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ūüďĆ√Ä descoberta de Granada (Andaluzia, Espanha): Alhambra, El Generalife e Bairro de Albaic√≠n…

ūüď∑ Um passeio fotogr√°fico pelo “Carmen” da Andaluzia‚Ķ

Granada √© uma cidade peculiar do Reino de Espanha. √Č um dos destinos mais visitados pelos turistas e viajantes no Reino de Espanha, apesar do destino preferido ser Barcelona ou Madrid. Com quase a superf√≠cie terrestre e popula√ß√£o de Portugal, a Andaluzia √© uma das maiores regi√Ķes e mais tur√≠sticas do Reino de Espanha. Para mim, uma das mais bonitas e singulares¬†deste Pa√≠s Ib√©rico. Recentemente, tive oportunidade de acompanhar uma visita de estudo do Departamento de Hist√≥ria de Arte da Universidade Nova de Lisboa a Granada e C√≥rdoba. Foi aqui que ganhei contacto com a Rota Cultural dos Om√≠adas: a Umayyad Route. ¬†Durante esta epopeia, tive oportunidade de contactar com o esplendor esplendor material e imaterial do antigo legado isl√Ęmico na Pen√≠nsula Ib√©rica: o Al-Andalus (711-1492).

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Aspecto parcial de Janelas do Alhambra de Granada, vista para o Bairro de Albaicín

E foi aqui. Como diria o professor Jos√© Hermano Saraiva num tom romanceado, que come√ßou a epopeia mundial castelhana. H√° 525 anos, a 2 de Janeiro de 1492, o √ļltimo basti√£o mourisco na Pen√≠nsula Ib√©rica rendia-se, ap√≥s longas negocia√ß√Ķes com o √ļltimo sult√£o Nazar√≠ de Granada, Boabdil, aos futuros Reis Cat√≥licos. Terminava, assim, a Reconquista Crist√£, iniciada nas Ast√ļrias por Pel√°gio. Abria-se uma nova porta para o Mundo: a descoberta das Am√©ricas, por Crist√≥v√£o Colombo. Ali√°s, o navegador ao servi√ßo da coroa castelhana, ap√≥s v√°rias tentativas recusadas pelo Rei de Portugal D.Jo√£o II (1481-1495), estava no acampamento militar de Santa F√© aguardando o desfecho das negocia√ß√Ķes para a rendi√ß√£o de Granada. Em Agosto de 1492, partia de Palos de la Fronteira (Huelva) rumo √† futura descoberta da Am√©rica. Todavia, apesar da intoler√Ęncia religiosa de Isabel de Castela e Fernando de Arag√£o, documentada no Decreto de Alhambra, o legado material e imaterial do Reino Nazar√≠ de Granada (1232-1492) ainda sobrevive nas pedras do Alhambra de Granada, nas encostas do casario branco de Albaic√≠n e nas montanhosas serranias das Alpujarras.

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Aspecto parcial do El Generalife e da Sierra Nevada

√Ä medida que caminhamos pelas ruas de Granada, apenas com um mapa do Centro Hist√≥rico e com o sentido de orienta√ß√£o apurado desde o tempo dos escuteiros, a cidade conquista‚ÄĎnos aos poucos, fazendo que n√£o desistirmos dela. Depois de atravessarmos a longa Gran Via de Col√≥n, deparamo-nos com a Porta de Elvira. A partir daqui, come√ßo a subir passo-a-passo o casario do Bairro de Albaic√≠n at√© a um dos miradouros mais concorridos pelos viajantes e curiosos numa visita a Granada: o Mirador de San Nicol√°s.

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Aspecto de uma Ruela do Bairro de Albaicín

Aquele momento no horizonte surgiram os contornos da Alhambra, o meu cora√ß√£o come√ßou a acelerar de tanta emo√ß√£o, face √† magnific√™ncia deste singular fortifica√ß√£o isl√Ęmica. Procuro um espa√ßo livre para me sentar no muro que fica defronte da Alhambra, que me permita contemplar de uma forma serena este magnifico exemplar da arquitectura isl√Ęmica em Espanha e, a meu ver, a n√≠vel Mundial.¬†Ningu√©m, seja um viajante, turista ou at√© mesmo um poeta, fica imune ao fasc√≠nio desta antiga fortifica√ß√£o isl√Ęmica. Agora, percebo a tristeza de Boabdil, durante o acto oficial entrega desta cidade e respectiva expuls√£o para um dom√≠nio nas Alpujarras. Durante a Guerra de Independ√™ncia Espanhola (1808-1814), os soldados de Napole√£o Bonaparte usavam as torres fortificadas do Alhambra para efectuar treinos de artilharia. Muitas foram destru√≠das.

