📌 À descoberta de Monsanto: um olhar fotográfico da “Aldeia mais portuguesa de Portugal”.

📷 Majestosa, forte e alta. São três adjectivos que utilizo para descrever esta aldeia-monumento da região Centro de Portugal. Para mim, a aldeia histórica de Monsanto é a aldeia-rainha do Turismo Português.  Afinal, não há terra igual no nosso país! Trata-se da aldeia com maior consagração nacional, a comprovar estão os prémios de “Aldeia mais Portuguesa de Portugal” (1938), uma das doze Aldeias Históricas de Portugal e, mais recentemente, uma das finalistas da categoria de aldeia-monumento das 7 Maravilhas de Portugal® – Aldeias. Sabia que o  seu castelo medieval foi eleito, em 2007, uma das 7 maravilhas de Portugal?

📍Monsanto, Idanha-a-Nova, Castelo Branco, Portugal.

As Aldeias Históricas de Portugal são, na sua grande maioria, antigas povoações fortificadas localizadas junto à raia, isto é, junto à fronteira luso-espanhola. Monsanto, na ciência geográfica, é um Icelbergue, ou seja, um “monte-ilha” resultante dos agentes erosivos. Esta aldeia portuguesa é conhecida e apreciada pelas suas características singulares histórico-culturais e geográficas. Uma viagem curta, mas vivida intensamente. Monsanto é sempre uma boa surpresa para um viajante ocasional.

Monsanto
Gravura do Castelo de Monsanto in Livro das Fortalezas, Duarte d`Armas, c.1509, ANTT

Localizada no Municipio de Idanha-a-Nova, situada a meio caminho entre Penha Garcia e Castelo Branco, esta é uma das doze Aldeias Históricas de Portugal🇵🇹.  Há lugares que despertam o nosso espírito de viajante andarilho existente em cada um de nós. Ícone turístico da região da Beira Baixa, a Aldeia Histórica de Monsanto é uma experiência pelo património edificado e natural, bem como da autenticidade das suas gentes locais. Era uma ambição antiga que nunca se satisfazia como se aquela vontade [de viajar] acumulada por muitos anos nunca mais se fartasse  Monsanto mais do que uma aldeia, a meu ver, é um geomonumento.

A Igreja Matriz (ou de São Salvador) recebe-nos à entrada da “aldeia mais portuguesa” de Portugal. O viajante está em Monsanto. Aqui, o casario  granítico confunde-se com os “caos” de penedos que descem a encosta que observo atentamente. De facto, não é muito diferente do que  o escudeiro  ao serviço de El`Rei D.Manuel I  (1495-1521) desenhou nos princípios do século XVI. Por momentos, senti-me na pele Duarte D’Armas que desenhou este “guerreiro de pedra” na suas errâncias pela fronteira luso-castelhana.

img_20181105_200742_3441062676411.jpgMonsanto, uma aldeia portuguesa. Sabia que foi considerada a “Aldeia mais Portuguesa” de Portugal, em 1938, na vigência do regime Estado Novo? A réplica do Galo de Prata na Torre de Lucano (ou do Relógio) é uma evidência do passado desse concurso, organizado e desenvolvido pelo Secretariado de Propaganda Nacional (SPN), liderado por António Ferro. Este organismo tinha como objectivo a promoção da coesão nacional e do restauro das “tradições”, através, de concursos, discursos e guias de viagem. Através dos conceitos centrais – popular, o povo, a aldeia e a tradição – o Estado Novo (1933-1974) procurava instituir um universo simbólico que facilitasse a imposição da ideologia política do Salazarismo: a construção de uma identidade nacional.

monsanto (1)A Aldeia era o cenário perfeito para acções de propaganda da raça portuguesa ancestral. Simbolizava o reduto da nação portuguesa – antiga, rural, prestígio do núcleo familiar e da moral, trabalhadora, tradicional, pobre, cristã, honrada e genuína, isto é, o refúgio material e imaterial da conservação, desde tempos remotos, do modo de viver das comunidades, através da história, folclore, artesanato, da religião, sabedoria popular e do património edificado, em oposição ao Portugal cosmopolita e urbano. A política do regime Salazarista, enquanto sistema totalitário e fascista, pretendia evitar, a todo o custo, a “Proleitarização” dos Campos, isto é, defender a coesão nacional face ao massivo êxodo rural para as cidades em busca de novas oportunidades de vida.

 

img_20181107_202518_160-794935924.jpgO miradouro natural, junto ao Forno Comunitário, faz parar curiosos desde a subida do centro da aldeia ao topo da fortificação bélica local. É a parte mais antiga e o ponto mais alto da aldeia. O castelo fica situado num lugar íngreme e de difícil acesso. Nas minhas itinerâncias, a busca da curiosidade dos lugares leva-me sempre a subir a um ponto elevado. Não me fatigo. Nada me emociona que o deslumbramento da revelação de uma paisagem. Após a conquista por D.Afonso Henriques aos Sarracenos, a aldeia de Monsanto foi doada aos Templários. O Castelo de Monsanto foi construído no decurso do século XII pelo mítico Gualdim Pais (1157-1195), grão-mestre da Ordem do Templo em Portugal.

img_20181107_200751_771-2139980262.jpgEste “guerreiro de pedra” foi adaptado à morfologia do meio em que está inserido: as muralhas e a alcáçova fortificada serpenteiam ao sabor das enormes fragas e penedos graníticos. Hoje em dia restam pouco vestígios da torre de menagem. A sua missão era proteger a fronteira leste do Reino de Portugal, em conjunto com os castelos de Penha Garcia e Segura, face às investidas bélicas do Reino de Leão e Castela, visto que, durante a Idade Média, esta zona era muito vulnerável, instável e pouco povoada. Para tal, os primeiros reis da Dinastia Afonsina concederam-lhe Carta de Foral em 1174, 1190 e em 1217. Com um panorama visual 360º, do topo do castelo destacam-se a barragem Marechal Carmona e, ao fundo, o pequeno castelo de Penha Garcia. Para mim, um cenário à medida da Série da HBO “Game of Thrones”!  É difícil transmitir sensações perante esta paisagem singular capaz de deixar qualquer um 💯 fôlego.

monsanto (3)Segundo uma famosa a lenda medieval do cerco ao Castelo de Monsanto, os sitiados enganaram os castelhanos alimentando uma vitela com o pouco cereal que tinham. Julgando que os monsantinos estavam cheios de mantimentos, as tropas castelhanas decidiram levantar o cerco. A Festa de Santa Cruz, em Maio, honra a memória deste episódio da história local. À saída do recinto muralhado, ergue-se o antigo povoado primitivo em redor do Campanário, à esquerda, e da  Capela de São Miguel, à direita. A partir do século XV, os monsantinos instalam-se, progressivamente, na actual aldeia. Trata-se de um belo exemplar da arquitectura românica. Infelizmente, hoje, em ruínas. Mas, estas não deixam de ter o seu mistério. Afinal, as ruínas são o símbolo da passagem do tempo.  Nas proximidades, o viajante curioso poderá visualizar a Torre do Pilão e as respectivas sepulturas antropomórficas. Aqui, o viajante poderá sentir que o tempo não está aprisionado em sólidas muralhas de granito.

img_20181107_202113_845-1045289407.jpgSensivelmente a 758 metros de altitude, a alma de viajante andarilho, tal como o geógrafo Orlando Ribeiro, foi esmagada pelo paisagem envolvente. Monsanto não é apenas uma lição de História. É, também, uma lição de Geografia. De facto, as ciências geográficas e históricas caminham juntas. Ninguém fica indiferente aos inúmeros penedos e blocos graníticos que emergem do planalto da Beira Baixa: são os inselbergue ou montes-ilha. Estas formas de relevo esculpidas com mestria pela acção da natureza, através, dos agentes de erosão (ventos e chuva). A Rocha granítica, neste caso, mais resistente fica à superfície terrestre. Os blocos graníticos exemplificam a força “bruta” da Natureza e a fragilidade do ser humano. Continência aos agentes erosivos! O viajante alarga os horizontes da memória e geográficos. O espanto da novidade a qualquer instante. Natureza exuberante e surpreendente. A experiência directa, e não a leitura de livros, tornou-se no modo de conhecer o mundo real. Uma na forma de olhar o Mundo. É um território de natureza bruta. A largueza dos horizontes abre-nos para a eterna novidade do Mundo.

2018_0428_135837001039201416.jpgMonsanto não se resume ao velho e singelo castelo templário. Após uma prolongada e saborosa visita ao recinto muralhado do Castelo de Monsanto, e pelas vistosas paisagens envolventes, a visita continua numa inocente exploração dos sentidos. Descubro a casa do médico Fernando Namora que, entre 1944 e 1946, praticou medicina na aldeia de Monsanto. Construída em 1931, uma placa assinala a presença deste vulto da cultura literária portuguesa do século XX. Este escritor português amava a autenticidade e a solidão do Mundo Rural, ao contrário das vivências citadinas. O próprio sentia-se um “estrangeiro na cidade”. Estou certo que uma parte da sua obra literária foi inspirada e escrita nesta aldeia bem portuguesa. Veja-se o caso da obra “Nave de Pedra” (1975).

monsanto (2)À porta de uma casa de Monsanto encontro uma idosa tecendo e que saboreava a azáfama quotidiana de forasteiros que vêm visitar a sua singela aldeia. De súbito, ocorro-me a citação de um grande pensador e intelectual da nossa História, o Padre António Vieira (1608-1697):  “Somos o que fazemos. Nos dias em que fazemos, realmente existimos; nos outros, apenas duramos.” Os meus olhos depararam-se num objecto com características e formas peculiares. Perguntei-lhe na minha ignorância o que era. Respondeu-me: uma Marafona. Trata-se de uma Cruz de madeira vestida com aspecto de boneca (sem olhos, sem orelhas e nariz) com os trajes típicos da região de Monsanto, associada a cultos de fertilidade, utilizada para afastar o perigo das trovoadas e participa nos desfiles da festa da Divina Santa Cruz, no dia 3 de Maio. No final, optei por comprar a dita “Marafona” e pedi ainda a autorização para captar uma foto para levar como recordação. Um belo exemplo da tradição, identidade e folclore que faz desta aldeia uma das doze Aldeias Históricas do Centro de Portugal. Será que esta tradição irá perder-se? Interrogo-me. Só o tempo o dirá.

monsanto (4)A singularidade da sua localização num complexo rochoso, e construída no seio de um “caos” imenso de blocos de granito, a aldeia histórica de Monsanto, no concelho de Idanha-a-Nova, ganhou em 1938 o Galo de Prata e a designação da “aldeia mais portuguesa de Portugal”. Gente simples ocuparam penedos graníticos para vincar a dureza da vida quotidiana nestas latitudes. As pedras e o Homem. O Adufe e a Música. Os Horizontes e as suas Histórias. O Coração sentimental de Portugal. Coordenadas do tempo e do espaço em uma extensão sem precedentes. E um museu a céu aberto à História de Portugal e da Geografia Física. Presença e força que ditam a essência e singularidade da sua povoação. O Adufe e a Marafona são exemplo disso. Neste “Monte Santo” houve uma comunidade milenar que, ao longo dos milénios, soube adaptar-se ao meio envolvente.

Nas redondezas da aldeia histórica de Monsanto, não deixe de visitar:

  • a povoação raiana e as minas de Segura;
  • as termas de Monfortinho;
  • o Parque Nacional do Tejo Internacional;
  • o núcleo museológico do Paleozóico;
  • o Castelo e os moinhos etnográficos de Penha Garcia;
  • a povoação espanhola de Alcántara e o seu ex-libris: a Ponte Romana;
  •  o conjunto fortificado da aldeia histórica de Idanha-a-Velha.

