📌À descoberta de Melgaço: onze experiências para fazer no concelho mais a norte de Portugal.

📷 A região do vinho Alvarinho e do Parque Nacional Peneda-Gerês. Sugestões e impressões pessoais de um roteiro fotográfico pela essência desta vila minhota. Melgaço, meus caros, Melgaço!

“O Destino de natureza mais radical de Portugal”. Melgaço saudá-vos, assim, quando o viajante chega à primeira rotunda desta vila minhota. A vila de Melgaço é o concelho mais a norte de Portugal Continental. Porque, aqui, começa Portugal. Estamos no Minho, a região berço da nacionalidade portuguesa. Ah, já tínhamos saudades de percorrer e conhecer a geografia e a história dos lugares que estudamos nas aulas da faculdade.

A convite do Município de Melgaço em particular dos Serviços de Comunicação e Imagem deste concelho do Alto Minho, entre os dias 7 e 10 de Junho, tive oportunidade de participar numa FAM TRIP da Pegada Zero – III Jornadas de Turismo de Natureza – PNPG – Melgaço 2018’. O programa foi bastante diversificado e com muitas actividades de turismo de natureza e aventura. O divertidissimo e genuíno grupo de bloggers, jornalistas e profissionais de turismo que participaram nesta Fam Trip era fantástico, simpático e,acima de tudo, com um excelente espirito de união. Em especial, os inúmeros bloggers de Portugal e de Espanha que me deram dicas,inspiração e fantásticas experiências para viajar. Adoro pessoas com MUNDO!

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Melgaço é, na minha opinião, o concelho mais radical de Portugal! Foi o caso desta FAM Trip. Este concelho,apesar de ser do interior, tem imenso potencial para atrair forasteiros que queiram fazer inúmeras experiências. Um dos meus locais preferidos de Portugal. Porquê? Tem História, Desporto, Natureza, Gastronomia, Enoturismo e, acima de tudo, a simplicidade das suas gentes. Agradecimento especial à fotógrafa Carla Cristina da @fotomelgaco que capturou os melhores momentos fotográficos das actividades radicais. Já conhecem Melgaço? Saiba mais na rede social Instagram em @discovermelgaco.

Eis as minhas onze experências e sugestões desta viagem fotográfica ao concelho mais a norte de Portugal:

1. Percorrer os trilhos de BTT do Parque Nacional Peneda-Gerês.

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O concelho de Melgaço oferece condições excepcionais para a prática desportiva e actividades de lazer. Por exemplo, a modalidade de ciclismo todo-o-terreno: o BTT. Ao percorrer os inúmeros trilhos em terra batida e calcetadas com pedra granítica da Serra da Peneda, o viajante poderá apreciar a fauna, a flora, o património e as actividades humanas do Parque Nacional Peneda-Gerês. Nas Portas de Lamas de Mouro, optei por acompanhar a IIIª Maratona BTT de Melgaço 2018 (Campeonato Nacional de Maratona XCM) entre a zona ribeirinha e montanhosa do concelho de Melgaço. No seu conjunto, a prova contou com mais de 500 “fundistas” de BTT que percorreram diversos percursos exigentes (acumulado aproximado subida/descida 2658 metros) com quase 90 Km. É obra!

2. Realizar uma prova de vinhos na Quinta do Soalheiro

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A primeira marca de Alvarinho de Melgaço. Fundada em 1982, a Quinta do Soalheiro proporciona aos visitantes uma viagem pelos sentidos do vinho da casta Alvarinho da marca Soalheiro para deleite dos visitantes. A sala de prova de vinhos proporciona uma excelente vista “soalheira” para a Galiza e o curso do Rio Minho. Se pretende aprofundar mais sobre o vinho Alvarinho poderá visitar o Solar do Alvarinho. Este Solar Seiscentista é um dos ex-libris da vila de Melgaço. O visitante poderá fazer uma visita ao espaço histórico (antiga cadeia e tribunal) e realizar uma prova gratuita de três vinhos da casta alvarinho. No espaço poderá adquirir produtos regionais e artesanais minhotos e melgacenses.

3. Praticar a actividade radical Canyoning nos rios Laboreiro e Varziela

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A actividade radical – Canyoning – é uma excelente forma de conhecer a fauna, a flora e o património edificado da área envolvente da aldeia de Castro Laboreiro. Optei por fotografar esta actividade junto à Ponte da Varziela, visto que o tempo estava chuvoso e frio. Mas, ainda bem, que existem pessoas corajosas! Os destemidos bloggers portugueses e espanhóis avançam nas turbulentas águas da ribeira da Varziela durante uma actividade radical de Canyoning simpaticamente guiada pela Montes de Laboreiro durante a Fam Trip da IIIªEdição da Pegada Zero.

4. Fazer uma massagem no Medical SPA das Termas de Melgaço

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Durante a visita às instalações das Termas de Melgaço, os participantes da FAM Trip Pegada Zero puderam contactar com um lugar para relaxar e apreciar o espaço verde envolvente: as @termasdemelgaco. Como gostei do espaço envolvente e das instalações, optei por aceitar um convite ao relaxamento, isto é, realizar uma massagem de cinquenta minutos. Aqui, somos recebidos num ambiente familiar por uma equipe de jovens profissionais competentes. Porque não fazer uma massagem que revitaliza o corpo e a mente? Deixe para trás a agitação urbana e descubra os prazeres e os sentidos do turismo termal no cncelho mais a norte de Portugal.

5. Visitar o centro Histórico de Melgaço e subir à Torre de Menagem

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O Castelo de Melgaço é um belo exemplo da arquitetura militar românica. Uma das caracteristicas é de que a Torre de Menagem ficar no centro da Alcáçova, em vez de ficar junto à cintura de muralhas. Por momentos, senti-me na pele do escudeiro Duarte D’Armas que desenhou este “guerreiro de pedra” para El`Rei D.Manuel I nos principios do século XVI. Por um 1€ poderá visitar o núcleo museológico deste património edificado e ficar a conhecer um pouco sobre a evolução histórica desta vila do Alto Minho. Afinal, Portugal começa aqui! Nas minhas itinerâncias, a busca da curiosidade dos lugares leva-me sempre a subir a um ponto elevado. Não me fatigo. Nada me emociona que o deslumbramento da revelação de uma paisagem, seja ela urbana ou natural, e de sentir que o tempo não está aprisionado em sólidas muralhas, como foi o caso desta sentinela militar que domina o rio Minho: o castelo de Melgaço.

6. Descer o rio Minho em Rafting

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Uma das razões para visitar o concelho de Melgaço: o Rafting. Esta actividade radical realizada, entre a barragem da Frieira (Espanha) e a Ponte do Peso (Melgaço), no rio Minho, foi uma das razões para visitar o concelho de Melgaço. Tratou-se de uma experiência fantástica e com muita adrenalina ao longo de quase 14 Km. Os monitores da Melgaço Radical (e da Melgaço WhiteWater) são excelentes pessoas que nos proporcionam uma experiência fantásticas que desperta os nossos sentidos. A cereja no topo do bolo é a oferta de uma garrafinha de vinho Alvarinho aos clientes. Nunca tinha feito Rafting e confesso que superou as minhas expectativas sobre esta actividade de turismo de aventura e radical. Um dia, irei voltar para fazer esta experiência com os meus alunos! Há que promover o “currículo oculto”. Trata-se de uma forma divertida (e exigente) de cimentar o espírito de união de um grupo.

7. Subida ao Castelo de Castro Laboreiro

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Localizado a cerca de 1000 metros de altitude, o castelo de Castro Laboreiro é um forte motivo para visitar a genuína aldeia de Castro Laboreiro. Trata-se de um antigo castro romanizado que, na minha opinião, vale pela sua localização geográfica e, acima de tudo, pela seu conjunto fortificado preservado da intervenção do Estado Novo na década de 40 do século XX. Após uma caminhada de cerca de 900 metros, com sinalética um pouco degrada, é possível contemplar uma das melhores vistas para a aldeia de Castro Laboreiro e para as fragas/penedos da Serra da Peneda. A Just Natur organiza visitas e caminhadas temáticas para apreciar o património natural e edificado desta aldeia típica castreja.

8. Contemplar a fauna e a flora do Parque Nacional Peneda-Gerês

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O Parque Nacional Peneda-Gerês proporciona-nos um contacto mais próximo com a Natureza. Aliás, a vila de Melgaço situa-se, a sensivelmente, 30 Km de umas das entradas: as Portas de Lamas de Mouro. Ao longo da estrada, o viajante poderá apreciar a dimensão física, a fauna e a flora deste lugar mágico. Podemos ver cavalos selvagens (os garranos) e as vacas da raça cachenas guiadas por cães da raça Castro Laboreiro que pastam livremente, entre o principio da primavera e o fim de outono, nos inúmeros prados na zona montanhosa da região minhota.

