📌À descoberta do Regimento de Artilharia da Costa: a 2ª Bateria da Parede…

Num instante… o Património! 

A seguinte reportagem fotográfica centra-se nas ruínas da antiga unidade militar do Regimento de Artilharia de Costa (RAC); a 2ªBataria da Parede, localizada em Cascais. De modo a possibilitar ao leitor um conhecimento da importância histórica, estratégica e bélica da Bataria da Parede, considerada ex-libris de artilharia de costa em Portugal, optou-se por realizar breve introdução do Regimento de Artilharia de Costa (RAC), do Plano Barron, a ela subjacente, e uma análise descritiva e pormenorizada sobre o património da 2ªBataria da Parede.

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A razão da escolha desta Bateria de Artilharia de Costa deveu-se à sua localização geográfica, à riqueza da sua construção arquitectónica, ao papel que desempenhou na defesa na barra de Lisboa e da Linha de Costa do Estoril, sendo considerada um ex-libris da defesa costa de Portugal.

O que era o Regimento de Artilharia de Costa (RAC)?

O Regimento de Artilharia de Costa (RAC) ffoi uma unidade militar criada pelas Forças Armadas Portuguesas, nomeadamente, o Exército Português, após a 2ªGuerra Mundial, através do Plano luso-britânico – o Plano Barron (1939).

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A sua missão era assegurar a defesa da linha de costa de acesso aos portos de Lisboa e de Setúbal.  Tínhamos ,assim, uma força especializada em impedir o desembarque de uma força convencional apoiadas por unidades navais, nas imediações dos estuários do Tejo e do Sado. As construções decorreram entre 1944 e 1958, estando operacionais corria o ano 1958.

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O RAC baseava-se em fortificações de betão armado com baterias fixas localizadas estrategicamente ao longo das costa da Península de Setúbal – Grupo Sul – e da Linha do Estoril – Grupo Norte. Era constituído por um posto de comando, situado em Oeiras, por 8 Batarias com 36 peças de artilharia  naval pesada de origem alemã (Krupp)  e inglesa (Vickers) de diversos calibres (152mm e 234mm) com alcance considerável para a época. Esta unidade militar foi desativada em 1998.

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A 2ª Bataria da Parede, situada no Alto da Parede, concelho de Cascais, nas proximidades de Lisboa, pertencia ao Grupo Norte – 1ª Bataria de Alcabideche, 3ª da Bataria da Lage (Oeiras) e 4ªBataria do Forte do Bom Sucesso (Belém) – do Regimento de Artilharia de Costa (RAC). O Grupo Sul era o responsável pela defesa da entrada da foz do Rio Tejo e da Linha de Costa do Estoril, em conjunto com a 5ªBataria da Trafaria e Alpena.  A construção desta unidade militar de defesa da costa sadina iniciou-se entre 1944 e ficou operacional em 1954. O material que compunha a Bataria da Parede, sendo do mais moderno da época em que foi implementada, eram 3 baterias de Vickers 152mm, de fabrico inglês, de médio alcance (10 – 20 km), com os aquartelamentos para o pessoal e respectivo depósito de munições, bem como de um conjunto de bunkers. Importa salientar que as mesmas nunca participaram em situações de conflito, sendo utilizadas, apenas, para exercícios de fogo real.

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Em certos países, como Gibraltar ou Malta, as autoridades preservam e promovem  o seu património militar para fins turísticos e culturais. Na minha opinião, o Turismo Militar seria um bom exemplo a ser seguido para as nossas baterias do antigo regimento de artilharia de costa (RAC), pois parte delas estão ao abandonadas há décadas num estado deplorável, sendo cada vez mais urgente garantir que a Bateria da Parede, não tenha o mesmo destino. Segundo noticias do ano 2014, o município de Cascais irá executar, em concordância com o Ministério da Defesa, um projecto para este espaço com beneficiação de obras de conservação e beneficiação de equipamentos necessários à sustentação económica de um futuro espaço museológico: o Museu Militar de Artilharia de Costa.  A Bataria da Parede assim o merece.

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Nos nossos dias, os canhões da «memória» estão calados pelo Homem e em decomposição pelo tempo. Na memória persistem as estruturas, a arquitectura e a vista deslumbrante que se tem das baterias para a Linha do Estoril. Ao longo do ano de 2015, irei realizar mais uma aventura ruinosa pelas ruínas da 5ªBataria da Trafaria (Grupo Sul), onde irei captar o interior dos espaços subterrâneos que fazem deste local, um património impar que deveria, e merecia, ser preservado e posto ao serviço da população local.

