Enoturismo, Fotografia, História, Norte de Portugal, Paisagem & Natureza, Património Edificado & Monumental, Portugal (Terras), Roteiros Fotográficos, Viagens

Quinta da Aveleda: uma viagem pela história de um vinho singular desde o século XIX até aos nossos dias…

No Dia Europeu do Enoturismo, este ano celebrado a 13 de novembro,deixo a minha visita-guiada à Quinta da Aveleda. Com este artigo, pretendo dar a conhecer a marca e a história de uma quinta singular, de uma região vínica e, a meu ver, um dos melhores locais de enoturismo em Portugal.

Quinta da Aveleda é, sem dúvida, uma quinta rústica que nos recebe com o seu encanto. E,claro, com o seu vinho.  Para muitos amantes de Baco, o vinho da Aveleda encontra-se entre os melhores vinhos verdes de Portugal e do Mundo. O Blogue Oliraf Fotografia foi gentilmente convidado a visitar a Quinta da Aveleda com a seguinte frase: “Se a sua objectiva o levar até Penafiel, teríamos o maior prazer em o receber na Quinta da Aveleda.” E porque não arriscar uma nova experiência por uma Quinta que integra a Rota dos Vinhos Verdes? O Enoturismo.  Quem não arrisca, não petisca com um Aveleda.

quinta-da-aveleda-19Entre os concelhos de Paredes e de Penafiel, a cerca de 30 km do grande Porto, encontramos uma antiga casa do século XVII, construída pela aristocracia rural local: a Familia Guedes. A Quinta da Aveleda deixou de ser uma quinta de veraneio e, no século XIX, foi totalmente remodelada e adaptada para o fabrico de vinhos, preservando a essência do seu jardim, da casa senhorial e a sua identidade original..Para além do vinho verde, a Quinta da Aveleda também é conhecida pelos jardins (em estilo Inglês),pelo seu património histórico-cultural, pelas compotas e queijos que fazem as delícias dos seus visitantes.

quinta-da-aveleda-11

Aveleda é um nome de um vinho conceituado da região vínica do Norte do País. A Região dos Vinhos Verdes. Todavia, a maioria das pessoas conhece o seu sabor, mas não a quinta que lhe dá forma: a Quinta da Aveleda. De facto, esta singular quinta é gerida pela mesma família (Família Guedes) à cinco gerações, sendo que os primeiros registos de venda de vinho engarrafado datam da 2ªmetade do Século XIX (1870). Tudo começou pela iniciativa pessoal e vocação empreendedora de Manuel Pedro Guedes (1837-1899), considerado o fundador do negócio vinícola tal como o conhecemos hoje. Desde esses tempos, as gerações vindouras souberam preservar a qualidade e a  reputação da produção de vinho, espumantes, queijos e outros produtos da marca Avelelda. Hoje em dia, estes produtos têm sido sinónimos de sucesso a nível nacional e internacional

img_20160502_095236

À descoberta dos jardins da Quinta da Aveleda: Tínhamos à nossa espera a guia Renata Figueiredo, que nos mostrou os cantos mais simbólicos e encantos daquele lugar singular, num belo dia de Primavera. Explicou-me, passo-a-passo, os principais pontos de interesse do jardim botânico, das casas de campo e a importância histórica da Quinta. A meu ver, o que mais me impressionou foram a quantidade de espécies botânicas existentes no jardim e a importância social e de lazer que estes tiveram na história local e nacional.

Quinta da Aveleda (12)

Muitos ilutres e notáveis portugueses, escolheram esta quinta para veraneio, para passar as suas férias, rendendo-se aos encantos e cantos singulares da Aveleda. Sabia que o príncipe herdeiro, filho de D.Carlos I, D. Luís Filipe de Bragança, e o seu aio, Mouzinho de Albuquerque (o herói de Chaimite) almoçaram, em Outubro de 1901, numa das mesas existentes do jardim botânico? Este pormenor histórico, a meu ver, deu mais sabor à minha visita guiada.

quinta-da-aveleda-13

Além do seu importante património botânico, a Quinta da Aveleda é também conhecida pelo seu património histórico, nomeadamente a Janela Manuelina do séc. XVI, a Fonte das 4 Irmãs, a Torre das Cabras e pela Fonte de Nossa Senhora da Vandoma. Realçava a Janela Manuelina que, segundo a tradição popular, onde o primeiro rei de Portugal, da Dinastia dos Bragança, D. João IV, terá sido aclamado. Mais tarde, esta foi oferecida a Manuel Pedro Guedes da Silva da Fonseca, que a colocou nos jardins da Quinta da Aveleda.

quinta-da-aveleda-16

Após a visita ao jardim e parques da Aveleda, dirija-se à Adega Velha para provar uma aguardente de vinho verde saboreando com um Chocolate a História deste afamado vinho secular. A partir daqui, dirija-se ao edificio da prova de vinhos e contemple as extensas vinhas e a paisagem que a rodeia. Aqui percebemos a razão de os vinhos da Aveleda ao longo dos séculos serem reconhecidos a nível nacional e internacional pela sua qualidade. Este reconhecimento do trabalho do fundador da Aveleda foi premiado com medalhas de ouro arrebatadas nos concursos internacionais de Berlim (1888) e Paris (1889).

