver o meu Fiat 600 entre os melhores “ferraris” da Blogosfera de Viagens  em Portugal. E tudo começou, com uma paixão de adolescente em 2006: fotografar todos os castelos e fortalezas de Portugal Continental e Insular. Importa não esquecer que tenho formação em História, arquivista de profissão e viajante por opção. Nunca mais esqueço o meu primeiro devaneio fotográfico em Montemor-o-Novo. E este ano para comemorar essa data, decidi realizar um roteiro fotográfico pelos “Guerreiros de Pedra do Alto Alentejo”, tendo como suporte a obra do historiador-medievalista Miguel Gomes Martins.

Ainda 2016 ia a meio, quando recebi um convite para incorporação de duas fotografias da minha autoria (Créditos Fotográficos por Oliraf Fotografia) numa História de Portugal, Verso da Kapa, lançada por dois colegas de Faculdade, o Diogo Ferreira e o Paulo Dias. Foi com gosto que aceitei dar cor a esta obra historiográfica. Ao longo destas páginas pode percorrer toda a História de Portugal, a meu ver de uma forma sintética. Nas páginas 28 e 48, poderá visualizar as fotografias alusivas a dois monumentos nacionais: o Mosteiro de Aljubarrota e o Castelo de Almourol.

A convite do promotor turístico da região do Algarve – Visit Algarve -, o blogue OLIRAF teve a sua primeira viagem de promoção de uma Rota Cultural: a Rota Omíada do Algarve. Esta escapadinha fotográfica foi agendada para Dezembro de 2016, por motivos profissionais e académicos. Inspire-se no que é nacional para criar roteiros inesquecíveis…

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Fomos uma das 80 Histórias seleccionadas para fazer parte do livro “Around the World in 80 pages”, um passatempo do Grupo Navigator. Tem como objectivo premiar as melhores histórias em Inglês e fotografias dos viajantes nacionais e estrangeiros que concorrem a este passatempo de viagens. Tendo em conta o meu portefólio de viagens de 2016, e o meu gosto pela cultura e civilização islâmica, decidi concorrer com as fotografias e um texto da minha viagem a Granada (Andaluzia,Espanha): Be a Time Traveller in Granada Heritage”.

Dear Rafael Oliveira,
We are pleased to announce that you are among the 80 finalists of the Navigator Around the World in 80 Pages 2016 – Global Writing Contest.

Congratulations!

Your text was selected from over 1300 stories, for its inspiring tone and originality, and will be published in a travel book, that you will later receive.

Navigator would like once more to thank you for sharing your stories with us, and for taking the time to participate.

Stay tuned to our Website and Facebook page to know if you’re one of the lucky winners!

Best Regards,

Navigator Team – Around the World

Note-se que todos os vencedores serão conhecidos na Cerimónia de entrega de prémios da BTL BLOGGER AWARDS 2017  no dia 18 de Março, às 17h no Auditório 3 da BTL – Pavilhão 3, na Feira Internacional de Lisboa –  Parque das Nações, Lisboa.

 

Em baixo a lista dos melhores blogues de viagem nomeados nesta edição:

Categoria de Melhor Blogue Profissional estão: 
Alma de Viajante
Cultuga
O Meu Escritório é lá Fora
Porto Envolto
Viaje Comigo

Categoria Melhor Blogue Pessoal estão nomeados:  
Julie Dawn Fox in Portugal
Sofia in Australia
Menina Mundo
Viajar em Família
Viajar entre Viagens 

Categoria Melhor Blogue de Fotografia de Viagens estão os nomeados:  
Viaje Comigo
Oliraf
Viajário Ilustrado
Got2Globe
Portugal Patrimônios da Humanidade

«Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir. Sentir tudo de todas as maneiras.» Álvaro de Campos.

É gratificante estar nomeado como um dos 14 melhores blogues de viagens da BTL Travel Blogger Awards. Agora, é saborear a nomeação. Obrigado a todos que votaram em mim. Bem Hajam. Sou o único blog não profissional a concurso. Para mim, o melhor prémio foi estar nomeado para estar entre os melhores blogues de viagens em Portugal. Agora, é agarrar as portas que se abriram com esta nomeação.