Apesar de não ter nascido com passaporte de turista, como dizia o escritor Alves Redol, fui construindo uma paixão pela viagem. Viajar é aprender com o olhar. Estou no Centro de Portugal. Facto. Mas, há um dia da nossa vida que temos de descobrir um “Centro” que nos conduza pelo caminho das nossas fraquezas em busca de certezas. Monsanto é um belo exemplo da adaptação do Homem ao meio. Segundo Ernest Hemingway, a cidade de “Paris é uma Festa”. Já, para mim, Monsanto é uma Evasão. Aqui, existe uma harmonia entre o ser humano e a natureza. Durante as minhas viagens, tal como Fernando Namora, afasto-me da profissão para que o viajante possa emergir dentro de mim.

NÃO PERCA AS MINHAS AVENTURAS E OLHARES FOTOGRÁFICOS NO INSTAGRAM! UM ENCONTRO COM A HISTÓRIA, AO SABOR DAS IMAGENS…

Para mais informações:

Aqui poderá encontrar, por exemplo, extensa documentação e dicas sobre o património material e imaterial desta vila do Alto Minho nos seguintes links:

O website do Turismo da Região Centro oferece informação actualizada sobre a imensa do Centro de Portugal, sendo a melhor opção para começar a planear uma viagem à região. Recomendo, também, a consulta do sitio digital das Aldeias Históricas de Portugal, visto que permite descarregar mapas e um conjunto de informações sobre os transportes públicos, locais de interesse, museus, gastronomia, entre outros. Importa salientar que poderá pesquisar no site do Município de Idanha-a-Nova para saber mais informações e dicas para fazer e planear o seu roteiro pela aldeia histórica de Monsanto.

Monsanto está localizada a cerca de 25km a nordeste de Idanha-a-Nova. A estrada nacional N239 faz a ligação de Idanha a Monsanto num percurso com uma duração de cerca de 45m de carro. Se vem de Lisboa ou do Porto pela A1, deverá sair para a A23 na saída de Abrantes/Torres Novas. Na A23 saia pela saída de Alcains/Penamacor e siga as indicações para Idanha-a-Nova.

Coordenadas GPS: 40.0454776, -7.2296209

Ler mais em:

CASTELO-BRANCO, Salwa El-Shawan (ed.) ; BRANCO, Jorge Freitas (ed.). Vozes do Povo: A folclorização em Portugal. New edition [online]. Lisboa: Etnográfica Press, 2003 (generated 24 janvier 2019). Available on the Internet: Capítulo 9. O concurso “A Aldeia Mais Portuguesa de Portugal” (1938) >.

Documentário  “A ALDEIA MAIS PORTUGUESA DE PORTUGAL” realizado por António de Meneses (1938).

NOÉ, Paula – Os castelos da Ordem do Templo em Portugal. Lisboa: SIPA, 2016.

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

linhagraficaALL-oliraf-03

💻 Texto: Rafael Oliveira 📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

Follow me: @oliraffotografia on Instagram | Oliraf Fotografia on Facebook

FOTOGRAFIA✈︎VIAGENS✈PORTUGAL© OLIRAF (2019)

📩 CONTACT: OLIRAF89@GMAIL.COM

Anúncios

📷Roteiro Fotográfico pelo Reino de Espanha: as minhas sugestões para evasões histórico-culturais…

📷 El viajero en el país de Cervantes e Velásquez. O Reino de Espanha é um dos países mais turísticos e belos do Mundo. Amo Espanha como sempre amei Portugal. Para mim, tal como Ernest Hemingway, um dos meus países preferidos para realizar uma escapadinha cultural. Sugestões e impressões pessoais para um roteiro fotográfico pela essência do património histórico-cultural de “nuestros hermanos”. Sinta e viva o “salero” hispânico!

Com uma superfície de 504800 km² e quase 50 milhões de pessoas, a Espanha é um dos paises mais montanhosos do continente Europeu, depois da Suiça, conferindo uma dinâmica de paisagem que alterna entre cordilheiras, vales fluviais e vastos planaltos. Trata-se do país ideal para sugerir uma roadtrip ditada pela Geografia e História. Estas conferem uma singularidade própria e uma riqueza paisagística cheia de oportunidades de evasão! Pela minha experiência académica, profissional e pessoal, o Reino de Espanha tem dezenas de cidades e vilas que são merecedoras de uma visita sem pressa e para apreciar o que as rodeia. Deixo-vos,assim, 13 sugestões fotográficas para visitar no país de “nuestros hermanos”:

📍Salúncar do Guadiana (Andaluzia)

bloggertrip-algarve-funriversaluncarguadianaSalúncar do Guadiana: uma terra de fronteira. Situada nas margens do Guadiana, esta vila singela recebeu José Saramago, o nosso Nobel da Literatura (1998), esteve nestas paragens, em 1980, no âmbito da sua Viagem a Portugal. Deixo-me surpreender pela singularidade do casario branco de Salúncar do Guadiana e do seu “Guerreiro de Pedra” – o Castillo de San Marcos – que domina a paisagem envolvente. Esta pequena urbe nasceu da necessidade do controlo e vigilância do transporte de bens alimentares (trigo, azeite e mel) e de minério (ouro,prata e cobre), através do rio Guadiana, pelas  ocupações humanas sucessivas que a usavam na transição entre as rotas comerciais do Mediterrâneo e do Atlântico. Se tiver um lado mais radical, o leitor poderá aventurar-se na travessia do rio Guadiana na “ÚNICA TIROLINA TRANSFRONTERIZA DEL MUNDO”, pode ler-se na empresa limitezero.com. A paisagem arrebatadora entre Salúncar do Guadiana e Alcoutim – as duas vilas gémeas do rio Guadiana -, como afirmou José Saramago, permite viver esta experiência devagar e com tempo. Aventure-se. E surpreenda-se!

📍Ponte de Alcántara (Extremadura)

PonteAlcántara (3)

A majestosa e monumental Ponte Romana de Alcántara atravessa as serenas águas do rio Tejo. Trata-se de uma verdadeira atração turística e uma das razões de ter ido a estas latitudes. O cenário arquitetónico é um dos mais belos “rincones” emblemáticos dae toda a Extremadura Espanhola. Aqui, o viajante pode recuar até ao passado e imaginar as legiões romanas, hordas de povos bárbaros, mouros, castelhanos, portugueses e franceses pisaram estas pedras e passaram o rio Tejo rumo ao nosso país.  Para mim, está ponte não é uma passagem. É uma viagem através do tempo. Há pontes que são verdadeiras obras de arte que impõem respeito e admiração!

📍Olivenza (Extremadura)

Olivenza (2)

Olivenza mantém a essência de Olivença. Trata-se de uma agradável e pitoresca cidade fronteiriça da raia luso-espanhola. Para quem percorre o seu “casco histórico”, como referem os “nuestros hermanos” aos seus centros históricos. O viajante não fica indiferente à escala do seu património edificado de origem portuguesa. De facto, ao percorrermos a raia luso-espanhola descobrimos dezenas de antigos castelos medievais, de menor e maior escala. Todavia, o que realmente impressiona ao viajante é a Torre de Menagem de Olivenza mandada construir por Dom João II em 1488. É mais alta da fronteira, com cerca de 40 metros, sendo acessível por 17 rampas até ao topo. Daqui, contemplamos a monumentalidade de Olivenza, o demonstra a sua importância histórica, política e militar para o antigo Reino de Portugal, face a Castela. Afinal, foram mais de cinco séculos como território de Portugal. Com quase doze mil habitantes (2016), esta vila da Extremadura Espanhola, nas proximidades de Badajoz, é um ponto de (re) encontro entre as culturas portuguesa e espanhola. Afinal de contas, Olivença personifica duas faces da mesma moeda. Para muitos, “Olivença é filha de Espanha, neta de Portugal”.

📍Madrid (Comunidad  de Madrid)

Madrid (2)

A monárquica Madrid é a maior e mais povoada urbe da Península Ibérica e umas das maiores cidades europeias. Fundada nos meados do Século XVI, durante o “Sieglo de Oro”, por Filipe II de Espanha (Dinastia dos Áustria). Até ai, a maior cidade da “Jangada de Pedra”, como refere o Nobel da Literatura José de Saramago à Península Ibérica, era Lisboa. Mais tarde, em meados do Século XIX, esta foi suplantada por Madrid como a cidade mais importante da Península Ibérica. De facto, a posição central na Peninsula Ibérica foi vital para a fixação da corte dos Áustrias (Séc. XVI-XVII) na pequena urbe castelhana. Mais tarde, a Dinastia dos Bourbons (Séc. XVIII) ajudaram a fomentar s consolidação desta cidade como a “cabeça” da Monarquia Hispânica (e o “coração” da Península Ibérica). Em Madrid podemos destacar o famoso Palácio Real de Madrid, antiga residência real da Dinastia Bourbon, construído pelo neto de Luís XIV, Felipe V de Bourbon (1700-1746).

📍Sevilha (Andaluzia)

Lisboa-1-12

Sevilha é uma autêntica  cidade-museu ao ar livre. Com o rio Guadalquivir aos seus pés, a capital da Andaluzia preserva um importante legado patrimonial-cultural do Reino de Espanha. Sabia que Carlos V de Habsburgo e Isabel de Portugal, filha de D.Manuel I, casaram-se nestas latitudes? E que a descoberta do Novo Mundo fomentou o crescimento da cidade, em virtude do seu porto ser servido pelo rio Guadalquivir? Afinal, esta cidade andaluza não é apenas o berço do Flamenco. O seu património histórico-cultural revela-nos a importância e a sua beleza secular. Edificios como a Torre del Oro, o Archivo General de las Indias, a Catedral e a Giralda de Sevilha, o Palácio real de Sevilha, a Plaza de Espanã  e, mais recentemente, o Metropol Parasol são visitas obrigatórias. Todavia, o Archivo Geral das Indias, construido na 2.ªMetade do Século XVI, impressionou-me pela sua dimensão. Afinal, uma boa parte da documentação histórica – “burocrática” – do Império Espanhol encontra-se aqui.

📍San Lorenzo de El Escorial (Comunidad  de Madrid)

Escorial (2)Deixe para trás a agitação urbana de Madrid e faça uma pausa nos arredores da capital espanhola, nomeadamente um passeio pelas cercanías de Madrid. Porque não conhecer o Mosteiro de San Lorenzo do Escorial nas proximidades do Monte Abantos? A uma hora de Madrid, através da Linha C-3 da Renfe Cercanías, em pleno coração da Serra de Guadarrama, encontra-se o majestoso San Lorenzo de El Escorial, pensado pelo Rei Filipe II de Espanha, no século XVI, para comemorar a vitória na Batalha de San Quitín, ocorrida a 10 de Agosto de 1557, contra os franceses. Trata-se de um belo exemplar do estilo austero do arquiteto de Filipe II: Herrera. Suba ao mirador de Abantos para apreciar uma panorâmica do Mosteiro e, ao fundo, da malha urbana de Madrid. Aqui, a quase 50 Km de Madrid, o viajante poderá fazer uma caminhada pelos trilhos de natureza da Sierra de Guadarrama (e sentir o ar puro da natureza) sempre acompanhado pela envolvência monumental do Mosteiro del Escorial.

📍Valladolid (Castilla y León)

Valladolid (172)

Valladolid era uma perfeita desconhecida para mim. E acredito que também para muitos portugueses. Sabia que teve muita importância histórica entre os Reis Católicos e os Felipe (s) de Espanha. Felipe II de Espanha nasceu aqui. É uma cidade com imensa curiosidade histórica, seja na sua arquitectura urbana e religiosa. Quem diria que nesta cidade castelhana também existia um jardim – Campo Grande de Valladolid – para recreação dos seus habitantes, tal como em Lisboa. Ao final da tarde, podemos ver vários jovens a conviver, os mais idosos meter a conversa em dia, os mais traquinas nas suas fantasias e os mais graúdos a comer umas tapas. De facto, os Espanhóis sabem usufruir do espaço público. Cá para mim, só vão dormir a casa. Sabia que Cristóvão Colombo morreu, em 1506, nesta cidade?