Quinta da Aveleda (1)

Mais recentemente, e durante três consecutivos, a marca Aveleda colocou um dos seus vinhos  – o vinho verde Quinta da Aveleda – no TOP 3 do TOP 100 Best Buys da prestigiada revista norte americana Wine Enthusiast . Além dos seus premiados vinhos, a Quinta da Aveleda foi galardoada em 2011 com o prémio internacional Best of Wine Tourism na categoria de «Arquitectura, Parques e Jardins» e os Certificados de Excelência 2015 e 2016 pelo TripAdvisor. E basta um breve ou demorada passeio pela património botânico e histórico para perceber a razão destas nomeações e prémios. A qualidade, o trabalho e a perfeição está nos pequenos detalhes do seu património edificado e genealógico ao longo de mais de 300 anos.

img_20160424_195813

Agora, percebo a inspiração familiar para produzir admiráveis vinhos verdes que fazem “inveja” ao Deus do Vinho, Baco. A marca Aveleda (Vinho Verde, Douro, Quinta da Aveleda, Alvarinho,Reserva da Família Bairrada, Reserva da Família Alvarinho);Casal Garcia; Charamba ; Aveleda Follies  e a Adega Velha. Mas, o vinho é apenas mais um produto da Quinta da Aveleda. Os seus queijos de cabra e vaca – Penafidelis – são uma combinação perfeita para “petiscar” com um Aveleda. E as compotas…

img_20160427_095459

No final da minha visita à Quinta da Aveleda, tive oportunidade de visitar a Aveleda Shop é possível encontrar todos os produtos produzidos na Quinta como vinhos, espumantes, aguardentes, queijos da marca Penafidelis e compotas. Além disso, o cliente tem disponível cabazes, caixas e outras embalagens que pode juntar aos produtos “made in Aveleda”,  outros produtos regionais, como o artesanato.

img_20160428_093815Em síntese, a Quinta da Aveleda representa uma elevada importância na valorização da região do Vinho Verde e dos recursos endógenos, assente na divulgação do enoturismo como estratégia económica e cultural desta região, rica em património edificado e natural. É exemplo a Rota do Românico surpreendeu-me pelo imenso património histórico cultural e pela variedade paisagística que nos oferece. A meu ver esta região Norte de Portugal ainda tem mais encanto por três razões: boa gente, boa comida e bom vinho.

quinta-da-aveleda-10

O projecto de enoturismo da Quinta da Aveleda pretende antes de mais mostrar a história familiar, da produção do vinho e da vasta região do Vinho Verde. Para além disso, a marca Aveleda é parceira de diversos agentes económicos e culturais na divulgação do património histórico da Rota do Românico, do Concelho de Penafiel e da região dos Vinhos Verdes, como produto (s) de excelência e a todos os que gostam de apreciar a natureza e saborear um bom vinho. De facto, o enoturismo é cada vez mais apreciado pelo público em Portugal e um pouco por todo o mundo.

Aproveite este fim-de-semana para conhecer o encantador jardim, as paisagens naturais e o património edificado que dão forma à Quinta da Aveleda!

Como chegar

Se pretender ir do Porto para Penafiel (Quinta da Aveleda), deverá seguir pela A4 sentido Vila Real/Valongo até à saida  Penafiel Sul/Entre-os-Rios. Após passar a portagem, deverá virar no sentido de Paredes. Virar novamente na primeira à direita a cerca de 300m (Placa  Aveleda), prossiga eem frente, cerca de 1 km, até encontrar a entrada da Quinta à sua esquerda.

Onde comer

Nas proximidades da Quinta da Aveleda, no concelho de Penafiel,  Winebar Casa da Viúva é um espaço que combina arquitectura rústica da Aldeia de Quintadona com uma elegante decoração. Aqui podemos provar um bom vinho da região e petiscar umas belas tapas. Na Quinta da Aveleda, o visitante poderá fazer uma prova de vinhos ou uma marcar uma refeição para saborear os produtos made in Aveleda?

Onde ficar

Casa Valxisto (Country House)

Rua Padres da Agostinha, n.º 233

4560-195 – Freguesia de Lagares Penafiel
(GPS: 41.135686, -8.377872)

Solar Egaz Moniz

Rua dos Monges Beneditinos, n.º 158, Paço de Sousa, 4560-380 Penafiel, Portugal

Tlm: + 351 962 168 254

Para direcções veja a página Localização ou aceda directamente ao google maps.

Coordenadas GPS: Latitude:  41°10’2.40″N  | Longitude:   8°20’34.09″O

Para mais informações sobre a Quinta da Aveleda:

AVELEDA S.A.

Rua da Aveleda nº 2 | 4560-570 PENAFIEL | PORTUGAL

T.: 255 718 242

E-mail: enoturismo@aveleda.pt

Coordenadas GPS: Lat: 41º 12′ 27.51” N | Long: 8º 18′ 29.28” O

Horários para as visitas guiadas:

Março a Outubro – Segunda a Domingo: 10h00, 11h30, 15h00, 16h30.

Novembro a Fevereiro – Segunda a Sábado: 10h00, 11h30, 14h30, 16h00

Domingo: encerrado

Tempo de Visita: 60 minutos
Atende em: Português, Inglês, Francês, Espanhol, Alemão

Todos os serviços, nomeadamente as visitas guiadas, estão sujeitos a marcação prévia.

Nota importante

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes.

linhagraficaALL-oliraf-03

Texto: Rafael Oliveira  | Fotografia: Oliraf Fotografia

Follow me: @oliraffotografia on Instagram | Oliraf Fotografia on Facebook

Fotografia•Viagens•Portugal © OLIRAF (2016)

Contact: oliraf89@gmail.com

Anúncios
Standard
Fotografia, História, Norte de Portugal, Paisagem & Natureza, Património Edificado & Monumental, Portugal (Terras), Viagens

Amarante: roteiro fotográfico por uma cidade singular banhada pelo rio Tâmega.

