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📌 À descoberta da Ponte da Ajuda: um belo exemplar da arquitetura civil manuelina…

🇵🇹 Se Elvas destaca-se pela geometria e pela monumentalidade da arquitetura militar barroca dos séculos XVII e XVIII, a Ponte da Ajuda, a 10 km, é um perfeito exemplar da arquitetura civil manuelina do século XVI. Situa-se na margem direita do rio Guadiana e permitia a circulação viária de bens e tropas entre Elvas e Olivença. Era, assim, a única via de comunicação entre a fronteira portuguesa e a vila de Olivenza em caso de socorro bélico.

Edificada, em 1509, no reinado do Venturoso, cognome do Rei De.Manuel I (1495-1521), a Ponte de Nossa Senhora da Ajuda encontra-se, actualmente, em ruínas. Era constituída por 19 arcos, com uma torre militar ao centro. Ao todo tinha cerca de 400 metros de comprimento

Em virtude dos aluviões e das cheias constantes foi parcialmente destruída no final do século XVI. Mais tarde, no contexto da Guerra da Restauração, foi reconstruída para permitir o socorro de tropas, equipamento bélico e víveres aos constantes assédios militares dos exércitos castelhanos de Felipe IV. Olhando a História, compreende-mos a razão da sua reconstrução: o fim da Monarquia Dual (1580-1640) e o início da luta pela restauração da independência nacional. 

Mais tarde, em 1709, esta ponte foi destruída parcialmente pelo exército bourbon de Felipe V, neto de Louis XIV de França, no contexto da Guerra da Sucessão de Espanha (1701-1714). Era o pronúncio antigo da ocupação efectiva de um território reclamado pelos castelhanos e, mais tarde, Espanhóis desde a época da Reconquista Cristã, aquando do assédio português à Taifa de Badajoz, na segunda metade do século XII. 

Desde então, ficou impedida a passagem directa do território português para Olivença. Em 1801, no contexto da Guerra das Laranjas, dá-se a ocupação pelas forças espanholas de Godoy da vila portuguesa, cujos direitos portugueses foram reconhecidos pelos tratados de Alcanizes (1297) e de Viena (1815), mas nunca pelas autoridades espanholas. E na minha opinião, as autoridades portuguesas nunca souberam, ou não têm interesse, em valer os seus “reais e justos” direitos. Desculpem um aprendiz de viajante andarilho tem de ter opiniões, certo?

Hoje em dia, os Portugueses e os Espanhóis são duas faces da mesma moeda: a Península Ibérica. Ao contemplar a ponte da Ajuda, o viajante fica ciente que a sua história foi feita ao ritmo dos confrontos bélicos entre os dois lados da fronteira. Daí, as sucessivas destruições e construções ao longo de mais dois séculos. Infelizmente, desde a primeira metade do século XVIII, que está em ruínas. Falar da ponte da ajuda, a meu ver, é falar estórias que fizeram a História de Portugal. 

Deixo-vos um olhar fotográfico desta icónica e histórica ponte do rio Guadiana. Quem disse que a silhueta das ruínas não é fotogénica? A ir.

Nota importante

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

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📌 À descoberta do Forte-Presídio da Trafaria

Uma aventura pela Arquitectura Militar da Trafaria: o Forte-Presídio da Trafaria e a 5ªBateria da Raposeira. Há ruínas que têm muitas estórias da história de Portugal para descobrir…

Próxima paragem: Trafaria. A terra das famosas amêijoas à Bulhão Pato. Ou a Terra onde o Tejo se faz ao mar. É o slogan deste freguesia do concelho de Almada. Partimos para a margem sul do Tejo em busca da memória histórica da arquitectura militar do Antigo Regimento de Artilharia de Costa. O antigo Presídio-Lazareto da Trafaria é uma viagem pela Memória Histórica. A memória de outros tempos obscuros da nossa História. E apetece dizer: Nunca mais! Em tempos idos, milhares foram os viajantes, degredados e presos políticos que aguardavam a sua próxima viagem: a ida para o ultramar português. Para muitos, a Ponta da Areia – Trafaria – era a sua última morada em Portugal e, para a maioria, da sua vida.

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Trafaria: onde o Tejo se faz ao mar. Ou será oceano?

A Trafaria em virtude da sua posição geográfica, localizada junto à foz do estuário do Rio Tejo, despertou o interesse estratégico das autoridades governamentais para a defesa militar da entrada da barra do Porto e Cidade de Lisboa. A primeira fortificação foi construída na 2ªMetade do Século XVII, durante o reinado de D.Pedro II (1668/1683-1705), junto às instalações do antigo Lazareto do Século XVI. Importa referir que a antiga esplanada de artilharia – guarnecida com 12 peças de artilharia – foram demolidas no inicio do século XX, aquando das obras de construção do novo presidio.