📍Alburquerque (Extremadura)

AlburquerqueBadajozExtremadura (3)

De Lisboa a Albuquerque são cerca de 270 quilómetros. De Marvão, cerca de 70 km. A vila de Alburquerque está entre a cidade de Badajoz e a vila de Valência de Alcântara, bem no centro da antiga província romana da Lusitânia, na actual comunidade autónoma espanhola da Extremadura. Não vem nos roteiros  turísticos ou guias de viagem tradicionais, como a cidade de Badajoz, mas não precisava de tal distinção para merecer uma visita. É aqui que encontramos um dos mais imponentes – e bem preservados – “Castillos” da região e de toda Espanha (segundo o guia que nos fez a visita guiada gratuita ao recinto), mas a riqueza não é apenas histórica e arquitectónica,mas também paisagística. Dentro do seu  pequeno, mas acolhedor, centro histórico e do recinto muralhado começamos logo por descobrir histórias, pedras e símbolos familiares, de origem portuguesa.

📍Salamanca (Castilla y León)

fuji-x-t10-55

Após atravessar a região do “Campo Charro”, entre Ciudad Rodrigo e os arredores de Tordesilhas, chegamos à monumental cidade de Salamanca. A arquitectura exterior e interior da Catedral Velha e Nova cativa o olhar de qualquer viajante. Aqui, podemos sentir a influência e a importância do poder religioso e temporal nas dinâmicas urbanas ao longo dos séculos. Para Miguel de Unamuno, a cidade de Salamanca “…Es una fiesta para los ojos y para el espíritu. Ver la ciudad como poso del cielo en la tierra de las aguas del Tormes.” Acima de tudo, a cidade de Salamanca é um museu ao ar livre em que se destacam a Catedral Nova e Velha, o Palácio de Monterrey, Convento e Igreja de las Agustinas ou a Casa das Conchas, já a chegar à Plaza Mayor. Do topo da torre da catedral nova, podemos contemplar a arquitectura monumental desta cidade de Castilla y León. Ao fundo, podemos ver a transição do Campo Charro para as Tierras de Campo. Há muitas razões para visitar a “Monumental” Salamanca,uma cidade com uma vivência surpreendente. A “Coimbra Espanhola” deixa muitas saudades por quem passa.

📍Granada (Andaluzia)

img_20161112_221341A vista do Mirador de San Nicolás é arrebatadora! E qual a razão? A Alhambra detém o nosso olhar de espanto. De facto, esta cidade andaluza, Granada, encanta e admira qualquer viajante que chega pela primeira vez e a contempla. Granada é o Alhambra, o bairro Albaicín e o El Generalife. Veja-se a singularidade da Acequia Real do El Generalife: um verdadeiro paraíso. Foi construído pelos sultões nazarís para refúgio do quotidiano cortesão da Alhambra de Granada. Tal como eles, fujo das “massas” de turistas que inundam o complexo fortificado do Alhambra. Afinal, trata-se do monumento mais visitado do Reino de Espanha. Quem diria? Foi uma bela surpresa contactar com a simplicidade desta “Horta Real” com as suas fontes, hortas e belos jardins que nos transportam para outras latitudes. O Éden podia ser aqui. Esta cidade andaluza transmite boas vibrações a qualquer forasteiro ou viajante andarilho. Há cidades que nos tocam a alma. Granada é uma delas. E aquele momento em que recebes a notificação que o Turismo de Espanha partilhou, e mencionou, a tua foto na sua página oficial do Instagram.

📍Ciudad Rodrigo (Castilla y León)

Ciudad Rodrigo (38)

Entre Portugal e Salamanca, esta praça de fronteira foi palco de inúmeras guerras entre Cristãos e Mouros (Renquista Cristã),  Portugueses e Castelhanos (Guerra de Sucessão entre partidários de Isabel, a Católia e os partidários de Joana, a Beltraneja) e, mais tarde, entre  Espanhóis e Franceses (Guerra da Independência).  Com inúmeros edificios civis, militares e religosos que contam muitas estórias da história desta cidade da província de Salamanca. Destacamos o Castelo Medieval e o seu recinto de muralhas, bem como a Catedral de Santa Maria. Todavia, o marco histórico que ficou gravado na nossa memória foi a Torre de las Campanas que é um testemunho dos cercos cruéis durante a Guerra Peninsular (1807-1814) efectuados pelas tropas francesas de Massena (1810) e as tropas Inglesas de Wellington (1812). Ainda hoje, o viajante poderá ver oas marcas das balas de canhão efectuada pela artilharia de campanha.

📍Córdoba (Andaluzia)

Fuji X-T10 (113)

Ir a Córdoba é realizar uma viagem no tempo (e com tempo). Um encontro entre o Ocidente e o Oriente. Ao percorrer as suas ruas e bairros históricos,o viajante tem uma noção nitida da convivência e cruzamento de influências milenares entre Judeus, Muçulmanos e Cristãos que habitavam o Al-Andalus. Sabia que a Ponte Romana de Córdoba, atravessa pelo rio Guadalquivir, foi um dos cenários de Game of Thrones em Espanha? Se é um fã (nático) da Série da HBO deve recorda-se da Ponte de Volantis. Esta cidade andaluza contém património histórico-cultural com o selo da UNESCO, nomeamente o centro histórico, a Mesquita-Catedral,  as ruinas arqueológicas do antigo palácio califal de Madinat al-Zahra e o bairro Judeu. Foi o berço da antiga capital califado Omíada (929-1031), fundada por Abd al-Rahman III. Experimente fazer a Rota Omíada e deixe-se surpreender pelo legado arquitectónico e cultural da civilização islâmica de Espanha: o Al-Andalus. Sabia que Carlos V de Habsburgo, o rei-itinerante, salvou esta obra de arte da civilização islâmica para contemplação de imensos curiosos da História?

📍Santigo de Compostela (Galiza)

Silves-1-46

Se todos os caminhos vão dar a Roma, em Espanha, todos os caminhos vão dar a Santiago de Compostela. Quem não conhece, ou já percorreu, o caminho de Santiago? Localizada na Galiza, esta cidade é uma das capitais para os crentes que professam a religião cristã. Fruto do imenso e variado património edificado de cariz religioso, sendo o seu ex-libris a Catedral que, segundo a lenda, está sepultado o Apóstolo Santiago (Maior), um dos doze apóstolos mais próximos de Jesus Cristo, a cidade de Santiago de Compostela é património Mundial da Unesco. Anualmente, esta pequena cidade recebe centenas de milhares de peregrinos que percorrem o caminho de Santiago, vindos inúmeras latitudes do globo terrestre. Afinal, o caminho não é uma viagem, mas sim uma experiência de vida!

📍Mérida (Extremadura)

A imagem pode conter: céu e ar livreO “Templo de Diana”, assim lhe chamou D.Bernabé Moreno de Vargas no século XVI, é um dos ex-libris da monumentalidade da antiga capital da província romana da Lusitânia (uma das três províncias da Hispânia): Emerita Augusta. Segundo a historiografia local, foi construído no final do século I a.C ou no inicio do século I d.C. Na 2.ªMetade do século XX, após escavações arqueológicas, constatou-se que este templo era dedicado ao culto Imperial. Durante o século XVI,aproveitando a estrutura, o Conde de los Corbos construiu uma residência palaciana que permitiu a sobrevivência da primitiva construção da época romana. Apesar das semelhanças arquitectónicas e de culto com o Templo Romano de Évora, o espaço envolvente não é muito harmonioso.

NÃO PERCA AS MINHAS AVENTURAS E OLHARES FOTOGRÁFICOS NO INSTAGRAM! UM ENCONTRO COM A HISTÓRIA, AO SABOR DAS IMAGENS…

Para mais informações:

O website do Turismo de Espanha – Visit Spain – oferece informação atualizada sobre o destino Espanha. É a melhor opção para começar a planear uma viagem a Espanha,  permitindo descarregar mapas e um conjunto de informações sobre os transportes públicos, locais de interesse, museus, gastronomia, entre outros.

NÃO PERCA AS MINHAS AVENTURAS E OLHARES FOTOGRÁFICOS NO INSTAGRAM! UM ENCONTRO COM A HISTÓRIA, AO SABOR DAS IMAGENS…

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

linhagraficaALL-oliraf-03

💻 Texto: Rafael Oliveira 📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

Follow me: @oliraffotografia on Instagram | Oliraf Fotografia on Facebook

FOTOGRAFIA✈︎VIAGENS✈︎PORTUGAL © OLIRAF (2018)

📩 CONTACT: OLIRAF89@GMAIL.COM

📌À descoberta do F(O)LIO – Festival Literário Internacional de Óbidos: uma viagem literária e fotográfica pela vila-rainha da região Oeste.

📷 Bela e singela. São dois adjectivos para descrever esta vila medieval da região Centro de Portugal. Para mim, Óbidos é a vila-rainha do Turismo Português. Sabia que o  seu castelo medieval foi eleito, em 2007, uma das 7 maravilhas de Portugal? Afinal, não há terra igual no nosso país! 

Entre 27 de Setembro a 7 de Outubro de 2018 ocorreu o FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos. À boleia da minha nomeação como finalista da 1.ºEdição do Prémio Latitudes Viagens & Vantagens 2018 tive um excelente motivo para (re) descobrir o património edificado e o pulsar quotidiano de uma das mais singelas e belas vilas medievais do nosso país: Óbidos. Segundo o jornal Britânico The Guardian, esta vila literária é referida como uma das 10 melhores cidades do livro do mundo: “Óbidos is a beautiful, historic hilltop town with a wall that encloses a compact medieval centre filled with cobbled streets and traditional houses. The town – just over an hour north”. É graticante estar nestas LATITUDES, em especial, numa região bem familiar: o Oeste.

img_20181008_080745_641-1453401165.jpg

Esta vila-museu é um marco  histórico-cultural e paisagístico incotornável do Centro de Portugal, em especial, da identidade da região Oeste. El-Rei Dom Dinis (1261-1325) resolveu dar à sua jovem esposa D.Isabel de Aragão (1271-1336), em 1281, como dote a mais bela jóia da Estremadura: Óbidos. As rainhas dispunham, assim, de “casa própria”, de rendimentos, terras e,acima de tudo, de espaços para recreio e lazer, na sua grande maioria, por doação régia. Esta vila medieval esteve até 1833 inserida no património da Casa das Rainhas.  Ainda hoje, o viajante poderá comprovar o impacto do mecenato régio em inúmeros edificios que dão forma ao património edificado desta localidade. Com a implantação do regime liberal, a Casa das Rainhas foi extinta, por decreto de 18 de Março de 1834, pelo rei D. Pedro IV,  sendo o seu património, bens e rendas integrados no Estado Português.

img_20181009_085705_425-1846960023.jpg

Em Óbidos, as fotografias saem sempre bem e cheias de tonalidades cromáticas. As suas muralhas, castelo e o seu casario transportam-nos, através de uma máquina do tempo, até ao imaginário da época medieval! Enfim, esta vila do Centro de Portugal é, na minha subjetiva opinião, um belo e singelo relato literário para viajantes do tempo. O tempo da História. Da nossa História. É uma das mais ricas e perfeitas jóias da arquitectura militar da Estremadura. O Castelo de Óbidos e as suas muralhas adjacentes, segundo o arquitecto Raul Lino (1879-1974), são “um dos exemplares mais perfeitos da fortaleza medieval portuguesa”. Durante muito tempo, esta maravilhosa, singela e pitoresca vila de Portugal, esteve nas mãos dos Mouros, que tinham pelo local uma especial e justificável predileção. Todavia, o primeiro monarca do Reino de Portugal, em 1148, Dom Afonso Henriques, conquista esta fortificação aos Mouros. De seguida, o monarca ordenou a construção de uma cintura de muralhas erguida em volta do casario medievo e dos principais pontos estratégicos – as torres e as ameias – que vigiavam o litoral atlântico. Em 1195, o rei Dom Sancho I atribuiu a primeira Carta de Foral a Óbidos.

img_20181011_083534_227990401453.jpg

“O FOLIO é uma festa literária em Óbidos, Portugal”, podemos ler na página do Instagram do @foliofestival. Na minha minha opinião, este festival é um ponto de encontro de amantes da literatura, cujo enfoque são tertúlias literárias entre escritores e leitores com pontos de vista diferentes e irreverentes. Podemos afirmar, e confirmar, que este Festival Literário é um dos principais eventos de promoção da cultura literária em Portugal. Afinal, Óbidos, desde 2015, é a Vila Literária de Portugal consagrada pela UNESCO. Ao longo da Rua Direita, uma das ruas mais características e castiças de Óbidos, os amantes literários bucólicos e nostálgicos poderão encontrar e deparar-se, a cada passo, com inúmeros alfarrabistas, livrarias e diversas actividades relacionadas com a arte de bem escrever, bem como vestígios de civilizações romanas e islâmicas.

