Eventos Turísticos, Fotografia, Viagens

OLIRAF nomeado para melhor “Blogue de Fotografia de Viagens” pela BTL Blogger Travel Awards 2016

 

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BTL Blogger Travel Awards 2016

Caríssimos leitores,

A 28ª edição da BTL – Feira Internacional de Turismo – realiza-se entre os dias 02 a 06 de março, no Parque das Nações, em diversos pavilhões da FIL.É a maior feria de turismo em Portugal. Paralelamente ao evento, irá decorrer a  3ªedição dos BTL Blogger Travel Awards que vai eleger os melhores blogues portugueses nas categorias: Melhor Blogue de Viagens Pessoal, Melhor Blogue de Viagens Profissional, Melhor Blogue de Fotografia de Viagens.

De resto, o blog “OLIRAF” concorre nas seguintes categorias:

  • Melhor blogue de fotografia de viagens
  • Melhor blogue de viagens eleito pelo público

 

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Um sonho tornado realidade!

Obrigado à BTL – Feira Internacional de Turismo Lisboa/Portugal pela nomeação do meu blogue para a categoria de “Melhor Blogue de Fotografia de Viagens”.

É um privilégio estar entre os melhores blogues de viagens em Portugal. A maioria são blogues de profissionais e eu sou um simples amador que, todavia, gosta do que faz. É gratificante ter “feedback” e sermos reconhecidos.

Em suma, não poderia estar mais contente com o a nomeação do meu projecto “OLIRAF” pela BTL, um hino ao que é viajar por Portugal e pelo Mundo através de imagens com muita História! Julgo que com esta nomeação irei ter mais responsabilidade em mãos, o que me irá obrigar a trabalhar ainda mais para arranjar e a procurar novos conteúdos que venham ao encontro dos meus gostos pessoais e do público.

Assim, venho humildemente pedir o vosso voto. Basta aceder a este link ou ao botão abaixo, procurar o meu nome “OLIRAF” ou “oliraf”) e votar. As votações terminam no próximo dia 4 de Março.

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A entrega dos prémios da BTL Blogger Travel Awards será no dia 5 de Março entre as 16h e as 17:30 no  auditório 3 do pavilhão 3 da FIL.

Há muitos outros blogs de viagem de qualidade escritos por viajantes portugueses. Que o ano de 2016 seja um ano repleto de coisas boas para a blogosfera de viagens em Portugal!

Não tenho palavras para descrever o momento. Juntos podemos dar mais cor a este prémio!

OBRIGADO! Bem Hajam! Hoje e sempre…

Se só descobriu o blog  agora…

OLIRAF lost in Lisboa

Deixo uma seleção de cinco textos com os assuntos mais populares deste blog…

  1. AS FORTIFICAÇÕES DE ORIGEM PORTUGUESA EM MARROCOS…
  2. Explorando a cidade do Porto, Portugal, em poucos dias…
  3. ALDEIA HISTÓRICA DE CASTELO MENDO: PEDRAS COM HISTÓRIA…
  4. BATALHA DO VIMEIRO: ADEUS, JUNOT
  5. UMA AVENTURA RUINOSA PELA 2ª BATERIA DA PAREDE (REGIMENTO DE ARTILHARIA DA COSTA

E o Mundo aqui tão próximo de nós…

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#‎btl‬ ‪#‎btl2016‬ ‪#‎bloggertravelawards‬ ‪#‎melhorblogue‬ ‪#‎bloguepreferido‬ ‪#‎opublicoescolhe‬

Texto: Rafael Oliveira  | Fotografia: Oliraf Fotografia

All works ©Rafael Oliveira (OLIRAF)

Contact: oliraf89@gmail.com

 

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Fotografia, Portugal (Terras), Roteiros por Lisboa, Viagens

Olhares da Mouraria…

Caro leitor/a,

Com este post apresento um novo conceito para o blog: a fotografia em ambiente urbano. A oportunidade de fotografar o Martim Moniz e o Bairro da Mouraria surgiu no âmbito de um Workshop de Fotografia de Viagem, organizado pela RESTART e pelo fotógrafo profissional de viagens, Nuno Lobito, no Verão de 2015. Desafiamos-lo,desta vez, com um roteiro para desvendar o melhor de Lisboa, neste caso, uma tarde bem disposta neste bairro  que ,para mim, é um dos mais interessantes da capital.

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No Bairro da Mouraria, onde se insere a praça do Martim Moniz, sentimos África, o Médio Oriente ou até mesmo a Ásia. Há uma  mescla de mar de gente na labuta quotidiana. Aqui, estamos em Portugal, mas também sentimos o MUNDO, embrenhado nas ruas, na língua, nos costumes. Tudo concentrado neste bairro.

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Em tempos idos, este bairro no centro da capital lisboeta era sinónimo de má fama. Todavia, e com o passar dos anos, passou a ser um destino obrigatório para quem queira conhecer projetos culturais e espaços de restauração na cidade de Lisboa. Lisboa, de facto, está na moda.

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O Multiculturalismo de Lisboa…

Após a conquista de Lisboa por D.Afonso Henriques, em 1147, uma grande parte da população islâmica optou pela fuga para o Norte de África (Magrebe) e para as cidades próximas da al-Ushbuna (الأشبونة), topónimo árabe da cidade de Lisboa, que ainda estavam sob domínio muçulmano. Todavia uma parte da comunidade islâmica ficou confinada à Mouraria, mantendo os seus costumes sob protecção régia. Ao longo da história da urbe lisboeta, esta área sempre foi um pólo dinamizador do crescimento urbano, cultural e populacional. Assim, os habitantes da Mouraria são descendentes «directos» da população que residia em Lisboa antes da (re)conquista cristã e os actuais são a força viva da faceta do multiculturalismo secular desta cidade,onde vivem tantos negros, brancos como amarelos.