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Aspecto da Estação Fluvial da Trafaria

Em virtude do clima belicista das potências europeias imperialistas (Inglaterra,França, Alemanha ou Rússia) no último quartel do Século XIX, Portugal sentiu necessidade de construir e guarnecer a sua frente atlântica, em especial nos estuários do Sado e do Tejo, com uma rede de fortificações e equipamento bélico dissuasor consoante as restrições orçamentais que vigoravam durante regime monárquico. Assim, no principio do Século XX, entre 1902 a 1909, ocorreu o maior empreendimento de engenharia militar do concelho de Almada: a construção de um conjunto de fortificações  Baterias de Artilharia de Costa de Alpenas e da Raposeira e do Quartel do Grupo de Artilharia N.º4 na freguesia da Trafaria.

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Um dos mais singulares Ferry-boat (s) de Portugal: o Eborense.

Nesta empreitada militar foram construídas infra-estruturas – uma ponte cais e de uma linha férrea – destinadas ao transporte de matéria-prima, artilharia naval e munições para guarnecer as futuras baterias de origem alemã Krupp  que se localizavam no topo do Monte da Raposeira e na Arriba Fóssil da Caparica.  O Quartel da Trafaria, inaugurado em 1905 pelo Rei D.Carlos,  era utilizado para alojar a guarnição militar que servia nas baterias anteriormente mencionadas. Mais tarde, passa a designar-se Quartel da Brigada de Artilharia de Costa N.º1. Na 2ªMetade do Século XX, passa a designar-se Batalhão de Reconhecimento e Transmissões. Actualmente, encontra-se afecto à Guarda Nacional Republicana.

📌 Forte-Presídio da Trafaria (séc. XVI-XX)

No âmbito da Trienal de Arquitectura de Lisboa esteve aberto ao público até ao passado dia 11 de Dezembro, de Sexta-feira a Domingo, a exposição sobre O Presídio e a Trafaria 450 anos de História nas antigas celas do Forte-Presídio da Trafaria. Com entrada livre, esta exposição tinha como intuito dar a conhecer a importância estratégica e histórica da Trafaria ao longo dos últimos quinhentos anos.

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Forte Prisional da Trafaria

O Lazareto-presidio da Trafaria foi construído na 2ªMetade do Século XVI (1565), durante o reinado de D.Sebastião, na regência do Cardeal D.Henrique. Este mandou construir um complexo, em nome do seu sobrinho-neto, para o recolhimento de matérias-primas e viajantes do Império Ultramarino Português (1415-1999). Tratava-se, assim, de uma medida de controlo sanitário e aduaneiro  rigoroso, para um dos maiores complexos portuários da Europa à época.

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Aspecto do Presidio da Trafaria

Ao longo do edifício e das celas que constituem o núcleo do Forte-Presídio, tivemos oportunidade de contactar com um percurso expositivo que, através de referências históricas, documentais e iconográficas, nos elucidou sobre a origem do património histórico-militar edificado, das dinâmicas económicas, locais e religiosas que fizeram, e fazem, desta localidade da margem sul do Tejo, um local singular para muitos portugueses.

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Complexo Edificado do Forte da Trafaria

No final do regime monárquico, no reinado de D.Manuel II (1908-1910), foram construídas as instalações da Casa da Reclusão da Trafaria. Com a implantação do regime republicano , serviu de prisão militar para os Monárquicos envolvidos na revolta do Monsanto. Entre o golpe de Estado de 28 de Maio de 1926 e a Revolução de 25 de Abril de 1974 ficou associado à prisão de muitos civis e políticos que combateram a ditadura militar e o Estado Novo, na tentativa de derrube do regime. diversas. Para muitos, este presídio-militar foi a sua morada final.

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Como chegar:

A partir de Lisboa, o trajecto mais acessível para esta localidade da margem sul, é através da via fluvial. Para tal, basta apanhar o cacilheiro ou o ferry-boat que faz as ligações fluviais entre Belém e a Trafaria. Eu fui no Eborense. A viagem custou 1.20 €. Para consultar os horários e os preços, poderá saber mais na Transtejo. Esta é a empresa que assegura a Ligação Trafaria – Porto Brandão – Belém.