9. Conhecer o românico do Alto Minho: o Mosteiro de Paderne.

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Gosta de viajar no Tempo? Sim, então, tem de visitar o Mosteiro de São Salvador de Paderne para apreciar uma conjugaçao de rara beleza artística e arquitectónica românica da região do Alto Minho. Este edifício religioso românico foi consagrada à Ordem dos Agostinhos, corria o ano de 1302. Ao contemplarmos as suas pedras com História, o viajante pode ter uma ideia bastante elucidativa do antigo traçado: planta em cruz latina, de uma só nave, transepto e cabeceira tripartida. De realçar, no exterior, os pórticos, a cachorrada e o óculo deste Monumento Nacional.

10. Apreciar os sabores da gastronomia melgacense na Adega Sabino

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Situada no centro Histórico da vila de Melgaço (em frente à ao edificio da câmara muncipal), a Adega Sabino é um dos melhores espaços para saborear a gastronomia local e regional do Alto Minho. Existente há mais de cinco décadas, este negócio familiar ganhou um novo impulso com Manuel Augusto de Castro: o “Sabino” conhecido na comunidade local. Podemos comprovar que o “Sabino” é um verdadeiro “embaixador” da cultura gastronómica melgacense. Um gentleman. diria melhor. Porquê? É um anfitrião que qualquer viajante poderá encontrar numa visita ao Centro Histórico de Melgaço. Afinal, trata-se de uma figura querida da Terra. O “guia-turístico” de Melgaço. Aliás, o “Sabino” é o Confrade do Vinho Alvarinho, uma espécie de relações públicas desta casta vinicola sublime. Como eu gosto de conhecer os locais. A meu ver, estes são o verdadeiro “Tripadvisor”, isto é, são a melhor fonte de informação e recomendação dos lugares que queremos realmente visitar.

11. Percorrer os trilhos pedestres das pontes de Castro Laboreiro

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A necessidade da rápida movimentação de exércitos, populações e mercadorias motivou a construção de uma importante rede viária regional, desde o período romano, que atravessa o território do concelho de Melgaço e da região minhota-galaica. Se percorrermos os diversos percursos pedestres do planalto de Castro Laboreiro, podemos encontrar inúmeras pontes de origem romana que foram alvo de reformulações na época Medieval. É o caso da Ponte Nova da Cava Velha. Este monumento nacional é notável pelas suas características arquitectónicas, com dois arcos de volta perfeita. Importa salientar que esta ponte insere-se numa rede de comunicações essenciais para Castro Laboreiro, visto que ligava as aldeias da margem direita e esquerda do vale do rio Laboreiro.

Não deixe de fazer…

  • realizar uma prova de vinhos (até três vinhos) gratuita no Solar do Alvarinho;
  • observar as vacas cachenas, os cavalos selvagens (garranos) entre as Portas de Lamas de Mouro e a aldeia da Branda da Aveleira;
  • fazer o Melgaço Alvarinho On Trail;
  • participar na Festa do Alvarinho e do Fumeiro;
  • conhecer a História Local nos espaços museológicos de Melgaço: Espaço Memória e Memória, Museu do Cinema Jean Loup Passek e Núcleo Museológico da Torre de Menagem (o bilhete para os três principais espaços custa 2,5€);
  • visitar o único SPA para cabras em Portugal Continental: a queijaria Prados de Melgaço;
  • descobrir as aldeias típicas do Alto Minho: Lindoso, Sistelo e Soajo;
  • fazer uma “Grand Tour” pela região vinícola da casta Alvarinho através da Rota do Alvarinho;
  • visitar o canil onde se cria os cães da raça Castro Laboreiro;
  • explorar os inúmeros trilhos pedestres do Parque Nacional Peneda-Gerês.
Não perca as minhas aventuras e olhares fotográficos no Instagram! Um encontro com a História, ao sabor das imagens…

Para mais informações:

Aqui poderá encontrar, por exemplo, extensa documentação e dicas sobre o património material e imaterial da capital espanhola nos seguintes links:

O website do Turismo Porto e Norte oferece informação atualizada sobre a região Norte de Portugal. É a melhor opção para começar a planear uma viagem à região do Alto Minho. Já o Município de Melgaço permite descarregar mapas e um conjunto de informações sobre os transportes públicos, locais de interesse, museus, gastronomia, entre outros. Importa salientar que poderá encontrar o posto de turismo para saber mais informações e dicas para fazer e planear o seu roteiro pela vila. Para mim, esta é a melhor forma de começar a visita a Melgaço: a Praça da República.

✈ Como chegar:

Em virtude de querer conhecer um pouco a região do Alto Minho, visto que ia fazer uma viagem de quase 500 km, optei por ir de avião numa companhia low-cost para o Aeroporto do Porto. É a melhor opção relação custo-tempo. De seguida, optei por alugar uma viatura para ir para o concelho de Melgaço. A partir do Aeroporto do Porto (Maia), deve seguir pela A41 (IC24) até à saída para a A3 (Parede), em direcção a Braga (via Valença). De seguida, opte pela N101 que liga Valença a Monção. Deverá prosseguir pela N202 até à vila de Melgaço. Se quiser prosseguir para a aldeia de Castro Laboreiro, desde a vila de Melgaço, opte pela N202 em direcção a Lamas de Mouro. De seguida, opte pela N202-3 rumo à aldeia serrana. Tenha atenção às vacas cachenas e ao nevoeiro denso que costuma aparecer ao longo do trajecto rodoviário.

🏠 Onde ficar:

No concelho de Melgaço existem inúmeras opções económicas de alojamentos, consoante o número de dias que irá ficar para conhecer a região do Alto Minho e do Parque Peneda-Gerês. Nas proximidades das Termas de Melgaço, o Hotel Boavista II (3 Estrelas) é uma excelente ideia para quem queira ficar na vila de Melgaço. Já na aldeia de Castro Laboreiro recomendo duas opções distintas: uma unidade Hoteleira (Hotel Castrum Villae) e um alojamento local (Moinhos do Poço Verde). Na minha opinião, ambas as escolhas são recomendáveis. Todavia, se gosta de um ambiente tranquilo e longe da confusão, os Moinhos do Poço Verde são a melhor opção para “meditar” na natureza envolvente do Parque Nacional Peneda-Gerês. Este turismo rural é ideal para quem queira ficar um fim-de-semana.

🍜 Onde comer:

Na vila e nos arredores do concelho de Melgaço existe uma diversidade de espaços gastronómicos que são um convite a uma tertúlia pelos sentidos e sabores da cultura gastronómica melgacense. Vejamos, a Adega Sabino é um dos melhores espaços para saborear a gastronomia local e regional do Alto Minho. Afinal, o “Sabino” é um verdadeiro “embaixador” da cultura gastronómica melgacense. Na minha opinião, a sua simplicidade em acolher no seu espaço gastronómico, torna-o especial. A sua adega conquistou-me pelo paladar e pelos aromas do alvarinho, bem as indicações para fazer uma prova de vinhos no Solar do Alvarinho. Recomendo as pataniscas, os nacos de vitela, o bucho doce e o vinho Alvarinho Torre de Menagem. Nas proximidades do Mosteiro de Paderne, optei por jantar na Tasquinha da Portela. Na minha opinião, um dos melhores restaurantes do concelho de Melgaço. Recomendo o pão de alho, o Polvo à lagareiro, o vinho branco da casa (mistura de alvarinho), bem como os licores da casa. E a simpatia da gerência são bons motivos para voltar. Para quem quer lanchar, a pastelaria e salão de chã Aromas & Caprichos é um excelente motivo para deliciar-se com a mistura da pastelaria francesa com produtos regionais. Nas proximidades de Castro Laboreiro, o Brandeiro é um dos melhores restaurantes do concelho de Melgaço. Trata-se de boa sugestão gastronómica para visitar a castiça aldeia da Branda da Aveleira. Supera pela sua localização geográfica e variedade gastronómica os restaurantes de Castro Laboreiro: o Miradouro do Castelo e o Miracastro. A nivel gastronómico, recomendo os nacos de carne chacena. Infelizmente, não se apanha muita rede de telemóvel no restaurante. Optamos por saborear o momento a solo. A vida sabe melhor.

Nota importante [👤]

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💻 Texto: Rafael Oliveira 📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

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Fotografia✈︎Viagens✈︎Portugal © OLIRAF (2018)

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📌 À descoberta do Museu Militar de Elvas: um olhar fotográfico…

Elvas foi a “sentinela” do Reino de Portugal. Segundo o historiador Rafael Moreira (1986:80), “Do rigor teórico à urgência prática: a arquitectura militar, História da Arte em Portugal, vol. 8”, a cidade alentejana de Elvas foi o primeiro espaço fronteiriço a ser “fortificado de modo permanente” durante e depois da Guerra da Restauração em 1640, sendo então designada capital militar do Alentejo e a mais importante praça-forte que assegurava a Independência de Portugal, em virtude de estar a menos de 10 km da fronteira luso-espanhola. O Museu Militar de Elvas é um reflexo desta importância histórico-militar para o nosso país. De facto, este espaço museológico contém um dos mais importantes acervos bélicos de Portugal Continental, onde podemos contactar com o passado histórico-militar com mais de três séculos. Importa salientar que, em 2012, a cidade de Elvas foi classificada Património Mundial da Humanidade como “CIDADE-QUARTEL FRONTEIRIÇA DE ELVAS E SUAS FORTIFICAÇÕES”, tendo recebido mais de um milhão de visitantes desde a sua distinção pelo comité da UNESCO.