Amarante (6)

À “boleia” da minha nomeação para os BTL Blogger Travel Awards 2016, tive a oportunidade de visitar o Centro Histórico da Cidade de Amarante, durante o meu roteiro pela Rota do Românico. Esta foi a minha primeira experiência na planificação de um roteiro por Portugal de vários dias,onde tive oportunidade de visitar diversas experiências fundadas pela História, citando o “slogan” turístico da Rota do Românico. Entre o Porto e Vila Real, esta cidade nortenha causa uma forte impressão a qualquer aprendiz de viajante e fotógrafo andarilho. Por momentos, dá-nos a sensação que estamos numa cidade de montanha do Centro ou Norte da Europa. Amarante é uma pequena grande surpresa. Surpreendeu-me.

amarante-12

Trata-se de uma cidade onde a magnificência do granito não intimida, antes convida a um passeio pelo centro histórico. Atravessa-se a pé pela belíssima ponte granítica de São Gonçalo, padroeiro da cidade, com mais de 200 anos, sobre o rio Tâmega. Esta ponte reconstruída no reinado de D.Maria I, finalizada em 1791, em conjunto com a Igreja e o Convento de São Gonçalo, é o “ex-libris” da cidade amarantina. Tive a oportunidade de visitar o Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso (a entrada custa 1 €) e admirar algumas suas obras modernistas. Infelizmente, uma parte da coleção estava na Exposição na Galeria do Grand Palais em Paris. Aproveite a visita ao Centro Histórico para conhecer os inúmeros cafés, esplanadas e confeitarias que servem os célebres doces conventuais amarantinos, como os foguetes, as lérias e as brisas.

amarante-11

São Gonçalo de Amarante, padroeiro do município, fundou este espaço conventual no decorrer da Idade Média. Encontra-se no centro Histórico da cidade. No interior, podemos encontrar a figura do Santo Padroeiro Amarantino. Em 1540, o monarca D.João III (1521-1557) e a sua mulher D. Catarina mandaram reformular o grande Mosteiro, transformando-o num convento dominicano em honra do padroeiro da cidade: São Gonçalo. Segundo a Lenda, o padroeiro concede as meninas, diz o povo, um pretendente se tocarem na figura do santo. Importa referir que as festas em honra deste Santo Casamenteiro ocorrem duas vezes por ano: a 10 de Janeiro data do seu falecimento e no primeiro fim de semana de Junho.

amarante-3

Nesta cidade descobrirá diversas raízes românicas, medievais, maneiristas, barrocas e modernistas. A história da cidade cruza-se com a de Portugal, nomeadamente durante as invasões francesas (1807-1812) ao Norte de Portugal. Os seus monumentos e as suas tradições reflectem a verdadeira encruzilhada religiosa.

Amarante (5)

A actual ponte de São Gonçalo é datada do Século XVIII, substituindo a anterior ponte fortificada da época medieval que fora substituída durante as cheias do rio Tâmega. Como o espaço conventual da Igreja, está associada à figura e à lenda do Santo Padroeiro da cidade: remover enormes pedras, fazer brotar água das pedras e convocar os peixes para alimentar os trabalhadores.

Amarante (1)

No Contexto das Guerras Napoleónicas, em especial da Guerra Peninsular (1807-1814), a Defesa da Ponte de Amarante foi um dos episódios mais marcantes da IIªInvasão do Grande Armée de Napoleão Bonaparte, comandando, desta vez, pelo General Soult. As forças francesas lutaram com os milicianos, ordenanças e voluntários civis das forças do Brigadeiro Silveira, entre 18 de Abril a 2 de Maio de 1809, pela posse desta ponte estratégica que ligava a região do Douro ao Minho (Régua-Guimarães) e da região de Trás-os-Montes (Porto-Vila Real-Chaves). Tratou-se de uma vitória estratégica dos Portugueses em retirada para Trás-os-Montes,apesar da vitória dos Franceses.

amarante-7

No Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso (MMASC) podemos (re)viver a sua obra artística e biográfica deste pintor modernista singular. Em menos de uma década, este jovem amarantino produziu uma obra pictórica que lhe veio a garantir um lugar na História da Arte Moderna. Ao lado dos melhores do seu tempo: Picasso e Van Gogh. Amadeo de Souza-Cardoso (ASC), sem sombra de dúvidas, teve uma carreira fulgurante em tão pouco tempo. Infelizmente, aos 30 anos, faleceu com a doença pneumónica ou Gripe Espanhola, em Manhufe, a sua terra natal.

amarante-13

De uma forma geral, esta visita à cidade de Amarante, durante o roteiro pela Rota do Românico, onde está inserida, despertou-me pela sua importância histórica durante as lutas entre forças luso-portuguesas e tropas napoleónicas na primeira década do século XIX, da sua beleza paisagística e pela monumentalidade do seu património edificado. Como tiveram oportunidade de visualizar, os ex-libris desta cidade da região Norte são a Igreja e Convento de São Gonçalo, a Ponte Barroca e o Museu Municipal de Arte Contemporânea, com obras do artista Amadeu Souza Cardoso.

amarante-9

Viaje,mas devagar. E Aventure-se na região Norte de Portugal, em especial, pela da Rota do Românico!

Texto: Rafael Oliveira  | Fotografia: Oliraf Fotografia

Follow me: @oliraffotografia on Instagram | Oliraf Fotografia on Facebook

Fotografia•Viagens•Portugal © OLIRAF (2016)

Contact: oliraf89@gmail.com

Como chegar

A ligação aérea mais próxima é o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto.  No meu caso, optei por realizar um viagem low-cost entre as cidades do Porto e Lisboa e, de seguida, aluguei uma viatura num empresa de rent-a-car.

Se já se encontra na cidade do Porto tome a direção de Amarante/Vila Real, pela autoestrada A4. Amarante fica apenas a 40 minutos, cerca de 60 km. Poderá sair em duas saídas, devidamente assinaladas: Amarante-Oeste e Amarante-Este. No meu caso, optei pela última.Se quiser optar por uma via sem portagens, pode fazê-lo pela EN15, cerca de 70 km.