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

linhagraficaALL-oliraf-03💻  Texto: Rafael Oliveira 🌎 Fotografia: Oliraf Fotografia 📷

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 Fotografia✈︎Viagens✈︎Portugal © OLIRAF (2017)

📩 Contact: oliraf89@gmail.com 

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Aldeias Históricas de Portugal, Algarve, Blogger Trips, Castelos & Fortalezas, Fotografia, História, Paisagem & Natureza, Portugal (Terras), Rota Omíada, Roteiros Fotográficos, Turismo Cultural, Turismo Militar, Umayyad Route, Viagens

📌 À descoberta de Cacela Velha: o castiço Algarve das pontas…

📌 São experiências amenas, algumas ainda por revelar. Fomos em busca da Rota Omíada do Algarve – inserida no projecto Umayyad Route – e descobrimos o legado material e imaterial desta Dinastia Árabe em Portugal, mas também as vistas sobre o oceano, a natureza, a gastronomia, os museus e experiências de aventura para viver na extremidade sul de Portugal e da Europa. Quem disse que o Algarve é quente só no Verão?

👤 Um pouco de História…

Os Omíadas foram uma Dinastia Islâmica a implementar o sistema hereditário do califado, após a morte do profeta Maomé. Eram oriundos da mesmo clã do profeta, a tribo dos Coraixitas, oriunda da cidade de Medina na Península Arábica. Daqui, transferiram a seu do seu poder para Damasco, na actual Síria. O califado Omíada de Damasco (661-750) expande a sua influência religiosa, cultural e militar para o Norte de África (Magrebe) e para a Península Ibérica (Al-Andalus), conquistada na primeira metade século VIII, sendo administrados pelo Emir de Cairuão (Tunisía), sob dependência directa do poder califal da Damasco. Em 750, os Abássidas assassinam a Dinastia Omíada, à excepção do Abderramão I que foge para a capital do Al-Andalus. Este, em 756,  funda o Emirato Omíada de Córdova (756-929), independente do poder califal abássida de Bagdad. O apogeu do poder omíada no Al-Andalus dá-se entre 929 e 1031, com a fundação do Califado Omíada de Córdova, em 929, por Abderramão III (891-961).

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O Forte e a Igreja de Cacela Velha: são os dois ex-libris desta povoação costeira

Cacela Velha é…um poema de pedra construído pelo Homem. Esta pequena grande povoação costeira do Sotavento Algarvio está localizada no concelho de Vila Real de Santo António. A meu ver, esta localidade é uma bela surpresa pela sua paisagem para a ria formosa, a arquitectura tradicional das casas típicas castiças e pela sua capatez. Além disso, as ruas têm o nome de poetas que fizeram parte da nossa cultura milenar. Chego a uma constatação: começo a gostar de outro Algarve. O Al-Gharb fora dos roteiros turísticos “habitué”: o das pontas.

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As castiças casas típicas desta localidade do litoral algarvio…

O Núcleo Histórico de Cacela Velha presenteia-nos com um pequeno conjunto de casas típicas do litoral algarvio. Todavia, os dois ex-libris desta pequena povoação é a sua fortaleza do Século XVI, reconstruída após o fatídico terramoto de 1755, e a Igreja com o seu portal renascentista. Na época Omíada, Qast´alla, Cacela em árabe, fora conquistada em 713 por forças califais de Abd al-Aziz ibn Musa (714-1715), o primeiro uale do Al-Andalus, isto é, um governador militar dependente do califa omíada de Damasco (661-750). Até à reconquista cristã, em 1240, a povoação ficou na jurisdição da cidade de Ossónoba (Faro) e assumiu o papel de primeiro aglomerado de carácter urbano situado a sudeste do actual território algarvio.