Para mais informações:

Bateria do Outão e Forte Velho do Outão – SIPA: Sistema Informação para o Património Arquitectónico. [Em linha]. [Consultado em 30 Dez. 2014]. Disponível na  internet URL: <http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=25039 >

Forte-Presídio Naval da Trafaria – SIPA: Sistema Informação para o Património Arquitectónico. [Em linha]. [Consultado em 30 Dez. 2016]. Disponível na  internet URL: <http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=32962 >

COSTA, António José Pereira da – A cidadela de Cascais e a Defesa da Costa Marítima do Guincho ao Estoril. In: “Boletim do AHM”, Lisboa, vol. 63 (1998 – 1999), pgs. 37 – 98.

EMERECIANO, Jaime – A Artilharia na Defesa de Costa em Portugal. Lisboa: Academia Militar, Dissertação Mestrado em Ciências Militares, especialidade de Artilharia, 2011. Disponível na internet URL: http://comum.rcaap.pt/handle/123456789/7247

MACHADO, M. (22 de Dezembro de 2008). Os Últimos Disparos do “Muro do Atlântico” Português. Obtido em Fevereiro de 2011, de http://www.operacional.pt: http://www.operacional.pt/os-ultimos-disparos-do-%E2%80%9Cmuro-doatlantico%E2%80%9D-portugues/

MASCARENHAS, Catarina de Oliveira Tavares – Da defesa à contemplação da paisagem : intervir no lugar do Forte e da 7ª Bateria do Outão no contexto da Arrábida. – Lisboa : FA, 2014. Tese de Mestrado.

FONTE: http://sitiomarconi.fundacao.telecom.pt/…/p4_40_miolo_Marco…
Oliveira, João de – “A TSF: como nasceu em Portugal” in Revista Militar, Ano 98,.º11,1946,pp.561-562.

Ler mais em:  http://ruinarte.blogspot.pt/2013/02/a-bataria-da-raposeira-trafaria.html

Ler mais em: http://www.fpc.pt/Portals/0/Flipbook/HTML/files/assets/seo/page67.html

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

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📌 À descoberta do Regimento de Artilharia de Costa: a 5ªBateria da Raposeira…

Uma aventura pela Arquitectura Militar da Trafaria: a 5ª Bateria da Raposeira. Há ruínas que têm muitas estórias da história de Portugal para descobrir. Neste artigo, as ruínas falam

A 5ª Bateria de Costa da Raposeira é um local peculiar situado na freguesia da Trafaria, no concelho de Almada. Foi construída entre 1893 e 1911. Integravam o sistema de fortificações do Campo Entrincheirado de Lisboa, mas foram mais tarde integradas na Frente Marítima de Defesa de Lisboa. Actualmente, em ruínas, este complexo bélico estava integrado num conjunto de oito Baterias de Artilharia de Costa do Exército que formavam o extinto Regimento de Artilharia de Costa (Grupo Sul).

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Subindo o monte da Raposeira, o cenário do complexo bélico é desolador. Das antigas instalações militares – que foram desocupadas na década de 80 do Século XX – , restam as ruínas dos edifícios construídos no final do século XIX, os subterrâneos e as três peças de artilharia Krupp CTR de 15 cm. Ainda hoje, nos canos, podemos comprovar que foram fundidas, entre 1904 e 1907, no berço desta empresa industrial alemã: Essen. Ao longo do espaço arquitectónico,encontramos espalhadas centenas de munições de paintball. Por experiência própria, aquando da minha visita às Baterias das Alpenas, tive oportunidade de receber o meu “baptismo de fogo” dos adeptos deste combate simulado. Os graffitis cobrem as paredes deste recinto. Não ficamos intimidados, visto que estes são uma companhia para os mais curiosos, como eu.

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Peça (s) de Artilharia Krupp CTR 15 cm

Há muitas ruínas que têm muitas estórias da História para contar. Aliás, verdadeira pedras com história. No campo das Telecomunicações, foi nesta antiga estrutura militar que se deram as primeiras experiências com a Telegrafia Sem Fios (TSF) em Portugal foram realizadas em 17 Abril de 1901, entre o forte da Raposeira na Trafaria e o Regimento de Engenharia no forte do Alto do Duque, localizado em Algés. Entre ambas, havia uma distância de 4.300 metros. Por resolução do Ministério da Guerra, sob o comando do coronel Avelar Machado, dirigiram estes testes, desde o forte da Trafaria, o Capitão João Severo da Cunha e o Tenente Pedro Álvares. Foi experimentado durante o ensaio radiotelegráfico, o equipamento da empresa francesa Ducretet oferecido  ao Ministro da Guerra de então, o General Luís Augusto Pimentel Pinto.

