🍷 Enoturismo em Portugal: sete propostas para viajar pela história de grandes vinhos.

🍇Portugal é sinónimo de excelentes vinhos. Um pequeno país com uma grande diversidade geográfica de vinhos. Afinal, este património imaterial é um verdadeiro embaixador do nosso país no Mundo. Sabia que os portugueses são os maiores consumidores de vinho, per capita, a nível Mundial? E que está no TOP 10 dos maiores exportadores de vinhos do Mundo? O Enoturismo em Portugal vem da procura crescente das salas de provas por turistas-enófilos de todas as latitudes do globo terrestre. Existem inúmeras sugestões e experiências para deliciar-se com o néctar de Baco. Uma viagem por sete produtores de vinho de Portugal, acompanhados, pelo aprendiz de enófilo OLIRAF, com visita às regiões vinícolas do Alentejo, Lisboa, Península de Setúbal e dos Vinhos Verdes. O blogue OLIRAF selecionou 7 quintas vinícolas  de paragem obrigatória para descobrir a harmonia perfeita entre a História, a Paisagem e o Vinho.

O Enoturismo está na moda. Há cada vez mais produtores e empresas vinícolas a apostar forte neste segmento de mercado. Através das nossas experiências e provas de vinhos, temos verificado o rápido crescimento e sucesso deste segmento de mercado na área dos vinhos e do turismo em Portugal. Não podemos negar que o desenvolvimento do enoturismo numa determina da região, permite dar a conhecer o sector vitivinícola,os respectivos vinhos DOC (Denominação de Origem Controlada) e,acima de tudo, captar internacionalmente turistas-viajantes enófilos para percorrer a imensa paisagem vinícola portuguesa. A História de inúmeras gerações familiares que passaram o segredo da arte de bem produzir um vinho. Provar, e acima de tudo, saborear os aromas e os paladares de um vinho é viajar pela História secular, por exemplo, de um Quinta. Por Detrás de grandes vinhos, há sempre uma grande história.

Disse, e com razão, o poeta-pensador Fernando Pessoa que “Pessoa: “Boa é a vida, mas melhor é o vinho (…).” O Blogue OLIRAF convida-o a conhecer os vinhos nobres das regiões do Lisboa, Alentejo, Península de Setúbal e dos Vinhos Verdes, acompanhados por marcos históricos-culturais. Sem Pressas. Hoje falamos do vicio de Dionísio Baco. Eu chamava-lhe virtudes de um Deus pagão que amava saborear uma bela taça de vinho. Seja um Enófilo por um dia. Descubra os cinco sentidos do prazer. Saborear um vinho é, no fundo, viajar pelos paladares da região que o produz.

Atenção: Beba com Moderação. Afinal, já dizia o Tyron Lannister (Game of Thrones): “I Drink And I Know Things’. 🇵🇹

A produção de vinho em Portugal…

Foram os Romanos que introduziram o vinho em Portugal? Não. Segundo fontes arqueológicas, a plantação e cultivo de vinho remonta ao tempo dos Fenícios. Estávamos no séc.X a.C., quando este povo introduziu algumas castas de videiras na antiga Lusitânia, em especial no vale do Tejo e do Sado. Aproveitaram,assim, o legado comercial dos Tartessos da Península Ibérica. Mais tarde, no século VII a.Cos Gregos deram um novo incremento à arte de produzir vinhos: a viticultura. Os Lusitanos, um povo descendente dos Celtiberos, promove o cultivo de diversas variedades de videira e,sendo provável, algumas técnicas de tanoaria. Definitivamente, os Romanos dão um incremento considerável à produção de vinho na Península Ibérica (Hispânia), em virtude das necessidades de procura da capital imperial Roma. Após a pacificação da Lusitânia, entre 194 a 15 a.C., a romanização introduz novas variedades e técnicas de cultivo (a poda) que contribuíram para a modernização da cultura da vinha. Com as invasões bárbaras (séculos VI e VII d.C) – Visigodos e Suevos – adoptam os costumes romanos e a religião cristã, onde o vinho faz parte do ritual sagrado da comunhão. Com a ocupação Mourisca, nos séc.VIII a XIII,a produção de vinho continua apesar dos preceitos rigorosos religiosos da civilização islâmica.  Com a fundação do Reino de Portugal, em 1143, ocorre um aumento exponencial da cultura da vinha nas regiões povoadas pelas Ordens Religiosas, Monásticas e Militares. Durante os Descobrimentos Portugueses, o vinho faz parte da dieta alimentar das tripulações dos galeões, naus e caravelas portugueses, constituindo lastro nas embarcações referidas anteriormente. Os vinhos de “torna viagem” melhoravam com as condições exigentes no oceano, em virtude do envelhecimento causado pelo balancear das ondas, exposição solar ou o calor dos porões (Linha do Equador). Na segunda metade do séc.XVIII, o Marquês de Pombal cria,  por alvará régio de 10 de Setembro de 1756, a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, para regular a produção e comércio de vinhos na região do Douro, em virtude da imensa procura de vinhos do Porto, por parte de comerciantes ingleses, resultante do Tratado de Methwen (1703). Tratou-se da primeira região demarcada do mundo vitivinícola. O século XIX foi marcado pela doença provocada na videira por um insecto: a filoxera. Devastou a maior das regiões vinícolas portuguesas, à excepção do vinho de Colares. E porquê? Esta doença não se desenvolve em terrenos de areia. Actualmente, no território português, existem 33 Denominações de Origem e 8 Indicações Geográficas.

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Créditos Imagem ©️ Instituto da Vinha e do Vinho I.P.

Algumas curiosidades históricas…

Portugal já exportava uma grande parte da produção do vinho Moscatel de Setúbal, no séc.XIV, para o Reino de Inglaterra. Sabia como era conhecido o vinho de Bucelas em Inglaterra? “Lisbon Hock”. William Shakespeare faz referência ao Vinho da Madeira, como uma “essência preciosa”, na sua sua peça “Henrique IV”. Mais tarde, em 1703, com o Tratado de Methwen, assinado entre Portugal e a Grã-Bretanha, contribui para um incremento da cultura vinícola e da divulgação do Vinho do Porto nesse país. Os vinhos portugueses, em especial os licorosos, eram considerados de maior requinte nas sociedades cortesãs do continente Europeu. Por exemplo, o vinho Madeira era considerado, pelo Arquiduque Francisco I (1708/1765) da Áustria, “o mais rico e delicioso de todos os vinhos da Europa”. Na América do Norte, em especial nas cidades de Boston, Nova Iorque e Filadélfia, o vinho Madeira era muito apreciado pelas famílias proeminentes do futuro Estados Unidos da América. Durante as Invasões Francesas (1807-1811), as tropas inglesas, e em especial Sir Arthur Wellesley, apreciavam as qualidades dos vinhos brancos da região de Lisboa, em especial, os de Carcavelos e de Bucelas. No caso do último, o futuro Duque de Wellington levou de presente ao futuro Jorge III de Inglaterra.

Como vê, motivos não faltam para uma viagem pela história de quintas e vinhos. Parta à descoberta…dos melhores vinhos e regiões vinícolas nacionais! Faça Enoturismo, cá dentro! Deixo-lhe sete sugestões para fazer Enoturismo, em Portugal Continental:

📍Quinta da Bacalhôa (Azeitão, Península de Setúbal)

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Palácio da Nobreza. Nobreza de Palácio. O Palácio/Quinta da Bacalhôa, o nome originário de uma mulher – a “Bacalhôa” – do antigo proprietário quinhentista – o “Bacalhau” – que enriqueceu com a pesca de Bacalhau no século XVI, situa-se em plena região vitivinícola da Península de Setúbal. É uma excelente desculpa para um passeio ao sabor da História. Afinal, são mais de cinco séculos de Histórias. Deixe-se deslumbrar pela singular Casa do Lago, datada do século XVI, e por 90 minutos, senti-se um “Albuquerque” das índias. Azeitão tem tanto para ver,conhecer e saborear. De facto, esta vila não é só conhecida pelas suas famosas Tortas de Azeitão e pelo seu afamado vinho moscatel. Na Adega/Museu da Bacalhôa, situada em Vila Nogueira de Azeitão, poderá  encontrar um espaço acolhedor onde cruzamos a arte de produção de um vinho Bacalhôa e as coleções de Art Deco, Art Nouveau e Cultura Africana. Poderá apreciar ainda, a enorme sala onde estão acondicionadas as barricas de estágio do vinho tinto e moscatel acompanhadas pela maior colecção de Azulejos Portugueses  dos séc. XVI ao séc. XX. Tudo isto, com a companhia de um  canto gregoriano que serve para “acalmar o vinho”,segundo a Guia Carlota, e a nossa alma. No final, o enófilo poderá realizar uma prova de vinhos e deliciar-se com o Bacalhôa Moscatel de Setúbal.. Importa referir que a Bacalhôa Vinhos de Portugal, foi criada em 1922, é um grupo de empresas vinícolas, da qual fazem parte a Aliança, Bacalhôa Buddha Eden e a Quinta do Carmo.

📍Quinta da Boavista (Alenquer, Lisboa)

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Os concelhos de Torres Vedras e Alenquer, em 2018, foram a Cidade Europeia do Vinho, uma distinção atribuída pela rede europeia das cidades do vinho (RECEVIN). Com duas Denominações de Origem (DOC) da região de Lisboa, estes dois concelhos da região Oeste possuem uma forte identidade cultural na produção de vinho e na manutenção da paisagem agrícola associada à vinha. No caso particular do concelho de Alenquer, a Quinta da Boavista, localizada na Aldeia Galega da Merceana, mantêm viva esta tradição.  Esta centenária empresa, a Casa Santos Lima, é uma verdadeira embaixadora deste legado, sendo o maior produtor de vinhos da região de Lisboa (40% do total de vendas de Vinho Regional de Lisboa e DOC de Alenquer)Poderá fazer uma visita guiada pela extensa área de produção,através de um passeio de  buggy, e uma prova de três vinhos – “Lisboa” – comentada na loja. A nossa sugestão recaiu nos aromas frutados do “Tinto Leão” 2014. Deixe-se levar pelo bom vinho, pela adega renovada e pelas privilegiadas vistas desta quinta centenária do concelho de Alenquer.