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Jardins da Alhambra de Granada

Para mim, este √© um dos pontos de visita obrigat√≥rio a esta cidade andaluza. Este antigo complexo fortificado de pal√°cios do Reino de Granada, fundado pela Dinastia Nazar√≠ (1232-1492), mexe com qualquer pessoa. H√° algo de m√°gico nestas pedras. Ningu√©m fica indiferente, seja de noite ou dia, por mais livros, relatos, fotografias e v√≠deos que tenhamos visto. Mas, os viajantes n√£o v√™m ver a maioria da cidade de Granada. Em 1492, durante a rendi√ß√£o do √ļltimo reduto mouro na Pen√≠nsula Ib√©rica, os Reis Cat√≥licos n√£o ousaram destruir este imenso complexo. Estou certo, que apesar da sua intoler√Ęncia religiosa, ficaram maravilhados com a sua nova conquista. Dai, estarem sepultados na Catedral de Granada, situada no centro hist√≥rico da mesma cidade. Infelizmente, n√£o consegui visitar os belos e singulares t√ļmulos destes monarcas fundadores da unidade espanhola.

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Caligrafia √Ārabe, em estuque, da Alhambra de Granada.

Os viajantes v√™m ver o complexo edificado do Alhambra, com os seus pal√°cios, a hist√≥ria e a arte isl√Ęmica existente nesta cidade. De facto, o Alhambra de Boabdil det√©m o nosso olhar, seja √† noite ou durante o dia. O escritor-viajante Washington Irving (1783-1859) escreveu o seu livro – Cuentos de Alhambra – sobre o lado rom√Ęntico da Alhambra de Granada e do legado mourisco na Andaluzia. Neste livro, podemos encontrar diversas passagens e descri√ß√Ķes da vida quotidiana e rural da Andaluzia da primeira metade do S√©culo XIX. O El Generalife √© um verdadeiro para√≠so. Foi constru√≠do pelos sult√Ķes nazar√≠s para ref√ļgio do quotidiano cortes√£o da Alhambra de Granada. Tal como eles, fujo das “massas” de turistas que inundam o complexo fortificado do Alhambra. Afinal, trata-se do monumento mais visitado do Reino de Espanha. Quem diria? Foi uma bela surpresa contactar com a simplicidade desta “Horta Real” com as suas fontes, hortas e belos jardins que nos transportam para outras latitudes. O √Čden podia ser aqui.

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Acequia Real do El Generalife

Se h√° locais que parecem ter sa√≠do de um sonho, n√£o h√° d√ļvidas de que o Bairro de Albaic√≠n √© um deles. Acerca de 800 metros de altitude, o casario branco deste antigo bairro √°rabe transmite-nos uma sensa√ß√£o de paz ao percorrermos as suas vielas. Por momentos, sinto que fui transportado para a realidade bem lisboeta: a genu√≠na Alfama. Sente-se a nostalgia e o legado da popula√ß√£o √°rabe que habitou nestas ruelas e vielas. E, claro, da sua arquitectura urbana – Carmen – que se estende desde o miradouro de San Nicol√°s at√© ao rio Darro. Ali√°s, ainda hoje, existem lojas de “recuerdos” e restaurantes de origem magrebina, junto ao Paseo de los Tristes.

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Vista Geral do casario branco do bairro de Albaicín

H√° uma Andaluzia que todos conhecem e uma outra que s√≥ se d√° a desvendar por quem entra por esta regi√£o adentro, disposto a deixar-se interpelar pela sua singular beleza de cada monumento, bairro, igreja ou museu. Esta cidade andaluza encanta e admira qualquer viajante que chega pela primeira vez e a contempla. Acima de tudo, a ess√™ncia desta cidade andaluza √© o complexo fortificado do Alhambra, o bairro Albaic√≠n e o El Generalife. Os tr√™s s√£o patrim√≥nio mundial classificado¬†pela UNESCO. Confesso que a Andaluzia, e em especial Granada, transmite boas vibra√ß√Ķes a qualquer forasteiro ou viajante andarilho. H√° cidades que nos tocam a alma. E Granada √© uma delas. Um verdadeiro Carmen na terra.