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5ªBataria da Artilharia de Costa da Raposeira 

O Regimento de Artilharia de Costa tinha como intuito a protecção da capital portuguesa e da entrada do rio Tejo face a uma eventual invasão marítima. Todavia, nunca tiveram uma prova de fogo, como as do Forte de Almada e do Alto do Duque contra os Navios da Armada Portuguesa:  o contratorpedeiro ‘Dão’ e o ‘Aviso’ de 1ª classe Afonso de Albuquerque. Estávamos em 1936, em plena Guerra Civil de Espanha (1936-1939), uma facção de marinheiros portugueses revoltou-se contra a ditadura salazarista, face ao apoio deste ao General Franco, e face à situação politica no nosso país. O golpe militar não vingou, mas os marinheiros revoltosos quiseram levar os navios para Espanha, onde combateriam na Guerra Civil pelo lado republicano. Após uma tentativa falhada de fugir da Barra do Tejo, em virtude do fogo cruzado entre o Forte de Almada e do Alto do Duque, estes acabaram por render-se e ficar fundeados junto à Cruz Quebrada. Apesar de não terem participado, os canhões da Bateria  e da Raposeira estavam de prevenção para impedir a saída dos navios do estuário Tejo. Foi o último grito de revolta do reviralho contra a Ditadura Militar e, mais tarde, Estado Novo.

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Peça de Artilharia Krupp CTR 15 cm (Essen, 1904,N.º18)

Os Canhões da Memória. As diversas ruínas do antigo RAC são, hoje, lugares esquecidos pelo Homem. Entregues ao tempo. Ao percorrer estas ruínas, sinto-me uma espécie de intermediário entre os artilheiros que fizeram uma parte da sua vida neste complexo militar. Nem todos se conformam com o triste destino das baterias  da Artilharia de Costa. É o exemplo da recente Associação dos Amigos da Artilharia de Costa criada com o objectivo de zelar pelo legado memorial e pela conservação deste património histórico-militar. E não estão sozinhos nesta “epopeia”. Arquitectos, historiadores e os habitantes da Trafaria esperam agora que as ruínas dêem um novo impulso cultural e económico que traga novos horizontes…de memória.

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Panorama parcial da Trafaria, vista do Monte da Raposeira

Os canhões da bateria da Artilharia Costa nº 5 silenciaram-se há mais de duas décadas, tendo como consequência a monotonia desta freguesia da margem sul do Tejo. Todavia, o centro histórico da Trafaria merece uma visita mais demorada para conhecer as estórias desta vila piscatória e industrial, cuja existência remonta há pelo menos cinco séculos. Ao percorrermos as suas ruas e vielas, podemos tomar contacto com a arquitectura balnear dos séculos XIX e XX que pode ser apreciada calmamente, apesar do desgaste do tempo a que foi sujeito. Sabia que a Trafaria foi a primeira colónia balnear inaugurada pela Rainha D. Amélia?

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Como chegar:

A partir de Lisboa, o trajecto mais acessível para esta localidade da margem sul, é através da via fluvial. Para tal, basta apanhar o cacilheiro ou o ferry-boat que faz as ligações fluviais entre Belém e a Trafaria. Eu fui no Eborense. A viagem custou 1.20 €. Para consultar os horários e os preços, poderá saber mais na Transtejo. Esta é a empresa que assegura a Ligação Trafaria – Porto Brandão – Belém.

Para mais informações:

Bateria do Outão e Forte Velho do Outão – SIPA: Sistema Informação para o Património Arquitectónico. [Em linha]. [Consultado em 30 Dez. 2014]. Disponível na  internet URL: <http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=25039 >

Forte-Presídio Naval da Trafaria – SIPA: Sistema Informação para o Património Arquitectónico. [Em linha]. [Consultado em 30 Dez. 2016]. Disponível na  internet URL: <http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=32962 >

COSTA, António José Pereira da – A cidadela de Cascais e a Defesa da Costa Marítima do Guincho ao Estoril. In: “Boletim do AHM”, Lisboa, vol. 63 (1998 – 1999), pgs. 37 – 98.

EMERECIANO, Jaime – A Artilharia na Defesa de Costa em Portugal. Lisboa: Academia Militar, Dissertação Mestrado em Ciências Militares, especialidade de Artilharia, 2011. Disponível na internet URL: http://comum.rcaap.pt/handle/123456789/7247

MACHADO, M. (22 de Dezembro de 2008). Os Últimos Disparos do “Muro do Atlântico” Português. Obtido em Fevereiro de 2011, de http://www.operacional.pt: http://www.operacional.pt/os-ultimos-disparos-do-%E2%80%9Cmuro-doatlantico%E2%80%9D-portugues/

MASCARENHAS, Catarina de Oliveira Tavares – Da defesa à contemplação da paisagem : intervir no lugar do Forte e da 7ª Bateria do Outão no contexto da Arrábida. – Lisboa : FA, 2014. Tese de Mestrado.