📍Quinta do Soalheiro (Melgaço, Vinhos Verdes)

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Quinta do Soalheiro fica situada na região dos Vinhos Verdes, mais concretamente, na sub-região de Monção e Melgaço. Estamos no coração da mais apreciada e reputada casta de vinho verde: o Alvarinho. A casta de vinho mais a norte de Portugal Continental. A Soalheiro, fundada em 1982, foi a primeira marca de vinho da casta Alvarinho do concelho de Melgaço. Todavia, a primeira vinha com casta Alvarinho foi plantada no ano da Revolução de Abril (1974). Deixe-se contagiar pela essência do enoturismo e pelos aromas dos vinhos da casta Alvarinho. Nada como um belo espumante refrescante e vibrante. A sala de prova de vinhos proporciona uma excelente vista “soalheira” para a região espanhola da Galiza e o curso natural do Rio Minho. No ponto mais a norte de Portugal Continental, as condições climáticas e naturais (Chuva, temperatura e exposição solar) criaram um micro-clima único que favorece um maior amadurecimento das uvas. Faça um passeio pela vinha em produção biológica e às diferentes secções da adega, tias como, a cave do espumante, a sala de estágio das barricas de carvalho, o envelhecimento da aguardente, entre outras. Se pretende aprofundar mais sobre o vinho Alvarinho poderá visitar a Rota do Vinho Verde Alvarinho, o visitante poderá visitar o Solar do Alvarinho , no centro histórico de Melgaço, e ser recebido para degustar uma prova gratuita de três vinhos por um dos embaixadores locais: o Senhor Sabino (Adega Regional Sabino). E, se tiver tempo, aproveite para comprar produtos locais melgacenses.

📍Adega de Vila Santa (Estremoz, Alentejo)

Estremoz_JPR-1 copyTem nome de uma rainha-santa: a rainha Isabel de Aragão, mulher de D.Dinis, que faleceu na vila de Estremoz no século XIV. A Adega Vila Santa, no concelho de Estremoz, foi o local eleito para materializar um projecto pessoal, idealizado em 1988, por João Portugal Ramos: a produção dos seus próprios vinhos. É o resultado da longa experiência acumulada de um dos maiores enólogos e consultor na criação de vinhos nas principais regiões vitivinícolas portuguesas. Estávamos em 1997, após sete anos  da plantação dos primeiros cinco hectares de vinha em redor da fortaleza-abaluartada de Estremoz, dá-se a construção de uma moderna Adega – Vila Santa – para acolher modernas instalações de vinificação, sala de engarrafamento e caves para o estágio das barricas de carvalho francês, americano e português, não esquecendo a harmonia paisagística e a arte de fazer vinhos portuguesa. Ainda hoje, uma parte das uvas é destinada aos lagares para ser pisada. Por exemplo, os vinhos tintos mais sofisticados da gama do Grupo João Portugal Ramos. Actualmente,a área de vinha no Alentejo perfaz, aproximadamente, 600 ha.  Há paisagens que puxam por uma fotografia. Venha passar um dia diferente a Estremoz. Faça uma experiência de Enoturismo, descobrindo os contornos da arquitectura tradicional alentejana da Quinta de Vila Santa,através de uma visita guiada pelas vinhas, adega e caves, onde pode optar por uma programa didáctico e dinâmico: “Seja Enólogo por um dia”. Esta actividade permite ao aprendiz de enófilo criar o o seu próprio vinho, com base em três castas tintas (Aragonez, Alicante Bouschet e Touriga Nacional),e levá-lo para casa para mais tarde saborear em família ou com os amigos.  De seguida, poderá optar por um almoço de gastronomia típica alentejana, uma aula de culinária, ou uma prova de vinhos acompanhado de queijos e outros petiscos da região alentejana. A nossa preferência recaiu para um vinho branco, com um perfil nobre, fresco e com uma grande mineral idade: o Marquês de Borba. Sob o pretexto de descobrir a região vitivinícola do Alentejo, o viajante-enófilo poderá optar por “mergulhar” no centro histórico e nas muralhas do Castelos de Estremoz. Afinal, já diz a citação na Loja de Vinhos: “Life is too short to drink cheap Wine”. Um brinde ao melhor que o Alentejo oferece.

📍Quinta da Aveleda (Penafiel, Vinhos Verdes)

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Os Vinhos Verdes dominam a região norte de Portugal, desde o rio Minho até ao Douro.Afinal, a paisagem que predomina é verde, tal como o nome do vinho.  Trata-se de uma região propicia a escapadinhas culturais e para realizar turismo em ambiente rural. Cidades Históricas, solares e quintas senhoriais são uma constante. Durante a minha viagem pela Rota do Românico, em 2016, optei por conhecer a Quinta da Aveleda e,claro, saborear os paladares e aromas dos seus icónicos vinhos verdes. Se já conhece o vinho, porque não visitar a Quinta que lhe dá o nome? É,assim, desde 1870, os Guedes da Aveleda (os mesmos familiares no grupo Sogrape) têm uma longa tradição familiar na produção de vinho na região dos Vinhos Verdes. Uma excelente sugestão para fazer Enoturismo nas proximidades da urbe portuense e para percorrer a Rota dos Vinhos Verdes Para muitos amantes de Baco, o vinho da Aveleda encontra-se entre os melhores vinhos verdes de Portugal e do Mundo, com castas que dão origem a vinhos leves, jovens e frescos.  A marca Aveleda tem sedimentado a sua presença nas regiões vinícolas do vinho Verde, Douro e da Bairrada. Não se esqueça de saborear, também, os queijos e as compotas produzidas na Quinta da Aveleda. Afinal, uma Quinta não produz apenas vinho. Perca-se no seu exuberante e icónico jardim, em estilo inglês, que apaixona qualquer visitante. Uma Quinta Vintage com vinhos leves, jovens e frescos. Ah, a frescura do Norte de Portugal!

📍Adega da Cartuxa (Évora, Alentejo)

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Uma viagem no tempo. Nas proximidades da cidade de Évora, a cerca de 2 Km, o viajante-enófilo mais entusiasta poderá visitar a Quinta do Valbom e ficar a conhecer a vasta gama de vinhos da Fundação Eugénio de Almeida. Surpreenda-se com a história secular de uma Quinta que pertenceu ao Jesuítas, expulsos em 1759 pelo Marquês de Pombal. Já deve ter ouvido falar do Mosteiro da Cartuxa? O nome da comunidade religiosa que inspirou a família Eugénio de Almeida a criar esta marca-ícone do Alentejo. Ou do vinho Pêra-Manca? Um dos vinhos mais conhecidos do Brasil. Alie o melhor do património histórico-cultural e vitivinícola eborense, através de uma visita guiada à Adega com uma prova de cinco vinhos – Sto. Inácio de Loyola – de toda a gama Adega da Cartuxa. No Centro Histórico de Évora, junto ao Templo Romano, poderá conhecer a Enoteca Cartuxa e ter um “casamento perfeito” entre cozinha regional alentejana e os vinhos da Adega Cartuxa. As visitas guiadas e os almoços são realizados mediante marcação prévia. A nossa sugestão vai para um prato de polvo à lagareiro com batatas a murro acompanhado de um EA Reserva Tinto. Para sobremesa, a nossa recomendação vai para um Pudim de Azeite. Antes de deixar esta cidade-monumento, uma visita ao Paço de São Miguel poderá ser uma bela despedida de uma das cidades mais belas e singulares de Portugal.

📍Quinta do Gradil (Cadaval, Lisboa)

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Quer passar um dia rodeado de História e de vinho? Ou um local tranquilo e ideal para escapar à rotina citadina? A uma hora de Lisboa, no coração da região Oeste de Portugal,a encontrámos uma antiga quinta rural que pertenceu ao Marquês de Pombal (1760). É a Quinta do Gradil. A arquitectura barroca e a cor amarela desta antiga residência nobre destacam-se, ao longo da EN115. na paisagem vitivinícola e rural.  A produção de vinho, segundo fontes documentais, remonta ao ano de 1854. A Quinta do Gradil conta com 120 hectares de vinha, tornando-a uma das maiores produtoras vitivinícolas da região de Lisboa. Com um clima fresco e temperado, a escassos 20 Km do Atlântico e a menos de 5 Km da bucólica Serra de Montejunto, é um bom mote para partir à descoberta dos seus Vinhos Brancos e Tintos. Tem como embaixadores os vinhos “Quinta do Gradil”, “Mula Velha” e “Castelo do Sulco”. Adquirida à família Sampaio de Oliveira, descendentes dos Marqueses de Pombal, em 1999, o CEO do Grupo “Parras Wines”, Luís Vieira, pretendeu dar uma uma nova vida à monumentalidade desta secular quinta. Afinal, estamos numa das mais antigas propriedades agrícolas e dos principais marcos histórico-culturais do concelho do Cadaval. A visita guiada, realizada durante o Open Day da Quinta do Gradil (2019), foi efectuada pelo actual responsável pelo Wine Tourismo & Events Manager da Parras Wine, o Chef Bruno Gomes, que nos elucidou sobre os encantos e os recantos desta Quinta com História. Num futuro próximo, o objectivo é a realização de casamentos na Capela e de eventos para 1200 pessoas no Salão dos Marqueses. É possível, por exemplo, realizar refeições vínicas, programa de vindimas, degustações de vinhos com enólogos, visitas de grupos, passeios de charrete, corridas de Trail Run e de Bicicletas são algumas das experiências de Enoturismo à disposição. E está incluido um chapéu de palha, uma t-shirt e uma garrafa de vinho. Na vertente enoturística, o restaurante da Quinta do Gradil, situado no antigo celeiro de armazenamento de cereais, é um bom casamento entre a produção de vinhos e a cozinha regional. Com capacidade para 30 lugares nos dias habituais (60 para grupos), o chef Daniel Sequeira coordena o menu de degustação Quinta do Gradil  com a harmonia deliciosa dos vinhos da Quinta do Gradil. Com uma forte tradição vitivinícola secular, a Quinta do Gradil é um dos ex-libris da região Oeste, só superada pela majestosa e deslumbrante beleza da Serra de Montejunto. Por trás de um grande produtor, há sempre uma grande vinho. E uma Quinta com História! Brindemos a isso!