A cidade de Amarante é servida por uma Estação Rodoviária, Os operadores são: Rodonorte, Valpi, Transdev e Internorte. Se a escolha for o comboio, toma-se a Linha do Douro (a partir de S. Bento ou Campanhã) até à Livração. A partir daqui, a ligação a Amarante é feita por automóvel.

Onde comer:

Nas proximidades da Casa Valxisto, no concelho de Penafiel, optei pelo Winebar Casa da Viúva é um espaço que combina arquitectura rústica da Aldeia de Quintadona com uma elegante decoração. Aqui podemos provar um bom vinho da região e petiscar umas belas tapas.

Onde ficar:

Casa Valxisto (Country House)

Rua Padres da Agostinha, n.º 233

4560-195 – Freguesia de Lagares Penafiel
(GPS: 41.135686, -8.377872)

Solar Egaz Moniz

Rua dos Monges Beneditinos, n.º 158, Paço de Sousa, 4560-380 Penafiel, Portugal

Tlm: + 351 962 168 254

Para direcções veja a página Localização ou aceda directamente ao google maps.

Coordenadas GPS: Latitude:  41°10’2.40″N  | Longitude:   8°20’34.09″O

Para mais informações:

Câmara Municipal de Amarante

Museu Amadeo Souza-Cardoso

Rota do Românico

Turismo do Porto e Região Norte de Portugal

Escapadinha de 3 dias pela Rota do Românico…

Standard
Aldeias Históricas de Portugal, Castelos & Fortalezas, Enoturismo, Fotografia, História, Norte de Portugal, Paisagem & Natureza, Património Edificado & Monumental, Portugal (Terras), Roteiros Fotográficos, Ruinas, Viagens

Escapadinha de 3 dias pela Rota do Românico…

 Logo Horizontal

Escapadinha à descoberta da Rota do Românico: três dias e duas noites pela região do Vale do Sousa, Tâmega e Douro.

Rota do Românico (13)

Igreja de São Gens de Boelhe, Penafiel

À “boleia” da minha nomeação para os BTL Blogger Travel Awards 2016, a responsável do Enoturismo da Quinta da Aveleda, S.A, A Dr.ª Chantal Guilhonato, convidou-me a visitar a Quinta e a região na qual esta se insere. Assim, após várias trocas de e-mails, agendamos a minha visita para 23 a 25 de Abril. Nesta “roadtrip”de três dias, em que realizei quase 1500 km, tive a oportunidade de visitar a região de Entre-o-Douro-e-Minho. Tratou-se de uma experiência em que tomei contacto com a natureza, a gastronomia local e o património histórico-cultural da Rota do Românico, delimitado geograficamente, pelos vales do Sousa, Douro e Tâmega.

Rota do Românico p&b (7)

Esta escapadinha fotográfica, durante a qual o tempo variou entre o nublado e céu limpo, mas o suficiente para contemplar a beleza natural e o património histórico-cultural edificado desta região do Norte de Portugal. Este roteiro fotográfico apenas mostra uma pequena fração do que pude vivenciar e o que se pode encontrar na Rota do Românico pelos concelhos de Paredes, Penafiel, Amarante e Celorico de Basto. Espero que o mesmo, sirva para aguçar o paladar e a motivá-lo a visitar esta região. Através da consulta dos principais pontos de interesse da Rota do Românico, inclui paragens no Centro Histórico de Amarante, na Aldeia de Quintadona, Quinta da Aveleda (Penafiel) e na cidade de Guimarães (não necessariamente por esta ordem). São cenários dominados por aldeias, cidades e serras capazes de garantir uma experiência de viagem ímpar.

PaisagemDouroTâmega

Na minha opinião pessoal, apesar de Portugal de ser um país com um território relativamente pequeno, cerca de 90.000 km2, é fácil perdermos uns dias ou uma semana a explorá-lo e ainda assim não ter tempo suficiente para desfrutar de tudo o que nos oferece. Há que sair da nossa “zona de conforto”. Porque não  encontrar o nosso “true self”? Há que experienciar e não apenas viver. Quando realizamos uma viagem, seja em Portugal, na Europa ou no Mundo, voltamos sempre com pequenas ou grandes estórias para contar à nossa família, amigos ou colegas de trabalho. E voltamos sempre com boa energia.

Dia 1 – Roteiro pela Rota do Românico (23 de Abril)

Rota do Românico (1)

A antiga linha ferroviária do Tâmega cedeu lugar a uma ecopista que faz a delicia  aos amantes da modalidade de BTT

A Região Norte  é uma das mais antigas regiões de Portugal e uma das mais densamente povoadas, desde os primórdios do Condado Portucalense. De facto, uma boa parte da nobreza e das ordens religiosas derivaram desta região e, ajudaram, a fomentar a futura formação do reino de Portugal e a consolidação deste com a (re) conquista cristã aos Mouros.

Pela Rota do Românico… 

Rota do Românico (7)

A Rota do Românico permite compreender as antigas raízes da organização da propriedade no Norte de Portugal  e da importância das instituições eclesiásticas e senhoriais no povoamento, defesa e fixação das populações ao longo dos tempos, em especial, durante a Idade Média. De facto, ao percorrer o património militar e religioso desta rota, verificamos a influência da nobreza local/senhorial e das ordens religiosas na sua edificação.

Rota do Românico (9)

Torre do Vilar, Vale do Sousa, Lousada

Rota do Românico (8)

Mosteiro de Salvador de Travanca, Vale do Tâmega, Amarante.

Locais como o Castelo de Arnoia, o Mosteiro de Travanca, Mosteiro do Salvador de Paços de Sousa, entre outros de interesse turístico e cultural dos concelhos de Celorico de Basto, Amarante, Paredes e Penafiel estiveram em destaque neste primeiro dia.