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Paisagem da ria Formosa

 

Uma curiosidade. Sabia que as ruas têm nomes de poetas se inspiraram nesta localidade para os seus poemas, como são os casos de Abû al-‘Abdarî, Sophia de Mello Breyner Andresen ou Eugénio de Andrade? Um pormenor delicioso. Visitar Cacela Velha é conhecer um outro Algarve: o genuíno e castiço. O Algarve das Pontas. A meu ver, o casario pitoresco, a pequena aldeia, a praia, fortaleza são uma bela harmonia na paisagem. Um belo exemplo do que o Homem consegue criar. Da visita à terra natal do poeta Ibn Darraj al-Qastalli (958-1030), um dos mais influentes do califado Omíada na época do poderoso Almançor,  levo na minha memória o som, ao fundo, do oceano atlântico…

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Pequena habitação para guardar os apetrechos de um pescador

Como chegar

A partir de Lisboa optei por reservar uma viagem em Alfa pendular, através da Comboios de Portugal. Faro era a minha base para efectuar a Rota Omíada do Algarve. Para tal, optei por alugar uma viatura rent-a-car para fazer a ligação entre os diversos pontos histórico-culturais desta rota. Na maioria dos casos, utilizei a via do Infante (A22) e a Nacional 125.

Onde ficar

Restaurante Ria Formosa

Praça D. Francisco Gomes, Nº2 8000-168 Faro Portugal
+351 289 830 830

✉️ Email: reservas@hotelfaro.pt

Para mais informações:

Região de Turismo do Algarve

Direcção Regional de Cultura do Algarve

Blog Turismo do Algarve

Projecto Umayyad Route 

Turismo do Algarve – Rota Omíada do Algarve (Folheto + App)

Nota importante

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Texto: Rafael Oliveira  | Fotografia: Oliraf Fotografia

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Fotografia•Viagens•Portugal © OLIRAF (2016)

Contact: oliraf89@gmail.com

Standard
Blogger Trips, Castelos & Fortalezas, Cidades [City Breaks], Fotografia, História, Património Edificado & Monumental, Reino de Espanha (Terras), Rota Omíada, Umayyad Route, Viagens, World Heritage (UNESCO)

📌À descoberta de Granada (Andaluzia, Espanha): Alhambra, El Generalife e Bairro de Albaicín…

📷 Um passeio fotográfico pelo “Carmen” da Andaluzia…

Granada é uma cidade peculiar do Reino de Espanha. É um dos destinos mais visitados pelos turistas e viajantes no Reino de Espanha, apesar do destino preferido ser Barcelona ou Madrid. Com quase a superfície terrestre e população de Portugal, a Andaluzia é uma das maiores regiões e mais turísticas do Reino de Espanha. Para mim, uma das mais bonitas e singulares deste País Ibérico. Recentemente, tive oportunidade de acompanhar uma visita de estudo do Departamento de História de Arte da Universidade Nova de Lisboa a Granada e Córdoba. Foi aqui que ganhei contacto com a Rota Cultural dos Omíadas: a Umayyad Route.  Durante esta epopeia, tive oportunidade de contactar com o esplendor esplendor material e imaterial do antigo legado islâmico na Península Ibérica: o Al-Andalus (711-1492).

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Aspecto parcial de Janelas do Alhambra de Granada, vista para o Bairro de Albaicín

E foi aqui. Como diria o professor José Hermano Saraiva num tom romanceado, que começou a epopeia mundial castelhana. Há 525 anos, a 2 de Janeiro de 1492, o último bastião mourisco na Península Ibérica rendia-se, após longas negociações com o último sultão Nazarí de Granada, Boabdil, aos futuros Reis Católicos. Terminava, assim, a Reconquista Cristã, iniciada nas Astúrias por Pelágio. Abria-se uma nova porta para o Mundo: a descoberta das Américas, por Cristóvão Colombo. Aliás, o navegador ao serviço da coroa castelhana, após várias tentativas recusadas pelo Rei de Portugal D.João II (1481-1495), estava no acampamento militar de Santa Fé aguardando o desfecho das negociações para a rendição de Granada. Em Agosto de 1492, partia de Palos de la Fronteira (Huelva) rumo à futura descoberta da América. Todavia, apesar da intolerância religiosa de Isabel de Castela e Fernando de Aragão, documentada no Decreto de Alhambra, o legado material e imaterial do Reino Nazarí de Granada (1232-1492) ainda sobrevive nas pedras do Alhambra de Granada, nas encostas do casario branco de Albaicín e nas montanhosas serranias das Alpujarras.