2018_0817_151957002079747747.jpg

“Amor de Perdição” em plena vila Medieval de Óbidos! Perdi-me neste imenso oceano Literário, em especial pela decoração da Livraria do Mercado. Situado na Rua Direita, este espaço original é um dos pontos mais procurados por turistas e viajantes literários, ocupando um antigo quartel de bombeiros. No seu interior podemos encontrar inúmeras estantes de livros feitas com caixas de frutas reaproveitadas, bem como um pequeno Mercado Biológico. Trata-se, a meu ver, do espaço ideial para comprar um livro usado ou novo de editores independentes.

img_20181015_184249_708-1962259849.jpg

A programação deste festival literário conta com uma vasta programação cultural e literária o que, por vezes, torna-se dificil optar pelas melhores apresentações de livros, debates e tertúlias entre escritores. Foi o caso da conversa sobre o Revisionismo Histórico entre José Pacheco Pereira e Fernando Rosas, organizada pela editora Tinta-da-China, que contou com imensa afluência do público. Afinal de contas, estes dois Historiadores são um dos maiores vultos da Historiografia e da Política do pós-25 de Abril em Portugal. Fernando Rosas, por exemplo, afirmou que o Historiador é um ser subjectivo e isso relecte-se no objecto de estudo. Já Pacheco Pereira, citando Max Weber, confessou que quem escreve História tem de ter uma certa empatia com o objecto de estudo. O debate teve lugar na Casa Tinta-da-China, com moderação de Bárbara Bulhosa, em que estava exposta um conjunto de retratos de escritores portugueses “Retratos 1970-2018”, tais como Sofia de Mello Breyner, António Lobo Antunes ou Valter Hugo Mãe, da autoria do fotógrafo Alfredo da Cunha.

Não deixe de fazer…

  • caminhar no areal da Foz do Arelho e na Lagoa de Óbidos;
  • fotografar um dos mais incónicos edificios religiosos da região Oeste: o Santuário do Senhor Jesus da Pedra;
  • assitir aos grandes eventos temáticos, tais como, Óbidos Vila Natal, Mercado Medieval e Festival do Chocolate;
  • conhecer  um dos maiores vultos da Arte Portuguesa, nomeadamente a colecção de pintura barroca de Josefa d’Óbidos (1630 – 1684) no Museu Municipal;
  • provar a famosa e saborosa Ginginha de Óbidos;
  • visitar a cidade das Caldas da Rainha;
  • ficar uma noite na Pousada do Castelo de Óbidos;
  • explorar os inúmeros encantos e recantos da vila medieval, em especial, as inúmeras livrarias que se situam ao longo da Rua Direita;
NÃO PERCA AS MINHAS AVENTURAS E OLHARES FOTOGRÁFICOS NO INSTAGRAM! UM ENCONTRO COM A HISTÓRIA, AO SABOR DAS IMAGENS…

Para mais informações:

FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos

ÓBIDOS – Turismo do Centro de Portugal

Câmara Municipal de Óbidos

Posto de Turismo:
Telefone: 262 959 231
E-mail: posto.turismo@cm-obidos.pt

✈ Como chegar:

Localizada a cerca de 80 quilómetros de Lisboa, a vila de Óbidos goza de bons acessos rodoviários (A8) e ferroviários (Linha do Oeste). A partir da capital portuguesa, a viagem  de Automóvel demora aproximadamente uma hora. É a melhor relação custo-tempo. Deverá optar pela A8  em direcçao a Leiria, até à saida 15 (Óbidos). Nos arredores, existem parques de estacionamento, junto ao Posto de Turismo, que são pagos. Se optar pelo Comboio, a Comboios de Portugal (CP) efectua o percurso entre Lisboa e as Caldas da Rainha (Linha do Oeste), com paragens na Estação de Óbidos. A viagem dura aproximadamente duas horas. Todavia, a estação encontra-se um pouco afastada, a cerca de 1,5 km, do centro histórico da vila, sendo a melhor entrada do lado norte da muralha medieval (Porta da Cerca). Poderá, também, apanhar um autocarro que faz o percurso Lisboa – Óbidos.

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

linhagraficaALL-oliraf-03

💻 Texto: Rafael Oliveira 📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

Follow me: @oliraffotografia on Instagram | Oliraf Fotografia on Facebook

FOTOGRAFIA✈︎VIAGENS✈︎PORTUGAL © OLIRAF (2018)

📩 CONTACT: OLIRAF89@GMAIL.COM

📝Blogue OLIRAF finalista da 1.ªEdição dos Prémio Latitudes Viagens & Vantagens da Via Verde.

✏︎ O Blogue OLIRAF, Alma de Viajante, Uma Foto Uma História, Contramapa e Porto Envolto  são os finalistas do Prémio Viagens & Vantagens. Esta é a primeira edição de uma iniciativa conjunta Via Verde e projeto Óbidos Vila Literária, que tem como objetivo eleger e premiar os melhores trabalhos de literatura digital (blogs), com temas de turismo e viagens, publicados sobre Portugal. A equipa do Viagens & Vantagens seleccionou, entre 13 candidaturas analisadas, os melhores trabalhos que mostrem os destinos nacionais de forma única e com o cunho pessoal do blogger.
Em Junho de 2018, resolvi inscrever o meu projecto de escrita e fotografia de viagens na 1.ª Edição do Prémio Latitudes Viagens & Vantagens, uma iniciativa da Via Verde e do projeto Óbidos Vila Literária para eleger e premiar os melhores trabalhos de literatura digital (blogs) com temas de turismo e viagens publicados sobre Portugal. Para este concurso literário da Via Verde, optei por concorrer com um artigo sobre o Cais Palafítico da Carrasqueira, localizado nas proximidades da Aldeia da Comporta (Alentejo). Para mim, ser um dos cinco finalistas, é uma enorme satisfação e realização pessoal, visto que dá uma maior motivação para continuar a inspirar e a publicar artigos de viagens sobre o nosso país.

Prémio Viagens e Vantagens

Parabéns, é finalista!

Temos o prazer de informar que é um dos finalistas ao Prémio Latitudes Viagens & Vantagens.

PARABÉNS!

Convidamo-lo/a a estar presente na cerimónia de entrega de prémios que decorrerá durante o festival FOLIO, em Óbidos, a 7 de outubro, pelas 17H00, na Casa José Saramago, onde serão anunciados o 1º Prémio e Menção Honrosa.

O evento será igualmente uma ótima oportunidade para reunir todos os bloggers de viagem candidatos num momento descontraído e de troca de experiências.

Ficamos honrados por poder contar com a sua presença.

Até lá,

A equipa do Viagens & Vantagens

O que é o Viagens & Vantagens ?

Com esta iniciativa,a  Via Verde, em parceria com a Óbidos Cidade Criativa da Literatura Unesco, promovem um concurso literário “Prémio Viagens & Vantagens”, cujo intuito é a promoção do turismo e a literatura de viagens em Portugal. Destina-se, assim, a premiar os melhores trabalhos publicados, entre 1 de Julho de 2017 e 30 de Junho de 2018, por autores de literatura digital, cujo o tema seja o turismo na vertente das viagens, promovendo o conhecimento cultural e social do destino Portugal e inspirando os leitores a partir à descoberta do país! Segundo Franciso Sequeira Esteves, responsável pelo programa Viagens & Vantagens da Via Verde, aquando do lançamento do prémio, a “ideia é proporcionar aos bloggers a oportunidade de conhecerem ainda melhor os destinos nacionais”.

Quais os Prémios?

O primeiro classificado terá direito a escolher 12 programas de lazer Viagens & Vantagens (máximo de €150 por programa), entre os mais de 70 que estão disponíveis na página Viagens & Vantagens, no site da Via Verde. O prémio da Menção Honrosa receberá três programas de lazer, do mesmo valor individual (€150 por programa).

Ao usufruir dos programas de lazer da Via Verde, os vencedores do Prémio Latitudes Viagens & Vantagens terão novas oportunidades de viajar por Portugal, e dando assim a conhecer através dos seus blogs o melhor do nosso país, bem como a partilhar as experiências no segmento Descobrir Portugal do site da Via Verde, promovendo os seus contéudos e respetivos blogues junto dos utilizadores diários da Via Verde.

FasePromocionaisBlogue (3)

O Júri do Prémio Latitudes Viagens & Vantagens 2018 é constituído No próximo dia 7 de outubro, às 17H, no FOLIO — Festival Literário Internacional de Óbidos, designadamente, na Casa José Saramago, os finalistas saberão o veredicto final do Júri constituido por um representante da Brisa – Via Verde, um representante do Turismo de Portugal (Centro de Portugal) e um membro do projeto Óbidos Vila Literária.

Será, assim, um bom motivo para (re) descobrir o património edificado e o pulsar quotidiano de uma das mais singelas e belas vilas medievais do nosso país: Óbidos, localizada na região Oeste. Segundo o jornal Britânico The Guardian, a vila literária de Óbidos é referida como uma das 10 melhores cidades do livro do mundo: “Óbidos is a beautiful, historic hilltop town with a wall that encloses a compact medieval centre filled with cobbled streets and traditional houses. The town – just over an hour north”.É graticante estar nestas LATITUDES, em especial, numa região bem familiar: o Oeste.

Quem acompanha, assiduamente, o blogue Oliraf sabe que tentamos aliar o melhor da arte fotográfica ao melhor da escrita de viagem, através das estórias da História. No fundo, o objetivo último é levar o leitor a viver as experiências dos lugares que tiver oportunidade de conhecer, ao sabor das imagens e da escrita. De qualquer forma, ser finalista é uma excelente oportunidade para celebrarmos a paixão por viajar e pela literatura de viagens em Portugal.

Folio

E o vencedor foi…

“Contramapa”, de Diana Guerra, com o artigo intitulado “Rio de Onor, uma das sete aldeias maravilha de Portugal”. Segundo Francisco Esteves, diretor do programa Viagens & Vantagens, da Via Verde, “aquele que maior curiosidade suscitou em visitar o destino que é descrito”. O blog premiado foi distinguido entre cinco finalistas: “Alma de Viajante” (com uma viagem à Mina de S. Domingos), “Uma Foto, Uma História…” (com uma visita os bosques de Bragança), “Oliraf” (que partilhou a visão sobre o Cais Palafítico da Carrasqueira) e “Porto Envolto” (que levou o leitor à Aldeia da Pena), que recebeu uma menção honrosa.

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

linhagraficaALL-oliraf-03

💻 Texto: Rafael Oliveira 📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

Follow me: @oliraffotografia on Instagram | Oliraf Fotografia on Facebook

FOTOGRAFIA✈︎VIAGENS✈PORTUGAL© OLIRAF (2018)

📩 CONTACT: OLIRAF89@GMAIL.COM

✏️À Conversa com a Hostelsclub: a primeira entrevista do blogue OLIRAF

📷 Deixo-vos a primeira entrevista do Blogue OLIRAF. Foi com gosto que aceitei o convite da Hostelsclub para falar um pouco da essência do meu projecto de escrita e fotografia de viagens. Para mais informações poderão consultar a entrevista aqui.