📍Adega da Ervideira (Monsaraz, Alentejo)

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Os solos desta sub-região vitivinícola – Reguengos de Monsaraz – são caracterizados pelos granitos e xistos, bem como pela continentalidade do seu clima. Os seus vinhos, em virtude das condições edafo-climáticas, têm características distintas de qualidade e tipicidade. Os castas tintas (Trincadeira) e brancas (Roupeiro) predominam nesta sub-região vitivinícola. Para conhecer mais sobre a história desta marca familiar de vinhos alentejanos, o viajante-enófilo terá de deslocar-se à Herdade da Herdadinha (ou ao Monte da Ribeira). É na primeira que se encontra o “coração” da Adega Ervideira, tendo uma área de produção de vinho com 160 hectares divididos pelos concelhos da Vidigueira (110 ha) e de Reguengos de Monsaraz (50 ha). Foi neste local que, em 1880, o Conde D’Ervideira plantou as primeiras vinhas para produzir um dos mais satisfatórios e famosos néctares de Baco da região do Alentejo. Ainda hoje, a família Leal da Costa é descendente directa deste agricultor de sucesso dos séc. XIX e XX. Sabia que foi nos seus 50 hectares que foi plantada, pela primeira vez, a casta Touriga Nacional no Alentejo? E que as águas frias do maior lago europeu – o Alqueva – são utilizadas para estagiar os seus vinhos a 30 metros de profundidade? Poderá fazer uma visita guiada e uma prova de vinhos pela essência da Adega Ervideira para compreender o processo produtivo, desde a apanha da uva até à expedição final. Poderá optar por fazer a prova de vinhos, por exemplo, na “aldeia-monumento” de Monsaraz. Imagine fazer saborear os vinhos Ervideira numa antiga Escola Primária?  Deixe-se deliciar-se pelos aromas e sentidos de um vinho frutado, enquanto desfrutar de uma vista exuberante para a planície [infinita] alentejana e para o azul da Albufeira do Alqueva. Um brinde, com um vinho “Invisível, ao Alentejo…será a cereja no topo do bolo. Saboreie a tradição e o património. Saboreia o Alentejo. Perca-se e encontre-se nele! Uma visita sugestiva para os  amantes de enoturismo e entusiastas da fotografia de paisagem.

📝Nota Informativa:

As empresas vitivinícolas (e os vinhos) aqui apresentados são, na sua maioria, convites que chegaram ao Blogue OLIRAF por parte de produtores para conhecer a essência da produção vinícola e o património histórico-cultural a eles associado, de acordo com os nossos critérios editoriais.

Não deixe de fazer…

  • conhecer a Rota História das Linhas de Torres Vedras;
  • observar um belo pôr-do-sol no Arquipélago das Berlengas;
  • explorar os encantos e recantos de cidades e vilas históricas da região do Alentejo: Évora, Monsaraz e Estremoz;
  • fazer rafting no rio Minho e saborear uma garrafa de vinho Alvarinho, no Solar do Alvarinho, no concelho de Melgaço;
  • visitar a cidade do Porto e realizar uma prova de vinhos nas inúmeras caves de Vila Nova de Gaia;
  • petiscar, na cidade de Évora, os melhores vinhos alentejanos (e portugueses) no Vinarium (Évora) Tapas & Wine bar;
  • descobrir os inúmeros vinhos dedicados ao vinho, por exemplo, o Museu do Vinho e da Vinha de Bucelas (Loures).
  • realizar ruma viagem num barco tradicional varino nas águas do Rio Tejo;
  • visitar, em Setúbal, as ruínas militares de uma Bataria de Artilharia de Costa (Outão);
  • participar, entre Setembro e Outubro, nas vindimas na Quinta do Gradil;
  • conhecer a Península de Tróia e banhar-se nos extensos areais da Comporta;
  • mergulhar nas águas tranquilas do maior lago artificial da Europa: o Alqueva.
NÃO PERCA AS MINHAS AVENTURAS E OLHARES FOTOGRÁFICOS NO INSTAGRAM! UM ENCONTRO COM A HISTÓRIA, AO SABOR DAS IMAGENS…

🔗Para mais informações:

Aqui poderá encontrar, por exemplo, extensa documentação e dicas sobre o património material e imaterial  nos seguintes links:

O  Instituto da Vinha e do Vinho, I.P., um organismo tutelado pelo Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural,dá-nos uma perspectiva da evolução temporal  da produção, produtores e regiões vinícolas de Portugal.  A Rota dos Vinhos de Portugal oferece informação actualizada sobre as imensas experiências nas diversas regiões vinícolas em Portugal, sendo a melhor opção para começar a planear uma viagem à região. Se for um enófilo mais exigente, deixo-lhe uma sugestão de leitura de uma publicação de referência, a Revista de Vinhos, sobre vinhos e gastronomia em Portugal Continental e Ilhas.. Recomendo, também, a consulta do sitio digital do Turismo de Portugal, visto que permite descarregar mapas e um conjunto de informações sobre os transportes públicos, rotas, pontos de interesse, museus e gastronomia associado aos vinhos portugueses.

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. As recomendações de produtos turísticos baseiam-se nas experiências [reais] de viagem e o conteúdo editorial é independente de terceiros.  Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

linhagraficaALL-oliraf-03💻  Texto: Rafael Oliveira  📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

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 Fotografia✈︎Viagens✈︎Portugal©OLIRAF (2019)

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📌À descoberta do Forte de São João Baptista: sentinela de Peniche, guardiã da Berlenga.

📷 A região Oeste de Portugal presenteia-nos com paisagens bucólicas verdejantes, areais dourados a perder de vista e locais com monumentos singelos. Situada a escassas sete milhas do Cabo Carvoeiro, cerca de dez quilómetros, o Arquipélago das Berlengas destaca-se como um dos paraísos perdidos da costa portuguesa. É um bom mote para passar uma jornada diferente que contemple actividades de lazer pela natureza e património edificado da Ilha Grande da Berlenga. Deixo-vos, assim, as impressões pessoais e olhares fotográficos de um antigo exemplar fortificado da costa marítima portuguesa. Vamos embarcar nesta viagem?

“É necessário sair da ilha para ver a ilha. Não nos vemos se não saímos de nós.”, afirmou o escritor José Saramago. Seguindo a velha máxima da entidade que promove o destino Portugal, “Vá para fora, cá dentro” , optei por realizar uma incursão fotográfica à Ilha da Berlenga. Trata-se de um dos mais conhecidos e concorridos destinos turísticos na região Oeste de Portugal durante a época de veraneio. Situada numa região de intenso tráfego marítimo, o arquipélago das Berlengas sempre foi um local apelativo e ao mesmo tempo perigoso para a navegação marítima. A ocupação humana da Ilha da Berlenga tem mais de dois mil anos como comprova a investigação arqueológica levada a cabo por Jacinta Bugalhão e Susana Lourenço. Comprovou-se, segundo o estudo citado anteriormente, que a Ilha da Berlenga era utilizada como fundeadouro para embarcações comerciais de médio e longo curso, nomeadamente aquelas que percorriam as rotas de ligação entre o Mediterrâneo e os territórios romanos atlânticos.

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Créditos da Imagem ©️ Projecto LIFE Berlengas

O Forte de São João Baptista ao longo da História…

A ocupação humana da Ilha da Berlenga, ao largo da costa da península de Peniche, remonta à primeira metade do século XVI, mais concretamente, ao ano de 1513. Todavia, alguns arqueólogos e historiadores, admitem a presença humana possa remontar à época Romana (século I a.C.). A ocupação efectiva do território da Ilha Berlenga foi feita por uma  pequena [e corajosa] comunidade de monges Jerónimos (movimento eremítico inspirado em São Jerónimo), com edificação de um espaço monástico – o Mosteiro da Misericórdia da Berlenga (1513-1548) – para auxiliar os pescadores locais e as vitimas de naufrágio. Governava, então, El-Rei Dom Manuel I (1495-1521), à época Mestre da Ordem de Cristo e  um grande devoto desta ordem religiosa. Em 1449, o rei D.Afonso V cedeu o senhorio das Berlengas e do Baleal ao Infante D.Henrique, Mestre da Ordem de Cristo. Ao todo, o “Venturoso” mandou fundar, também, os Mosteiros de Santa Maria de Belém (Lisboa) e de Nossa Senhora da Pena (Sintra). A Ilha da Berlenga, seguindo os princípios da Ordem dos Jerónimos, promovia a tranquilidade, a contemplação, o silêncio e o recolhimento.  Em 1548, o espaço religioso foi abandonado pelos monges Jerónimos por motivos de força maior: a fome, as doenças e os constantes ataques de piratas e corsários, em particular, os “mouriscos” que raptavam os monges para vender nos mercados do Norte de África.