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Aspecto parcial do El Generalife e da Sierra Nevada

À medida que caminhamos pelas ruas de Granada, apenas com um mapa do Centro Histórico e com o sentido de orientação apurado desde o tempo dos escuteiros, a cidade conquista‑nos aos poucos, fazendo que não desistirmos dela. Depois de atravessarmos a longa Gran Via de Colón, deparamo-nos com a Porta de Elvira. A partir daqui, começo a subir passo-a-passo o casario do Bairro de Albaicín até a um dos miradouros mais concorridos pelos viajantes e curiosos numa visita a Granada: o Mirador de San Nicolás.

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Aspecto de uma Ruela do Bairro de Albaicín

Aquele momento no horizonte surgiram os contornos da Alhambra, o meu coração começou a acelerar de tanta emoção, face à magnificência deste singular fortificação islâmica. Procuro um espaço livre para me sentar no muro que fica defronte da Alhambra, que me permita contemplar de uma forma serena este magnifico exemplar da arquitectura islâmica em Espanha e, a meu ver, a nível Mundial. Ninguém, seja um viajante, turista ou até mesmo um poeta, fica imune ao fascínio desta antiga fortificação islâmica. Agora, percebo a tristeza de Boabdil, durante o acto oficial entrega desta cidade e respectiva expulsão para um domínio nas Alpujarras. Durante a Guerra de Independência Espanhola (1808-1814), os soldados de Napoleão Bonaparte usavam as torres fortificadas do Alhambra para efectuar treinos de artilharia. Muitas foram destruídas.

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Jardins da Alhambra de Granada

Para mim, este é um dos pontos de visita obrigatório a esta cidade andaluza. Este antigo complexo fortificado de palácios do Reino de Granada, fundado pela Dinastia Nazarí (1232-1492), mexe com qualquer pessoa. Há algo de mágico nestas pedras. Ninguém fica indiferente, seja de noite ou dia, por mais livros, relatos, fotografias e vídeos que tenhamos visto. Mas, os viajantes não vêm ver a maioria da cidade de Granada. Em 1492, durante a rendição do último reduto mouro na Península Ibérica, os Reis Católicos não ousaram destruir este imenso complexo. Estou certo, que apesar da sua intolerância religiosa, ficaram maravilhados com a sua nova conquista. Dai, estarem sepultados na Catedral de Granada, situada no centro histórico da mesma cidade. Infelizmente, não consegui visitar os belos e singulares túmulos destes monarcas fundadores da unidade espanhola.

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Caligrafia Árabe, em estuque, da Alhambra de Granada.

Os viajantes vêm ver o complexo edificado do Alhambra, com os seus palácios, a história e a arte islâmica existente nesta cidade. De facto, o Alhambra de Boabdil detém o nosso olhar, seja à noite ou durante o dia. O escritor-viajante Washington Irving (1783-1859) escreveu o seu livro – Cuentos de Alhambra – sobre o lado romântico da Alhambra de Granada e do legado mourisco na Andaluzia. Neste livro, podemos encontrar diversas passagens e descrições da vida quotidiana e rural da Andaluzia da primeira metade do Século XIX. O El Generalife é um verdadeiro paraíso. Foi construído pelos sultões nazarís para refúgio do quotidiano cortesão da Alhambra de Granada. Tal como eles, fujo das “massas” de turistas que inundam o complexo fortificado do Alhambra. Afinal, trata-se do monumento mais visitado do Reino de Espanha. Quem diria? Foi uma bela surpresa contactar com a simplicidade desta “Horta Real” com as suas fontes, hortas e belos jardins que nos transportam para outras latitudes. O Éden podia ser aqui.