FONTE: http://sitiomarconi.fundacao.telecom.pt/…/p4_40_miolo_Marco…
Oliveira, João de – “A TSF: como nasceu em Portugal” in Revista Militar, Ano 98,.º11,1946,pp.561-562.

Ler mais em:  http://ruinarte.blogspot.pt/2013/02/a-bataria-da-raposeira-trafaria.html

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📌 À descoberta de Cacela Velha: o castiço Algarve das pontas…

📌 São experiências amenas, algumas ainda por revelar. Fomos em busca da Rota Omíada do Algarve – inserida no projecto Umayyad Route – e descobrimos o legado material e imaterial desta Dinastia Árabe em Portugal, mas também as vistas sobre o oceano, a natureza, a gastronomia, os museus e experiências de aventura para viver na extremidade sul de Portugal e da Europa. Quem disse que o Algarve é quente só no Verão?

👤 Um pouco de História…

Os Omíadas foram uma Dinastia Islâmica a implementar o sistema hereditário do califado, após a morte do profeta Maomé. Eram oriundos da mesmo clã do profeta, a tribo dos Coraixitas, oriunda da cidade de Medina na Península Arábica. Daqui, transferiram a seu do seu poder para Damasco, na actual Síria. O califado Omíada de Damasco (661-750) expande a sua influência religiosa, cultural e militar para o Norte de África (Magrebe) e para a Península Ibérica (Al-Andalus), conquistada na primeira metade século VIII, sendo administrados pelo Emir de Cairuão (Tunisía), sob dependência directa do poder califal da Damasco. Em 750, os Abássidas assassinam a Dinastia Omíada, à excepção do Abderramão I que foge para a capital do Al-Andalus. Este, em 756,  funda o Emirato Omíada de Córdova (756-929), independente do poder califal abássida de Bagdad. O apogeu do poder omíada no Al-Andalus dá-se entre 929 e 1031, com a fundação do Califado Omíada de Córdova, em 929, por Abderramão III (891-961).

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O Forte e a Igreja de Cacela Velha: são os dois ex-libris desta povoação costeira

Cacela Velha é…um poema de pedra construído pelo Homem. Esta pequena grande povoação costeira do Sotavento Algarvio está localizada no concelho de Vila Real de Santo António. A meu ver, esta localidade é uma bela surpresa pela sua paisagem para a ria formosa, a arquitectura tradicional das casas típicas castiças e pela sua capatez. Além disso, as ruas têm o nome de poetas que fizeram parte da nossa cultura milenar. Chego a uma constatação: começo a gostar de outro Algarve. O Al-Gharb fora dos roteiros turísticos “habitué”: o das pontas.

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As castiças casas típicas desta localidade do litoral algarvio…

O Núcleo Histórico de Cacela Velha presenteia-nos com um pequeno conjunto de casas típicas do litoral algarvio. Todavia, os dois ex-libris desta pequena povoação é a sua fortaleza do Século XVI, reconstruída após o fatídico terramoto de 1755, e a Igreja com o seu portal renascentista. Na época Omíada, Qast´alla, Cacela em árabe, fora conquistada em 713 por forças califais de Abd al-Aziz ibn Musa (714-1715), o primeiro uale do Al-Andalus, isto é, um governador militar dependente do califa omíada de Damasco (661-750). Até à reconquista cristã, em 1240, a povoação ficou na jurisdição da cidade de Ossónoba (Faro) e assumiu o papel de primeiro aglomerado de carácter urbano situado a sudeste do actual território algarvio.