‚úą Como chegar:

Granada

Fonte: Visit Spain

O website do Turismo de Espanha – Visit Spain – oferece informa√ß√£o atualizada¬†sobre os meios de transportes mais acess√≠veis para visitar Granada. No meu caso, como fomos numa visita de estudo, optou-se pela viagem de Autocarro de Turismo desde Lisboa. Desde Lisboa a Granada – ida e volta – s√£o quase 1500 Km. H√° duas op√ß√Ķes: ir pela fronteira algarvia – Ponte Internacional do Guadiana – ou pela Alentejana – Fronteira de Elvas/Caia. A meu ver, a √ļltima √© a op√ß√£o mais econ√≥mica e com maior fotogenia durante o trajecto rodovi√°rio. Todavia, poder√° fazer os dois trajectos rodovi√°rios: Lisboa-Algarve-Sevilha-Granada e Granada-C√≥rdova-Zafra-Badajoz-Lisboa.

ūüŹ† Onde ficar:

Estive dois dias alojado no Hotel Carmen de Granada. Adorei os quartos e a localiza√ß√£o do Hotel. E a vista desde o rooftop do Hotel Carmen. Est√° pr√≥ximo do Centro Hist√≥rico da Cidade de Granada. As instala√ß√Ķes s√£o espectaculares. Boa Rela√ß√£o Custo/Pre√ßo. Quer conhecer mais sobre este hotel? Poder√° visitar em¬†www.hotelcarmen.com¬†e descobrir as ofertas desta unidade hoteleira de 4 estrelas em pleno centro de Granada.

ūüď© reservas@hotelcarmen.com

ūüćú Onde comer:

Na La Teteria del Bueno, em pleno Bairro Histórico de Albayzín, podemos saborear com calma um chá de menta, tipico de outras latitudes. Por exemplo, Marrocos. E no frio da noite de Granada, este tem outro sabor. Aqui, podemos saborear a essência do Al-Andalus.
Como diz o lema da casa: “Casa andalus√≠: algo de comer,algo de beber,y mucha paz…”

Calle Banuelo 5, 18010 Granada, Espanha   +34 958 22 41 97

ūüĆŹPara mais informa√ß√Ķes:

Aqui poder√°¬†encontrar, por exemplo, extensa documenta√ß√£o e dicas sobre o patrim√≥nio material e imaterial desta cidade andaluza. Consulte mais dicas & informa√ß√Ķes sobre o que ver, fazer e comer nos seguintes links:

Turismo da Andaluzia (Oficial)

Ayuntamento de Granada (Turismo)

Granada Heritage (Unesco)

Visitar o Complexo do Alhambra (Oficial)

Umayyad Route (Espanha)

Nota importante [ūüϧ]

As presentes informa√ß√Ķes n√£o t√™m natureza vinculativa, funcionam apenas como indica√ß√Ķes, dicas e conselhos, e s√£o suscept√≠veis de altera√ß√£o a qualquer momento. O Blogue OLIRAF n√£o¬†poder√° ser responsabilizado pelos danos ou preju√≠zos em pessoas e/ou bens da√≠ advenientes. Se quiser¬†partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poder√° faz√™-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

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4 thoughts on “ūüďĆ√Ä descoberta de Granada (Andaluzia, Espanha): Alhambra, El Generalife e Bairro de Albaic√≠n…

  1. ‚ÄúH√° algo de m√°gico nestas pedras. Ningu√©m fica indiferente, seja de noite ou dia, por mais livros, relatos, fotografias e v√≠deos que tenhamos visto‚ÄĚ , yo no lo hubiera descrito mejor, pero a√ļn as√≠ es una sensaci√≥n que hay que vivirla para entenderla. Genial post Rafael

  2. maria estevez gomes dzigan diz:

    realmente, o ar, as edifica√ß√Ķes, os jardins s√£o m√°gicos. durante esse passeio nos sentimos em √©poca diferente da que estamos vivendo.

    • Muito Obrigada, Maria Dzigan. De facto, Granada √© um verdadeiro hino ao legado da arquitetura isl√Ęmico na Pen√≠nsula Ib√©rica.
      Votos de boas viagens, se for o caso.

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