Rota do Românico (2)

O Castelo de Arnoia, concelho de Celorico de Basto, é o único “Guerreiro de pedra” da Rota do Românico.

Rota do Românico (10)

Mosteiro do Salvador de Paços de Sousa, Penafiel, Porto.

Na Aldeia de Quintadona…

Aldeia Quintadona (5)

Aldeia Quintadona (8)

Aspecto de uma Rua da Aldeia de Quintadona

Situada na Freguesia de Lagares, concelho de Penafiel, é uma das Aldeias de Portugal. Apresenta potencialidades turísticas em meio rural, em virtude de estar bem preservada, tendo uma beleza e arquitectura singulares. Trata-se de uma Aldeia de Xisto situada numa região dominada pela pedra granítica. É um bom exemplo da dinâmica do Espaço Rural, apesar da sua proximidade dos grandes centros urbanos da área metropolitana do Porto.

Aldeia Quintadona (1)

Janela tipica da Aldeia

Aldeia Quintadona (9)

Dia 2 – Visita à Quinta da Aveleda (24 de Abril)

Quinta da Aveleda (15)

Aspecto da Casa Senhorial

Finalmente, o motivo que nos levou até aqui. Aveleda. Quinta da Aveleda. Para muitos amantes de Baco, o vinho da Aveleda encontra-se entre os melhores vinhos verdes de Portugal e do Mundo. O Blogue Oliraf Fotografia foi gentilmente convidado a visitar a Quinta da Aveleda com a seguinte frase: “Se a sua objectiva o levar até Penafiel, teríamos o maior prazer em o receber na Quinta da Aveleda.”

Quinta da Aveleda (12)

Tive a oportunidade de realizar uma visita guiada, com uma guia turística, a jovem Renata Figueiredo. Explica-me, passo-a-passo, os principais pontos de interesse do jardim botânico, das casas de campo e a importância histórica da Quinta da Aveleda. A meu ver, o que mais me impressionou foram a quantidade de espécies botânicas existentes no jardim e a importância social e de lazer que estes tiveram na história local e nacional. Sabia que o príncipe herdeiro, filho de D.Carlos I, D. Luís Filipe de Bragança, e o seu aio, Mouzinho de Albuquerque (o herói de Chaimite) almoçaram, em Outubro de 1901, numa das mesas existentes do jardim botânico? Este pormenor histórico, marcou-me a minha visita. Cenas de Historiador.

Quinta da Aveleda (1)

Adega Velha, que dá nome à famosa aguardente aqui produzida.

Para além do vinho verde, a Quinta da Aveleda também é conhecida pelos jardins (em estilo Inglês),pelo seu património histórico-cultural, pelas compotas e queijos que fazem as delícias dos seus visitantes.

Quinta da Aveleda (5)

Os vinhos Quinta da Aveleda e Casal Garcia Rosé.

Se já conhece o vinho, porque não visitar a Quinta que lhe dá o nome? Uma excelente sugestão para quem gosta de Enoturismo.

Dia 3 –  Roteiro Histórico pelo Centro Histórico de Amarante e de Guimarães (25 de Abril)

Amarante

Amarante (6)

Centro Histórico de Amarante

O Centro Histórico da Cidade de Amarante, distrito do Porto, apaixona qualquer amante da arte fotográfica. Trata-se de uma cidade onde a magnificência do granito não intimida, antes convida a um passeio pelo centro histórico. Atravessa-se a pé pela belíssima ponte granítica de São Gonçalo, padroeiro da cidade, com mais de 200 anos, sobre o rio Tâmega. Esta ponte reconstruída no reinado de D.Maria I, finalizada em 1791, em conjunto com a Igreja e o Convento de São Gonçalo, é o “ex-libris” da cidade amarantina. Tive a oportunidade de visitar o Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso (a entrada custa 1 €) e admirar algumas suas obras modernistas. Infelizmente, uma parte da coleção estava na Exposição na Galeria do Grand Palais em Paris. Aproveite a visita ao Centro Histórico para conhecer os inúmeros cafés, esplanadas e confeitarias que servem os célebres doces conventuais amarantinos, como os foguetes, as lérias e as brisas.

Amarante (5)

Ponte de São Gonçalo – Século XVIII

No Contexto das Guerras Napoleónicas, em especial da Guerra Peninsular (1807-1814), a Defesa da Ponte de Amarante foi um dos episódios mais marcantes da IIªInvasão do Grande Armée de Napoleão Bonaparte, comandando, desta vez, pelo General Soult. As forças francesas lutaram com os milicianos, ordenanças e voluntários civis das forças do Brigadeiro Silveira, entre 18 de Abril a 2 de Maio de 1809, pela posse desta ponte estratégica que ligava a região do Douro ao Minho (Régua-Guimarães) e da região de Trás-os-Montes (Porto-Vila Real-Chaves). Tratou-se de uma vitória estratégica dos Portugueses em retirada para Trás-os-Montes,apesar da vitória dos Franceses.

Amarante (1)

Igreja e Convento de São Gonçalo de Amarante

Guimarães

“Aqui nasceu Portugal”. Há lugares que respiram História. Quem chega à Praça do Toural, não pode ficar indiferente a estas palavras. De facto, é a frase que todo o vimaranense tem orgulho de proferir, conta um transeunte local que tive oportunidade de abordar durante a minha “visita-relâmpago” ao Centro Histórico de Guimarães.

Guimarães (1)

Largo do Toural

O Centro Histórico de Guimarães encontra-se classificado, desde Dezembro de 2001, como património mundial da UNESCO. Ao percorrermos as ruas e as ruelas do centro histórico compreendemos a razão da sua distinção. Confesso que já tinha saudades de deambular pelas ruelas sem mapa e seguir ao sabor da arquitectura do local.