Para mais informações:

Aqui poderá encontrar, por exemplo, extensa documentação e dicas sobre o património material nos seguintes artigos e links:

Nuno Valdez dos Santos – “Campo Entrincheirado”, in Dicionário da História de Lisboa, direcção de Francisco Santana e Eduardo Sucena. Lisboa: Carlos Quintas & Associados, 1994: pp. 208-209

EMERECIANO, Jaime – A Artilharia na Defesa de Costa em Portugal. Lisboa: Academia Militar, Dissertação Mestrado em Ciências Militares, especialidade de Artilharia, 2011

Disponível na internet URL:http://comum.rcaap.pt/handle/123456789/7247

Bateria do Outão e Forte Velho do Outão – SIPA: Sistema Informação para o Património Arquitectónico. [Em linha]. [Consultado em 30 Dez. 2014]. Disponível na  internet URL: <http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=25039

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

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📌 À descoberta do Regimento de Artilharia de Costa: a 7ªBataria de Outão…

O objecto de estudo/documental que vos trago aqui são as ruínas da antiga unidade militar do Regimento de Artilharia de Costa (RAC), designadamente, a 7ªBataria de Outão.

Quantas vezes passamos por uma determinada ruína, sem que o nosso olhar se detenha para as admirar? Que Histórias e segredos guardam estes locais? Como sabem sempre tive um gosto pela História, pela preservação da memória e o gosto pela aventura, adquirido ao longo de uma década de Escutismo. Ora, a Fotografia deu-me a possibilidade de conciliar a minha paixão pessoal pela História, através do registo do património edificado em Portugal, seja ele em bom estado de conservação ou em ruínas.

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Foi a minha primeira incursão fotográfica numa Bataria do antigo, e extinto, Regimento de Artilharia de Costa (RAC) do Exército Português. Já conhecia a existências de diversos complexos do RAC pela Internet e pelos meios audiovisuais, tais como, o projecto Ruin’Arte, Lugares Esquecidos, Monumentos (SIPA) e do programa Abandonados da SIC. Todavia, desconhecia a sua localização precisa na Serra da Arrábida. Como fiquei com vontade de conhecer e fotografar este local, e aproveitando uma Sessão Fotográfica na Arrábida, decidi meter a mochila e o material às costas e partir para a aventura.

Vista exterior do complexo militar com as 3 peças Vickers de 152 mm
Vista exterior do complexo militar com as 3 peças Vickers de 152 mm

O Regimento de Artilharia de Costa (RAC) foi criada pelas Forças Armadas Portuguesas, após a 2ªGuerra Mundial, através do Plano luso-britânico – o Plano Barron (1939) -, onde o objectivo era criar uma força especializada em impedir o desembarque de uma força convencional apoiadas por unidades navais, nas imediações dos estuários do Tejo e do Sado. As construções decorreram entre 1944 e 1958, estando operacionais corria o ano 1958. Estiveram ao serviço da Nação, sensivelmente, cinquenta anos. Era constituído por um posto de comando, 8 Batarias com 36 peças de artilharia (Krupp e Vickers) de diversos calibres (152mm e 234mm) com alcance considerável para a época.

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Para a construção da 7.ª Bataria, localizada a meio da encosta da serra, próximo da Secil, foi aproveitado o antigo Forte do Outão (Século XVII)

A 7ª Bataria de Outão, situada na Serra da Arrábida, Outão Setúbal, pertencia ao Grupo Sul ( 5ª Bataria da Raposeira, 6ª da Bataria Fonte da Telha e 8ªBataria de Albarquel) do Regimento de Artilharia de Costa (RAC) cujo objectivo era defender a entrada da foz do Porto de Setúbal, em conjunto com os outros redutos.  A construção desta unidade militar de defesa da costa sadina iniciou-se entre 1944 e ficou operacional em 1954. Era composta por 3 baterias de Vickers 152mm, de fabrico inglês, de médio alcance (10 – 20 km), pelo antigo forte Velho de Outão e os aquartelamentos. Importa salientar que as mesmas nunca participaram em situações de conflito, sendo utilizadas, apenas, para exercícios de fogo real.

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Bateria Vickers 152mm – 7ªBataria do Regimento de Artilharia de Costa (Outão)
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A RAC de Outão estava equipada com três canhões Vickers, de 152 mm, de médio alcance, ou seja, entre 10 a 20 quilómetros de precisão
Hoje, os canhões estão calados pela paz e em decomposição pelo tempo. Na memória persistem as estruturas e a vista deslumbrante que se tem das baterias para a barra do Sado.
Hoje, os canhões estão calados pela paz e em decomposição pelo tempo. Na memória persistem as estruturas e a vista deslumbrante que se tem das baterias para a barra do Sado.