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Paisagem da ria Formosa

 

Uma curiosidade. Sabia que as ruas têm nomes de poetas se inspiraram nesta localidade para os seus poemas, como são os casos de Abû al-‘Abdarî, Sophia de Mello Breyner Andresen ou Eugénio de Andrade? Um pormenor delicioso. Visitar Cacela Velha é conhecer um outro Algarve: o genuíno e castiço. O Algarve das Pontas. A meu ver, o casario pitoresco, a pequena aldeia, a praia, fortaleza são uma bela harmonia na paisagem. Um belo exemplo do que o Homem consegue criar. Da visita à terra natal do poeta Ibn Darraj al-Qastalli (958-1030), um dos mais influentes do califado Omíada na época do poderoso Almançor,  levo na minha memória o som, ao fundo, do oceano atlântico…

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Pequena habitação para guardar os apetrechos de um pescador

Como chegar

A partir de Lisboa optei por reservar uma viagem em Alfa pendular, através da Comboios de Portugal. Faro era a minha base para efectuar a Rota Omíada do Algarve. Para tal, optei por alugar uma viatura rent-a-car para fazer a ligação entre os diversos pontos histórico-culturais desta rota. Na maioria dos casos, utilizei a via do Infante (A22) e a Nacional 125.

Onde ficar

Restaurante Ria Formosa

Praça D. Francisco Gomes, Nº2 8000-168 Faro Portugal
+351 289 830 830

✉️ Email: reservas@hotelfaro.pt

Para mais informações:

Região de Turismo do Algarve

Direcção Regional de Cultura do Algarve

Blog Turismo do Algarve

Projecto Umayyad Route 

Turismo do Algarve – Rota Omíada do Algarve (Folheto + App)

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Batalha do Vimeiro: Adeus, Junot!

A Região do Oeste presenteia-nos com paisagens únicas que combinam entre si o oceano atlântico, os rios, os campos de cultivo, os vinhedos, os montes e vales. O seu litoral atlântico é banhado, em toda a sua extensão, pelo Oceano Atlântico, formando um conjunto extenso de areais, intercalados por uma orla costeira com falésias vivas de imponente beleza.

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Nas minhas aventuras pelo Oeste, sempre tive a curiosidade sobre a importância da Batalha do Vimeiro (1808) para a História local, nacional e europeia. Ora, decide-me, de uma vez por todas, fotografar uma recriação Histórica ocorrida nos 200 anos da Batalha do Vimeiro. Aqui, a História de Portugal e da Europa cruzou-se com a História Local…

As Invasões Francesas…

A Tomada da Bastilha, a 14 Julho de 1789, marcou o início simbólico da Revolução Francesa. Este acontecimento abalou os alicerces das monarquias absolutas europeias e do Antigo Regime Europeu. Em virtude deste acontecimento revolucionário, o tradicional equilíbrio europeu dos Séculos XVII-XVIII foi abalado, nomeadamente, o precário status quo militar e diplomático, pelos ideais da França Revolucionária.

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Portugal não estava alheio a esta situação internacional no contexto europeu e, no nosso caso específico, a própria Ilha da Madeira. A importância estratégica e comercial deste território ultramarino português «teve mais a ver com aquilo que podia facultar às grandes potências» beligerantes no contexto das Guerras Revolucionárias Francesas e depois com as Guerras Napoleónicas e não tanto a ver com o Reino de Portugal. De facto, a nosso ponto de partida para este trabalho, é o final do século XVIII e a 1ªdécada do século XIX.

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É nesta conjuntura dos finais do Século XVIII e inícios de XIX, reveladora de uma ambiguidade diplomática e militar no seio do Continente Europeu que o Reino de Portugal vai ter que redefinir a sua estratégia diplomática nunca antes vista na sua História. Ou Portugal optava por uma das duas áreas de hegemonia em confronto: uma continental ou marítima, Inglaterra ou França e, num sentido mais especifico, Portugal ou o Império. A escolha de um dos campos promovia enormes consequências humanas, bélicas, económicas e comercias para Portugal. Portugal perdia o seu estatuto de neutralidade, face aos conflitos europeus.  Após o decreto do Bloqueio Continental (Novembro 1806), na Europa não havia lugar para potências neutrais face ao conflito entre o Reino Unido e a França.

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Segundo Isabel Luna (2010), “ao longo da primeira metade do Século XIX, estas duas grandes potências iriam utilizar o território português para disputarem a hegemonia da Europa. Portugal, velho aliado dos ingleses, após um longo período de hesitações desafia o Bloqueio e, em 1801, com o apoio francês, a Espanha invade o país, pelo Alentejo. Os portugueses conseguem derrotar o invasor, mas perdem Olivença. Em 1803 são os ingleses que ocupam a Ilha da Madeira (Funchal) e os territórios do Estado Português da Índia (Goa), com o pretexto de protecção dos interesses ingleses face a uma hipotética agressão francesa.”