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Incorporado no seio das fortificações abaluartadas (1645-1653), da autoria do jesuíta João de Cosmander, designadamente nas antigas instalações do Regimento de Infantaria 8 (Convento de São Domingos, a Muralha Fernandina e parte das muralhas e baluartes Seiscentistas), este espaço museológico tem inúmeros pontos e elementos  expositivos de interesse, tais como, o Centro de Interpretação do Património de Elvas, a História do Serviço de Saúde do Exército, o salão de Hipomóveis e Arreios Militares e inúmeras viaturas bélicas que fizeram parte da história-militar de Portugal do séc. XX. Tem como missão a “a promoção, a valorização, o enriquecimento e a exposição do património histórico-militar à sua guarda”, pode ler-se no site. Faz parte da Rede Portuguesa de Museus (RPM) da Direção Geral do Património Cultural (DGPC).

Trata-se do maior museu em área de implantação de Portugal. Ao todo são 150.000m2 e uma área coberta de 14.000m2. Actualmente a área deste espaço museológico ultrapassa os 3.500m2. Com uma elevada carga arquitectónica e histórica, este espaço tem um valiosíssimo património onde se História da cidade de Elvas e de Portugal. Pedras com História. O Quartel do Casarão faz parte de antigas dependências construídas no séc. XVIII, depois da campanha de 1762-63 pelo engenheiro militar Valleré, autor da traça do Forte de Nossa Senhora da Graça. Trata-se de um conjunto de antigas Casernas do Quartel da Cavalaria, hoje ocupadas por circuito expositivo sobre as comunicações do Exército Português. Cada uma ostenta um nome de um combate onde a arma de cavalaria se notabilizou, designadamente nos sertões de África nos finais do séc.XIX. mantendo ainda hoje a sua traça original.

O Salão Hipomóvel está localizado numa sala do inicio do séc XIX, quando uma parte do espaço era ocupado quartel de cavalaria, houve a necessidade de construir cavalariças para alojar 500 cavalos e milhares de soldados, estas desenvolviam se ao longo de toda a atual parada Mouzinho de Albuquerque, num comprimento total de 120 metros. Chegados a meados do séc XX, com a sucessiva substituição da força motora dos equinos pelos automóveis, e com a necessidade de proporcionar condições mais dignas aos militares que aqui prestavam serviço, foi desanexada parte da cavalariça para adaptação a refeitório de praças.

As salas de dedicadas ao armamento rebocado por animais (Hipomóveis), na sua quase totalidade artilharia, podemos encontrar exposto os seguintes objectos bélicos: tiro de Artilharia composto por 3 parelhas, armão de transporte de munições e peça“Scheneider Canet” de 7,5 mm Modelo 1904; Canhão revolve “Hotckiss”de 40mm Modelo 1904. Carro de Ferramenta de Esquadrão Modelo 1907. Peça de Artilharia 11,4 cm tiro rápido Modelo 1917; Ambulância de Campanha Modelo Francês do ano 1890; Peça “AB Bofors” calibre 75mm. Modelo 1934; Caixa de Cirurgia de Campanha com instrumentos e material sanitário.

O “amarelo militar” é uma constante ao longo do espaço exterior do Museu de Elvas, à excepção de um pequeno troço que contém as antigas muralhas fernandinas do séc.XIV. Ainda no exterior, o visitante poderá contactar com armamento pesado exposto ao ar livre, com inúmeras peças de artilharia rebocada. Em primeiro plano, obus de campanha 150mm, “Bofors”, de fabrico sueco, no ano de 1885. Em segundo plano, um obus de campanha de 150mm modelo 1937, de origem nipónica, desconhecendo-se a sua chegada ao nosso país. Ao fundo, podemos visualizar dois obuses de campanha de 140mm modelo 1942, de origem inglesa.

No espaço exterior do Museu Militar, o visitante pode contemplar a área envolvente das fortificações e muralhas abaluartadas da cidade de Elvas. É o caso do Forte de Nossa Senhora da Graça. Para mim, uma das mais belas fortificações do nosso país e, quiçá, do Mundo. De facto, a vista aérea deste fortificação do séc.XVIII espelha a beleza arquitectónica, enquadrada estrategicamente com a paisagem à sua volta. À primeira vista, desde o Quartel do Casarão, esta fortificação parece-nos “inofensiva” à distância. Foi erigido a pensar para resistir a cercos prolongados, atestando a sua solidez e à prova de bomba.

A “Coleção de Viaturas Militares do Museu Militar de Elvas” contém inúmeras viaturas histórico-militares que fizeram parte da História Militar de Portugal.  Na imagem, temos o “burro do mato” Mercedes Benz UNIMOG 411, de fabrico alemão,  foram intensamente usados desde 1957 até aos anos 80. Também esta é uma das viaturas emblemáticas das campanhas de África, podia transportar 10 militares, sem qualquer protecção, mas dispostos (costas com costas) de modo a poderem saltar rapidamente da viatura e reagir a emboscadas.  A icónica CHAIMITE V-200, veiculo da Revolução de 25 de Abril de 1974, que fazia uma visita-guiada pelos espaços do acervo do Museu Militar de Elvas.

Durante o “XI Encontro Nacional de Veículos Militares Antigos / Um Dia no Museu Militar – Elvas 2017”, organizado pelo Exército e pela Associação Portuguesa de Veículos Militares, tive a oportunidade de fotografar e andar em inúmeros veículos militares que fizeram parte da História Militar de Portugal. Com entrada livre, este  evento proporciona um conjunto de actividades pouco vulgares com esta dimensão em Portugal, onde podemos visualizar os veículos e carros de combate que pertenciam ao Exército e que foram recuperadas pela Associação Portuguesa de Veiculos Militares (APVM), em colaboração com o Exército Português. A maioria faz parte do nosso imaginário colectivo (Chaimite, Berliet-Tramagal, UMM, Unimogs,etc), especialmente para os apaixonados por temas bélicos, visto que muitas delas ajudaram a escrever as páginas da História de Portugal.

Os visitantes e os amantes de veículos militares poderão visualizar inúmeras demonstrações dinâmicas de todos os tipos de veículos militares, jipes, pesados de transporte, tratores de artilharia e blindados de combate (alguns exemplares raros), a reconstituição de cenários militares da Guerra colonial Portuguesa, II Guerra Mundial e Vietname, a iniciação à prática de slide e rapel, realizar visitas orientadas por guias especializados às coleções de transmissões e viaturas militares do MME, bem como passeios em veículos militares nos espaços do Museu. Na imagem podemos visualizar duas viaturas: do lado esquerdo um Unimog 404, de origem alemã, e do lado direito o AEC MATADOR 4X4 MA/40/44/46 com reboque de um obus de 140mm M1943, de origem britânica Ambos foram usados no contexto africano, como veículos de transporte de pessoal, material e de  tracção de artilharia, respectivamente.

A Berliet-Tramagal GBC8KT 4X4 com uma metralhadora quádrupla de artilharia antiaérea 12,7 mm m/953, de origem norte-americana. Estes veículos foram adaptados no contexto da Guerra Colonial (1961-1974) e foram chamados a participar em inúmeras operações militares, em virtude da sua extraordinária capacidade em termos de ângulo e capacidade de tiro, sendo capazes de disparar contra alvos aéreos e terrestres. Foi possível comprovar que o material está em perfeita condições.

As reservas do Museu Militar de Elvas: junto às muralhas e baluartes seiscentistas existem inúmeras “carcaças” e peças de antigos carros de combate, veículos de transporte de tropas e artilharia rebocada que fizeram, e fazem, parte do nosso imaginário colectivo e alguns escreveram as páginas da História de Portugal e do Mundo. A maioria das reservas chegou dos inúmeros depósitos de material bélico do Exército Português, encontram-se a céu aberto aguardando a sua hora para recuperação, bem como outras estão colocadas em armazéns. Aguardam colocação na área visitável, consoante a disponibilidade dos voluntários da APVM e do recursos financeiros para comprar material para a sua reabilitação.

Na imagem acima podemos visualizar o icónico carro de combate M4 Sherman, de origem norte-americana, utilizado pelas forças aliadas em vários cenários da IIªGuerra Mundial contra as forças do Eixo. Neste caso, trata-se de um carro de combate do exército português aguardando a sua recuperação pelos associados da APVM, onde o objectivo é “manter a rolar”, evitando assim o esquecimento ou a sua condenação à sucata. Para quem nunca viu ou andou numa Chaimite, por exemplo, o trabalho da APVM proporciona (re) viver os tempos das picadas de África e os acontecimentos do 25 de Abril de 1974.

A Viatura Blindada de Reconhecimento Panhard EBR 75 17 Ton. 7,5cm 8X8 M/1959 é uma dos carros de combate icónicos da Revolução dos Cravos. Ao todo, em 1959, Portugal adquiriu 50 unidades  com a torre FL 10 e peça de 75 mm à França (Anciens Établissements Panhard-Levassor SA) Destas 21 foram enviadas para Angola (ficaram sediadas em Luanda e Silva Porto) e as restantes ficaram em Portugal Continental. Esta viatura esteve ao serviço do nosso país entre 1959 e 1984.