Em virtude, das mudanças tecnológicas introduzidas na forma de fazer a guerra nos finais do Século XX – misseis ar-terra, aviões a jacto e artilharia portátil-, a existência do RAC tornou-se obsoleta (alvo estático e vulnerável) e, como consequência, foi desativado em 1998 e, finalmente, extinto corria o ano de 2001. Chegava, assim, o projecto delineado pelo General Barrow durante a IIªGuerra Mundial e, também, o fim da História da Artilharia de Costa em Portugal iniciada no final do Século XIV.

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Forte de Santiago do Outão

Actualmente, apesar de ser um local com estruturas bélicas impressionantes e com vistas deslumbrantes para o estuário do Sado, os «canhões da memória» travam uma espécie de última guerra contra a destruição, contra o esquecimento e contra o tempo. Ao longo do ano de 2015, irei realizar uma segunda incursão pelas ruínas desta unidade militar, onde irei captar o interior dos espaços subterrâneos que fazem deste local, um património impar. Também irei aproveitar para visitar a 8ªBataria de Albarquel (Setúbal) e a 5ªBataria da Raposeira e da Alpena (Almada).

Para mais informações:

EMERECIANO, Jaime – A Artilharia na Defesa de Costa em Portugal. Lisboa: Academia Militar, Dissertação Mestrado em Ciências Militares, especialidade de Artilharia, 2011

Disponível na internet URL: http://comum.rcaap.pt/handle/123456789/7247

Bateria do Outão e Forte Velho do Outão – SIPA: Sistema Informação para o Património Arquitectónico. [Em linha]. [Consultado em 30 Dez. 2014]. Disponível na  internet URL: < http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=25039

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📌À descoberta do Castelo de Torres Vedras…

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Nas minhas aventuras pelo Oeste  sempre tive a curiosidade sobre a importância e o papel desta fortificação militar na História Local, Nacional e Europeia. Ora, decide-me, de uma vez por todas, visitar o Castelo de Torres Vedras. Aqui a História de Portugal cruzou-se com a História Local…Vamos entrar?

O Castelo de Torres Vedras fica situado na cidade, e sede de concelho, de Torres Vedras, no Distrito de Lisboa. Encontra-se envolvido pela malha urbana e por arborização, erguendo-se numa posição dominantes sobre a cidade que lhe dá nome.

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Ao longo da História, os Castelos e cercas medievais foram importantes e imponentes locais de refúgio, de defesa e de local de residência. Situados nas próprias povoações, em montes ermos ou no alto de colinas/penhascos, sempre o Homem os concebeu em articulação com o espaço físico envolvente.

Panorama Cidade Torres Vedras A partir do Castelo de Torres Vedras verifica-se a presença de elementos com valor patrimonial em termos naturais, históricos, culturais e paisagísticos. Deste património histórico podemos salientar a sua importância nos diversos acontecimentos relevantes da História de Portugal, tais como, no contexto da Guerra Civil de (1383-1385), nas Invasões Napoleónicas (1807-1811) e, finalmente, nas Guerras Liberais da 1ªMetade do Séc. XIX.
Construído numa colina, cujo sopé corre o leito do rio Sizandro, ergue-se o Castelo de Torres Vedras. Há diversas razões históricas, monumentais, naturais e paisagísticas que fazem desta edificação militar um conjunto patrimonial impar de visita imprescindível. Do seu topo, é possível visualizar uma excelente paisagem sobre o meio que nos envolve. Panorama CasteloTVD A ocupação humana da colina, onde está actualmente o Castelo de Torres Vedras remonta, segundo fontes históricas, ao III milénio a.C, beneficiando das notáveis condições naturais de defesa (colina) e de abastecimento (rio). Mais tarde, os Romanos e os Árabes reforçaram o complexo militar edificado, neste caso, as muralhas e a Alcáçova do Castelo, deixando inúmeros vestígios da sua presença ancestral. Do Castelo Medieval restam apenas os vestígios arquitectónicos da Igreja de Santa Maria do Castelo[1] e a cerca oval, que foi reforçada por ordem de D.Manuel I (1495-1521), comprovada pela porta de armas com a esfera armilar. Portugal-1-30HDR

Durante o Século XVI, o complexo do interior do Castelo foi renovado com a construção do Palácio dos Alcaides (1519) pelo alcaide-mor D.João Soares de Alarcão. Para a construção da mesma, foi destruída a torre de menagem de origem medieval.