RumoBerlenga (43)Na segunda metade do século XVI, em 1557, Dom Luís de Ataíde, 3.ºConde de Atouguia, escrevia uma carta ao rei [D.Sebastião?] de Portugal a expor a situação de fragilidade costeira no seu senhorio de Atouguia da Baleia e Peniche, face aos ataques dos corsários e franceses que faziam aguadas e roubavam embarcações na área envolvente do Arquipélago das Berlengas. O nobre fidalgo, um dos futuros Vice-reis da Índia durante o século XVI, chega a referir que os corsários franceses iam “vender trigos a Lisboa”, fruto dessas pilhagens. Face à importância nevrálgica da região costeira de Peniche, e após sugestão do mesmo, a Coroa Portuguesa, em 1557, incube D. Luís de Ataíde de materializar a edificação de uma fortificação marítima na península de Peniche: o Baluarte Redondo (1557-1558). Entre os anos de 1557 e 1562, o 3.ºConde de Atouguia esteve envolvido em diversos combates navais contra piratas e corsários para defender a jurisdição do seu senhorio, visto que à época a pacata aldeia de Peniche, ligada à actividade piscatória, agrícola e comercial, era alvo de cobiça e constantes desembarques de aventureiros europeus e magrebinos.

Panorama ForteBerlenga (2)Os primórdios da construção da Guardiã da Ilha da Berlenga…

No contexto da Guerra da Restauração, o monarca D.João IV (1640-1654) ordenou a construção de uma estrutura militar para complementar a defesa da costa e da cidadela abaluartada de Peniche. Após a visita de João Rodrigues de Sá, entre 1651 e 1654, sobre um dos ilhéus da enseada da Muxinga, na vertente sudeste da Ilha da Berlenga, decorreram as obras de construção, com recurso a cantarias calcárias e reaproveitamento de pedras do antigo Mosteiro da Ordem dos Jerónimos, do único exemplar bélico do Arquipélago das Belengas: o Forte de São João Batista da Berlenga. Com uma planta octogonal irregular, adaptado à morfologia, estava guarnecida com nove peças de artilharias (Canhoiras). Contém um pátio interior, junto as muralhas exteriores foram edificadas o paiol e as casamatas. A ligação entre o ilhéu e a Berlenga é feito através de uma ponte em alvenaria, e um conjunto de arcos,  com um pequeno ancoradouro.

ForteSJBaptista2015BerlengaCabo Avelar Pessoa: um herói da restauração…

Esta fortificação militar do século XVII, do ponto de vista histórico, ganha um maior destaque na defesa de costa em Portugal no papel que desempenhou ao longo da Guerra da Restauração, considerada o seu expoente bélico. Um dos mais conhecidos episódios e marcantes nos anais da História de Portugal foi ataque de uma armada castelhana de 14 navios, comandada pelo almirante Don Diogo Ibarra, que tinha por objetivo raptar a rainha D. Maria Francisca de Sabóia na sua chegada a Portugal, à época do seu casamento com D. Afonso VI. Logrado o objectivo principal, em Junho de 1666, a armada espanhola decidiu atacar o Forte de São João Baptista, tendo efectuado um intenso bombardeado. Ao longo de dois dias,  a guarnição portuguesa, cerca de trinta soldados e oficiais, comandada pelo Cabo Avelar Pessoa, rendeu-se aos castelhanos por falta de comida, de pólvora e pela traição de um dos soldados que, após uma operação anfíbia, abriu as portas às forças sitiantes. Apesar das baixas castelhanas (cerca de 500 mortos, uma nau afundada e duas danificadas), os combatentes portugueses foram capturados e levados para Espanha pelas forças sitiantes. Hoje em dia, a maior embarcação que faz a ligação Peniche-Berlenga, construída em 1993,  tem o nome deste valoroso herói português.

 

RumoBerlenga (19)O impacto das Guerras Peninsulares (1807-1814)…

Após um restauro na terceira metade do século XVII, após o ataque de 1666, o forte adquiriu funções de presídio politico e militar. Durante as Guerras Peninsulares, em especial durante a 1.ª Invasão Francesa (1807-1808),  o forte serviu de base de apoio para a Royal Navy (à época era “dona e senhora dos mares” após a vitória de Trafalgar em 1805) para realizar assédios constantes à guarnição francesa da cidadela de Peniche. Com a retirada destes, foi pilhada pelos franceses. A capela e o forte foram, novamente, restaurados em 1821. No decorrer das lutas entre liberais e absolutistas (1828-1834) foi utilizada de base às tropas de D. Pedro IV para a conquista da fortaleza de Peniche, ocupada por forças miguelistas. Em 1847, esta fortificação militar do século XVII acabou por ser abandonada, visto que já não cumpria as necessidades bélicas. Posteriormente, foi ocupado por um destacamento da Guarda Fiscal até 1889.

RumoBerlenga (16)A visita do Presidente do Conselho  de Ministros no século XX…

Durante a década de 50 do séc. XX, entre 1952 e 1953, a Fortaleza de São João Baptista foi restaurada pela então Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais para uma posterior adaptação do espaço a pousada, servindo de abrigo a quem aí desejasse pernoitar. Aliás, são estas as funções que hoje apresenta. No Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT) – Arquivo Oliveira  Salazar (1908-1974) – podemos encontrar documentação referente à situação da Pousada das Berlengas, bem como algumas fotografias (Jornal O Século) desta fortificação marítima na década de 30 do século XX. O “mentor” do Estado Novo (1933-1974), o Dr. Oliveira Salazar, na companhia do então Ministro da Marinha Almirante Américo Tomás, a 9 de Julho de 1952, fez uma das raras deslocações fora do seu quotidiano habitual: uma visita para acompanhar as obras de adaptação a Pousada do Forte de São João Baptista. Quem diria, não é?

RumoBerlenga (17)Da Revolução dos Cravos até aos dias de hoje…

A sua missão já não é a defesa da Ilha da Berlenga. Após a Revolução dos Cravos (1974), este bastião de defesa costeira foi cedido, e bem,  pelo  Estado Português à Associação de Amigos da Berlenga (AAB), com vista à sua reabilitação e, mais tarde, para adaptação a alojamento turístico. Funciona, assim, como Casa-abrigo para os inúmeros visitantes que escolhem ficar nas suas celas seculares. Infelizmente, o aspecto histórico do monumento militar e da pousada histórica estão pouco explorados e desenvolvidos. Se ficou interessado neste exemplar de arquitectura militar português, recomendo a leitura da seguinte tese académica Forte de São João Baptista da Berlenga:um plano de gestão integrada da investigadora Raquel Carteiro (2017).

Um Até já…

Solitário. Isolado. Mágico. Mas, Forte. É este o Forte de São João Baptista da Ilha Berlenga. O guardião desta Ilha. A Berlenga. Uma Memória de Pedra que resta de outros tempos, de outras guerras. Saudades de pedra. A sensação de ver surgir a silhueta das suas muralhas na proa de uma embarcação causa espanto e comoção ao visitante da Ilha da Berlenga. Um verdadeiro “guerreiro de pedra” que combateu ao serviço da nação portuguesa. Iremos voltar, certamente.

Não deixe de fazer…

  • realizar uma visita de barco às inúmeras grutas (Flandres, Azul, Muxinga, Lagosteira, entre outras) do Arquipélago das Berlengas;
  • observar um belo pôr-do-sol no atlântico;
  • explorar os diversos trilhos pedestres da Ilha Velha e da Berlenga;
  • fotografar um dos ícones naturais da Berlenga: a cabeça do Elefante;
  • visitar o Farol Duque de Bragança;
  • observar a fauna e a flora única em Portugal, em especial, as gaivotas de pata amarela, os airos, o corvo-marinho-de-crista, a galheta e a cagarra (Birdwatching);
  • efectuar diversas actividades lúdicas ligadas à natureza e desporto, tais como,  o  snorkeling e canoagem;
  • realizar mergulho nos destroços de navios a vapor nas águas agitadas do Arquipélago das Berlengas, tais como, o SS Primavera e o SS Andrios;
  • conhecer o espaço do projeto LIFE Berlengas que visa contribuir para a gestão sustentável da Zona de Proteção Especial (ZPE) deste Arquipélago Atlântico;
  • mergulhar nas águas tranquilas e transparentes da praia do Carreiro do Mosteiro.
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Para mais informações:

Aqui poderá encontrar, por exemplo, extensa documentação e dicas sobre o património material e imaterial desta Ilha Atlântica nos seguintes links:

Antes de viajar para a Berlenga, segundo a CM Peniche, é recomendável consultar algumas particularidades desta ilha para planear a sua viagem. Por exemplo, o visitante deve efetuar a reserva do transporte e/ou do alojamento antecipadamente. O website do Turismo do Centro oferece informação atualizada sobre a região Centro de Portugal. É a melhor opção para começar a planear uma viagem à região Oeste. Já o Município de Peniche permite descarregar mapas e um conjunto de informações sobre os transportes públicos, locais de interesse, museus, gastronomia, entre outros. Importa salientar que poderá encontrar o posto de turismo para saber mais informações e dicas para fazer e planear o seu roteiro pela Reserva Natural das Berlengas (RNB).

✈ Como chegar:

A ligação marítima, entre o Porto de Peniche e a Ilha da Berlenga, têm uma duração aproximada de uma hora. As embarcações de passageiros funcionam entre os meses de Maio e Setembro, fora desse período não existe transporte regular para a Ilha da Berlenga, à excepção dos faroleiros e dos pescadores locais. O “Cabo Avelar Pessoa”, embarcação da empresa VIAMAR, é o transporte marítimo regular com maior capacidade de carga e para o transporte de passageiros. Há também diversas embarcações marítimo-turísticas (Barco Julius, Rumo ao Golfinho, TGV, etc) que levam entre 10 a 40 passageiros, permitindo o acesso à ilha de uma forma cómoda e mais rápida, bem como a organização de passeios às grutas do Arquipélago das Ilhas Berlengas.