Panorama LargoOliveiraGuimarães

Largo da Oliveira vs Monumento da Batalha do Salado

A cada passo respiramos História. Afinal, a cidade de Guimarães é conhecida por ser o “berço” fundador da nacionalidade e identidade Portuguesa. De facto, foi aqui que tiveram lugares os principais acontecimentos políticos e militares (a Batalha de São Mamede, em 1128, entre as hostes de D.Afonso Henriques e da sua Mãe, D.Teresa) que, mais tarde, levariam à independência do Condado Portucalense face ao Reino de Leão, ocorrida em 1139.

Panorama CasteloGuimarães

Castelo de Guimarães

Em Síntese, a Rota do Românico surpreendeu-me pelo imenso património histórico-cultural e pela variedade paisagística que nos oferece. A meu ver esta região Norte de Portugal ainda tem mais encanto por três razões: boa gente, boa comida e bom vinho.

Foi possível comprovar o que estudei nos bancos da Universidade, durante a minha Licenciatura em História (com algumas cadeiras de Geografia pelo meio), com a experiência do trabalho de campo. De facto, a experiência pessoal ajuda a comprovar a informação que nos foi ensinada na Universidade, acompanhando, assim, o nosso processo de saber e aprendizagem ao longo da vida.

 Ao percorrer as aldeias e as paisagens da região do Românico, recordo-me do romance A Cidade e as Serras, a última obra do escritor Eça de Queirós. A temática Campo versus Cidade está sempre presente ao longo desta obra. De vez em quando, gosto de retemperar a alma e adquirir novos horizontes para enfrentar os novos desafios que enfrento no caos urbano da cidade de Lisboa. Porque, para mim, ir é o meu verbo preferido…

Onde ficar e comer…

Casa Valxisto – Country House

Casa Valxisto (170)

 Como chegar a Quintandona (Casa Valxisto)

Rua Padres da Agostinha, n.º 233

4560-195 – Freguesia de Lagares Penafiel
(GPS: 41.135686, -8.377872)

Solar Egas Moniz – Charming House

Solar Egas Moniz (1)

Como chegar a Paços de Sousa (Solar Egaz Moniz)

Morada: Rua dos Monges Beneditinos, n.º 158, Paço de Sousa, 4560-380 Penafiel, Portugal Tlm: + 351 962 168 254

Para direcções veja a página Localização ou aceda directamente ao google maps.

Coordenadas GPS: Latitude:  41°10’2.40″N  | Longitude:   8°20’34.09″O

WineBar Casa da Viúva

Aldeia Quintadona (4)

Nas proximidades da Casa Valxisto, o Winebar Casa da Viúva é um espaço que combina arquitectura rústica da Aldeia de Quintadona com uma elegante decoração. Aqui podemos provar um bom vinho da região e pestiscar umas belas tapas.

No blogue www.oliraf.wordpress.com iremos abordar mais à frente a visita à Quinta da Aveleda, Aldeia de Quintadona, Rota do Românico e aos Centros Históricos de Guimarães e Amarante, onde poderá seguir as minhas dicas de viagem, do que fazer e comer neste locais. De facto, em Portugal existem experiências fundadas na História. Resta ao leitor descobrir com ou sem as minhas dicas. O importante é ir…vivê-las.

Resta agradecer o convite efectuado pela Quinta da Aveleda,S.A, ao Solar Egas Moniz e a Casa Valxisto, bem como à Império das Malas pela trolley Pepe Jeans que utilizei nesta viagem. Muito Obrigado! Bem Hajam!

Para mais aventuras fotográficas, pode encontrar-me nas redes sociais em OLIRAF FOTOGRAFIA .

Viaje,mas devagar. E Aventure-se na região Norte de Portugal, em especial, pela da Rota do Românico!

Fontes

DAVEAU, Suzanne, Portugal Geográfico, Edições João Sá da Costa, 1ªEdição,Lisboa,1995

GASPAR, Jorge – O retorno da paisagem à Geografia. Revista Finisterra, ano XXXVI, vol. 72, p. 83-99. Lisboa, 2001.

MEDEIROS, Carlos Alberto, Geografia de Portugal – Ambiente Natural e Ocupação Humana, Uma Introdução, Ed. Estampa, 5ª Edição, Lisboa, 2000,

RIBEIRO, Orlando, Portugal o Mediterrâneo e o Atlântico, Colecção «Nova Universidade», Sá

da Costa, 4ª Edição, 1986.

RIBEIRO, Orlando – Paisagens, Regiões e Organização do Espaço, Revista Finisterra, ano XXXVI, vol. 72, p. 27-35. Lisboa, 2001.

MATTOSO, José (dir.), História de Portugal, vol. II – A Monarquia Feudal (1096-1480), coord. de José Mattoso, Lisboa, Círculo de Leitores, 1993

RAMOS, Rui (coord.), História de Portugal, I Parte – Idade Média, 6ª ed., Lisboa, Esfera dos Livros, 2010.

MARTINS, Miguel Gomes – Guerreiros de Pedras. Lisboa: Esfera dos Livros, 2016.

Para mais informação consultar a Rota do Românico na WWW: URL < http://www.rotadoromanico.com/vpt/Paginas/Homepage.aspx

Texto: Rafael Oliveira  | Fotografia: Oliraf Fotografia

Fotografia•Viagens•Portugal © OLIRAF (2015)

Contact: oliraf89@gmail.com

Standard
Enoturismo, Fotografia, Norte de Portugal, Paisagem & Natureza, Património Edificado & Monumental, Portugal (Terras), Roteiros Fotográficos, Viagens

City Break in Porto: 2 days in the capital of Douro Wine…

Explorando a cidade do Porto, Portugal, em poucos dias…

Na minha incursão ao Norte de Portugal, tirei dois dias para fotografar uma das mais belas cidades de Portugal Continental: a cidade do Porto. Qual o resultado? O resultado é um mosaico riquíssimo de beleza e variedade paisagística urbana e cultural. Siga-me nesta aventura passo a passo, onde poderá visualizar os meus «spots» favoritos e saber um pouco da história destes locais, através das minhas imagens.