Situada no interior do Castelo de Torres Vedras, a Igreja de Santa Maria do Castelo é uma das antigas quatro matrizes da Cidade de Torres Vedras. Segundo fontes históricas, a construção desta edificação religiosa deverá remontar à 2ªmetade do Século XII, pouco tempo da tomada do Castelo aos Mouros, em 1148, por D.Afonso Henriques. É provável que tenha sido erguida sobre algum templo islâmico, ai existente durante o período de ocupação árabe. Portugal-1-26 O Castelo de Torres Vedras esteve envolvido em inúmeras datas e acontecimentos de enorme importância no decurso da História de Portugal. Por exemplo, no contexto da Guerra Civil de 1383-1385, o Castelo esteve cercado durante dois meses pelo Mestre de Avis, futuro D. João I, pois estava sob o domínio dos partidários de Castela. Mais tarde, em 1414, o Conselho Régio do monarca D.João I decidiu tomar a praça do Norte de Africa (Ceuta). Assim, a cidade de Torres Vedras encontra-se intimamente ligada ao inicio da expansão portuguesa.
No contexto das Invasões Francesas (1807-1811) integrou a 1ªlinha das denominadas Linhas de Torres Vedras (reduto n.º27 do 1ºDistrito). Portugal, e neste caso, a cidade de Torres Vedras  foram transformadas num campo de Batalha para as «superpotências da época»: a França e a Inglaterra. Em virtude do Bloqueio Continental, Portugal foi usado pelo Império Britânico como testa de ponte para iniciar a derrota de Napoleão Bonaparte, uma espécie de Dia D. Como consequência, Portugal foi saqueado e sujeito a uma politica de terra queimada. Portugal-1-27

Em Dezembro de 1846, no contexto da Guerra Civil da Patuleia (1846-1847), a cidade de Torres Vedras foi palco de uma sangrenta batalha entre as forças governamentais  sob o comando do Duque de Saldanha e as forças da Junta do Porto, os patuleias, do Conde do Bonfim. De seguida, o Castelo foi utilizado como quartel das tropas sob o comando do Conde de Bonfim, depois de terem sido expulsas do Forte de São Vicente, tendo sido bombardeado, a partir do Varatojo, pelas forças do Marechal Saldanha, sendo que nessa altura o paiol de pólvora explodiu, o que resultou na sua rendição e, como consequência, na destruição do Palácio dos Alcaides.

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A Fotografia, de facto, tem valor documental, a partir do momento que ilustra um determinado acontecimento, facto ou objecto. Permitiu às pessoas obterem consciência do seu próprio pais ou região, através da visualização de gentes, paisagens e monumentos. Valorizou o sentimento patriota e nacionalista. Digamos, uma ideia romântica do património. Tenho um grande apreço pela técnica e arte fotográfica. Como aprendiz de Clio, a musa da História, gosto de registar e documentar visualmente o património militar e religioso edificado no território português. Um dos meus objectivos , é registar «todos os castelos de Portugal».

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📷 Roteiro Fotográfico pelas fortificações de origem portuguesa em Marrocos…

Salaam alaikum…

No contexto da 5ª visita de estudo ao Reino de Marrocos, organizada pelo Departamento de Geografia e Planeamento Regional da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, tive a oportunidade de conhecer, estudar e fotografar inúmeros locais de Marrocos.

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Panorâmica da Fortaleza de Mazagão

Foram, no total, nove dias de viagem com 3270 km de autocarro que me permitiu partir em busca da essência de África, das suas gentes, paisagens, da sua cultura, experiências e memórias de um pais africano com uma extensão territorial quase cinco vezes superior à de Portugal e com 30 milhões de Habitantes. Todavia, o percurso pelo litoral atlântico de Marrocos permitiu-me contactar com alguns lugares com vestígios da arquitectura militar de origem portuguesa, nomeadamente, Essaouira, Safi, El Jadida e Asilah.. De facto, esta viagem permitiu-me elucidar que Portugal e Marrocos partilham legados culturais e interesses comuns. Aliás, a nossa História cruzou-se por várias vezes com este continente…Somos Países Vizinhos!