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A importância estratégica da ilha da Madeira era o resultado da sua localização geográfica no atlântico (Rodrigues,1998). Com efeito, a Cidade do Funchal era um importante centro de passagem das frotas mercantes da Europa para o hemisfério Sul e também era o último ponto de abastecimento antes de Cabo Verde ou até mesmo do continente americano. Por exemplo, ainda hoje, é um dos portos com elevada frequência de cruzeiros turísticos. Era um importante apoio para as frotas mercantes europeias no eixo comercial asiático, atlântico e americano. Ora, para os Ingleses ainda mais estratégica era, pois articulava o controlo do estreito de Cádiz, em articulação com a base naval de Gibraltar, e da Rota do Cabo, numa altura que a frota franco francesa estava no seu auge de construção naval.

A Batalha do Vimeiro…

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A primeira invasão do Grand Armée ao Reino de Portugal ocorre, em Novembro de 1807, sob o comando do General Junot. Face ao perigo iminente da captura da Familia Real Portuguesa, a conselho dos ingleses, esta foge para a colónia do Brasil. Junot ocupa Lisboa, apesar de ter falhado o seu objectivo final – a captura da realeza portuguesa – ficando “a ver navios” ao largo de Belém. Mais tarde, apesar dos tumultos da população lisboeta face à ocupação francesa, este assume a presidência do conselho de Governo de Portugal, em nome do Imperador dos Franceses: Napoleão Bonaparte.

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Segundo Isabel Luna (2010), durante o mês de Agosto de 1808, “o grosso da força naval expedicionária britânica, comandada pelo General Wellesley, desembarca junto à foz do rio Mondego e dirige-se para Lisboa. De facto, era aqui que estavam as principais forças militares do Grand Armée. As tropas francesas, comandadas pelo General Delaborde, sofrem a sua primeira derrota, frente ao exército anglo-português, na batalha da Roliça, a 19 de Agosto. O que restou das tropas francesas retirou-se para a cidade de Torres Vedras, onde estava o quartel-general de Junot, totalizando uma força de cerca de 12.000 homens. Ao mesmo tempo, aos 14.000 soldados anglo-portugueses, juntavam-se mais 4.000 soldados ingleses, desembarcados na praia do Porto Novo, junto ao Vimeiro, onde se travou uma nova batalha, a 21 de Agosto, que marcou a derrota definitiva do exército francês.

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Após o desfecho final da Batalha do Vimeiro, a 22 de Agosto, os Generais Wellesley (Exército Luso-Inglês) e Kellermann (Grand Armée) assinaram, na Maceira, “o acordo de cessar-fogo, depois ratificado sob a designação de Convenção de Sintra, que permitiu às tropas francesas saírem do país e levarem consigo os saques feitos durante a ocupação“, afirma Isabel Luna (2010). Chegava, assim, a 1ªInvasão Francesa (1807-1808) ao antigo Reino de Portugal. Todavia, os Franceses só seriam expulsos definitivamente em 1811 com a derrota do General Massena diante das Linhas de Torres Vedras.

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Em Suma, visite o Oeste e surpreenda-se com a rota histórica das Linhas de Torres Vedras, onde poderá ter uma oferta turístico-cultural diferenciada, a poucos quilómetros de Lisboa. E segundo o Slogan da promoção desta rota cultural: “Mude o seu destino, onde mudámos o de Napoleão…”

Para mais informações:

Recriação Histórica da Batalha do Vimeiro 1808

Centro de Interpretação da Batalha do Vimeiro (Facebook)

Câmara Municipal da Lourinhã

Centro de Interpretação das Linhas de Torres Vedras (Rota Histórica)

Histórias de Torres Vedras (Blogue)

Texto: Rafael Oliveira | Fotografia: Oliraf Fotografia

BIBLIOGRAFIA:

ARÁUJO, Ana Cristina Bartolomeu de, «As Invasões Francesas e a afirmação das ideias liberais», in Luis Miguel Torgal; João Lourenço Roque (coord.), O Liberalismo (1807- 1890), vol. V de José Mattoso (dir.), História de Portugal, Lisboa, Circulo de Leitores, 1993.

BARATA, Manuel Themudo, TEIXEIRA, Nuno Severiano (dir.) – Nova História Militar de Portugal. Lisboa: Círculo de Leitores, 2004, vol. 3

Linhas de Defesa de Lisboa durante as Invasões Francesas / Linhas de Torres Vedras SIPA: Sistema Informação para o Património Arquitectónico. [Em linha]. [Consultado em 30 Dez. 2014]. Disponível na  internet URL: <http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=34579

LUNA, Isabel de – Linhas de Torres Vedras. Torres Vedras: Museu Municipal Leonel Trindade, 1997 (2ª ed. 2000; 3ª ed. 2003); ed. revista, 2010. FRÉMEAUX, Jacques, France: Empire and the Mère-Patrie, The Age of Empires, Edited by Robert Aldrich, Thames & Hudson, 2007, pp.152-155.