CMP_AvenidadosAliados

A cidade do Porto e o rio Douro são duas constantes, que de mãos dadas, sob um céu nublado, nos acompanham permanentemente. De facto, nesta cidade milenar os edifícios são marcados por uma arquitectura civil e religiosa de diversas épocas – Romana, Medieval, Renascença, Barroca, Neoclássica e Contemporânea.
A intensa procura comercial e do investimento estrangeiro no vinho desta região assim determinou a tomada deste gesto político. Os ingleses procuravam vinho nestas paragens, como alternativa aos vinhos franceses, por exemplo, da região de Bordéus. O Tratado de Methuen ajudou ao fomento comercial e económico desta região.

Porto9

Farto da rotina do trabalho? Precisa de Inspiração para um trabalho académico? Ou simplesmente quer conhecer uma cidade Portuguesa? E sem gastar muito? Então, faça uma «City break». No meu caso, parti à aventura pela cidade de que dá o nome a Portugal: a cidade do Porto.

1. Centro Histórico do Porto

O Centro Histórico do Porto, a área mais antiga da cidade do Porto, foi classificado como Património Cultural da Humanidade, pela UNESCO, em 1996. Nele se encontra o testemunho das origens medievais da cidade, num conjunto urbano granítico que apresenta uma imagem de rara beleza em diversos estilos arquitectónicos.

CentroHistóricoPorto

 

Percorrer a pé as típicas ruelas deste núcleo é deparar em cada passo com um monumento de valor incontestável, a reconhecida hospitalidade das gentes da cidade e uma panorâmica deslumbrante sobre o casario e sobre o rio Douro. A descoberta do centro histórico faz-se de muitas formas e daqui partem múltiplos caminhos que conduzem às restantes zonas da cidade. A pé, de autocarro, de eléctrico, de mota, de funicular, de carro, de barco ou de metro…

RitaSantos-261

2. Caves do Vinho do Porto (Gaia)

A Região do Douro é, numa palavra, vinho. Vinho e Vinha. Como em qualquer região de Portugal, os Durienses participaram na História de Portugal. Portugal começou aqui. Foi aqui. Influenciaram-na e por ela foram condicionados. Ajudaram a consolidar a nacionalidade (espanhóis, contra os exércitos franceses e nas lutas liberais ao longo do Século XIX), por inúmeras vezes e, claro, deram o seu contributo para os descobrimentos marítimos com as suas famosas «tripas».

AdegaSandeManPortoExteriorMuseu

O centro histórico do Porto e a margem do rio Douro do lado de Gaia, onde ficam as famosas caves do Vinho do Porto estão classificados Património Mundial. Visitar as caves do vinho do Porto e provar o vinho no seu ambiente peculiar. A partir da Ribeira, podemos atravessar a pé a ponte D. Luís e ver deste lado, uma das mais bonitas vistas sobre o Porto. E ainda se pode passear no teleférico de Gaia, que sobe e desce deste lado do rio, para apreciar uma bela vista do Jardim do Morro.

AdegaSandeManPorto

O Vinho do Porto faz-se numa região demarcada. Demarcar significa dar identidade. É um produto singular, com personalidade e identidade, fruto da capacidade e da relação do Homem e o Meio. A Forma e o feitio. Segundo Jaime Cortesão, o Douro «é o mais belo e mais doloroso monumento ao trabalho do povo português», in António Barreto, Douro: Rio, Gente e Vinho (2014).

Porto6

3. Miradouro da Serra do Pilar e Jardim do Morro

Portugal-1-37

A Estação de Metro do Jardim do Morro é ideal para contemplar a cidade do Porto, a partir de Gaia. Dali podemos  subir até ao Mosteiro da Serra do Pilar ou ao Jardim do Morro para visualizarmos uma paisagem urbana exemplar e única.

RitaSantos-397

4. Igrejas e Conventos da Cidade do Porto

RitaSantos-047

Vale a pena perder um pouco do seu tempo para sentir  a magnificência do «poder da pedra granítica»   destes edifícios eclesiásticos, muitos em estilo barroco, onde  espera-nos o interior com talha dourada e as paredes o exteriores revestidas com fabulosos azulejos. Se quiser ter uma vista panorâmica sobre o centro histórico do Porto, pode subir a torre dos clérigos,por cerca de 3 €.

Igreja do Carmo-1-2

5. Centro Português de Fotografia (C.P.F)

RitaSantos-050

O Centro Português de Fotografia (CPF) foi um organismo criado e inserido na orgânica do extinto Ministério da Cultura, em 1997, pelo Decreto-Lei n.º160/97 de 25 de Junho, com sede na antiga Cadeia e Tribunal da Relação do Porto, onde agregou os diversos espólios fotográficos do Arquivo de Fotografia do Porto e de Lisboa. Esta instituição referência para o panorama arquivístico e cultural nacional surgiu em virtude da «cultura fotográfica começava então a reanimar-se pelo aparecimento de escolas de fotografia, festivais e galerias que recuperavam fotógrafos “malditos” ou afastados no regime salazarista e divulgavam a obra de importantes fotógrafos internacionais.» [1]

CellPhoneDez2015 1273

Hoje em dia é uma unidade orgânica da Direcção-Geral de Arquivo (DGARQ). As Competências deste «Arquivo Nacional da Fotografia Portuguesa» visam divulgar o conhecimento do património fotográfico que custodia, bem como a sua salvaguarda, tratamento arquivístico e a valorização do espólio fotográfico. De salientar, que o CPF é a autoridade, dentro da DGLAB, que elabora os respectivos instrumentos de descrição e pesquisa – orientações normativas – para a documentação fotográfica, de acordo com as orientações da Direcção Geral do Livro, Arquivo e Bibliotecas. [2]  Este arquivo conta com cerca de 2 milhões de documentos fotográficos, com importantes fundos e colecções de personalidades, fotógrafos, empresas particulares, casas fotográficas, entre outras.