Na imagem acima temos o carro de combate M47 ‘Patton’, de origem norte-americana, que serviu no Exército Português, entre 1952 e 1984, na Escola Prática de Cavalaria. Fez parte de um episódios da Rua do Arsenal e da Ribeira das Naus, espaços onde ficou “decidido” o 25 de Abril de 1974. É gratificante aperceber-me que as autoridades militares estão conscientes da importância da preservação e valorização do património histórico-militar, bem como da sua abertura à comunidade civil. De facto, estes eventos proporcionam momentos lúdicos que nos ensinam a admirar e a olhar para a importância da salvaguarda do material circulante do Exército Português, bem como possibilita um incremento de visitantes para a temática do turismo militar na cidade de Elvas.

Em suma, este olhar fotográfico foi pequeníssima amostra das reservas, dos espaços e elementos que dão corpo ao Museu Militar de Elvas. A meu ver, a Associação Portuguesa de Veículos Militares tem feito um trabalho notável, tendo em conta, os parcos recursos humanos e financeiros à sua disposição. A maioria dos associados faz trabalho voluntário. Acima de tudo, estes nutrem uma grande paixão por veículos que fizeram parte dos episódios da História de Portugal, visto que uma vez por mês passa um fim-de-semana nas oficinas de Elvas a recuperarem os  veículos militares fabricados ou montados em Portugal: os icónicos camiões Berliet-Tramagal, blindados Chaimite, jipes Cournil e Alter da UMM.

Para mais informações:

Turismo do Alentejo

Câmara Municipal de Elvas

Museu Militar de Elvas

Blogue Operacional (Temas Militares)

Coordenadas: 38.881158,-7.159067 (ver no mapa)
Avenida de São Domingos 13,
7350-047 ELVAS – Elvas
+351 268636240
​ ​ ​ ​Horário de Verão (Março a Outubro)
Abertura ​Almoço Encerramento ​Última Entrada
​09H00 ​12H30-14H30 ​19H00 12H00 e ​18H30
Horário de Inverno (​Novembro a Março)
​09H00 ​12H30-14H30 ​17H30 ​12H00 e 17H00
Dia de encerramento: 2ª feira e feriados de 25 de Dezembro e 1º de Janeiro. Para mais informações sobre o Encontro Nacional de Veículos Militares Antigos / Um Dia no Museu Militar – Elvas 2017, contacte a Associação Portuguesa de Veículos Militares pelo email apvmilitares@gmail.com.

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linhagraficaALL-oliraf-03💻  Texto: Rafael Oliveira 🌎 Fotografia: Oliraf Fotografia 📷

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Fotografia✈︎Viagens✈︎Portugal © OLIRAF (2018)

📌 À descoberta de Silves: um olhar fotográfico da “Alhambra Portuguesa”…

Silves ou a Xilb de Al-Mu’tamid. Outrora a mais importante cidade do Algarve, tanto na época islâmica (aqui era a capital do Al-Gharb) e, depois da conquista cristã, do Reino do Algarve. Mais tarde, Silves iria perder importância para Faro. Não é por mero acaso que estamos no maior e no mais peculiar castelo do Algarve (desde a época muçulmana), edificado com a pedra da região envolvente: o grés vermelho. Atrevo-me a chamar-lhe a “Alhambra Portuguesa”,mas em formato miniatura. Trata-se da jóia da arquitectura militar da época islâmica em Portugal.  Já tinha cá estado em 2008 durante a minha viagem de ferry-boat entre a Ilha da Madeira (Funchal) e Portugal Continental (Portimão). Sim, quando havia ligação marítima entre o Arquipélago da Madeira e Portugal Continental. Não vamos falar de politica, certo? Nessa época,  não tinha a ideia de criar um blogue pessoal,mas tinha o gosto de fotografar os belos exemplares do nosso património histórico-militar: os Castelos. Quem diria que iria voltar aqui, desta vez, oito anos numa blogger trip. A vida dá muitas voltas e, em muitos casos, 180º.

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Atravessamos a antiga ponte medieval do rio Arade e dirigimos-nos para o centro histórico desta cidade algarvia, onde iríamos ter uma visita-guiada ao Museu Municipal de Arqueologia de Silves. É o resultado das escavações arqueológicas desenvolvidas ao longo do séc.XX. No centro do espaço, podemos visualizar um Poço-Cisterna da época Almóada (séculos XII-XIII), descoberto após escavações arqueológicas decorridas nos anos 80 do séc. XX . Esta hoje classificado como Monumento Nacional. É apartir dela – o ex-libris do discurso expositivo – que fazemos o percurso  desta visita guiada com a Dr.ª Dr.ª Maria José Gonçalves, actualmente arqueóloga do Município de Silves. Trata-se de uma académica especializada em cidades medievais islâmicas, nos campos da arqueologia e da história. E isso denota-se no seu discurso. Levei, literalmente, uma lição de História e de Arqueologia.

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Prato de Mesa  da Época Omíada (séculos VIII-IX)

Apresenta-me, passo-a-passo, o acervo do Museu, na sua maioria proveniente das escavações arqueológicas efectuadas na cidade e concelho. O acervo reúne um conjunto de objetos desde o Paleolítico até ao período Medieval. Constato que há imensos achados arqueológicos em quantidade, mas que valem pela sua qualidade e excepção de ornamentos e pictóricos. E como Silves era a principal cidade do Gharb Al-Andalus, este museu tem no seu acervo um grande destaque para o Período Islâmico – Omíada, Califal, Taifa, Almorávida e Almóada, desde o século VIII ao século XIII, ou seja, ao período cronológico da ocupação árabe ao que hoje corresponde ao território algarvio. O visitante que percorrer este espaço museológico irá compreender a importância da cidade de Silves no período islâmico. Silves é legado mais vivo e duradouro do património islâmico em Portugal. Dai, ter-me demorado mais por esta cidade emblemática.

Depois da visita ao espaço museológico, inserido na antiga medina de Silves, fomos visitar o antigo alcácer islâmico: o actual Castelo Silves. A sua pedra avermelhada – grés de Silves – dá outra cor e magnificência a este antigo complexo bélico. Digo actual, visto que, nas décadas de 30 e 40 do Século XX, a Direção de Monumentos Nacionais uniformizou a traça dos Castelos Medievais Portugueses, muitos deles em estado de ruína, à imagem do Castelo de Guimarães. Como Portugal fez-se da conquista de território aos Mouriscos, não interessava para o Estado Novo – regime ditatorial – manter esse legado, mas sim o papel fundador de Guimarães na construção  e formação da identidade Portuguesa. O que diria  Al-Mu’tamid se visse a sua amada Xilb nos dias hoje? Apesar de tudo, dedicaria-lhe um poema…do seu declínio.

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Os Muçulmanos aproveitaram muitas técnicas de construção romanas para a construção das suas muralhas defensivas, por exemplo, sob a forma de silharia de tipologia romana redisposta num padrão regular, a soga e tição. Actualmente, este é um dos poucos exemplares existentes nas muralhas de Silves que, ao longo dos séculos, foi sofrendo inúmeras alterações efectuadas pelo Homem e pelo tempo.

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Durante a descoberta da Rota Omíada, Abderramán I, Al-Mutamid, Al-Idrisi e,Ibn Darraj al-Qastalli, foram excelentes companheiros de viagem…interior. Shukran. Mais do que uma viagem pela história, foi uma “panóplia” de experiências pessoais e colectivas que podem ser partilhadas digitalmente,mas que devem ser vividas na primeira pessoa. É isso que convido o leitor do blogue OLIRAF a fazer: viver estas experiências. Não haverá melhor sensação do que sair da nossa “zona de conforto”?  👌

Como chegar

A partir de Lisboa optei por reservar uma viagem em Alfa pendular, através da Comboios de Portugal. Faro era a minha base para efectuar a Rota Omíada do Algarve. Para tal, optei por alugar uma viatura rent-a-car para fazer a ligação entre os diversos pontos histórico-culturais desta rota. Na maioria dos casos, utilizei a via do Infante (A22) e a Nacional 125. No caso da ida para Alcoutim, optei pela A22 até Castro Marim e depois o IC27 (Beja) até Alcoutim (N122-1).

Onde ficar

Restaurante Ria Formosa

Praça D. Francisco Gomes, Nº2 8000-168 Faro Portugal
+351 289 830 830

✉️ Email: reservas@hotelfaro.pt

Para mais informações:

Região de Turismo do Algarve

Direcção Regional de Cultura do Algarve

Blog Turismo do Algarve

Projecto Umayyad Route 

Turismo do Algarve – Rota Omíada do Algarve (Folheto + App)

Nota importante

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

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Texto: Rafael Oliveira  | Fotografia: Oliraf Fotografia

Follow me: @oliraffotografia on Instagram | Oliraf Fotografia on Facebook

Fotografia•Viagens•Portugal © OLIRAF (2016)

Contact: oliraf89@gmail.com

📷 Viagem Fotográfica pela cidade de Lisboa…

No próximo dia 22 de Abril, irei realizar o meu primeiro Tour Fotográfico pelo centro histórico da cidade de Lisboa. Trata-se de uma parceria entre o blogue OLIRAF e a Time Travellers. Este passeio destina-se a todos os Time Travellers que apreciem o contacto com a arte fotográfica, o gosto pela História e que queiram conhecer mais um pouco da cidade de Lisboa. Siga neste passeio pedestre dedicado exclusivamente à fotografia, curiosidades históricas e o património histórico de Lisboa castiça. Iremos captar as praças e os miradouros movimentados, a magnifica arquitectura urbana, os melhores retratos de rua e aventurarmos-nos pela genuína Alfama à procura dos melhores ambientes, olhares e cores da capital portuguesa.Para mais informações, poderá consultar o seguinte link  Viagem Fotográfica Pela Cidade De Lisboa.