HostelsClubEntrevistaBanner

Um blog sobre a História de Portugal sob a objetiva de Rafael, um fotógrafo amador.

1. Olá Rafael. OLIRAF é o nome do blog… Pode explicar como surgiu a ideia do nome e da criação do blog?

OLIRAF, deriva de Rafael Oliveira. A ideia do nome para o blogue, de cariz mais pessoal, surgiu durante uma conversa, em 2008, com o meu amigo Vítor Fernandes (http://www.vifer-arte.com/), um artista plástico de Carnaxide, que aconselhou-me a criar um pseudónimo para a minha recente faceta artística, designadamente, a arte fotográfica. Em relação à criação do blogue OLIRAF surge no contexto da minha Licenciatura em História na FCSH-UNL, onde tinha o objetivo de fotografar e escrever sobre os diversos Castelos de Portugal Continental. Um pouco à semelhança do escudeiro real de D.Manuel I (1469-1521), Duarte d`Armas, que foi incumbido de registar e desenhar os inúmeros “Guerreiros de Pedra” ao longo da fronteira luso-espanhola. Ainda hoje, munido de uma máquina fotográfica, procuro materializar esta ideia. Por outro lado, o interesse pela História e Geografia são notórios no meu olhar fotográfico. E são elas que dão um contexto e a essência à minha visão do que é a realidade à minha volta. As minhas deslocações, sejam elas em trabalho, em contexto académico ou em férias, tem sempre um propósito fotográfico.

2. O seu blog tem como objetivo aproximar a História de Portugal ao leitor, pelas suas fotos. Quer explicar melhor o sentimento que quer mostrar às pessoas?

«Um olhar da História pela objectiva de um fotógrafo amador.» Esta frase resume a essência do meu blogue pessoal. Procuro aproximar a História e a Fotografia do leitor e levá-lo a vivê-la na primeira pessoa, lado a lado com as minhas experiências de viagem, partindo de terras e locais mais ou menos conhecidos pela maioria dos portugueses. De facto, o blogue percorre Portugal de Norte a Sul em busca de cidades e vilas que guardam e contam as marcas da nossa História e do nosso património natural e edificado. Aborda temáticas diversificadas, tais como, o património histórico-cultural, a paisagem, a gastronomia, o enoturismo as gentes que, de alguma forma, têm relação com o meu percurso de vida profissional e pessoal. Acima de tudo quero incentivar as pessoas a viajar pelos locais com História e a conhecer as gentes locais, fora dos locais turísticos. Através das palavras de Robert Baden-Powell, o fundador do Escutismo, procuro a minha inspiração: “(…) Procurai deixar o mundo um pouco melhor de que o encontrastes e quando vos chegar a vez de morrer, podeis morrer felizes sentindo que ao menos não desperdiçastes o tempo e fizestes todo o possível por praticar o bem.» É esta filosofia que quero passar as pessoas. Serem felizes. Aliás, as viagens são o melhor investimento pessoal, uma espécie de “currículo oculto”.

3. Diz ser um fotógrafo amador mas já recebeu alguns prémios pelas suas fotos e escrita. Que tal a sensação do seu trabalho ser reconhecido mesmo com pouca formação?

Sou um auto-didacta na fotografia, logo, a minha aprendizagem baseou-se na natural pulsão de representar a realidade. Tenho desenvolvido actividade profissional na área da gestão e tratamento documental de coleções de fotografia. Actualmente, dedico uma parte do meu tempo na investigação histórica e documental de acervos fotográficos. Citando um dos meus fotógrafos preferidos, Carlos Relvas, considero-me um fotógrafo amador, visto que, amo a arte fotográfica. É mais nesse sentido. Acima de tudo, tento ser profissional, ter paixão e honestidade quando elaboro um trabalho fotográfico ou artigo de viagem. Sim, é um facto que já recebi diversas nomeações e menções honrosas. Em Julho de 2015, tive a oportunidade de participar num Passatempo de Fotografia de Viagem, organizado pela Revista HAPPY WOMAN, Em virtude de ter ganho o prémio final, fiz um Workshop de Fotografia de Viagem, promovido pela RESTART, com o fotógrafo de viagens Nuno Lobito. Por exemplo, fui nomeado na categoria de Blogue de Fotografia Viagens nos BTL Blogger Travel Awards 2017 (2016 e 2017) e fui uma das 80 Histórias da 2ª Edição da Navigator Around the World in 80 Pages book. Confesso que é gratificante ver reconhecido o meu projeto fotográfico como Blogger Amador de fotografia e escrita de viagens. Sem eles, não teria tanta visibilidade, respeito, exigência e feedback que estou a ter neste momento. Esta entrevista é um exemplo. Importa salientar que, para criar um blogue de viagens, é preciso muita persistência, dedicação e acreditar nas nossas capacidades pessoais e intelectuais.

4. Quando pensa fazer uma reportagem fotográfica de algo sobre Portugal, como é que escolhe? Baseado em gostos pessoais ou em possíveis gostos dos leitores?

Na escolha de uma reportagem fotográfica procuro sempre visitar um lugar que nunca fui. Todavia, por motivos profissionais, sou “obrigado” a conhecer algumas regiões e cidades de Portugal, como foi o caso da minha ida, durante seis meses, para um projeto arquivístico numa instituição da cidade de Évora. No fundo, as minhas viagens são motivadas pelo gosto pessoal, ou seja, lugares com muita História, paisagens de tirar o fôlego e pelo conhecimento das pequenas estórias das gentes locais. Afinal, são as pessoas que fazem os lugares. São estas as três principais motivações para viajar. De seguida, opto por contactar com o que já foi escrito por diversos blogues de viagens, onde não pretendo repetir a mesma informação. Acima de tudo, procuro ser o mais genuíno e inovador possível. Em relação a possíveis gostos dos leitores, nunca organizo as minhas viagens em função dos leitores. Todavia, procuro receber algumas informações e dicas de locais que interessem ao público e que possa conciliar com o meu gosto de ser viajante do tempo.

5. Para finalizar, quais são os projetos que tem em mente para o futuro?

Vejamos, o futuro constrói-se com aquilo que aprendemos no passado e o que fazemos no presente. Palavra de Historiador. Neste momento, pretendo dar mais ênfase ao projeto fotográfico e apostar na escrita de viagens, através da diversificação de conteúdos, temas e países a viajar. Como aprendiz de viajante andarilho, citando o geógrafo Orlando Ribeiro, tenho muito a aprender e a conhecer em viagem. Para mim, as viagens são o melhor investimento de valorização pessoal. É uma espécie de “currículo oculto”. Em breve, consoante a minha actividade profissional, pretendo ir a Itália e aos Açores. Mas, o meu grande sonho é visitar a antiga colónia portuguesa de Goa (Índia). A Índia é um Mundo dentro do Mundo. E quem sabe, no futuro, contar as minhas peripécias e experiências de viagem em livro.

O que é a Hostelsclub?

Hostelsclub é um sistema de reservas online em mais de 35.000 instalações no mundo inteiro. O “target” é especialmente viajantes independentes, mochileiros e estudantes, onde a sua missão é ajudar a obter soluções económicas em termos de alojamento em diversas latitudes. Trabalham principalmente hostels como acomodação, mas também oferecem outros tipos de alojamento, como por exemplo, hotéis *, hotéis **, campings, casas de hóspedes, B&B, entre muitos outros. A título de curiosidade, recentemente juntámo-nos com a Ryanair, a maior companhia aérea de baixo custo na Europa, o que significa que agora muitas pessoas podem beneficiar de acomodação e dos bilhetes de avião visitando apenas um site! Além disso, os clientes também podem obter descontos especiais se forem estudantes Erasmus ou se tiverem o nosso cartão de membro – um cartão gratuito que garante desconto entre 5% a 40% em cada reserva feita no Hostelsclub.com.

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas

linhagraficaALL-oliraf-03

💻 Texto: Rafael Oliveira 📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

Follow me: @oliraffotografia on Instagram | Oliraf Fotografia on Facebook

FOTOGRAFIA✈︎VIAGENS✈PORTUGAL© OLIRAF (2018)

📩 CONTACT: OLIRAF89@GMAIL.COM

Bloggers Open World Awards da Momondo (2018): o blogue OLIRAF nomeado na categoria “Blog”…

Open World Awards – blogs que abrem o mundo…

Este ano, em Março de 2018, resolvi inscrever o meu projecto de escrita e fotografia de viagens nos Momondo Bloggers Open World Awards (2018) na categoria de “Blog” no concurso da plataforma de viagens Momondo! Há dezenas de blogs que abrem mundo a concurso, incluindo os ‘tubarões’ da blogsfera de viagens no nosso país.

Na última semana, recebi a seguinte mensagem de correio electrónico:

“Olá Rafael Carvalho de Oliveira,

A fase de votação online para os Bloggers’ Open World Awards da @momondo já começou e tu estás na corrida para chegar à final!

És, agora, responsável por espalhar a mensagem com os teus seguidores e assegurar que eles votam em ti – e podes fazê-lo partilhando o link:

https://www.momondo.pt/content/bloggers-open-world-award?blog_id=86

Após cumprir o critério minimo  de participação, o público irá eleger os blogues mais votados que  farão parte do lote final de  finalistas avaliados pelo júri. E o meu projecto está entre os eleitos.

Preciso,neste momento, da vossa preciosa ajuda para continuar a inspirar e a motivar as pessoas (e os leitores) a viajar pela História! VOTEM para o blogue OLIRAF passar à próxima fase e ser um dos finalistas da IIª Edição dos Prémios MOMONDO 2018.

Como votar?

Momondo

1) Clicar neste link  da votação, onde poderá visualizar o logotipo e o link do nosso blogue;

2) Inserir o primeiro e último nome e o e-mail (atenção 1 voto = E-mail). Depois de aceitar os Termos & Condições, clique em enviar;

3 ) Confirmar o voto através de um e-mail enviado pela Momondo na vossa Caixa de Correio eletrónico.

As votações…

Os 10 participantes mais votados pelo público e até 2 nomeados pela momondo serão os finalistas e serão avaliados pelo júri que escolherá o vencedor de cada categoria. O segundo classificado de cada categoria será o mais votado pelo público. As votações públicas estão abertas até ao próximo dia 18 de abril.

Aqui fica o link para votarem nos Momondo Open World Award.

Categoria Blog: Votar aqui

unnamed

Categoria “Blog”…

Segundo a Momondo, a “categoria BLOG é para os blogs pessoais de viagem. Aqui a qualidade da escrita é fundamental – deve ser interessante, informativa, e o estilo coerente e próprio. Mas o aspecto do teu blog também é muito importante – deve ser apelativo e tornar a leitura e navegação fácil e intuitiva; o aspecto deve estar alinhado com o conceito geral do blog.” Em virtude de ter concorrido, e ter sido nomeado,em diversos concursos de bloggers de viagens em Portugal, tais como, os BTL Blogger Awards (2016 e 2017) e no “Navigator Around the World in 80 pages” Global Writing Contest, decidi tentar a minha sorte na categoria que premia os bloggers que inspiram a viajar, através das palavras, isto é, através da escrita de viagens.

O que é a Momondo?

A momondo é um website de viagens gratuito e inspirador que compara milhões de voos, hotéis e carros de aluguer. Segundo a filosofia da marcar, o objetivo é “que todos deviam poder viajar o Mundo”, promovendo a curiosidade e a mente aberta para conhecer um mundo diversificado, contribuindo, assim, para a tolerância e o respeito pelo outro. A sua missão é oferecer “uma visão geral das opções de viagem disponíveis no mercado, sem adicionar taxas.”

Quem acompanha o blogue Oliraf sabe que tento aliar o melhor da arte fotográfica ao melhor da escrita de viagem, através da História dos lugares. De facto, o objetivo final é levar o leitor a viver as experiências dos lugares que tiver oportunidade de conhecer, ao sabor das imagens.