Após mais de 600 km de estrada entre Lisboa e Algeciras, pelo meio a travessia do Estreito de Gibraltar, cheguei a Marrocos (Tânger). Em linha recta, capital mais próxima do Reino de Marrocos (Rabat) é Lisboa. Marrocos é um pais com mais de 446 mil Km2 de área, com 2500 km de costa atlântica de extensão e 300 km de costa Mediterrânica. Na minha opinião, descobrir este Reino é quase como reviver memórias de outros tempos, uma espécie de regresso a casa.

A ver pela sua História, Marrocos e Portugal partilham em comum uma herança civilizacional e cultural que sempre me fascinou, apesar das diferenças religiosas. Tal como nas moedas, coexistem duas faces distintas mas com um elo inseparável entre si.

O Norte de África, em especial Marrocos, à época chamava-se Reino de Fez (Merínidas), foi a primeira tentação de um Portugal sedento de afirmação internacional e em busca de grandeza, após Aljubarrota. A presença portuguesa em Marrocos durou mais de trezentos anos (1415-1769). Como se sabe, aventura dos Descobrimentos Portugueses iniciou-se a 14 de Agosto de 1415, quando uma armada de 200 navios, 50 mil homens, um rei D.João I (e três príncipes, D.Duarte, D.Pedro e D.Henrique) tomaram a cidade portuária de Ceuta.

Ao longo do litoral norte africano – mediterrâneo e atlântico -, os portugueses conquistaram e construíram inúmeras fortificações. São exemplos, Ceuta (1415-1668), Alcácer-Ceguer (1458-1550), Tânger (1471-1662), Arzila (1471-1550; 1577-1589),Safim (1488-1541), Aguz (1506-1525),Mogador (1506-1526), Azamor (1513-1541), Santa Cruz do Cabo de Guê (1505-1541) e Mazagão (1506-1769).

A maioria das fortificações construídas pelos portugueses foi no período de conquistas lusitanas no litoral norte-africano (séc. XV e XVI). Segundo o Historiador Rafael Moreira, in História das Fortificações Portuguesas no Mundo, Marrocos durante a 1ªMetade do Século XVI era um campo de experimentação das inovações, ensaios e soluções da arquitectura militar fora do continente europeu.

As fortalezas portuguesas existentes no Norte de África, ao longo da costa atlântica de Marrocos, atestam o plano da Dinastia de Avis de as tornar praças de guerra. Desde a conquista de Ceuta (1415) até ao Desastre de Mamora (1515), o palco principal das ambições e decisões políticas da monarquia portuguesa é o Norte de África. De facto, as possessões portuguesas em Marrocos eram praças de guerra. As suas muralhas conservadas até hoje, algumas em ruinas, atestam a sua solidez e as ambições do Venturoso era tornar a costa marroquina numa couraça de praças-fortes que ia desgastando os adversários e o obrigariam a render-se.

O objectivo das autoridades portuguesas ao longo dos séculos que estiveram presentes em Marrocos eram as questões bélicas, ideológicas, politicas e comerciais. O controlo dos principais portos marroquinos, tendo em vista, a neutralização da pirataria – defesa das embarcações do Império Português -, a realização de actividades comerciais com as autoridades locais (cavalos, tecidos, arroz,etc), a necessidade de um território para manter a nobreza ocupada longe de querelas internas e externas e, finalmente, a promoção da Guerra Santa contra os Infiéis para afirmação da Dinastia de Avis junto do Papado. De referir, que a Nobreza Portuguesa considerava Marrocos vital para o prestigio e reputação pela força das armas, sendo essencial a sua manutenção sob égide das forças portuguesas.

O fim do ciclo português em Marrocos ocorreu com o abandono do último bastião fortificado: a praça-forte de Mazagão em 1769. Actualmente, este património militar está em óptimo estado de conservação e manutenção graças ao apoio das autoridades marroquinas e fundações privadas portuguesas, por exemplo, a Fundação Calouste Gulbenkian.

Actualmente, este património militar está em óptimo estado de conservação e manutenção graças ao apoio das autoridades marroquinas e fundações privadas portuguesas, por exemplo, a Fundação Calouste Gulbenkian.

Ao longo desta aventura em Marrocos, acompanha-me um profundo conhecimento do legado lusitano nestas paragens. Aqui penso que foi aqui que Portugal construiu e iniciou a sua epopeia além-mar, sentindo um pouco da nossa alma ligada às pedras, aos baluartes, as muralhas, as ruas que foram levantadas com tanto esforço e orgulho, à custa de sangue lusitano!