🏠 Onde ficar:

Em virtude de ser uma Reserva Natural (Reserva Natural da Biosfera da UNESCO), a Ilha da Berlenga tem três [e únicas] possibilidades de pernoitar para os visitantes: o apoio de campismo (Município de Peniche – Posto de Turismo), na Pousada do Forte São Julião Baptista da Associação de Amigos das Berlengas (AAB) ou no Restaurante Mar e Sol. Aconselha-se a quem quiser pernoitar na ilha a levar lanternas e mantimentos, água doce incluída. No Castelinho existe um pequeno bar e um minimercado com produtos essenciais para a estadia na Ilha. Importa referir que a electricidade é cortada à uma hora da manhã. A torneira de água doce comunitária está aberta entre às 9 e 11 h da manhã todos os dias, visto que é transportada por via marítima pela embarcação “Cabo Avelar Pessoa”.

  • Área de campismo: as reservas são feitas no Posto de Turismo de Peniche (telefone: 262 789 571; email: turismo@cm-peniche.pt)
  • Casa Abrigo do Forte de São João Baptista: reservas feitas junto da Associação Amigos das Berlengas (telefone: 912 631 426; email: berlengareservasforte@gmail.com)
  • Pavilhão Mar e Sol: reservas feita pelo telefone 91 954 31 05

🍜 Onde comer:

Em virtude da Ilha da Berlenga ser um santuário natural, a oferta e diversidade de espaços gastronómicos é [muito] reduzida. A principal área de restauração localiza-se na Berlenga Grande. Trata-se do Restaurante e Alojamento Mar & Sol, localizado no bairro dos Pescadores. Um convite a uma tertúlia pelos sentidos e sabores da cultura gastronómica da região Oeste, em especial, o paladar de uma caldeira de marisco ou um prato de sardinhas com sabor à maresia atlântica. Na minha opinião, a opção mais correta é levar, como se dizia nos escuteiros, “almoço-volante”, isto é, o típico farnel. Nada como uma bela “sandocha” e uma “cervejinha” para desfrutar do descanso de uma caminha pelos trilhos da Berlenga. No Forte da Berlenga, com entrada gratuita, existe também um pequeno bar-restaurante, explorado pela Associação dos Amigos da Berlenga (AAB), que poderá visitar.

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

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💻 Texto: Rafael Oliveira 📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

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📌À descoberta do F(O)LIO – Festival Literário Internacional de Óbidos: uma viagem literária e fotográfica pela vila-rainha da região Oeste.

📷 Bela e singela. São dois adjectivos para descrever esta vila medieval da região Centro de Portugal. Para mim, Óbidos é a vila-rainha do Turismo Português. Sabia que o  seu castelo medieval foi eleito, em 2007, uma das 7 maravilhas de Portugal? Afinal, não há terra igual no nosso país! 

Entre 27 de Setembro a 7 de Outubro de 2018 ocorreu o FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos. À boleia da minha nomeação como finalista da 1.ºEdição do Prémio Latitudes Viagens & Vantagens 2018 tive um excelente motivo para (re) descobrir o património edificado e o pulsar quotidiano de uma das mais singelas e belas vilas medievais do nosso país: Óbidos. Segundo o jornal Britânico The Guardian, esta vila literária é referida como uma das 10 melhores cidades do livro do mundo: “Óbidos is a beautiful, historic hilltop town with a wall that encloses a compact medieval centre filled with cobbled streets and traditional houses. The town – just over an hour north”. É graticante estar nestas LATITUDES, em especial, numa região bem familiar: o Oeste.

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Esta vila-museu é um marco  histórico-cultural e paisagístico incotornável do Centro de Portugal, em especial, da identidade da região Oeste. El-Rei Dom Dinis (1261-1325) resolveu dar à sua jovem esposa D.Isabel de Aragão (1271-1336), em 1281, como dote a mais bela jóia da Estremadura: Óbidos. As rainhas dispunham, assim, de “casa própria”, de rendimentos, terras e,acima de tudo, de espaços para recreio e lazer, na sua grande maioria, por doação régia. Esta vila medieval esteve até 1833 inserida no património da Casa das Rainhas.  Ainda hoje, o viajante poderá comprovar o impacto do mecenato régio em inúmeros edificios que dão forma ao património edificado desta localidade. Com a implantação do regime liberal, a Casa das Rainhas foi extinta, por decreto de 18 de Março de 1834, pelo rei D. Pedro IV,  sendo o seu património, bens e rendas integrados no Estado Português.

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Em Óbidos, as fotografias saem sempre bem e cheias de tonalidades cromáticas. As suas muralhas, castelo e o seu casario transportam-nos, através de uma máquina do tempo, até ao imaginário da época medieval! Enfim, esta vila do Centro de Portugal é, na minha subjetiva opinião, um belo e singelo relato literário para viajantes do tempo. O tempo da História. Da nossa História. É uma das mais ricas e perfeitas jóias da arquitectura militar da Estremadura. O Castelo de Óbidos e as suas muralhas adjacentes, segundo o arquitecto Raul Lino (1879-1974), são “um dos exemplares mais perfeitos da fortaleza medieval portuguesa”. Durante muito tempo, esta maravilhosa, singela e pitoresca vila de Portugal, esteve nas mãos dos Mouros, que tinham pelo local uma especial e justificável predileção. Todavia, o primeiro monarca do Reino de Portugal, em 1148, Dom Afonso Henriques, conquista esta fortificação aos Mouros. De seguida, o monarca ordenou a construção de uma cintura de muralhas erguida em volta do casario medievo e dos principais pontos estratégicos – as torres e as ameias – que vigiavam o litoral atlântico. Em 1195, o rei Dom Sancho I atribuiu a primeira Carta de Foral a Óbidos.

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“O FOLIO é uma festa literária em Óbidos, Portugal”, podemos ler na página do Instagram do @foliofestival. Na minha minha opinião, este festival é um ponto de encontro de amantes da literatura, cujo enfoque são tertúlias literárias entre escritores e leitores com pontos de vista diferentes e irreverentes. Podemos afirmar, e confirmar, que este Festival Literário é um dos principais eventos de promoção da cultura literária em Portugal. Afinal, Óbidos, desde 2015, é a Vila Literária de Portugal consagrada pela UNESCO. Ao longo da Rua Direita, uma das ruas mais características e castiças de Óbidos, os amantes literários bucólicos e nostálgicos poderão encontrar e deparar-se, a cada passo, com inúmeros alfarrabistas, livrarias e diversas actividades relacionadas com a arte de bem escrever, bem como vestígios de civilizações romanas e islâmicas.

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“Amor de Perdição” em plena vila Medieval de Óbidos! Perdi-me neste imenso oceano Literário, em especial pela decoração da Livraria do Mercado. Situado na Rua Direita, este espaço original é um dos pontos mais procurados por turistas e viajantes literários, ocupando um antigo quartel de bombeiros. No seu interior podemos encontrar inúmeras estantes de livros feitas com caixas de frutas reaproveitadas, bem como um pequeno Mercado Biológico. Trata-se, a meu ver, do espaço ideial para comprar um livro usado ou novo de editores independentes.

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A programação deste festival literário conta com uma vasta programação cultural e literária o que, por vezes, torna-se dificil optar pelas melhores apresentações de livros, debates e tertúlias entre escritores. Foi o caso da conversa sobre o Revisionismo Histórico entre José Pacheco Pereira e Fernando Rosas, organizada pela editora Tinta-da-China, que contou com imensa afluência do público. Afinal de contas, estes dois Historiadores são um dos maiores vultos da Historiografia e da Política do pós-25 de Abril em Portugal. Fernando Rosas, por exemplo, afirmou que o Historiador é um ser subjectivo e isso relecte-se no objecto de estudo. Já Pacheco Pereira, citando Max Weber, confessou que quem escreve História tem de ter uma certa empatia com o objecto de estudo. O debate teve lugar na Casa Tinta-da-China, com moderação de Bárbara Bulhosa, em que estava exposta um conjunto de retratos de escritores portugueses “Retratos 1970-2018”, tais como Sofia de Mello Breyner, António Lobo Antunes ou Valter Hugo Mãe, da autoria do fotógrafo Alfredo da Cunha.

Não deixe de fazer…

  • caminhar no areal da Foz do Arelho e na Lagoa de Óbidos;
  • fotografar um dos mais incónicos edificios religiosos da região Oeste: o Santuário do Senhor Jesus da Pedra;
  • assitir aos grandes eventos temáticos, tais como, Óbidos Vila Natal, Mercado Medieval e Festival do Chocolate;
  • conhecer  um dos maiores vultos da Arte Portuguesa, nomeadamente a colecção de pintura barroca de Josefa d’Óbidos (1630 – 1684) no Museu Municipal;
  • provar a famosa e saborosa Ginginha de Óbidos;
  • visitar a cidade das Caldas da Rainha;
  • ficar uma noite na Pousada do Castelo de Óbidos;
  • explorar os inúmeros encantos e recantos da vila medieval, em especial, as inúmeras livrarias que se situam ao longo da Rua Direita;
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Para mais informações:

FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos

ÓBIDOS – Turismo do Centro de Portugal

Câmara Municipal de Óbidos

Posto de Turismo:
Telefone: 262 959 231
E-mail: posto.turismo@cm-obidos.pt

✈ Como chegar:

Localizada a cerca de 80 quilómetros de Lisboa, a vila de Óbidos goza de bons acessos rodoviários (A8) e ferroviários (Linha do Oeste). A partir da capital portuguesa, a viagem  de Automóvel demora aproximadamente uma hora. É a melhor relação custo-tempo. Deverá optar pela A8  em direcçao a Leiria, até à saida 15 (Óbidos). Nos arredores, existem parques de estacionamento, junto ao Posto de Turismo, que são pagos. Se optar pelo Comboio, a Comboios de Portugal (CP) efectua o percurso entre Lisboa e as Caldas da Rainha (Linha do Oeste), com paragens na Estação de Óbidos. A viagem dura aproximadamente duas horas. Todavia, a estação encontra-se um pouco afastada, a cerca de 1,5 km, do centro histórico da vila, sendo a melhor entrada do lado norte da muralha medieval (Porta da Cerca). Poderá, também, apanhar um autocarro que faz o percurso Lisboa – Óbidos.