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas

linhagraficaALL-oliraf-03

💻 Texto: Rafael Oliveira 📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

Follow me: @oliraffotografia on Instagram | Oliraf Fotografia on Facebook

FOTOGRAFIA✈︎VIAGENS✈︎PORTUGAL © OLIRAF (2018)

📩 CONTACT: OLIRAF89@GMAIL.COM

📷 Bloggers e Fotógrafos de Viagem: as minhas sugestões…para o inspirar!

Vai viajar? Então leve na bagagem alguns fotógrafos que partilham as melhores fotografias de viagens.  Conheça alguns fotógrafos profissionais e “influencers” das redes sociais.

Ao longo do ano, as suas fotografias e histórias de viagens passam pelo nosso feed do Facebook e Instagram. São, na minha opinião, as maiores referências da blogosfera nacional  e da na área da fotografia de viagem. Falam-nos de locais com Histórias, rostos que os inspiram, viagens de experiências de vida que os mudaram e moldaram. Com diferentes estilos fotográficos, estes amantes da fotografia de viagem ajudam a um bom planeamento de uma reportagem de viagem, como estar no terreno, a escolha dos melhores cenários e dicas de como abordar as pessoas no contento de uma viagem. Veja as minhas sugestões destes viajantes extraordinários que nos revelam o seu olhar fotográfico:

 

📷 Daniel Rodrigues (@danirodriguesphoto)

Através de uma reportagem da RTP, tomei conhecimento do trabalho do fotógrafo Daniel Rodrigues. Recordo-me que teve de vender o equipamento fotográfico para “sobreviver” no Mundo da Fotografia. Saiu do anonimato, em 2013, com uma fotografia premiada no World Press Photo, na categora Daily Life. Se gosta de fotografia documental, recomendo o trabalho Iron Train (Mauritânia) e Arte Xávega (Portugal).

📷 Nuno Lobito (@nunolobito)

À boleia de um concurso de Fotografia de Viagens, promovido pela Revista Happy Woman em 2015, ganhei um Workshop de Fotografia de Viagens com o fotógrafo Nuno Lobito. Confesso que aprendi imenso com este fotógrafo. Afinal, trata-se do Português mais viajado do Mundo, como refere no seu perfil do Instagram. Em 2017, tive oportunidade de visitar a exposição Laços – Mais do que viajar, que esteve patente no Museu do Oriente.

📷 Joel Santos (joelsantosphoto)

O Joel Santos é economista de profissão. Todavia, como muitos outros, descobriu a sua verdadeira paixão: a fotografia. Hoje em dia, é fotógrafo profissional. Recentemente, em 2016, foi  o vencedor do Travel Photographer of the Year. É embaixador da Canon Portugal. Especializou-se em fotografia de paisagens, viagens e de natureza, onde destaco a qualidade técnica, enquadramento e edição  das suas fotografias.

📷 Viagens à Solta (@viagensasolta)

Confesso que o projecto do casal que dá corpo e alma ao Viagens à Solta é um dos mais fascinantes que costumo seguir nas redes sociais. Com uma qualidade técnica e escrita fora do vulgar, este blogue combina a fotografia e escrita de viagens com o gosto pela natureza. Para quem gosta de visitar locais fora dos roteiros turísticos tradicionais em Portugal, Espanha ou Marrocos, o blogue deste casal é um bom ponto de partida. É um blogue que diz sim a novas experiência. A seguir!

📷 Uma Foto, Uma História (@umafotoumahistoria)

Gostam de Histórias? Escrita e Fotografia de Viagem? Na minha opinião, o blogue do fotojornalista Gabriel Soeiro Mendes é uma bela combinação da escrita e fotografia de viagens. Tive oportunidade de o conhecer durante os prémios dos BTL Blogger Awards (2016) e num Workshop da Fujifilm Portugal em 2017. Para além do seu olhar fotográfico, aprecio imenso as suas palavras sobre as suas viagens. Recentemente, ganhou o Momondo Open World Awards (Open World) e ganhou três vezes consecutivas o melhor blogue de Fotografias de Viagens do concurso BTL Blogger Awards (2014,2015 e 2016). Um blogue que abre MUNDO!

📷 João Leitão Viagens (@joaoleitaoviagens)

O João Leitão é um dos viajantes com mais países no seu portefólio de viagens. Além das suas aventuras, o olhar fotográfico deste viajante português é uma verdadeira “delicia”. Apaixonado por Marrocos, no seu blogue podemos encontrar muitas viagens que misturam uma dose considerável de aventura. Recomendo.

📷 Alma de Viajante (@almadeviajante_oficial)

O “ferrari” dos Blogues de viagem em Portugal. Mas, sem luxos. Confesso que quando estou a planear uma viagem, o blogue do Filipe Morato Gomes é o meu ponto de partida para a minha viagem. Não escolho pela seu olhar fotográfico, mas sim pela sua escrita, sugestões e aventuras de viagem. Penso que é o seu ponto forte. Além disso, gosto imenso da sua humildade. Inspirador!

📷 Steve Mccurry (@stevemccurryofficial)

Steve Mccurry é um dos melhores fotógrafos para quem quer viajar para o subcontinente Indiano. O ponto forte deste fotógrafo norte-americano são as fotografias de viagem em que capta a expressão e o rosto de pessoas anónimas. Não é por acaso que a sua foto mais conhecida, é a da rapariga afegã dos “olhos verdes” que foi capa da revista da National Geographic.

📷 Sebastião Salgado(@sebastiao_salgado_photographs)

Sobre Sebastião Salgado? Dizem que uma “imagem vale mil palavras”. Ora, as fotografias deste fotógrafo brasileiro revelam a essência do nosso planeta.  Para mim, o fotógrafo dos fotógrafos de viagens. Não tenho palavras para o descrever. A obra Genesis fala por mim.

Fotografia. Viagens. Blogues. Inspiração.

Estas foram (e são) algumas das melhores sugestões de blogues e fotógrafos de viagens alimentadas por portugueses (e estrangeiros). Há seguramente outros feeds de grande qualidade que não mencionei (e que não descobri). Não foi fácil escolher os melhores amantes de fotografia de viagem, sejam eles fotógrafos profissionais ou amadores. De facto, a escolha de uma Fotografia que melhor ilustra a nossa viagem, é sempre uma escolha difícil, isto é, pessoal e subjectiva. Após esta selecção, creio que o leitor está apto para absorver os princípios básicos da fotografia digital e que a saibam aplicar no contexto da sua viagem.

Boas Viagens. E boas “Chapas”!

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

linhagraficaALL-oliraf-03💻  Texto: Rafael Oliveira 🌎 Fotografia: Oliraf Fotografia 📷

Follow me: @oliraffotografia on Instagram | Oliraf Fotografia on Facebook

Fotografia✈︎Viagens✈︎Portugal © OLIRAF (2018)

📌À descoberta de Madrid: dez experiências fotográficas de uma viagem à capital espanhola…

📷 El viajero en el país de Cervantes e Velásquez. Sugestões e impressões pessoais de um passeio fotográfico pelo “salero” da capital espanhola: Madrid, meus caros, Madrid!

A cidade de Madrid é a maior e mais povoada urbe da Península Ibérica e umas das maiores cidades europeias. Fundada nos meados do Século XVI, durante o “Sieglo de Oro”, por Filipe II de Espanha (Dinastia dos Áustria). Até ai, a maior cidade da “Jangada de Pedra”, como refere o Nobel da Literatura José de Saramago à Península Ibérica, era Lisboa. Mais tarde, em meados do Século XIX, esta foi suplantada por Madrid como a cidade mais importante da Península Ibérica. De facto, a sua posição geográfica no interior de Espanha e da fixação da corte dos Áustrias (Séc. XVI-XVII) e dos Bourbons (Séc. XVIII) ajudaram, a fomentar a hegemonia e a consolidação desta cidade como a “cabeça” da Monarquia Hispânica e o “coração” da Península Ibérica.

Uma viagem pela História do património monumental edificado de Madrid. Vamos, assim, à descoberta das gentes e lugares da Madrid de “nuestros hermanos”. Neste roteiro fotográfico iremos visitar o “casco” antigo desta cidade. Os spots fotográficos, ou “rincones”, em destaque, nesta escapadinha fotográfica são o Museu do Prado, a Plaza Mayor, Catedral de Almudena, Puerta del Sol, Palácio Real de Madrid, Parque do Retiro, o Mosteiro do Escorial, entre outros. Para os amantes do turismo cultural, de natureza e de gastronomia, esta escapadinha é uma boa opção de visita que combina actividades de lazer e culturais, com o descanso. Eis as minhas dez sugestões fotográficas da capital espanhola:

1. Percorrer a cosmopolita e agitada Gran Vía.

Madrid (1)

A “Broadway” de Madrid. Uma das melhores formas para conhecer a Gran Vía é deambular pela sua “Calle” que se estende entre a Plaza de España e a Calle de Alcalá. Ao percorrer a mesma, o peão poderá sentir a sua pequenez face ao tamanho de edifícios emblemáticos, tais como, da Telefónica, El Corte Inglês, Carrión e Metrópolis. Perca-se na agitação quotidiana de Madrid, aproveite para sentir o pulsar de uma das zonas favoritas para as actividades de comércio e de lazer da capital espanhola: o Callao. No Círculo de Bellas Artes poderá encontrar um “rooftop” com uma excelente panorâmica para a Gran Vía e para o emblemático edifício Metrópolis.

2. Visitar a “trilogia” de Museus do “Paseo de Arte”.

Madrid (4)

Um Hino à História de Arte. Se França tem o Louvre, a Espanha tem o Prado. Visitar o Museu do Prado, é sinónimo de Bosch, Ticiano, El Greco, Maino, El Greco, Ribera, Velásquez, Goya, entre outros. A minha sala preferida foi a Sala 12 com obras da Monarquia Hispânica do pintor Diego Velásquez, onde podemos encontrar a famosa obras das “As Meninas”, pintado em 1656 no Alcázar de Madrid. Se for no Horário Gratuito (18h-20h), recomendo estar uma hora antes para evitar filas. Não é possível tirar fotos na maioria do espaço museológico, à excepção de certos locais.  No Museu Rainha Sofia contemplei a obra Guernica, um grande painel pintado por Pablo Picasso, em 1937, que mostra, nua e crua, a crueldade da Guerra Civil de Espanha (1936-1939). O Paseo del Arte – PradoReina Sofia e Thyssen – são três museus essenciais numa visita a Madrid (e a menos de 15€). E a Arte aqui tão perto!

3. Capturar as melhores vistas do “Casco Histórico de Madrid”.

Madrid (5)

A Catedral de Almudena oferece aos visitantes uma das melhores vistas para o “Casco” Histórico e das Cercanías de Madrid. Por 6 € temos acesso ao Museu e à Cúpula da Catedral de Almudena, bem como a um dos melhores “rooftops” para apreciar a silhueta da arquitectura urbana da capital espanhola. São 360º de pura nostalgia pela Madrid dos Áustria e dos Bourbon, onde poderá ver a neve nos picos da Serra de Madrid (se for no Inverno), o Palácio Real de Madrid, Plaza de Espanha, entre outros edifícios e espaços icónicos da capital espanhola. Prepare a sua máquina fotográfica para captar as melhores vistas panorâmicas e o pulsar quotidiano de Madrid.

4. Passear pelos jardins de Madrid (Retiro, Sabatin, Campo del Moro).

Madrid (13)

O que mais me surpreendeu em Madrid? A trilogia de grandes espaços verdes formados pelo Parque do Retiro, Jardins de Sabatin e Campo del Moro. São estes os principais “pulmões” da capital espanhola. Se quer fugir da agitação quotidiana e aproveitar o espaço público para lazer, faça como os madrilenos e passeie umas horas por estes jardins e contacte com inúmeras espécies arbóreas de todo o Mundo. No Parque do Retiro aproveite para andar de barco a remos no Lago Grande, visitar as exposições temporárias no Palácio Velázquez, a Estátua do Anjo Caido e de Afonso XIII e, a jóia da coroa, o pavilhão de Cristal, um dos raros exemplares da arquitetura de ferro de Espanha. Uma viagem ao lado romântico de Madrid.