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Sinopse

Ao comando do seu grupo, o viajante Rafael Oliveira (OLIRAF) traça um novo percurso fotográfico, do Terreiro do Paço até à Feira da Ladra. No encalce deste viajante do tempo, de viela em viela, vai percorrer e registar a tua epopeia fotográfica. Este passeio destina-se a todos os Time Travellers que apreciem o contacto com a arte fotográfica, o gosto pela História e que queiram conhecer mais um pouco da cidade de Lisboa. Siga neste passeio pedestre dedicado exclusivamente à fotografia, curiosidades históricas e o património histórico de Lisboa Castiça. Iremos captar as praças e os miradouros movimentados, a magnifica arquitetura urbana, os melhores retratos de rua e aventurarmo-nos pela genuína Alfama à procura dos melhores ambientes, olhares e cores da capital portuguesa.

Spots Fotográficos: Terreiro do Paço / Elétrico 28 / Sé Catedral /Alfama / Miradouro Santa Luzia e do Castelo / São Vicente de Fora / Feira da Ladra.

Material fotográfico aconselhado: tratando‐se de uma experiência fotográfica, recomenda‐se a utilização de uma câmara analógica ou reflex (DSLR), com objectiva (grande angular ou teleobjectiva). Considere a hipótese levar cartões de memória e baterias extra. De qualquer modo, poderá levar um telemóvel (Smartphone) para registar as suas imagens durante o percurso.

Destinatários: esta “viagem fotográfica” destina-se a todos os participantes que gostam de História, Fotografia e de Viajar. Pretende-se, acima de tudo, valorizar o olhar, o conhecimento e a técnica fotográfica de cada viajante, bem como enriquecimento cultural sobre a cidade de Lisboa.

📌Para mais informações:

DATA: 22 de Abril
HORÁRIO: 10h-13h
PONTO DE ENCONTRO: Terreiro do Paço
INSCRIÇÕES: Até 20 de abril
PREÇO POR PESSOA: Adultos: €15 | Crianças até 12 anos: €5
INCLUI: Workshop Fotografia de Rua e seguro | Obrigatório levar máquina de qualquer tipo

Saber mais & Reservar

 

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

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Fotografia✈︎Viagens✈︎Portugal © OLIRAF (2017)

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4ªEdição dos BTL Blogger Travel Awards (2017): OLIRAF nomeado para melhor “Blogue de Fotografia de Viagem” 📷

“Portugal é por excelência um país orientado para o Turismo. A BTL é o salão referência para a indústria do Turismo Nacional. Esta é provavelmente a viagem de negócios mais importante do ano para si e para a sua empresa!”, pode ler-se no sitio oficial da BTL.

A dedicação e o gosto fazem os campeões. Neste caso, as nomeações. Pela 2ª vez, e pelo segundo ano consecutivo, o blogue OLIRAF integra a lista dos melhores blogues de viagem no passatempo “BTL Blogger Travel Awards” da Bolsa de Turismo de Lisboa! Graças ao trabalho desenvolvido por mim e por quem colaborou na imagem gráfica do meu projeto  fotográfico – o Designer Gráfico & Multimédia 📷 | 🎬 João Gomes, foi possível alcançar a nomeação para a categoria Melhor blogue de fotografia de viagens. Nesta categoria, o vencedor é eleito por um Júri de personalidades de diversas áreas do sector do Turismo em Portugal. Importa referir que também encontro-me, tal como os 14 blogues finalistas, nomeado para a categoria de “Melhor blogue de viagens eleito pelo público”. Pode votar, caro leitor, nesta categoria até dia 17 de Março.

Venho, por este meio, “pedinchar” o vosso voto para concorrer à eleição do melhor “Blogue de Viagens Eleito pelo Público”. Basta aceder a este link ou à página abaixo, procurar o meu Blogue “OLIRAF” ou “oliraf”) e inserir o e-mail. Simples, não é? As votações terminam no próximo dia 17 de Março. Saiba mais em http://btl.fil.pt/blogger-travel-awards-votacoes/

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Os BTL Blogger Travel Awards, organizado pela BTL, são o mais  importante prémio dedicado aos blogs de turismo no nosso país. O objectivo máximo visa premiar os melhores bloggers de viagem em Portugal e de língua portuguesa que se destacaram ao longo do ano 2016. Neste caso, o júri da BTL nomeia os candidatos tendo em conta a importância dos temas abordados, qualidade de informação e escrita, criatividade, inovação e imagem gráfica.  E os Prémios? Segundo  o site Ambitur, “os vencedores das quatro categorias, para além do reconhecimento público, terão a possibilidade de desfrutar de um cruzeiro de seis dias pelo Mediterrâneo Ocidental a bordo do MSC Magnifica, oferta da MSC Cruzeiros.”.  Além disso, a cidade convidada nesta edição da BTL, o Município de Viseu, irá premiar cada um dos vencedores das 4 categorias com um fim de semana, para duas pessoas, que incluirá uma visita guiada pela cidade, uma experiência de enoturismo (Dão) e duas entradas no Museu Nacional Grão Vasco.

A meu ver, é um enorme orgulho ver o meu Fiat 600 entre os melhores “ferraris” da Blogosfera de Viagens  em Portugal. E tudo começou, com uma paixão de adolescente em 2006: fotografar todos os castelos e fortalezas de Portugal Continental e Insular. Importa não esquecer que tenho formação em História, arquivista de profissão e viajante por opção. Nunca mais esqueço o meu primeiro devaneio fotográfico em Montemor-o-Novo. E este ano para comemorar essa data, decidi realizar um roteiro fotográfico pelos “Guerreiros de Pedra do Alto Alentejo”, tendo como suporte a obra do historiador-medievalista Miguel Gomes Martins.

Ainda 2016 ia a meio, quando recebi um convite para incorporação de duas fotografias da minha autoria (Créditos Fotográficos por Oliraf Fotografia) numa História de Portugal, Verso da Kapa, lançada por dois colegas de Faculdade, o Diogo Ferreira e o Paulo Dias. Foi com gosto que aceitei dar cor a esta obra historiográfica. Ao longo destas páginas pode percorrer toda a História de Portugal, a meu ver de uma forma sintética. Nas páginas 28 e 48, poderá visualizar as fotografias alusivas a dois monumentos nacionais: o Mosteiro de Aljubarrota e o Castelo de Almourol.

A convite do promotor turístico da região do Algarve – Visit Algarve -, o blogue OLIRAF teve a sua primeira viagem de promoção de uma Rota Cultural: a Rota Omíada do Algarve. Esta escapadinha fotográfica foi agendada para Dezembro de 2016, por motivos profissionais e académicos. Inspire-se no que é nacional para criar roteiros inesquecíveis…

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Fomos uma das 80 Histórias seleccionadas para fazer parte do livro “Around the World in 80 pages”, um passatempo do Grupo Navigator. Tem como objectivo premiar as melhores histórias em Inglês e fotografias dos viajantes nacionais e estrangeiros que concorrem a este passatempo de viagens. Tendo em conta o meu portefólio de viagens de 2016, e o meu gosto pela cultura e civilização islâmica, decidi concorrer com as fotografias e um texto da minha viagem a Granada (Andaluzia,Espanha): Be a Time Traveller in Granada Heritage”.

Dear Rafael Oliveira,
We are pleased to announce that you are among the 80 finalists of the Navigator Around the World in 80 Pages 2016 – Global Writing Contest.

Congratulations!

Your text was selected from over 1300 stories, for its inspiring tone and originality, and will be published in a travel book, that you will later receive.

Navigator would like once more to thank you for sharing your stories with us, and for taking the time to participate.

Stay tuned to our Website and Facebook page to know if you’re one of the lucky winners!

Best Regards,

Navigator Team – Around the World

Note-se que todos os vencedores serão conhecidos na Cerimónia de entrega de prémios da BTL BLOGGER AWARDS 2017  no dia 18 de Março, às 17h no Auditório 3 da BTL – Pavilhão 3, na Feira Internacional de Lisboa –  Parque das Nações, Lisboa.