📌Fortaleza de Arzila (1471-1550; 1577-1589)

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A Fortaleza de Arzila constitui um belo exemplar da fortificação manuelina. Fica situada num pitoresco porto de mar, entre Larache e Tânger, no Garbe Marroquino. O Baluarte de São Francisco (em primeiro plano) e Baluarte da Pata de Aranha, ao fundo, destinavam-se a bater com fogo cruzado o ancoradouro do melhor porto do litoral marroquino até Mazagão.

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A Torre de Menagem de Arzila é uma típica estrutura feudal. Foi erguida, em 1509, pelo arquitecto-mor do Reino, Diogo Boytac, durante o intervalo à frente do Mosteiro dos Jerónimos. Segundo a tradição, terá sido nesta torre que terá pernoitado o rei D.Sebastião antes da fatídica Batalha de Alcácer-Quibir.

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📌Fortaleza de Safim (1488-1541)

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Situada no Marrocos Atlântico, entre Essaouira e El Jadida, Safim (Safi) foi um importante porto atlântico durante a 1ªmetade do Século XVI para o projecto imperial  marroquino da Coroa Portuguesa. Desde 1491, que os Portugueses mantinham uma pequena feitoria fortificada para as transacções comerciais com os habitantes locais e tribos berberes. Também era um importante centro produtor de alambéis (tapetes coloridos) que eram essenciais nas trocas comerciais com as tribos africanos da região da Fortaleza de São Jorge da Mina (no actual Gana).

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Em virtude da necessidade de defesa da mesma, em 1516, a Coroa ordenou a construção de uma fortificação, de origem manuelina, o conhecido Castelo do Mar. Foi recentemente restaurado pelo Serviço dos Monumentos Históricos de Marrocos, fazendo jus a uma das fortificações manuelinas mais grandiosas e mais bem conservadas do continente africano. De referir, que o Nuno Fernandes de Ataíde, capitão desta praça africana entre 1510 a 1516, ficou com a alcunha do «Nunca está Quedo», em virtude de ter sido um homem de acção – irrequieto e voluntarista – durante as constantes surtidas na região.

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O perímetro amuralhado desta cidade do litoral marroquino é de origem manuelina, sendo erguidas em 1511 pelo arquitecto Diogo de Arruda. Tive oportunidade de constatar a sua vastidão, grandeza e estado impecável de conservação. De Salientar, que a Torre de Menagem de Arzila e o Castelo do Mar de Safim são as únicas estruturas arquitectónicas de traça medieval que subsistem no continente africano construídas pelos portugueses.

📌Castelo de Aguz (1506-1525)

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O Castelo de Aguz (Suira-Kedima) foi construído em 1519 na foz do rio Tensift, a Sul de Safim. Era uma base de apoio táctico ao porto atlântico e fortaleza de Safi. É muito semelhante à fortaleza renascentista de Vila Viçosa, com um pátio central e torreões ultra-circulares nos ângulos. Trata-se de um exemplar da fortificação costeira manuelina simplificada.

📌Antiga Mogador (1506-1526)

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A cidade portuária de Essaouira, situada entre Safi e El Jadida, foi no Século XVI uma antiga possessão portuguesa denominada de Mogador (1506-1526). O Castelo de Mogador, construído em 1506, por Diogo de Azambuja, já não existe. Esta fortificação, segundo fontes, durante o curto período nas mãos lusitanas, era dependente das provisões com origem na Ilha da Madeira, nomeadamente, o vinho, azeite, trigo ou madeira.

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Se visitarmos a medina, as muralhas e o porto da «cidade do vento» podemos constatar a antiga presença lusitana, apesar das actuais fortificações, de origem marroquina, terem sido construídas durante o Século XVIII por ordem do sultão alauita Bem Abbala, quando pretendeu fazer deste local um importante porto exportador do ouro trazido pelas caravanas atravessavam o Saara desde Tombuctu (Mali).

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📌Fortaleza Mazagão (1506-1769)

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A Cidade-fortaleza de Mazagão, oficialmente fundada como vila a 1 de Agosto de 1541, apesar da existência de uma pequena fortaleza construída pelo arquitecto Diogo de Arruda, em 1514, actual Cisterna Portuguesa, como ponto de apoio a Azamor. Mais tarde, em 1541, João de Castilho adaptaria para uma cisterna e celeiros. Foi desenhada pelo engenheiro italiano Benedetto da Ravenna, em conjunto com Miguel de Arruda e Diogo de Torralva. De referir, que a construção desta fortificação marca o inicio da adaptação das novas formas de combate no Magrebe – construções com baluartes de traça italiana -, em virtude pela utilização da artilharia por parte das forças islâmicas. A partir da 2ª Metade do Século XVI dá-se a adaptação das velhas fortificações de cariz medieval para esta nova arquitectura militar.