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🏠 Mata Pequena: a singularidade de uma aldeia saloia…

📌 Mata Pequena: uma aldeia saloia, com certeza!

A região Oeste é uma terra de contrastes. A Mata Pequena é um bom exemplo de uma «ressurreição», como afirmou José Hermano Saraiva, de uma aldeia saloia esquecida pelo homem e pela passagem do tempo. Em tempos idos, o nosso Portugal era um grande tecido de aldeias. Autenticidade e tradição são as palavras para descrever esta aldeia recuperada pelo neto do oleiro José Franco, Diogo Batalha. Para quem gosta de história e etnografia, é uma viagem no tempo. O tempo dos nossos antepassados. Até nos mais pequenos pormenores ficamos surpreendidos…

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A Aldeia da Mata Pequena é um pequeno povoado rural, composto por treze  habitações, situado a escassos 40 km da cidade de Lisboa. Tão perto da capital e tão longe do stress e do rebuliço urbano. Trata-se de uma aldeia recuperada ao pormenor e com rigor etnográfico e histórico, sendo um dos raros exemplares da arquitectura tradicional da região saloia, em particular, do concelho de Mafra.

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…Tradição saloia revive na Aldeia da Mata Pequena. Diogo Batalha herdou de seu avô, o conhecido ceramista e oleiro José Franco, a paixão pelas terras saloias. Uma paixão que o levou a fazer renascer uma aldeia esquecida do concelho de Mafra, num belíssimo exemplo de preservação da arquitectura regional…“, afirmou no seu programa televisivo, o Tempo e a Alma, José Hermano Saraiva.

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Diogo Batalha herdou os genes do seu avô, o oleiro José Franco, pela preservação e gosto pela História. Fruto do labouro, desde 2005, da sua paixão e de muitos anos de  pesquisa do património material e imaterial das gentes e casas saloias de antigamente, a aldeia – da Mata Pequena – foi distinguida em 2010 com o I Prémio de arquitectura para edifícios recuperados, atribuído pela Câmara Municipal de Mafra. Casa a casa, o projecto foi avançado de uma forma sustentável, onde o objectivo era preservar a autenticidade, a magia e a essência de uma aldeia saloia. Ainda hoje podemos ver alguns habitantes a cultivar as suas terras, das suas casas e dos seus animais. Uma mais valia para os futuros habitantes da aldeia.

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A Aldeia da Mata Pequena é hoje um “museu etnográfico a céu aberto”. A verdadeira essência de uma típica aldeia  saloia. Aqui, através dos cheiros, dos objectos, cores e tradições, podemos viajar no tempo até meados do século XX. Este paraíso rural em comunhão com a natureza, com os animais e a tranquilidade do local são um convite a uma fuga da rotina citadina às portas de Lisboa.

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Entre os montes e vales que fazem desta da região saloia, um dos locais singulares do nosso pitoresco Portugal, a  Mata Pequena é a simplicidade da arquitectura tradicional e da vivência dos nossos antepassados. Durante a minha estadia tive oportunidade de verificar a rusticidade destas pequenas mas muito acolhedoras casas rurais, que foram rigorosamente recuperadas, tendo em conta os materiais de construção à época e traça original. Diogo Batalha reproduziu, com um rigor histórico, etnográfico e social, o espaço em que muitos dos nossos antepassados viveram e que era o seu quotidiano habitual. É um lugar de memória. E isso reflecte-se no exterior e interior das habitações, nomeadamente, nas peças de mobiliário e utensílios da vida rural.

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Petiscos da Tasquinha do Gil

Como chegar?
A partir de Mafra, seguir pela N116 até à Carapinheira e, a partir daí, optar pela N9, em direção a Sintra. Em Cheleiros, subir até à Igreja Nova e, depois, seguir as placas que dizem Mata Pequena.

Coordenadas GPS: N 38º 53′ 43.63” W 09º 19′ 11.63″

Onde ficar?
Hoje, a Aldeia da Mata Pequena é, quase toda ela, uma unidade de alojamento local – turismo rural – com treze casas de diferentes tipologias, do T1 ao T3, e diárias que variam, nesta altura, entre os 60, 90 € e 120€. O Preço varia consoante o tamanho das habitações. Importa referir que há pão de Mafra cozido em lenha incluído no pequeno-almoço. E esta, hein?!

O que comer?
Dentro da própria aldeia encontra-se a Tasquinha do Gil, um restaurante que recupera o espírito das antigas tasquinhas de aldeia, com uma ementa à base de petiscos criativos.

Como reservar?

Rua São Francisco de Assis, Igreja Nova. 21 927 0908. diogobatalha@aldeiadamatapequena.com

Não deixe de…

  • Passear ao longo da “pacata”Ericeira;
  • Visitar o Palácio Nacional de Mafra;
  • Fazer Snorkeling / Mergulho nas Berlengas;
  • Almoçar e provar o peixe e o marisco em Porto Novo;
  • Beber um bom vinho da região Oeste.
  • Visitar a Ponte Medieval de Cheleiros;
  • Visitar a Vila Medieval de Óbidos.

Veja mais em: https://www.aldeiadamatapequena.com/?lang=en

Nota importante

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

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Texto: Rafael Oliveira  | Fotografia: Oliraf Fotografia

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Fotografia•Viagens•Portugal © OLIRAF (2016)

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📷Recriação Histórica da Batalha do Vimeiro (1808): Adeus, Junot!

📝 A Região do Oeste presenteia-nos com paisagens únicas que combinam entre si o oceano atlântico, os rios, os campos de cultivo, os vinhedos, os montes e vales. O seu litoral atlântico é banhado, em toda a sua extensão, pelo Oceano Atlântico, formando um conjunto extenso de areais, intercalados por uma orla costeira com falésias vivas de imponente beleza.

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Nas minhas aventuras pelo Oeste, sempre tive a curiosidade sobre a importância da Batalha do Vimeiro (1808) para a História local, nacional e europeia. Ora, decide-me, de uma vez por todas, fotografar uma recriação Histórica ocorrida nos 200 anos da Batalha do Vimeiro. Aqui, a História de Portugal e da Europa cruzou-se com a História Local.

As Invasões Francesas…

A Tomada da Bastilha, a 14 Julho de 1789, marcou o início simbólico da Revolução Francesa. Este acontecimento abalou os alicerces das monarquias absolutas europeias e do Antigo Regime Europeu. Em virtude deste acontecimento revolucionário, o tradicional equilíbrio europeu dos Séculos XVII-XVIII foi abalado, nomeadamente, o precário status quo militar e diplomático, pelos ideais da França Revolucionária.

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Portugal não estava alheio a esta situação internacional no contexto europeu e, no nosso caso específico, a própria Ilha da Madeira. A importância estratégica e comercial deste território ultramarino português «teve mais a ver com aquilo que podia facultar às grandes potências» beligerantes no contexto das Guerras Revolucionárias Francesas e depois com as Guerras Napoleónicas e não tanto a ver com o Reino de Portugal. De facto, a nosso ponto de partida para este trabalho, é o final do século XVIII e a 1ªdécada do século XIX.

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É nesta conjuntura dos finais do Século XVIII e inícios de XIX, reveladora de uma ambiguidade diplomática e militar no seio do Continente Europeu que o Reino de Portugal vai ter que redefinir a sua estratégia diplomática nunca antes vista na sua História. Ou Portugal optava por uma das duas áreas de hegemonia em confronto: uma continental ou marítima, Inglaterra ou França e, num sentido mais especifico, Portugal ou o Império. A escolha de um dos campos promovia enormes consequências humanas, bélicas, económicas e comercias para Portugal. Portugal perdia o seu estatuto de neutralidade, face aos conflitos europeus.  Após o decreto do Bloqueio Continental (Novembro 1806), na Europa não havia lugar para potências neutrais face ao conflito entre o Reino Unido e a França.

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Segundo Isabel Luna (2010), “ao longo da primeira metade do Século XIX, estas duas grandes potências iriam utilizar o território português para disputarem a hegemonia da Europa. Portugal, velho aliado dos ingleses, após um longo período de hesitações desafia o Bloqueio e, em 1801, com o apoio francês, a Espanha invade o país, pelo Alentejo. Os portugueses conseguem derrotar o invasor, mas perdem Olivença. Em 1803 são os ingleses que ocupam a Ilha da Madeira (Funchal) e os territórios do Estado Português da Índia (Goa), com o pretexto de protecção dos interesses ingleses face a uma hipotética agressão francesa.”

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A importância estratégica da ilha da Madeira era o resultado da sua localização geográfica no atlântico (Rodrigues,1998). Com efeito, a Cidade do Funchal era um importante centro de passagem das frotas mercantes da Europa para o hemisfério Sul e também era o último ponto de abastecimento antes de Cabo Verde ou até mesmo do continente americano. Por exemplo, ainda hoje, é um dos portos com elevada frequência de cruzeiros turísticos. Era um importante apoio para as frotas mercantes europeias no eixo comercial asiático, atlântico e americano. Ora, para os Ingleses ainda mais estratégica era, pois articulava o controlo do estreito de Cádiz, em articulação com a base naval de Gibraltar, e da Rota do Cabo, numa altura que a frota franco francesa estava no seu auge de construção naval.

A Batalha do Vimeiro…

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A primeira invasão do Grand Armée ao Reino de Portugal ocorre, em Novembro de 1807, sob o comando do General Junot. Face ao perigo iminente da captura da Familia Real Portuguesa, a conselho dos ingleses, esta foge para a colónia do Brasil. Junot ocupa Lisboa, apesar de ter falhado o seu objectivo final – a captura da realeza portuguesa – ficando “a ver navios” ao largo de Belém. Mais tarde, apesar dos tumultos da população lisboeta face à ocupação francesa, este assume a presidência do conselho de Governo de Portugal, em nome do Imperador dos Franceses: Napoleão Bonaparte.