 

Em baixo a lista dos melhores blogues de viagem nomeados nesta edição:

Categoria de Melhor Blogue Profissional estão: 
Alma de Viajante
Cultuga
O Meu Escritório é lá Fora
Porto Envolto
Viaje Comigo

Categoria Melhor Blogue Pessoal estão nomeados:  
Julie Dawn Fox in Portugal
Sofia in Australia
Menina Mundo
Viajar em Família
Viajar entre Viagens 

Categoria Melhor Blogue de Fotografia de Viagens estão os nomeados:  
Viaje Comigo
Oliraf
Viajário Ilustrado
Got2Globe
Portugal Patrimônios da Humanidade

«Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir. Sentir tudo de todas as maneiras.» Álvaro de Campos.

É gratificante estar nomeado como um dos 14 melhores blogues de viagens da BTL Travel Blogger Awards. Agora, é saborear a nomeação. Obrigado a todos que votaram em mim. Bem Hajam. Sou o único blog não profissional a concurso. Para mim, o melhor prémio foi estar nomeado para estar entre os melhores blogues de viagens em Portugal. Agora, é agarrar as portas que se abriram com esta nomeação.

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 Fotografia✈︎Viagens✈︎Portugal © OLIRAF (2017)

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🎉O Ano Novo na Ilha da Madeira 🍾

🎉O Ano Novo na Ilha da Madeira | The Happy New Year at Madeira Island 🍾

📷 Olá 2017…

A Ilha da Madeira, em especial a cidade do Funchal, é um dos locais mais emblemáticos de Portugal e do Mundo para a festa da passagem de Ano. Na página oficial do Turismo do Arquipélago da Madeira – Visit Madeira – poderá encontrar uma panóplia de sugestões e dicas sobre o programa de festividades que ocorrem no Funchal.

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Depois do Natal, as festividades prolongam-se até meados de Janeiro no Arquipélago da Madeira. Mas, o culminar – o zénite – destas festividades é o fogo de artificio sobre a baía do Funchal, que se realiza a 31 de Dezembro. Em 2006, foi reconhecido no livro de record do Guinness, como o maior espectáculo pirotécnico a nível Mundial.

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Antes do inicio de um dos maiores espectáculos de fogo-de-artifício do Mundo na World’s Leading Island Destination 2016, tive oportunidade de percorrer, tal como milhares de turistas e madeirenses, as iluminações e as diversas exposições etnográficas patentes no centro histórico do Funchal. A meu ver, dão outro encanto e vida à capital madeirense.

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As principais ruas e avenidas mais emblemáticas da capital madeirense enchiam-se de locais e turistas. Apanhei um verdadeiro banho de multidão de massas turísticas. E também com as tradicionais “bombinhas” que os jovens e graúdos gostam de lançar nesta época festiva. Já não estava habituado a estas andanças. Confesso. Afinal, foram quase dez anos sem ver este magnifico fogo de artificio que dá outra cor à noite madeirense e, claro, ao peculiar anfiteatro funchalense.

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A Baía do Funchal tinha ao todo, nove navios de cruzeiros, com cerca de 20 mil pessoas que puderam assistir ao espectáculo pirotécnico desde o mar. Como entusiasta de navios de cruzeiros, pude comprovar que estavam fundeados o Marco Polo, Saga Pearl II, Aidablu, MSC Magnifica ou Queen Victoria. De facto, a Madeira – e Lisboa -são um dos melhores locais para apreciar as vistas urbanas e o fogo de Ano Novo a bordo de um navio de cruzeiro.

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O  “Maior Espetáculo Pirotécnico do Mundo” é na passagem de ano na Madeira. Eram 00h deste domingo em Portugal continental e Ilha da Madeira quando milhões de portugueses e turistas entraram em 2017. No Funchal, a festa da entrada no novo ano, seguiu-se um magnifico fogo-de-artificio – este ano com a temática “Paraíso Atlântico” – com a duração de oito minutos que iluminou as serras, o casario e a baía da cidade do Funchal. Dos cerca de quarenta postos de fogos, foram disparadas 132 mil peças (70% produzidas em Portugal e 30 % na China), permitindo, assim, superar o recorde de 2006, o livro “Guinness World Records,  quando foram disparadas 67 mil peças de pirotecnia.

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Às más condições do mar e do vento  no Porto do Funchal,  impediram a deslocação de alguns passageiros a terra, bem como a saída dos barcos de animação turística, como a Nau Santa Maria de Colombo. Apesar destas adversidades, segundo fontes governamentais, a taxa de ocupação hoteleira é superior a 92%, a maior dos últimos seis anos. Parece-me que o objectivo foi superado, perante a reacção efusiva dos milhares de espectadores.

Haveria melhor forma de encerrar o melhor ano de sempre do Blogue OLIRAF? Melhor fogo do Mundo. Melhor Jogador do Mundo. Melhor Destino Turístico Insular do Mundo. Madeira, what else?

Votos de um Happy New Year 🍾!!! Trabalho, Saúde, Amizade e muitas Viagens…

Para mais informações:

Visit Madeira

Visit Portugal

Câmara Municipal do Funchal

Nota importante [👤]

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Fotografia✈︎Viagens✈︎Portugal © OLIRAF (2017)

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OLIRAF nomeado para melhor “Blogue de Fotografia de Viagens” pela BTL Blogger Travel Awards 2016

 

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BTL Blogger Travel Awards 2016

Caríssimos leitores,

A 28ª edição da BTL – Feira Internacional de Turismo – realiza-se entre os dias 02 a 06 de março, no Parque das Nações, em diversos pavilhões da FIL.É a maior feria de turismo em Portugal. Paralelamente ao evento, irá decorrer a  3ªedição dos BTL Blogger Travel Awards que vai eleger os melhores blogues portugueses nas categorias: Melhor Blogue de Viagens Pessoal, Melhor Blogue de Viagens Profissional, Melhor Blogue de Fotografia de Viagens.

De resto, o blog “OLIRAF” concorre nas seguintes categorias:

  • Melhor blogue de fotografia de viagens
  • Melhor blogue de viagens eleito pelo público

 

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Um sonho tornado realidade!

Obrigado à BTL – Feira Internacional de Turismo Lisboa/Portugal pela nomeação do meu blogue para a categoria de “Melhor Blogue de Fotografia de Viagens”.

É um privilégio estar entre os melhores blogues de viagens em Portugal. A maioria são blogues de profissionais e eu sou um simples amador que, todavia, gosta do que faz. É gratificante ter “feedback” e sermos reconhecidos.

Em suma, não poderia estar mais contente com o a nomeação do meu projecto “OLIRAF” pela BTL, um hino ao que é viajar por Portugal e pelo Mundo através de imagens com muita História! Julgo que com esta nomeação irei ter mais responsabilidade em mãos, o que me irá obrigar a trabalhar ainda mais para arranjar e a procurar novos conteúdos que venham ao encontro dos meus gostos pessoais e do público.

Assim, venho humildemente pedir o vosso voto. Basta aceder a este link ou ao botão abaixo, procurar o meu nome “OLIRAF” ou “oliraf”) e votar. As votações terminam no próximo dia 4 de Março.

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A entrega dos prémios da BTL Blogger Travel Awards será no dia 5 de Março entre as 16h e as 17:30 no  auditório 3 do pavilhão 3 da FIL.

Há muitos outros blogs de viagem de qualidade escritos por viajantes portugueses. Que o ano de 2016 seja um ano repleto de coisas boas para a blogosfera de viagens em Portugal!

Não tenho palavras para descrever o momento. Juntos podemos dar mais cor a este prémio!

OBRIGADO! Bem Hajam! Hoje e sempre…

Se só descobriu o blog  agora…

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Deixo uma seleção de cinco textos com os assuntos mais populares deste blog…

  1. AS FORTIFICAÇÕES DE ORIGEM PORTUGUESA EM MARROCOS…
  2. Explorando a cidade do Porto, Portugal, em poucos dias…
  3. ALDEIA HISTÓRICA DE CASTELO MENDO: PEDRAS COM HISTÓRIA…
  4. BATALHA DO VIMEIRO: ADEUS, JUNOT
  5. UMA AVENTURA RUINOSA PELA 2ª BATERIA DA PAREDE (REGIMENTO DE ARTILHARIA DA COSTA

E o Mundo aqui tão próximo de nós…

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#‎btl‬ ‪#‎btl2016‬ ‪#‎bloggertravelawards‬ ‪#‎melhorblogue‬ ‪#‎bloguepreferido‬ ‪#‎opublicoescolhe‬

Texto: Rafael Oliveira  | Fotografia: Oliraf Fotografia

All works ©Rafael Oliveira (OLIRAF)

Contact: oliraf89@gmail.com

 

Dia Aberto da Base Aérea do Montijo (BA6) – 2015

No dia 28 de Junho de 2015, ocorreu o Dia Aberto da Base Aérea N°6 Montijo para toda a comunidade civil e cidadãos portugueses. Este evento anual surge para comemorar o dia que a Força Aérea Portuguesa se tornou, em paralelo com a Marinha e o Exército, um ramo independente, a 1 de Julho de 1952. Por isso, celebra-se o 63° aniversário. Mais detalhes na página oficial do evento em www.forçaaérea.pt .