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 O seu porto de acesso fácil e a traça abaluartada das muralhas, em alguns pontos com mais de dez metros de espessura, tornavam-na numa inexpugnável. Mais tarde, seria abandonada por Portugal, em 1769, por decisão do «valido» do Rei D.José I, o então Marquês de Pombal. Actualmente, a Cité Portugaise de El-Jadida está restaurada, como se comprova pelas fotos da minha autoria. A enorme extensão do perímetro muralhado da antiga Mazagão mostram a tradição da arquitectura militar italiana e da importância do estilo renascentista durante o Reinado de D.João III (1521-1557). De Salientar que o Baluarte de São Sebastião, lado do mar, mostra a escala grandiosa da fortificação.

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A famosa cisterna da antiga Mazagão é uma das atracções turísticas de Marrocos. Foi construída sob a direcção de João de Castilho em estilo renascentista sobre o pátio de armas do antigo Castelo de origem Manuelina. O catalisador da construção desta imponente fortificação militar foram os constantes raides e conquistadas dos xarifes do Sul de Marrocos, equipados com moderna tecnologia pirobalística e com conselheiros militares europeus (mercenários italianos/germânicos). Mazagão era, assim, uma alternativa viável ao abandono das possessões costeiras fortificadas de Santa Cruz do Cabo Gué (Agadir), Safim e Azamor. A concentração de meios humanos, materiais e bélicos numa única praça permitia uma melhor resistência aos constantes e numerosos assédios das forças sob o signo de Alá.

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Em 1769, a cidade-fortaleza de Mazagão foi abandonada pela Coroa Portuguesa. Em virtude deste abandono, a Coroa ordenou que os seus habitantes – nobreza local, soldados, etc – fossem para Lisboa. Aqui chegados, foram reenviados para uma nova missão: a fundação de uma Nova Mazagão, na fronteira Norte do Brasil, no actual estado de Amapá. Era o fim de mais de três séculos de presença portuguesa em Marrocos (1415-1769), em virtude de as possessões norte-africanas serem um sorvedouro de recursos humanos, monetários e bélicos, sem qualquer retorno (à excepção das questões ideológicas, Guerra Santa).

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A antiga fortificação de Mazagão constitui – hoje uma importante atracção turística de Marrocos – um dos melhores exemplos conservados da arquitectura militar do Renascimento fora do Continente Europeu, que resistiu ao teste do tempo e da própria acção humana. De Salientar, que as fortificações portuguesas de Mazagão foram inscritas na lista do Património da Humanidade pela UNESCO em 2004 e, em 2009, como uma das Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo. O litoral atlântico de Marrocos oferece-nos uma grande variedade de grandes e pequenas fortificações costeiras com grande impacto visual e plástico, como em nenhum outro lugar. Nas mesmas, podemos encontrar o estilo de fortificar de Diogo de Arruda e dos seus familiares.

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Em Conclusão, uma visita ao Norte de África  – Marrocos – não é para um português um mero passeio como qualquer outro.  É uma espécie de regresso a casa. Para quem possua alguns conhecimentos de Geografia e História e tenha o sentido do valor dos passado lusitano, visitar o actual Reino de Marrocos é ir a um dos nossos lugares predilectos, ir afervorar o amor pátrio e retemperar a alma, como afirma Urbano Rodrigues (RODRIGUES, 1935). De facto, diante de património edificado pelos nossos antepassados  em diversas cidades costeiras como Asilah, Tânger, Essaouira, Safi, El Jadida, podemos sentir bem o que fomos e o que podemos ainda ser…

BIBLIOGRAFIA

Carita, Rui, “A arquitectura abaluartada de origem portuguesa”, in Relações luso-marroquinas 230 anos, Camões – Revista de Letras e Culturas Lusófonas, nº 17-18, Lisboa, Instituto Camões, Novembro 2004, pp. 135-138, 143-145.

Correia, Jorge, “Mazagão: A última praça Portuguesa no Norte de África”, in Revista de História da Arte, Lisboa, IHA – FCSH-UNL, nº 4 , 2007, pp. 185-209.

Dias Farinha, António,  “Os Portugueses em Marrocos”, Instituto Camões, Colecção Lazúli, 1999,pp.3-103.

LOPES, David – A Expansão em Marrocos, Colecção Cabo a Cabo, Lisboa: Teorema /O Jornal, 1989.