6. Jardim das Virtudes e do antigo Palácio de Cristal

RitaSantos-090

O Palácio de Cristal foi inaugurado em setembro em 1865 pelo rei D. Luís, para receber a Exposição Internacional do Porto. Em 1951, durante a vigência, do Estado Novo foi demolido para dar lugar ao actual Pavilhão Rosa Mota. Hoje em dia, os jardins são o único legado deste património. A partir daqui, podemos apreciar uma bela vista sobre a cidade do porto e o rio Douro.

RitaSantos-108

7. Passeio da Foz do Porto até ao Castelo do Queijo

RitaSantos-406

Um passeio pela Foz é uma boa sugestão se pretende caminhar e observar belas vistas sobre o mar e para apreciar o pôr do sol num final de tarde solarengo. Ao longo do percurso entre a Pérgola e o Forte do Castelo do Queijo, pode sempre parar para nas dezenas de  café e esplanadas nas proximidades  para relaxar ou saborear a gastronomia local.

CasteloQueijoFoz2015

E a citação da viagem:

«(…) A fotografia desenvolve-se em consonância com uma das actividades mais características da actualidade: o turismo. Pela primeira vez na história, um largo sector da população sai regularmente do seu meio habitual por curtos períodos de tempo . E parece bem pouco natural passear sem levar a câmera fotográfica. A fotografia será a prova indiscutível de que a viagem foi feita, de que o programa se cumpriu e de que as pessoas se divertiram.».

in SONTAG, Susan (2012) – Ensaios sobre Fotografia. Lisboa: Quetzal, pp.16-17

Locais que deve ainda visitar…

  • visitar a Casa do Infante, junto à Ribeira
  • admirar a vista noctura do Miradouro do Jardim do Morro (Gaia)
  • de dia ou à noite, passear pela rua Galeria de Paris e adjacentes, perto da Torre dos Clérigos e Livraria Lello.
  • Mercado do Bulhão
  • Museu Serralves e Soares dos Reis
  • Casa da Música
  • provar uma francesinha, uma das especialidades do Porto
  • provar os peixes frescos e mariscos, ou os bolinhos de bacalhau
  • conhecer um pouco da frente marítima do Porto
  • Passeio no Parque da Cidade

Como chegar:

CellPhoneDez2015 348

A compra da viagem foi com um mês de antecedência na companhia low-cost irlandesa Ryanair e custou, sensivelmente, 30 €.  A ida foi 20 € e a vinda por 10 €. Se comparamos com o meio de transporte ferroviário, o avião tem uma melhor relação custo/tempo. Demoramos cerca de 40 minutos até ao Porto, ao contrário das quase 3h no comboio.

CellPhoneDez2015 365

Cartão Andante (24h/7 €)

Onde ficar:

CellPhoneDez2015 758

Rivoli Cinema Hostel (15 €/Noite + Peq.almoço incluído)

Onde Comer:

CellPhoneDez2015 421

Restaurante A Tasquinha  – Rua do Carmo, Nº23,Porto (10 €/Refeição)


Não deixe de visitar alguns miradouros e monumentos da cidade do Porto. A Estação de São Bento é ideal para iniciar o percurso pelo centro histórico do Porto. Esta contém um átrio forrado a azulejos com alguns acontecimentos que fizeram a história de Portugal. Um pouco mais à frente fica a Sé do Porto, a não perder, onde é possível avistar uma excelente panorâmica sobre o douro, as caves do vinho do Porto e Gaia. Deste ponto, podemos descer umas escadinhas e ruas medievais até à Ribeira do Porto, que contém restauração e locais pitorescos, e onde podemos admirar a Ponte Luís (Gustavo Eiffel, 1889) e, de seguida, subir para o Miradouro do Convento da Serra do Pilar onde poderemos admirar uma bela vista sobre o Centro Histórico do Porto. Bem próximo do Centro Histórico do Porto, pode subir à Igreja dos Clérigos e visitar o Centro Português de Fotografia (CPF) na antiga Cadeira da Relação da Cidade do Porto.

Porto8

Na minha opinião, a cidade invicta pode ser um ponto de partida para conhecer a região do Douro Vinhateiro, conhecidas pela sua beleza, imponência e pela agricultura tradicional, bem como de outras cidades como a Régua, por exemplo. E o que levo desta viagem? Apenas recordações. Com elas,  o Mundo deixa de estar «lá fora» para passar a estar «dentro» das fotografias. Então, vai seguir o meu conselho? Faça uma «city break»…e deixe-se surpreender por Portugal! Enjoy it.

Nota importante

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

linhagraficaALL-oliraf-03

Texto: Rafael Oliveira  | Fotografia: Oliraf Fotografia

Follow me: @oliraffotografia on Instagram | Oliraf Fotografia on Facebook

Fotografia•Viagens•Portugal © OLIRAF (2016)

Contact: oliraf89@gmail.com

 


FONTES

[1] In História do Centro Português de Fotografia http://www.cpf.pt/historia.htm

[2] In Guia de Fundos e Colecções Fotográficos 07, DGARQ, CPF, 2007,p.8

Standard