Importa salientar que duas das competências do Órgão de Natureza Cultural da Força Aérea Portuguesa é:

e) Promover a cultura aeronáutica, incluindo a divulgação de eventos ou relatos histórico-aeronáuticos;

f) Divulgar os eventos internos e mensagens de interesse para a população militar e civil;

Base Aérea Nº 6 Montijo

Situada na Margem Sul do Rio Tejo, na península do Montijo, a Base Aérea N.º 6 (BA6) ocupa uma grande área territorial pertencente aos concelhos de Montijo e de Alcochete, ambos do distrito de Setúbal.

Missão

Garantir a prontidão das Unidades Aéreas e o apoio logístico-administrativo de unidades e órgãos nelas sediados mas dependentes de outros comandos, bem como a segurança interna e a defesa imediata.

Base Áerea Nº6 Montijo_PlacaBase

Atualmente, a BA6  conta para o desempenho da sua missão com as frotas Lockheed C-130 H / H-30 Hercules, Esquadra 501 – “Bisontes” para a execução de missões de Transporte; EADS C-295M , Esquadra 502 – “Elefantes” , para efetuar missões de Transporte, Vigilância Marítima e Busca e Salvamento; Marcel-Dassault Falcon 50Esquadra 504 – “Linces” , para o transporte aéreo especial (por exemplo de altas entidades do Estado ou de órgãos vitais); e helicópteros Agusta-Westland EH-101 Merlin , Esquadra 751 – “Pumas” ,  para Transporte, Busca e Salvamento e Vigilância e Reconhecimento. Nas instalações da BA6, a Esquadrilha de Helicópteros da Marinha (1992) que opera helicópteros Westland Lynx MK95, recebe apoio logístico desta Unidade.

Aproveito para deixar algumas fotografias dos  bastidores do Dia Aberto da Base Aérea do Montijo (BA6):

Agusta-Westland EH-101 Merlin

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Voo de Treino da Esquadra 751 – “Pumas” Agusta-Westland EH-101 Merlin [Portugal] Transporte, Busca e Salvamento e Vigilância e Reconhecimento

Aeronave EADS C-295M

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Aeronave EADS C-295M da Esquadra 502 “Elefantes” Funções: Vigilância e Reconhecimento, Transporte Aéreo e Busca e Salvamento. Base Aérea do Montijo (BA6) Aviação Militar / Transporte Militar ‪#‎fapfotododia‬ All Works @ OLIRAF (2015)

Lockheed C-130 H / H-30 Hercules

C130H__Esquadra501Bisontes

 Marcel-Dassault Falcon 50

 

Falcon

Westland Lynx MK95

 

Base Áerea Nº6 Montijo 201

Para mais informações:

Página Oficial da Força Aérea Portuguesa. [Em linha]. [Consultado em 30 Junho. 2015]. Disponível na  internet URL: < http://www.emfa.pt/www/index >

Página Oficial da Base Aérea N.º6. [Em linha]. [Consultado em 30 Junho. 2015]. Disponível na  internet URL: < http://www.emfa.pt/www/unidade-19-base-aerea-n-6 >

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

linhagraficaALL-oliraf-03💻  Texto: Rafael Oliveira 🌎 Fotografia: Oliraf Fotografia 📷

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Fotografia✈︎Viagens✈︎Portugal © OLIRAF (2015)

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📷 Dia da Marinha 2015 em Lisboa…

Passaram 517 anos desde que o navegador e explorador português, Vasco da Gama com a sua Armada, alcançou, no dia 20 de maio de 1498, Calecute na Índia.  Para comemorar este facto histórico, todos os anos, nesta data, assinala-se também o Dia da Marinha.para prestar homenagem ao navegador português Vasco da Gama, que nesse dia, pela primeira vez na história, concretizou a ligação marítima entre a Europa e o médio Oriente, com chegada à Índia. Estava,assim, inaugurada uma novo capitulo para a História da Humanidade: a globalização.

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A Marinha Portuguesa (www.marinha.pt) celebra anualmente esta efeméride, através de um conjunto de comemorações que incidem numa cidade  do litoral de Portugal Continental, ou nas Ilhas, pela tradição, pela ligação ao mar e à Marinha.

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As comemorações, este ano, centradas na capital portuguesa, decorreram entre os dias 16 e 24 de maio e incluíram actividades  diferentes de cariz militar, cultural, religioso e desportivo. A minha reportagem fotográfico optou pelas actividades de cariz militar e cultural. As comemorações deste ano têm por objetivo promover e apresentar à comunidade civil, a missão, meios, capacidades e o produto institucional que torna a Marinha indispensável para o País.

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Panorama da frente ribeirinha da cidade de Lisboa. Em primeiro plano, temos o navio escola Sagres e a fragata Bartolomeu Dias. Lisboa, Santa Apolónia. All Works @ OLIRAF (2015)

Em estreita colaboração com Câmara Municipal de Lisboa, a Marinha Portuguesa,  promoveu diversos eventos, destacando-se as cerimónias militares, o desfile naval e os baptismos de mar. O programa das comemorações do #DiadaMarinha2015, ao contrário de outros anos, não houve o cancelamento da demonstração naval, do desfile de navios e da coluna motorizada durante a cerimónia militar. É louvável esta atitude da Marinha Portuguesa, e do Ministério da Defesa Nacional, em proporcionar à comunidade civil o contacto com as actividades operacionais deste ramo militar das Forças Armadas Portuguesas (FAP).

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Os navios NRP Sagres e o NRP Bartolomeu Dias, estiveram abertos a visitas durante toda a semana no jardim do Cais do Tabaco – Santa Apolónia. O estuário do Tejo assegura as condições ideais ao desenvolvimento de actividades ligadas ao Mar e este facto está na origem da formação da cidade de Lisboa como importante ponto estratégico de ligação entre o Sul e Norte da Europa.

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Barco Tradicional do Rio Tejo: Cana de Leme de Varino

A conquista de Lisboa por D. Afonso Henriques aos muçulmanos, em 1147,  permitiu a afirmação de Portugal enquanto nação. É de Lisboa também que, a partir de 1415, partem as caravelas e naus rumo a um mundo desconhecido: a revolução geográfica. De facto, o Oceano é um factor estruturante ao longo da História de Portugal e elemento formador da própria identidade de ser português: a essência do nosso eu.

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Navio Escola Sagres

A Marinha marcou a sua presença com diversos navios que simbolizam a cultura marinheira do nosso país, designadamente o Navio Escola Sagres e Navio Treino de Mar Creoula.

   O Navio de Treino de Mar Creoula é operado pela Marinha com o objetivo de proporcionar experiência e contacto com o mar à generalidade da população nacional, podendo qualquer organização submeter propostas para embarcar no navio.

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No âmbito das comemorações do Dia da Marinha, em Lisboa, o NRP Álvares Cabral (F331) encontrou-se fundeado no rio Tejo, em frente à Av.Ribeira das Naus, no passado dia 20 de Maio.
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Reabastecedor Bérrio (A5210)
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Navio hidrográfico NRP D.Carlos I (A 522)

A partir da  Doca da Marinha foram efectuados Baptimos de Mar na vedeta «Zêzere» e na Lancha de Fiscalização Rápida NRP Centauro e NRP Dragão. transportando várias centenas de civis e militares em várias viagens em redor das unidades navais da Marinha Portuguesa que se encontravam fundeados no Rio Tejo, tais como: o navio hidrográfico NRP D.Carlos I, o reabastecedor NRP Bérrio, a Fragata Vasco da Gama, Creoula, entre outros.

 

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Junto ao Museu da Marinha esteve presente o “Núcleo Museológico de Viaturas Antigas da Marinha”  com uma fabulosa exposição estática da colecção de 13 viaturas antigas que em tempos fizeram parte do efectivo activo da Armada e,claro, parte do nosso imaginário de outras épocas. Na mesma, poderiamos encontrar diversas viaturas clássicas civis e militares, tais como, um Mercedes Unimog 411 da DT 1, um Jeep Willys ou Dodge WC51.

 

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Exposição do Núcleo Museológico de Viaturas Antigas da Marinha (DTM)

A Marinha Portuguesa mantém viva a memória desse passado salvaguardando pedaços de história únicos e singulares. Peças únicas do nosso passado de navegadores, como o espólio documental e material à guarda do Museu e Arquivo da Marinha. De facto, a Marinha é herdeira das naus e caravelas que deram «novos mundos ao mundo».

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As festividades encerraram no dia 24 de maio com as cerimónias religiosa e militar, com uma demonstração de capacidades da Marinha e com os navios a desfilar no rio Tejo. Infelizmente, não tive oportunidade de estar presente. De salientar que a proximidade da Base Naval de Lisboa (Alfeite, Almada) proporcionou um excelente contacto com a actividade  operacional da Marinha Portuguesa a todos os alfacinhas, portugueses e visitantes estrangeiros.

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O Mar tem, para os portugueses, uma dimensão identitária e cultural única. Nos últimos anos, temos visto a Marinha Portuguesa reforçar sua ligação ao mar com a aquisição de novas unidades navais e a construção de outras em estaleiros navais nacionais.

«O Mar por vocação, o país como horizonte»

E foi assim as comemorações do Dia da Marinha 2015 em Lisboa. Agradeço a todos os que me acompanharam nesta reportagem fotográfica e acederem ao meu blog. Bem hajam!