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Segundo Isabel Luna (2010), durante o mês de Agosto de 1808, “o grosso da força naval expedicionária britânica, comandada pelo General Wellesley, desembarca junto à foz do rio Mondego e dirige-se para Lisboa. De facto, era aqui que estavam as principais forças militares do Grand Armée. As tropas francesas, comandadas pelo General Delaborde, sofrem a sua primeira derrota, frente ao exército anglo-português, na batalha da Roliça, a 19 de Agosto. O que restou das tropas francesas retirou-se para a cidade de Torres Vedras, onde estava o quartel-general de Junot, totalizando uma força de cerca de 12.000 homens. Ao mesmo tempo, aos 14.000 soldados anglo-portugueses, juntavam-se mais 4.000 soldados ingleses, desembarcados na praia do Porto Novo, junto ao Vimeiro, onde se travou uma nova batalha, a 21 de Agosto, que marcou a derrota definitiva do exército francês.

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Após o desfecho final da Batalha do Vimeiro, a 22 de Agosto, os Generais Wellesley (Exército Luso-Inglês) e Kellermann (Grand Armée) assinaram, na Maceira, “o acordo de cessar-fogo, depois ratificado sob a designação de Convenção de Sintra, que permitiu às tropas francesas saírem do país e levarem consigo os saques feitos durante a ocupação“, afirma Isabel Luna (2010). Chegava, assim, a 1ªInvasão Francesa (1807-1808) ao antigo Reino de Portugal. Todavia, os Franceses só seriam expulsos definitivamente em 1811 com a derrota do General Massena diante das Linhas de Torres Vedras.

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Em Suma, visite o Oeste e surpreenda-se com a rota histórica das Linhas de Torres Vedras, onde poderá ter uma oferta turístico-cultural diferenciada, a poucos quilómetros de Lisboa. E segundo o Slogan da promoção desta rota cultural: “Mude o seu destino, onde mudámos o de Napoleão…”

Para mais informações:

Recriação Histórica da Batalha do Vimeiro 1808

Associação para a Memória da Batalha do Vimeiro 1808 (Facebook)

Centro de Interpretação da Batalha do Vimeiro (Facebook)

Câmara Municipal da Lourinhã

Centro de Interpretação das Linhas de Torres Vedras (Rota Histórica)

Histórias de Torres Vedras (Blogue)

Bibliografia temática 👇🏻

ARÁUJO, Ana Cristina Bartolomeu de, «As Invasões Francesas e a afirmação das ideias liberais», in Luis Miguel Torgal; João Lourenço Roque (coord.), O Liberalismo (1807- 1890), vol. V de José Mattoso (dir.), História de Portugal, Lisboa, Circulo de Leitores, 1993.

BARATA, Manuel Themudo, TEIXEIRA, Nuno Severiano (dir.) – Nova História Militar de Portugal. Lisboa: Círculo de Leitores, 2004, vol. 3

Linhas de Defesa de Lisboa durante as Invasões Francesas / Linhas de Torres Vedras SIPA: Sistema Informação para o Património Arquitectónico. [Em linha]. [Consultado em 30 Dez. 2014]. Disponível na  internet URL: <http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=34579

LUNA, Isabel de – Linhas de Torres Vedras. Torres Vedras: Museu Municipal Leonel Trindade, 1997 (2ª ed. 2000; 3ª ed. 2003); ed. revista, 2010. FRÉMEAUX, Jacques, France: Empire and the Mère-Patrie, The Age of Empires, Edited by Robert Aldrich, Thames & Hudson, 2007, pp.152-155.

NEWITT, Malyn; ROBSON, Martin – Lord Beresford e a Intervenção Britânica em Portugal 1807-1820, Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais,2004 GOTTERI, Nicole – Napoleão e Portugal, Lisboa, Edições Teorema,2006. RODRIGUES, Paulo Miguel Fagundes de Freitas, A Ilha da Madeira e o Atlântico durante as Guerras Napoleónicas: a importância estratégica e a defesa, Dissertação de Mestrado em História Contemporânea, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Lisboa, Julho de 1998

PEDREIRA, Jorge, COSTA; Fernando Dores, D.João VI, Colecção Reis de Portugal, Temas & Debates, 1ªEdição, Lisboa,2009

NEVES, José Acúrsio das, História Geral da Invasão dos Franceses em Portugal e a Restauração Deste Reino, Off. de Simão Thaddeo Ferreira, 1810-1811. 5 v, disponível  em  Biblioteca Nacional  http://purl.pt/12098 >

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📌À descoberta do Castelo de Torres Vedras…

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Nas minhas aventuras pelo Oeste  sempre tive a curiosidade sobre a importância e o papel desta fortificação militar na História Local, Nacional e Europeia. Ora, decide-me, de uma vez por todas, visitar o Castelo de Torres Vedras. Aqui a História de Portugal cruzou-se com a História Local…Vamos entrar?

O Castelo de Torres Vedras fica situado na cidade, e sede de concelho, de Torres Vedras, no Distrito de Lisboa. Encontra-se envolvido pela malha urbana e por arborização, erguendo-se numa posição dominantes sobre a cidade que lhe dá nome.

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Ao longo da História, os Castelos e cercas medievais foram importantes e imponentes locais de refúgio, de defesa e de local de residência. Situados nas próprias povoações, em montes ermos ou no alto de colinas/penhascos, sempre o Homem os concebeu em articulação com o espaço físico envolvente.

Panorama Cidade Torres Vedras A partir do Castelo de Torres Vedras verifica-se a presença de elementos com valor patrimonial em termos naturais, históricos, culturais e paisagísticos. Deste património histórico podemos salientar a sua importância nos diversos acontecimentos relevantes da História de Portugal, tais como, no contexto da Guerra Civil de (1383-1385), nas Invasões Napoleónicas (1807-1811) e, finalmente, nas Guerras Liberais da 1ªMetade do Séc. XIX.
Construído numa colina, cujo sopé corre o leito do rio Sizandro, ergue-se o Castelo de Torres Vedras. Há diversas razões históricas, monumentais, naturais e paisagísticas que fazem desta edificação militar um conjunto patrimonial impar de visita imprescindível. Do seu topo, é possível visualizar uma excelente paisagem sobre o meio que nos envolve. Panorama CasteloTVD A ocupação humana da colina, onde está actualmente o Castelo de Torres Vedras remonta, segundo fontes históricas, ao III milénio a.C, beneficiando das notáveis condições naturais de defesa (colina) e de abastecimento (rio). Mais tarde, os Romanos e os Árabes reforçaram o complexo militar edificado, neste caso, as muralhas e a Alcáçova do Castelo, deixando inúmeros vestígios da sua presença ancestral. Do Castelo Medieval restam apenas os vestígios arquitectónicos da Igreja de Santa Maria do Castelo[1] e a cerca oval, que foi reforçada por ordem de D.Manuel I (1495-1521), comprovada pela porta de armas com a esfera armilar. Portugal-1-30HDR

Durante o Século XVI, o complexo do interior do Castelo foi renovado com a construção do Palácio dos Alcaides (1519) pelo alcaide-mor D.João Soares de Alarcão. Para a construção da mesma, foi destruída a torre de menagem de origem medieval.


Situada no interior do Castelo de Torres Vedras, a Igreja de Santa Maria do Castelo é uma das antigas quatro matrizes da Cidade de Torres Vedras. Segundo fontes históricas, a construção desta edificação religiosa deverá remontar à 2ªmetade do Século XII, pouco tempo da tomada do Castelo aos Mouros, em 1148, por D.Afonso Henriques. É provável que tenha sido erguida sobre algum templo islâmico, ai existente durante o período de ocupação árabe. Portugal-1-26 O Castelo de Torres Vedras esteve envolvido em inúmeras datas e acontecimentos de enorme importância no decurso da História de Portugal. Por exemplo, no contexto da Guerra Civil de 1383-1385, o Castelo esteve cercado durante dois meses pelo Mestre de Avis, futuro D. João I, pois estava sob o domínio dos partidários de Castela. Mais tarde, em 1414, o Conselho Régio do monarca D.João I decidiu tomar a praça do Norte de Africa (Ceuta). Assim, a cidade de Torres Vedras encontra-se intimamente ligada ao inicio da expansão portuguesa.
No contexto das Invasões Francesas (1807-1811) integrou a 1ªlinha das denominadas Linhas de Torres Vedras (reduto n.º27 do 1ºDistrito). Portugal, e neste caso, a cidade de Torres Vedras  foram transformadas num campo de Batalha para as «superpotências da época»: a França e a Inglaterra. Em virtude do Bloqueio Continental, Portugal foi usado pelo Império Britânico como testa de ponte para iniciar a derrota de Napoleão Bonaparte, uma espécie de Dia D. Como consequência, Portugal foi saqueado e sujeito a uma politica de terra queimada. Portugal-1-27

Em Dezembro de 1846, no contexto da Guerra Civil da Patuleia (1846-1847), a cidade de Torres Vedras foi palco de uma sangrenta batalha entre as forças governamentais  sob o comando do Duque de Saldanha e as forças da Junta do Porto, os patuleias, do Conde do Bonfim. De seguida, o Castelo foi utilizado como quartel das tropas sob o comando do Conde de Bonfim, depois de terem sido expulsas do Forte de São Vicente, tendo sido bombardeado, a partir do Varatojo, pelas forças do Marechal Saldanha, sendo que nessa altura o paiol de pólvora explodiu, o que resultou na sua rendição e, como consequência, na destruição do Palácio dos Alcaides.