Moreira, Rafael, “Arquitectura militar do Renascimento”, in História das Fortificações Portuguesas no Mundo, Dir. Rafael Moreira, Lisboa, Pub. Alfa S.A., 1989, pp. 150-157.

RODRIGUES, Urbano – Passeio a Marrocos, Lisboa: Empresa Nacional de Publicidade, 1935.

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

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Texto: Rafael Oliveira  | Fotografia: Oliraf Fotografia

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📌À descoberta do antigo Convento de Penafirme: um encontro com a História e com o Tempo…

📷Apontamentos fotográficos de uma aventura ruinosa pela concelho de Torres Vedras. Viajar e fotografar numa das mais belas regiões costeiras de Portugal Continental, a Região do Oeste presenteia-nos com paisagens únicas que combinam entre si o oceano atlântico, os rios, os campos de cultivo, os vinhedos, os montes e vales. Todavia, devemos também salientar o património edificado existente (e abandonado) nesta região, como é o caso das ruínas do antigo Convento de Penafirme.

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Ruinas do Antigo Convento de Penafirme, Torres Verdas @ Oliraf Fotografia

Num instante de tempo, o património emerge ao sabor das imagens: o antigo Convento de Penafirme foi construído no Século XVI (1547) pela comunidade de frades eremitas de Santo Agostinho, sendo destinado ao culto de Nossa Senhora da Assunção. A sua construção foi finalidade no decorrer da 1ªmetade do Século XVII (1638). Actualmente, as estruturas do antigo complexo quinhentista encontram-se em ruinas, em virtude, da invasão do mar, do avanço das areias e, a principal consequência do abandono, o terramoto de 1755. (Foi abandonado, definitivamente, após o terramoto de 1755)

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Os actuais vestígios do antigo convento de Penafirme remontam à primeira metade do Século XVI (1547), em virtude da necessidade de substituição do antigo complexo medieval e, também, fruto da nova reforma da província portuguesa da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, a pedido do monarca D.João III (1521-1557)) durante o ano 1535. As obras foram realizadas até à 1ªMetade do Século XVII (1638), aproveitando as pedras e cantarias do antigo convento medieval. Este Convento Quinhentista veio substituir o anterior e, para tal, que já contava com diversos apoios de monarcas portugueses, tais como, D. Manuel I (1495-1521) e D.João III.

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Pequeno Aqueduto do Antigo Convento

Segundo tradições, o mosteiro de Penafirme foi fundado no Séc.IX (ano 840), por um eremita de origem germânica, Ancirado, da Ordem de Santo Agostinho, aquando da sua fuga de Santarém dos constantes raides das forças islâmicas do Al-Andalus. Actualmente, podemos encontrar inúmeros vestígios da organização arquitectónica do complexo conventual, nomeadamente, o muro que circundava o perímetro do mosteiro, a Igreja e outras dependências (sacristia, o claustro e as celas).

Vista Frontal
Vista Frontal

O antigo complexo conventual é composto por uma planta longitudinal formada por dois corpos distintos entre si, um orientado de oeste para leste (Igreja) e outro orientado de Norte para Sul (Celas dos Frades). De Salientar, que no lado Sul do convento é possível encontrar o vestígio de um pequeno «aqueduto» que transportaria água para este complexo edificado. Verifica-se , pelas fotos, que o convento é desprovido de blocos de cantaria em todos os seus cantos.

Vista Oeste do Convento
Vista Oeste do Convento

Na minha opinião, devemos  despertar o nosso sentido estético para a beleza do nosso património, construído ou não, o avivar a memória dos lugares e dos pormenores que também fazem parte da nossa identidade histórica e que, por isso mesmo, devem ser preservados documentalmente.

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Quantas vezes passamos por uma rua, ruína ou paisagem sem que o nosso olhar se detenha para as admirar? Interrogue-se e parta à descoberta como eu. E deixe-se surpreender-se. Aventure-se na região Oeste!

Para mais informações:

Turismo do Centro – Região Oeste

Ruínas do Convento de Penafirme – DGPC

João Luís Inglês, coord. – A dos Cunhados: Itinerários da Memória. A dos Cunhados: Pró-Memória, 2002.

Os Eremitas de Santo Agostinho: O Convento de Nossa Senhora da Assunção de Penafirme, Mosteiro de Penafirme. Arquivo de Torres Vedras

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linhagraficaALL-oliraf-03💻  Texto: Rafael Oliveira 🌎 Fotografia: Oliraf Fotografia 📷

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