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Fotografia✈︎Viagens✈︎Portugal © OLIRAF (2015)

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📷Recriação Histórica da Batalha do Vimeiro (1808): Adeus, Junot!

A Região do Oeste presenteia-nos com paisagens únicas que combinam entre si o oceano atlântico, os rios, os campos de cultivo, os vinhedos, os montes e vales. O seu litoral atlântico é banhado, em toda a sua extensão, pelo Oceano Atlântico, formando um conjunto extenso de areais, intercalados por uma orla costeira com falésias vivas de imponente beleza.

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Nas minhas aventuras pelo Oeste, sempre tive a curiosidade sobre a importância da Batalha do Vimeiro (1808) para a História local, nacional e europeia. Ora, decide-me, de uma vez por todas, fotografar uma recriação Histórica ocorrida nos 200 anos da Batalha do Vimeiro. Aqui, a História de Portugal e da Europa cruzou-se com a História Local…

As Invasões Francesas…

A Tomada da Bastilha, a 14 Julho de 1789, marcou o início simbólico da Revolução Francesa. Este acontecimento abalou os alicerces das monarquias absolutas europeias e do Antigo Regime Europeu. Em virtude deste acontecimento revolucionário, o tradicional equilíbrio europeu dos Séculos XVII-XVIII foi abalado, nomeadamente, o precário status quo militar e diplomático, pelos ideais da França Revolucionária.

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Portugal não estava alheio a esta situação internacional no contexto europeu e, no nosso caso específico, a própria Ilha da Madeira. A importância estratégica e comercial deste território ultramarino português «teve mais a ver com aquilo que podia facultar às grandes potências» beligerantes no contexto das Guerras Revolucionárias Francesas e depois com as Guerras Napoleónicas e não tanto a ver com o Reino de Portugal. De facto, a nosso ponto de partida para este trabalho, é o final do século XVIII e a 1ªdécada do século XIX.

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É nesta conjuntura dos finais do Século XVIII e inícios de XIX, reveladora de uma ambiguidade diplomática e militar no seio do Continente Europeu que o Reino de Portugal vai ter que redefinir a sua estratégia diplomática nunca antes vista na sua História. Ou Portugal optava por uma das duas áreas de hegemonia em confronto: uma continental ou marítima, Inglaterra ou França e, num sentido mais especifico, Portugal ou o Império. A escolha de um dos campos promovia enormes consequências humanas, bélicas, económicas e comercias para Portugal. Portugal perdia o seu estatuto de neutralidade, face aos conflitos europeus.  Após o decreto do Bloqueio Continental (Novembro 1806), na Europa não havia lugar para potências neutrais face ao conflito entre o Reino Unido e a França.

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Segundo Isabel Luna (2010), “ao longo da primeira metade do Século XIX, estas duas grandes potências iriam utilizar o território português para disputarem a hegemonia da Europa. Portugal, velho aliado dos ingleses, após um longo período de hesitações desafia o Bloqueio e, em 1801, com o apoio francês, a Espanha invade o país, pelo Alentejo. Os portugueses conseguem derrotar o invasor, mas perdem Olivença. Em 1803 são os ingleses que ocupam a Ilha da Madeira (Funchal) e os territórios do Estado Português da Índia (Goa), com o pretexto de protecção dos interesses ingleses face a uma hipotética agressão francesa.”

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A importância estratégica da ilha da Madeira era o resultado da sua localização geográfica no atlântico (Rodrigues,1998). Com efeito, a Cidade do Funchal era um importante centro de passagem das frotas mercantes da Europa para o hemisfério Sul e também era o último ponto de abastecimento antes de Cabo Verde ou até mesmo do continente americano. Por exemplo, ainda hoje, é um dos portos com elevada frequência de cruzeiros turísticos. Era um importante apoio para as frotas mercantes europeias no eixo comercial asiático, atlântico e americano. Ora, para os Ingleses ainda mais estratégica era, pois articulava o controlo do estreito de Cádiz, em articulação com a base naval de Gibraltar, e da Rota do Cabo, numa altura que a frota franco francesa estava no seu auge de construção naval.

A Batalha do Vimeiro…

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A primeira invasão do Grand Armée ao Reino de Portugal ocorre, em Novembro de 1807, sob o comando do General Junot. Face ao perigo iminente da captura da Familia Real Portuguesa, a conselho dos ingleses, esta foge para a colónia do Brasil. Junot ocupa Lisboa, apesar de ter falhado o seu objectivo final – a captura da realeza portuguesa – ficando “a ver navios” ao largo de Belém. Mais tarde, apesar dos tumultos da população lisboeta face à ocupação francesa, este assume a presidência do conselho de Governo de Portugal, em nome do Imperador dos Franceses: Napoleão Bonaparte.

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Segundo Isabel Luna (2010), durante o mês de Agosto de 1808, “o grosso da força naval expedicionária britânica, comandada pelo General Wellesley, desembarca junto à foz do rio Mondego e dirige-se para Lisboa. De facto, era aqui que estavam as principais forças militares do Grand Armée. As tropas francesas, comandadas pelo General Delaborde, sofrem a sua primeira derrota, frente ao exército anglo-português, na batalha da Roliça, a 19 de Agosto. O que restou das tropas francesas retirou-se para a cidade de Torres Vedras, onde estava o quartel-general de Junot, totalizando uma força de cerca de 12.000 homens. Ao mesmo tempo, aos 14.000 soldados anglo-portugueses, juntavam-se mais 4.000 soldados ingleses, desembarcados na praia do Porto Novo, junto ao Vimeiro, onde se travou uma nova batalha, a 21 de Agosto, que marcou a derrota definitiva do exército francês.

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Após o desfecho final da Batalha do Vimeiro, a 22 de Agosto, os Generais Wellesley (Exército Luso-Inglês) e Kellermann (Grand Armée) assinaram, na Maceira, “o acordo de cessar-fogo, depois ratificado sob a designação de Convenção de Sintra, que permitiu às tropas francesas saírem do país e levarem consigo os saques feitos durante a ocupação“, afirma Isabel Luna (2010). Chegava, assim, a 1ªInvasão Francesa (1807-1808) ao antigo Reino de Portugal. Todavia, os Franceses só seriam expulsos definitivamente em 1811 com a derrota do General Massena diante das Linhas de Torres Vedras.

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Em Suma, visite o Oeste e surpreenda-se com a rota histórica das Linhas de Torres Vedras, onde poderá ter uma oferta turístico-cultural diferenciada, a poucos quilómetros de Lisboa. E segundo o Slogan da promoção desta rota cultural: “Mude o seu destino, onde mudámos o de Napoleão…”

Para mais informações:

Recriação Histórica da Batalha do Vimeiro 1808

Centro de Interpretação da Batalha do Vimeiro (Facebook)

Câmara Municipal da Lourinhã

Centro de Interpretação das Linhas de Torres Vedras (Rota Histórica)

Histórias de Torres Vedras (Blogue)

Texto: Rafael Oliveira | Fotografia: Oliraf Fotografia

BIBLIOGRAFIA:

ARÁUJO, Ana Cristina Bartolomeu de, «As Invasões Francesas e a afirmação das ideias liberais», in Luis Miguel Torgal; João Lourenço Roque (coord.), O Liberalismo (1807- 1890), vol. V de José Mattoso (dir.), História de Portugal, Lisboa, Circulo de Leitores, 1993.

BARATA, Manuel Themudo, TEIXEIRA, Nuno Severiano (dir.) – Nova História Militar de Portugal. Lisboa: Círculo de Leitores, 2004, vol. 3

Linhas de Defesa de Lisboa durante as Invasões Francesas / Linhas de Torres Vedras SIPA: Sistema Informação para o Património Arquitectónico. [Em linha]. [Consultado em 30 Dez. 2014]. Disponível na  internet URL: <http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=34579

LUNA, Isabel de – Linhas de Torres Vedras. Torres Vedras: Museu Municipal Leonel Trindade, 1997 (2ª ed. 2000; 3ª ed. 2003); ed. revista, 2010. FRÉMEAUX, Jacques, France: Empire and the Mère-Patrie, The Age of Empires, Edited by Robert Aldrich, Thames & Hudson, 2007, pp.152-155.

NEWITT, Malyn; ROBSON, Martin – Lord Beresford e a Intervenção Britânica em Portugal 1807-1820, Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais,2004 GOTTERI, Nicole – Napoleão e Portugal, Lisboa, Edições Teorema,2006. RODRIGUES, Paulo Miguel Fagundes de Freitas, A Ilha da Madeira e o Atlântico durante as Guerras Napoleónicas: a importância estratégica e a defesa, Dissertação de Mestrado em História Contemporânea, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Lisboa, Julho de 1998

PEDREIRA, Jorge, COSTA; Fernando Dores, D.João VI, Colecção Reis de Portugal, Temas & Debates, 1ªEdição, Lisboa,2009

NEVES, José Acúrsio das, História Geral da Invasão dos Franceses em Portugal e a Restauração Deste Reino, Off. de Simão Thaddeo Ferreira, 1810-1811. 5 v, disponível  em  Biblioteca Nacional  http://purl.pt/12098 >

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