5. Assistir ao render da Guardia Real na “Puerta del Principe”.

Madrid (3)

O render da Guardia Real  é um dos momentos altos de uma visita a Madrid. Ocorre no  famoso Palácio Real de Madrid, antiga residência real da Dinastia Bourbon, construído pelo neto de Luís XIV, Felipe V de Bourbon (1700-1746). Pela manhã, e por inocência minha, deparei-me com a multidão de turistas que se concentrava na “Puerta del Principe”. Era o render da Guardia Real que se realiza entre as 10h e as 12h de Sábado. Uma experiência fotográfica fantástica e muito…real! Esto es Madrid!

6. Tirar uma foto junto à estátua ‘El Oso y el Madroño’ (Puerta del Sol).

Madrid (12)

A “Puerta del Sol” é uma das praças mais afamadas e concorridas da capital de Madrid. De facto, pude comprovar isso mesmo. Central, Movimentada e Emblemática poderiam ser os adjectivos para a descrever o “ponto de encontro” da capital espanhola. Ao percorrer esta “plaza” poderá encontrar o famoso relógio da Casa dos Correos, onde todos anos,os madrilenos passam o Ano Novo e a placa do quilómetro zero das inúmeras estradas rodoviárias espanholas que partem de Madrid. Junto ao símbolo que representa o escudo da cidade (e do Atlético de Madrid) – a estátua ‘El Oso y el Madroño’ -, os turistas tiram milhares de fotografias todos os dias. Ao centro da “plaza” podemos encontrar a estátua equestre de Carlos III, monarca da Dinastia Bourbon, que no século XVIII fez uma série de melhorias e reformas nas infraestruturas da cidade, modernizando, assim, Madrid.

7. Caminhar pelas Cercanías de Madrid (San Lorenzo de Escorial).

Escorial (2)

Deixe para trás a agitação urbana de Madrid e faça uma pausa nos arredores da capital espanhola. Porque não conhecer o Mosteiro de San Lorenzo do Escorial? A uma hora de Madrid, através da Linha C-3 da Renfe Cercanías, em pleno coração da Serra de Guadarrama, encontra-se o majestoso San Lorenzo de El Escorial, pensado pelo Rei Filipe II de Espanha, no século XVI, para comemorar a vitória na Batalha de San Quitín, ocorrida a 10 de Agosto de 1557, contra os franceses. Suba ao mirador de Abantos para apreciar uma panorâmica do Mosteiro e, ao fundo, da malha urbana de Madrid. A 50 Km de Madrid, o viajante poderá sentir o ar puro da natureza, sempre acompanhado pela envolvência do magnifico Mosteiro del Escorial.

8. Contemplar a Plaza Mayor: a Madrid dos Áustrias.

Madrid (10)

A Plaza Mayor de Madrid é o “coração” da capital Espanhola.  Das suas portas, as “Calles” são as “artérias” para descobrir os bairros históricos de Madrid, como por exemplo,  as ruelas e vielas de La Latina. Construída na primeira metade do Séc. XVII (1617), durante o “Sieglo de Oro”, no reinado de Filipe III de Espanha (1598-1621). A traça uniforme desta praça é da autoria do arquiteto Juan Gómez de Mora. Ao longo dos séculos, foi cenário de coroações reais, autos-de-fé, touradas e paradas militares séculos. Aqui, o viajante poderá viajar no tempo e sentir-se na Madrid dos Áustrias. De facto, ao chegarmos a este local, podemos dizer, com toda a segurança, o viajante está em Madrid.

9. Viajar no tempo pelo Palácio Real de Madrid.

Madrid (2)

Gosta de viajar no Tempo? Sim, então, tem de visitar o Palácio Real de Madrid foi, para mim, uma  viagem pela História da Dinastia dos Bourbons. Trata-se de um dos maiores Palácios Reais da Europa. Ao percorrermos os seus salões, podemos comprovar a sua dimensão, a riqueza artística e a decoração efectuada ao longo de quase três séculos pela Dinastia Bourbon, fundada por Felipe V (neto de Luís XIV). Após a visita, poderá visitar a impressionante colecção da Armería Real, onde podemos visualizar o espólio de armas desde Carlos V a Felipe IV. Obrigatório. Atenção: apresentar passaporte ou B.I para entrar e as mochilas (de grande volume) guardam-se num cacifo à parte.

10. Apreciar um “Sunset” no jardim do Templo de Debod.

Madrid (7)

Luz. A Luz de Madrid. Na minha opinião, uma das experiências fotográficas que mais gostei de viver na cidade de Madrid. Junto aos Jardins do Templo Debod (oferecido a Espanha, em 1972, pelas autoridades egípcias para evitar que ficasse submerso durante as obras da barragem de Assuão, podemos apreciar um dos belo pôr-do-sol e fotografar o espaço envolvente, onde emergem as silhuetas das pessoas, o espelho de água do património local e as vibrações da animação proporcionada pelos acordes um músico amador. Por questões de segurança, não foi possível visitar o interior deste templo egípcio do século II.a.C, dedicado ao culto aos deuses Amón e Isis.

Não deixe de fazer…

  • comprar umas antiguidades no mercado mais castiço de Madrid: o El Rastro;
  • uma escapadinha às cidades de Toledo, Segóvia, Ávila e Alcalá de Henares;
  • uma selfie na estátua de Ernest Hemingway na Plaza de Toros de las Ventas;
  • ver a bandeira de grandes dimensões na Plaza de Colón;
  • um tour pelo Estádio Santiago Barnabéu (Real Madrid);
  • visitar uma das maiores feiras de turismo do Mundo (Fitur);
  • ver a iluminação nocturna da fonte da Plaza Cibeles.
Não perca as minhas aventuras e olhares fotográficos no Instagram! Um encontro com a História, ao sabor das imagens…

Para mais informações:

Aqui poderá encontrar, por exemplo, extensa documentação e dicas sobre o património material e imaterial da capital espanhola nos seguintes links:

O website do Turismo de Espanha – Visit Spain – oferece informação atualizada sobre o destino Espanha. É a melhor opção para começar a planear uma viagem a Espanha. Já o Web oficial de Turismo Madrid  permite descarregar mapas e um conjunto de informações sobre os transportes públicos, locais de interesse, museus, gastronomia, entre outros. Importa salientar que poderá encontrar o posto de turismo para saber mais informações e dicas para fazer e planear o seu roteiro pela cidade. Para mim, esta é a melhor forma de começar a visita a Madrid: a Plaza Mayor.

Se quiser o roteiro de viagem elaborado pelo Blogue OLIRAF, o leitor poderá descarregar aqui: RoteiroMadrid2018.

✈ Como chegar:

Através da aplicação Go Euro fiz uma comparação das companhias de transporte com melhor relação custo-tempo. Optei por viajar de autocarro para Madrid com a Flixbus. O Autocarro é moderno e com excelentes condições a bordo (Wi-fi & Ar Condicionado). A viagem de ida e volta foi de 50 €, onde optei por viajar à noite. Aqui está uma excelente opção para quem não queira pagar uma noite de estadia. A partida é feita na estação de Sete-Rios, com passagem no Oriente, com destino à Estación de autobuses de Madrid (Estacion Sur). Chegado a Madrid, o viajante poderá adquirir um bilhete de MetroBus (12,20 € por dez viagens + 2,5 € pelo cartão) e apanhar a rede do Metro de Madrid na Estação de Méndez Álvaro.

🏠 Onde ficar:

Em Madrid existem inúmeras opções económicas de alojamentos, consoante o número de dias que irá ficar na capital espanhola. Bem perto da Plaza Mayor (Calle Mayor) e da Estação de Atocha (Calle Atocha), o Cat´s Hostel (Madrid) é uma excelente opção para quem queira ficar no centro da cidade de Madrid. Na minha opinião, os seus pontos fortes são a localização e o preço. Há inúmeras actividades, mas todas elas pagas. O pequeno-almoço deveria ser incluído, mas por 2€ pode tomar (uma opção económica em Madrid). O Hall do Hostel é um pátio Árabe. Razoável para quem queira ficar mais do um fim-de-semana.

🍜 Onde comer:

O El Meson de la Cervezaé uma boa sugestão para fugir ao turístico mercado de San Miguel (mas não dispensa uma visita para saborear a gastronomia madrilena e pelo ambiente que contagia qualquer um). Para quem quer um sítio calmo com uma boa relação custo-qualidade é uma excelente escolha. Já a Cerveceria Plaza Mayor é um típico velho bar de Madrid. Para quem queira apreciar o movimento quotidiano e desfrutar de um bom Bocadillo de calamares, este espaço é uma excelente opção na relação custo-qualidade. A San Ginés, a Chocalateria das Chocalaterias de Madrid. Entrar na San Ginés (1894) é saborear a tradição de comer uns Churros com Chocolate. Optei por levar um “recuerdo” de Madrid, nomeadamente uma caixa de chocolates com laranja. É uma excelente escolha para tomar um pequeno-almoço tradicional para quem visita Madrid

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas

linhagraficaALL-oliraf-03💻  Texto: Rafael Oliveira  📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

Follow me: @oliraffotografia on Instagram | Oliraf Fotografia on Facebook

 Fotografia✈︎Viagens✈︎Espanha © OLIRAF (2018)

📩 Contact: oliraf89@gmail.com

 

📌 À descoberta de Guimarães: um olhar fotográfico da cidade berço..

“Aqui nasceu Portugal”. Quem chega à Praça do Toural, não pode ficar indiferente a estas palavras. De facto, é a frase que todo o vimaranense tem orgulho de proferir, conta um transeunte local que tive oportunidade de abordar durante a minha “visita-relâmpago” ao Centro Histórico de Guimarães. Há lugares que respiram História. E Guimarães respira…

Guimarães (1)

O Centro Histórico de Guimarães encontra-se classificado, desde Dezembro de 2001, como património mundial da UNESCO. Ao percorrermos as ruas e as ruelas do centro histórico compreendemos a razão da sua distinção. Trata-se de uma cidade bem conservada, onde os seus edifícios e as ruas reflectem a construção e traça arquitectónica desde os tempos medievais até ao presente, com particular incidência entre os séculos XV e XIX.  Confesso que já tinha saudades de deambular pelas ruelas sem mapa e seguir ao sabor da arquitectura do local.

Panorama LargoOliveiraGuimarães

A cada passo respiramos História. Afinal, a cidade de Guimarães é conhecida por ser o “berço” fundador da nacionalidade e identidade Portuguesa. De facto, foi aqui que tiveram lugares os principais acontecimentos políticos e militares (a Batalha de São Mamede, em 1128, entre as hostes de D.Afonso Henriques e da sua Mãe, D.Teresa) que, mais tarde, levariam à independência do Condado Portucalense face ao Reino de Leão, ocorrida em 1139. Dai, a cidade de Guimarães ter um rico passado histórico, visto que  esta associada ao estabelecimento da identidade portuguesa e à língua portuguesa no séc. XII.