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A Fotografia, de facto, tem valor documental, a partir do momento que ilustra um determinado acontecimento, facto ou objecto. Permitiu às pessoas obterem consciência do seu próprio pais ou região, através da visualização de gentes, paisagens e monumentos. Valorizou o sentimento patriota e nacionalista. Digamos, uma ideia romântica do património. Tenho um grande apreço pela técnica e arte fotográfica. Como aprendiz de Clio, a musa da História, gosto de registar e documentar visualmente o património militar e religioso edificado no território português. Um dos meus objectivos , é registar «todos os castelos de Portugal».

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🏄Oeste: uma costa de ouro sob azul…

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Nestas férias de Verão, fiquei um mês a fotografar numa das mais belas regiões de Portugal Continental: a Estremadura ou região Oeste. Qual o resultado? O resultado é um mosaico riquíssimo de beleza e variedade paisagística, natural e cultural. Siga-me nesta aventura passo a passo, onde poderá visualizar os meus «spots» favoritos e saber um pouco da História dos Locais, através das minhas imagens.

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Panorama da Vila de Santa Cruz, Miradouro do do Alto da Vela, Freguesia da Silveira, Concelho de Torres Vedras, 2014. All Works @ Rafael Oliveira (OLIRAF)

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A Região do Oeste presenteia-nos com paisagens únicas que combinam entre si o oceano atlântico, os rios, os campos de cultivo, os vinhedos, os montes e vales. O seu litoral atlântico é banhado, em toda a sua extensão, pelo Oceano Atlântico, formando um conjunto extenso de areais, intercalados por uma orla costeira com falésias vivas de imponente beleza.

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Santa Cruz, pertence à freguesia da Silveira, concelho de Torres Vedras, é uma pitoresca vila com uma grande densidade populacional durante os meses de verão, devido à fama das suas praias

 

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Na minha opinião, qualquer que seja a opção escolhida para uma «escapadinha» de veraneio em Portugal. Santa cruz é uma boa opção, principalmente, nos meses de Julho e Agosto, onde podemos aproveitar para descontrair, para contemplar inúmeros locais de interesse patrimonial e natural e, claro, apreciar os belos areais que nos fazem perder a vista. No Fundo, respire a natureza e bom passeio!

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Praia Azul, Torres Vedras

O Concelho de Torres Vedras continua a ser uma referência para nacional, e até internacional, em termos de turismo balnear de qualidade. Em virtude dos seus extensos areais e praias, tais como, a Praia Azul, Formosa, Fisica, Mirante, Pisão, Santa Helena e Santa Rita são exemplos de referência na região oeste, enquanto símbolos de qualidade e distinção das mesmas. De referir, que as mesmas são anualmente distinguidas pela qualidade de água e dos acessos, onde são exemplo as inúmeras bandeiras Praia-Azul. De Salientar, que a vila de Santa Cruz oferece excelentes condições para a prática de desportos de mar, o que é comprovada pela organização do Festival Ocean Spirit (Julho).

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📌À descoberta do antigo Convento de Penafirme: um encontro com a História e com o Tempo…

📷Apontamentos fotográficos de uma aventura ruinosa pela concelho de Torres Vedras. Viajar e fotografar numa das mais belas regiões costeiras de Portugal Continental, a Região do Oeste presenteia-nos com paisagens únicas que combinam entre si o oceano atlântico, os rios, os campos de cultivo, os vinhedos, os montes e vales. Todavia, devemos também salientar o património edificado existente (e abandonado) nesta região, como é o caso das ruínas do antigo Convento de Penafirme.

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Ruinas do Antigo Convento de Penafirme, Torres Verdas @ Oliraf Fotografia

Num instante de tempo, o património emerge ao sabor das imagens: o antigo Convento de Penafirme foi construído no Século XVI (1547) pela comunidade de frades eremitas de Santo Agostinho, sendo destinado ao culto de Nossa Senhora da Assunção. A sua construção foi finalidade no decorrer da 1ªmetade do Século XVII (1638). Actualmente, as estruturas do antigo complexo quinhentista encontram-se em ruinas, em virtude, da invasão do mar, do avanço das areias e, a principal consequência do abandono, o terramoto de 1755. (Foi abandonado, definitivamente, após o terramoto de 1755)

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Os actuais vestígios do antigo convento de Penafirme remontam à primeira metade do Século XVI (1547), em virtude da necessidade de substituição do antigo complexo medieval e, também, fruto da nova reforma da província portuguesa da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, a pedido do monarca D.João III (1521-1557)) durante o ano 1535. As obras foram realizadas até à 1ªMetade do Século XVII (1638), aproveitando as pedras e cantarias do antigo convento medieval. Este Convento Quinhentista veio substituir o anterior e, para tal, que já contava com diversos apoios de monarcas portugueses, tais como, D. Manuel I (1495-1521) e D.João III.

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Pequeno Aqueduto do Antigo Convento

Segundo tradições, o mosteiro de Penafirme foi fundado no Séc.IX (ano 840), por um eremita de origem germânica, Ancirado, da Ordem de Santo Agostinho, aquando da sua fuga de Santarém dos constantes raides das forças islâmicas do Al-Andalus. Actualmente, podemos encontrar inúmeros vestígios da organização arquitectónica do complexo conventual, nomeadamente, o muro que circundava o perímetro do mosteiro, a Igreja e outras dependências (sacristia, o claustro e as celas).

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Vista Frontal

O antigo complexo conventual é composto por uma planta longitudinal formada por dois corpos distintos entre si, um orientado de oeste para leste (Igreja) e outro orientado de Norte para Sul (Celas dos Frades). De Salientar, que no lado Sul do convento é possível encontrar o vestígio de um pequeno «aqueduto» que transportaria água para este complexo edificado. Verifica-se , pelas fotos, que o convento é desprovido de blocos de cantaria em todos os seus cantos.

Vista Oeste do Convento
Vista Oeste do Convento

Na minha opinião, devemos  despertar o nosso sentido estético para a beleza do nosso património, construído ou não, o avivar a memória dos lugares e dos pormenores que também fazem parte da nossa identidade histórica e que, por isso mesmo, devem ser preservados documentalmente.

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Quantas vezes passamos por uma rua, ruína ou paisagem sem que o nosso olhar se detenha para as admirar? Interrogue-se e parta à descoberta como eu. E deixe-se surpreender-se. Aventure-se na região Oeste!

Para mais informações:

Turismo do Centro – Região Oeste

Ruínas do Convento de Penafirme – DGPC

João Luís Inglês, coord. – A dos Cunhados: Itinerários da Memória. A dos Cunhados: Pró-Memória, 2002.

Os Eremitas de Santo Agostinho: O Convento de Nossa Senhora da Assunção de Penafirme, Mosteiro de Penafirme. Arquivo de Torres Vedras

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📌 Itinerâncias pelas Linhas de Torres: o Forte São Vicente em Torres Vedras…

Panorama Cidade Torres VedrasO Forte de São Vicente de Torres Vedras é um dos ícones do património histórico edificado da cidade de Torres Vedras. Formava parte das célebres Linhas de Torres Vedras, que compunham o anel defensivo da capital durante as invasões napoleónicas (1808-1812), sendo considerado o mais importante forte das Linhas, defendendo a ligação entre Lisboa e Coimbra. Foi começado a construir em 1809, no cimo de um dos mais altos montes que se erguem em torno da cidade, o Monte de São Vicente. Tem planta em Y, e era composto por um conjunto de trincheiras, fossos, traveses, paióis, e 39 bocas de fogo originais. Encontra-se actualmente em Bom Estado de Conservação.

Panorama Forte São Vicente

Designação: Capela e Forte de São Vicente | Tipologia: Arquitectura Militar / ForteLocalização: Lisboa / Torres Vedras / Monte de São Vicente | Guarnição: 2000 a 2200 Homens | Artilharia: 26 Bocas de Fogo

No local onde se implanta existia já uma pequena capela, dedicada ao santo mártir, e cuja construção dataria do século XII (VIEIRA, Júlio, 1926), sendo referida pela primeira vez em 1267. Este templo, entretanto muito alterado, foi integrado na fortaleza. Mais recentemente foi alvo de uma intervenção para conservação do espaço envolvente, julgo, no âmbito do filme Linhas de Wellington (2012).

Través do Interior do Forte

Na imagem, e em primeiro plano, o interior da Praça de Armas com diversos Través, isto é, construções em terra para protecção de fogo inimigo. Ao Fundo, temos o Paiol de Armazenagem de Explosivos e Munições e a Ermida de São Vicente, lado direito e esquerdo respectivamente.

Fosso do Forte

Nesta imagem temos a perspectiva do Fosso com Escarpa e Contra-Escarpa que envolve esta obra militar. Podemos, também, salientar as aberturas onde eram colocadas as Canhoeiras.

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Na Foto, em primeiro plano, uma das portas de acesso ao recinto fortificado. Em Segundo plano, a Capela Primitiva, de cariz medieval, dedicada ao culto de São Vicente.

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Panorama Exterior do Fosso e Baluarte do Forte de São Vicente de Torres Vedras.

As Linhas de Torres Vedras – Arquitectura Militar –  são um excelente  exemplo da articulação entre o Homem e o Meio. De facto, a construção das mesmas reflecte o estudo do Meio pelo Homem, isto é, o aproveitamento da Morfologia do Terreno para retardar o avanço, pela estrada e atravessamento dos rios, das tropas napoleónicas que se dirigiam a Lisboa.

Deixo alguns panoramas da área envolvente do Forte de São Vicente:

Panorama Forte vs Cidade TVD

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Panorama Geral do Forte São Vicente

Para mais informações:

Forte de São Vicente / Obra Grande de São Vicente – SIPA: Sistema Informação para o Património Arquitectónico. [Em linha]. [Consultado em 30 Dez. 2014]. Disponível na  internet URL: <http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=6346 >

Capela e Forte de São Vicente (DGPC)

Património Histórico de Torres Vedras (CMTVD)

Museu Municipal Leonel Trindade

Centro de Interpretação das Linhas de Torres | Sobral de Monte Agraço

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