NEWITT, Malyn; ROBSON, Martin – Lord Beresford e a Intervenção Britânica em Portugal 1807-1820, Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais,2004 GOTTERI, Nicole – Napoleão e Portugal, Lisboa, Edições Teorema,2006. RODRIGUES, Paulo Miguel Fagundes de Freitas, A Ilha da Madeira e o Atlântico durante as Guerras Napoleónicas: a importância estratégica e a defesa, Dissertação de Mestrado em História Contemporânea, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Lisboa, Julho de 1998

PEDREIRA, Jorge, COSTA; Fernando Dores, D.João VI, Colecção Reis de Portugal, Temas & Debates, 1ªEdição, Lisboa,2009

NEVES, José Acúrsio das, História Geral da Invasão dos Franceses em Portugal e a Restauração Deste Reino, Off. de Simão Thaddeo Ferreira, 1810-1811. 5 v, disponível  em  Biblioteca Nacional  http://purl.pt/12098 >

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Itinerâncias pelas Linhas de Torres Vedras: Forte São Vicente (TVD)

Panorama Cidade Torres VedrasO Forte de São Vicente de Torres Vedras é um dos ícones do património histórico edificado da cidade de Torres Vedras. Formava parte das célebres Linhas de Torres Vedras, que compunham o anel defensivo da capital durante as invasões napoleónicas (1808-1812), sendo considerado o mais importante forte das Linhas, defendendo a ligação entre Lisboa e Coimbra. Foi começado a construir em 1809, no cimo de um dos mais altos montes que se erguem em torno da cidade, o Monte de São Vicente. Tem planta em Y, e era composto por um conjunto de trincheiras, fossos, traveses, paióis, e 39 bocas de fogo originais. Encontra-se actualmente em Bom Estado de Conservação.

Panorama Forte São Vicente

Designação: Capela e Forte de São Vicente | Tipologia: Arquitectura Militar / ForteLocalização: Lisboa / Torres Vedras / Monte de São Vicente | Guarnição: 2000 a 2200 Homens | Artilharia: 26 Bocas de Fogo

No local onde se implanta existia já uma pequena capela, dedicada ao santo mártir, e cuja construção dataria do século XII (VIEIRA, Júlio, 1926), sendo referida pela primeira vez em 1267. Este templo, entretanto muito alterado, foi integrado na fortaleza. Mais recentemente foi alvo de uma intervenção para conservação do espaço envolvente, julgo, no âmbito do filme Linhas de Wellington (2012).

Través do Interior do Forte

Na imagem, e em primeiro plano, o interior da Praça de Armas com diversos Través, isto é, construções em terra para protecção de fogo inimigo. Ao Fundo, temos o Paiol de Armazenagem de Explosivos e Munições e a Ermida de São Vicente, lado direito e esquerdo respectivamente.

Fosso do Forte

Nesta imagem temos a perspectiva do Fosso com Escarpa e Contra-Escarpa que envolve esta obra militar. Podemos, também, salientar as aberturas onde eram colocadas as Canhoeiras.

ForteSãoVicente

Na Foto, em primeiro plano, uma das portas de acesso ao recinto fortificado. Em Segundo plano, a Capela Primitiva, de cariz medieval, dedicada ao culto de São Vicente.

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Panorama Exterior do Fosso e Baluarte do Forte de São Vicente de Torres Vedras.

As Linhas de Torres Vedras – Arquitectura Militar –  são um excelente  exemplo da articulação entre o Homem e o Meio. De facto, a construção das mesmas reflecte o estudo do Meio pelo Homem, isto é, o aproveitamento da Morfologia do Terreno para retardar o avanço, pela estrada e atravessamento dos rios, das tropas napoleónicas que se dirigiam a Lisboa.

Abaixo deixo alguns Panoramas que envolvem o Forte de São Vicente.

Panorama Forte vs Cidade TVD

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Panorama Geral do Forte São Vicente

Para mais informações:

Forte de São Vicente / Obra Grande de São Vicente – SIPA: Sistema Informação para o Património Arquitectónico. [Em linha]. [Consultado em 30 Dez. 2014]. Disponível na  internet URL: <http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=6346 >

Capela e Forte de São Vicente (DGPC)

Património Histórico de Torres Vedras (CMTVD)

Museu Municipal Leonel Trindade

Centro de Interpretação das Linhas de Torres | Sobral de Monte Agraço

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