Para mais informações:

Turismo de Guimarães

Rota do Românico

Turismo do Porto e Região Norte de Portugal

Escapadinha de 3 dias pela Rota do Românico

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.linhagraficaALL-oliraf-03💻  Texto: Rafael Oliveira 🌎 Fotografia: Oliraf Fotografia 📷

Follow me: @oliraffotografia on Instagram | Oliraf Fotografia on Facebook

Fotografia✈︎Viagens✈︎Portugal © OLIRAF (2016)

📩 Contact: oliraf89@gmail.com

 

 

🌎 OLIRAF Blogger Trips 2017: 12 fotos, 12 olhares 📷

📷 Foi um ano de grandes e exigentes desafios. O ano 2017, para mim, foi um ano satisfatório a todos os nível pessoal, profissional e académico. Em virtude, da boleia da minha nomeação nos BTL Blogger Awards 2017, nomeado para a categoria de melhor blogue de fotografia de viagens, tive oportunidade de experienciar o que é a vida de um verdadeiro traveller, storyteller e fotógrafo de viagens. Considero-me um sortudo. Cruzei-me com pessoas e gentes de diversas latitudes. De facto, estamos cada vez mais numa «aldeia global». Não fico admirado com a noticia de Portugal ter sido eleito “Melhor Destino do Mundo” nos World Travel Awards. Lisboa é o “Melhor Destino para City Break” e a Ilha da Madeira “o Melhor Destino Insular”. de facto, o nosso país está na Moda!

Poucos sabem ser irreverentes e contar as suas experiências de viagem. É preciso ter muita vontade, coragem, motivação e tempo para escrever as nossas aventuras, neste caso, fotográficos. A minha nomeação para o passatempo da Navigator “Arround the World in 80 pages” é um exemplo. Sorte? Não, é apenas a ponta do icebergue do trabalho que não é visível. Ao longo deste ano, definimos como prioridade conhecer a região do Alentejo. Na minha opinião, um dos locais ainda genuínos do nosso país. Ao contrário do que gostaríamos, este ano não fizemos muitas incursões ao estrageiro, à excepção da visita à pitoresca vila luso-espanhola de Olivença. Alguns locais foram verdadeiras descobertas pessoais, outras foram confirmações das nossas expectativas…de viagem.

Como forma de celebrar o ano que chega ao fim, decidi seleccionar as 12 melhores imagens de 2017. Apesar da subjectividade visual, uma escolha pessoal, espero que gostem. Deixo-vos,assim, o Best of das minhas Blogger Trips de 2017:

ÁlbumSAAL (11)

  Aldeia de Monsaraz (Alentejo): o blogue OLIRAF foi nomeado para a 4ªEdição dos BTL BLOGGER TRAVEL AWARDS (BTL), considerados os “Óscares” dos Blogues de Viagens em Portugal, na categoria de “Fotografia de Viagem”. Depois de ter sido nomeado nos últimos dois anos (2016 e 2017), o meu projecto pessoal de fotografia e escrita de viagens continua a ser um incentivo para escrever e viajar pelas estórias da História. Confesso que esta nomeação foi um incentivo e uma promoção da minha paixão pela fotografia e pelo gosto da História, em consonância com o prazer de viajar. Há milhões de blogues por esse Mundo fora. Mais do que ser conhecido, é ver reconhecido a nossa paixão.

20935059_10211924981154048_1672253736091114983_o

 Évora, um olhar fotográfico: entre Março e Setembro de 2017, tive oportunidade de viver, trabalhar e viajar pelo Alentejo, designadamente na milenar Évora. Na sua obra “Viagem a Portugal”, o escritor José Saramago escrevia: “O viajante está em Évora.[…] Em Évora há, sim, uma atmosfera que não se encontra em outro qualquer lugar; Évora tem, sim, uma presença constante de História nas suas ruas e praças, em cada pedra ou sombra; Évora logrou, sim, defender o lugar do passado sem retirar espaço ao presente.” Ao longo de seis meses, viajei e visitei inúmeras cidades, vilas e aldeias desta região bem portuguesa, com a minha pequena máquina fotográfica Fujifilm X-T10. Contactei com o imenso património natural, edificado e, acima de tudo, com as gentes, igualmente com os seus problemas. À série de fotografias que resultou da minha experiência, todas a cores, optei por criar um Álbum Fotográfico Alentejo – Olhares Fotográficos“.

wp-image-349373846

 Cais Palafítico da Carrasqueira:  é uma engenhosa e criativa solução da comunidade piscatória da Carrasqueira (Comporta, Alcácer do Sal) para resolver o problema de acesso aos barcos durante a baixa-mar. As estacas de madeira penetram no sapal e estendem-se como os “tentáculos de um polvo” até ao estuário do Sado. Neste porto piscatório, os barcos atracam e no passadiço circulam as redes, os apetrechos, pescado e, mais recentemente, inúmeros turistas e curiosos para captar fotograficamente o espaço e o meio envolvente. Trata-se de um dos ex-líbris turisticos do concelho de Alcácer do Sal.

wp-image--1756095372

 Vila de Olivença: é uma agradável e pitoresca cidade fronteiriça da raia luso-espanhola. Para quem percorre o seu “casco histórico”, como referem os “nuestros hermanos” aos seus centros históricos, o viajante não fica indiferente à escala do seu património edificado de origem portuguesa. Com quase doze mil habitantes (2016), esta vila da Extremadura Espanhola, nas proximidades de Badajoz, é um ponto de (re) encontro entre as culturas portuguesa e espanhola. Afinal de contas, Olivença personifica duas faces da mesma moeda. Para muitos, “Olivença é filha de Espanha, neta de Portugal”.

wp-image-1358603614

 Ponte da Ajuda (Elvas): este exemplar da arquitectura manuelina – militar e civil – era o único meio de comunicação, no rio Guadiana, entre Elvas e Olivença. Dai, a sua destruição no contexto da Guerra da Sucessão Espanhola (1701-1714). Há projectos para a sua reconstrução, mas em virtude das querelas fronteiriças entre Portugueses e Espanhóis, tal não foi possível ainda. Assim, entre 1709 a 2001, quem quisesse visitar Olivenza, teria de passar a fronteira do Caia em Badajoz. Actualmente, o viajante pode transpor, sem qualquer dificuldade, o território português, graças à nova ponte da Ajuda, em betão armado e sem qualidade estética da anterior, construída e financiada integralmente pelo Governo de Portugal.

RotaMármoreVilaViçosa (14)

 Rota do Mármore (Vila Viçosa): o projecto da Rota do Mármore do Anticlinal de Estremoz é uma forma diferente de conhecer uma das mais antigas e produtivas superfícies de extração de mármores do nosso país: a a região do Alentejo. Trata-se de um belo exemplo do aproveitamento turístico, de cariz industrial e patrimonial, das pedreiras onde se extrai o “ouro branco”: o mármore. Através de uma visita guiada, o viajante poderá contactar com lugares invisíveis, com os valores históricos, culturais e patrimoniais dos concelhos que compõem a região do Anticlinal de Estremoz (Alandroal, Borba, Estremoz, Sousel e Vila Viçosa). Além da promoção desta rocha ornamental e o património edificado a ela associado, por exemplo o Palácio Ducal de Vila Viçosa, um dos valores desta rota turística é promover a típica gastronomia local e as belezas naturais que lhe dão cor e forma.

wp-image-1191445634

 Museu Militar de Elvas: trata-se de um dos mais importantes museus bélicos de Portugal Continental, onde podemos contactar com um acervo histórico-militar com mais de três séculos. Visitei este espaço museológico (situado nas antigas instalações do Regimento de Infantaria 8) durante o Encontro Nacional de Veículos Militares Antigos, onde podemos visualizar os veículos e carros de combate que pertenciam ao Exército e que foram recuperadas pela Associação Portuguesa de Veiculos Militares (APVM). A maioria faz parte do nosso imaginário (Chaimite, Berliet-Tramagal, UMM, Unimogs,etc), especialmente para os apaixonados por temas bélicos, visto que muitas delas ajudaram a escrever as páginas da História de Portugal.

2017_0716_12345100

 Castelo Medieval de Beja: um dos mais belos “guerreiros de pedra” da região do Alentejo. Destaca-se a imponente torre de Menagem Medieval do Castelo de Beja. Trata-se da maior de Portugal com quase 40 metros de altura. Daqui, contemplamos a  paisagem em redor e os campos de cereais, o que demonstra a  importância histórica, política e militar desta cidade milenar, fundada pelos Romanos (Pax Julia).Através deste exemplo, podemos comprovar que as fortalezas medievais eram formas de ostentação social, económica,militar e de autoridade dos seus senhores. É obra!

Raposa_RAC (1)

 Regimento de Artilharia de Costa: localizada na Fonte da Telha, a 6ªBataria foi desactivada em 1999. Depois disso, a grande maioria dos quartéis onde funcionavam as instalações militares desta unidade do exército português ficaram entregues ao tempo e a si próprios. Há uma excepção: a 6ªBataria da Raposa. Aqui, a Associação dos Amigos da Artilharia de Costa, o ajudante Castanheira e dois praças do Exército Português mantêm viva a memória e em bom estado de conservação uma das estruturas de artilharia em Portugal. Na imagem inicial, temos um antigo artilheiro Fernando Limão do RAC, junto de uma das três peças “Vickers” C. 23.4 cm da “Raposa”.

ÉVORA2017 (9)

 Luís Martins (Évora):  Nas nossas cidades, vilas ou aldeias de Portugal, há sempre uma figura que se destaca no meio do reboliço do quotidiano habitual e fazem parte do imaginário popular das mesmas. Postais vivos que identificam um território. São o rosto do imaginário popular.  O “Beato Salú” é um exemplo. Esta figura carismática deambula pelas ruas e vielas do centro histórico da cidade de Évora. Encarnou uma missão divina, diz ele. Na minha opinião, um Santo Popular. Como afirmou Padre António Vieira: “Há homens que são como as velas; sacrificam-se, queimando-se para dar luz aos outros.”

17039044_10210397128118677_3213618147759644373_o

 Silverbox Studio (Lisboa): Silverbox nasceu pela mão de um jovem casal Rute e Filipe. Ambos nutrem uma paixão pela arte fotográfica e, em especial, pelo processo de colódio húmido. Trata-se de um processo fotográfico muito utilizado na 2ªMetade do Século XIX por fotógrafos profissionais e amadores, entre os quais, o português Carlos Relvas. Sim, o pai do republicano José Relvas. Este estúdio fotográfico fora do comum, tem a fusão das técnicas fotográficas da segunda metade do século XIX com a estética do século XXI. O objectivo deste estúdio lisboeta é trazer de volta o ritual de ir ao fotógrafo e de fazer um retrato individual ou de grupo,à semelhança dos nossos antepassados.

wp-image--1063134413.

 Passatempo Navigator “Arround the World in 80 pages”fui uma das 80 Histórias seleccionadas, pela primeira vez, para integrar e dar cor ao livro “Around the World in 80 pages”, um passatempo do Grupo Navigator.  Esta segunda edição do Navigator Around the World in 80 Pages recebeu mais de 1350 histórias submetidas online. Este passatempo de viagens tem como objectivo premiar as melhores histórias em Inglês e as fotografias dos viajantes nacionais e estrangeiros que concorrem. Após uma profunda reflexão das melhores estórias da História e fotografias do portefólio  de viagens referentes ao ano de 2016, optei por concorrer com três fotografias que davam cor ao texto da minha viagem a Granada (Andaluzia,Espanha): Be a Time Traveller in Granada Heritage”.  Esta escolha, a meu ver, reflectiu a minha paixão pela literatura e fotografia de viagens, bem como a curiosidade pelo legado da civilização islâmica na Península Ibérica: o Al-Andalus.

23631959_10212563360953144_339272062640425859_o

E foi assim o meu ano de blogger amador. Mais do que uma viagem pelas estórias da nossa história, foi uma “panóplia” de experiências pessoais e colectivas que podem ser partilhadas digitalmente,mas que devem ser vividas na primeira pessoa. É isso que convido o leitor do blogue OLIRAF a fazer: viver estas experiências. Não haverá melhor sensação do que sair da nossa “zona de conforto”?

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

linhagraficaALL-oliraf-03💻  Texto: Rafael Oliveira 🌎 Fotografia: Oliraf Fotografia 📷

Follow me: @oliraffotografia on Instagram | Oliraf Fotografia on Facebook

Fotografia✈︎Viagens✈︎Portugal © OLIRAF (2017)

📩 Contact: oliraf89@gmail.com