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Acequia Real do El Generalife

Se há locais que parecem ter saído de um sonho, não há dúvidas de que o Bairro de Albaicín é um deles. Acerca de 800 metros de altitude, o casario branco deste antigo bairro árabe transmite-nos uma sensação de paz ao percorrermos as suas vielas. Por momentos, sinto que fui transportado para a realidade bem lisboeta: a genuína Alfama. Sente-se a nostalgia e o legado da população árabe que habitou nestas ruelas e vielas. E, claro, da sua arquitectura urbana – Carmen – que se estende desde o miradouro de San Nicolás até ao rio Darro. Aliás, ainda hoje, existem lojas de “recuerdos” e restaurantes de origem magrebina, junto ao Paseo de los Tristes.

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Vista Geral do casario branco do bairro de Albaicín

Há uma Andaluzia que todos conhecem e uma outra que só se dá a desvendar por quem entra por esta região adentro, disposto a deixar-se interpelar pela sua singular beleza de cada monumento, bairro, igreja ou museu. Esta cidade andaluza encanta e admira qualquer viajante que chega pela primeira vez e a contempla. Acima de tudo, a essência desta cidade andaluza é o complexo fortificado do Alhambra, o bairro Albaicín e o El Generalife. Os três são património mundial classificado pela UNESCO. Confesso que a Andaluzia, e em especial Granada, transmite boas vibrações a qualquer forasteiro ou viajante andarilho. Há cidades que nos tocam a alma. E Granada é uma delas. Um verdadeiro Carmen na terra.

✈ Como chegar:

Granada

Fonte: Visit Spain

O website do Turismo de Espanha – Visit Spain – oferece informação atualizada sobre os meios de transportes mais acessíveis para visitar Granada. No meu caso, como fomos numa visita de estudo, optou-se pela viagem de Autocarro de Turismo desde Lisboa. Desde Lisboa a Granada – ida e volta – são quase 1500 Km. Há duas opções: ir pela fronteira algarvia – Ponte Internacional do Guadiana – ou pela Alentejana – Fronteira de Elvas/Caia. A meu ver, a última é a opção mais económica e com maior fotogenia durante o trajecto rodoviário. Todavia, poderá fazer os dois trajectos rodoviários: Lisboa-Algarve-Sevilha-Granada e Granada-Córdova-Zafra-Badajoz-Lisboa.

🏠 Onde ficar:

Estive dois dias alojado no Hotel Carmen de Granada. Adorei os quartos e a localização do Hotel. E a vista desde o rooftop do Hotel Carmen. Está próximo do Centro Histórico da Cidade de Granada. As instalações são espectaculares. Boa Relação Custo/Preço. Quer conhecer mais sobre este hotel? Poderá visitar em www.hotelcarmen.com e descobrir as ofertas desta unidade hoteleira de 4 estrelas em pleno centro de Granada.

📩 reservas@hotelcarmen.com

🍜 Onde comer:

Na La Teteria del Bueno, em pleno Bairro Histórico de Albayzín, podemos saborear com calma um chá de menta, tipico de outras latitudes. Por exemplo, Marrocos. E no frio da noite de Granada, este tem outro sabor. Aqui, podemos saborear a essência do Al-Andalus.
Como diz o lema da casa: “Casa andalusí: algo de comer,algo de beber,y mucha paz…”

Calle Banuelo 5, 18010 Granada, Espanha   +34 958 22 41 97

🌏Para mais informações:

Aqui poderá encontrar, por exemplo, extensa documentação e dicas sobre o património material e imaterial desta cidade andaluza. Consulte mais dicas & informações sobre o que ver, fazer e comer nos seguintes links:

Turismo da Andaluzia (Oficial)

Ayuntamento de Granada (Turismo)

Granada Heritage (Unesco)

Visitar o Complexo do Alhambra (Oficial)

Umayyad Route (Espanha)

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

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