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FOTOGRAFAR AS GENTES DO BAIRRO

A poucos passos da praça Martim Moniz, podemos encontrar um Mundo verdadeiramente desconhecido. Será que estamos em Portugal? Sim, estamos na Mouraria. As fotografias feitas às gentes do bairro parecem ter sido registadas em vários locais do mundo, tal é multiplicidade de raças e credos neste bairro lisboeta. Antes de fotografar as gentes anónimas visíveis peça sempre a autorização,mas sem estragar o “momento”.

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UMA DAS MELHORES VISTAS DE LISBOA

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O remate final. Por sugestão de um amigo, vim até este “spot”: o restaurante bar ‘Topo’ Para acedermos ao mesmo, temos de subir o elevador do Centro Comercial do Martim Moniz até ao 6ºandar. Ao chegarmos ao “Topo” deparamo-nos com uma assombrosa vista panorâmica sobre a paisagem urbana de Lisboa. Dali avistamos o Castelo de São Jorge logo ali à frente, a praça Martim Moniz, o miradouro da Graça e da Senhora do Monte.  Se quer ver um “Sunset” ou um Sol de Inverno, a hora fantástica é pelas 17h30/18h.

O bar-restaurante “Topo” é um espaço ao ar livre, num ambiente moderno, de bom gosto e com boa música (tem DJ ao vivo). O forte do bar são os cocktails. Se quiser algo sem álcool opte pela ‘pineapple and lime’ (€4,50). É d-i-v-i-n-a-l.  Para mim, que vivo há alguns em Lisboa, esta foi uma das surpresas mais interessantes da cidade. De facto, nunca conhecemos a 100% os cantos da nossa urbe.

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Porque não aproveitar um sábado, um domingo ou uma folga durante a semana para descobrir o ambiente e a essência da praça e deste bairro? Vá, siga os meus conselhos e desfrute do “sabor” da vida e do que a nossa cidade de Lisboa tem para lhe oferecer.

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E o Mundo aqui tão próximo de nós…

Texto: Rafael Oliveira  | Fotografia: Oliraf Fotografia

All works ©Rafael Oliveira (OLIRAF)

Contact: oliraf89@gmail.com

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Fotografia, Património Edificado & Monumental, Regimento de Artilharia de Costa (RAC), Ruinas

Uma aventura “ruinosa” pelo Forte de Alpena – Trafaria

Uma aventura “ruinosa” pelo Forte de Alpena

É com muito prazer que apresentamos esta reportagem fotográfica, que agora publicamos no blog OLIRAF, sobre a Bataria de Alpena, uma  antiga unidade militar do Exército Português, que se encontra em ruínas. É um exemplo do estado a que chegou muito do património militar do antigo Regimento de Artilharia de Costa (RAC). Refere-se a uma época muito interessante da nossa história militar contemporânea, diga-se, pouco falada e estudada. Este artigo sobre uma bateria de artilharia de costa é uma das muitas estórias que esta época ainda tem para contar.

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Como sabem, neste blog temos prestado alguma atenção a questões relativas ao extinto Regimento de Artilharia de Costa RAC), seja ao nível das considerações histórico-militares, patrimoniais ou fotográficas. Não pretendemos apenas focar as nossas atenções em património comum, tais como, mosteiros, castelos, palácios, casas nobres, entre outras. Há também outras construções e outros tipos de “monumentos” que igualmente merecem a nossa atenção, como são o caso das construções militares do ex-RAC.

Procuramos, através deste Projecto documental-fotográfico, desta forma denunciar e catalogar algumas construções bélicas, que testemunham a falta de atenção de que o património arquitectónico tem sido alvo ao longo de várias gerações e, no caso particular, do extinto Regimento de Artilharia de Costa (RAC).

IMG_20160123_140639Deixo-vos um conjunto de imagens que  foram capturadas no passado mês de Janeiro durante uma incursão pela “outra margem” do Tejo, nomeadamente à localidade da Trafaria, no concelho de Almada.  O local visitado é o antigo forte de Alpena. Como o nome indica, está localizado nas proximidades da arriba fóssil da Costa da Caparica e da Trafaria. Deparamo-nos com uma excelente, e estratégica, vista para a foz do estuário do rio Tejo.
Apanhei o ferry-boat da Transtejo – Eborense – que faz a ligação entre o cais fluvial de Belém, Porto Brandão e a Trafaria. É um passeio agradável e podemos visualizar a paisagem ribeirinha de Lisboa. Recomendo.

Fui acompanhado de um amigo. Em virtude de ser um local de difícil acesso e remoto, a cerca de 1 km do centro da Trafaria, aconselha-se a levar alguém. Neste caso, fui acompanhado por amigo que me acompanham nas minhas aventuras fotográficas.  mas um pouco remoto. O próprio captou-me  em alguns momentos desta “epopeia” ruinosa.

O local é muito frequentado aos Sábados e Domingos pelos amantes da modalidade de paintball. Como tal, aconselhamos a ir relativamente cedo para visualizar nas “calmas” este património sem a necessidade de se tornar um “alvo a abater”.

Forte de Alpena: breve resenha histórico-militar…

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O Forte ou bataria de Alpena, pelo que pude obter em fontes documentais e electrónicas, foi uma estrutura militar construída nos finais do Século XIX (1893) e integrava o sistema de fortificações do Campo Entrincheirado de Lisboa, nomeadamente, os redutos da Raposeira Grande e Raposeira Pequena. Ficou operacional em 1901-1902. Situa-se, a menos de 1 km do Monte da Raposeira (Trafaria,Almada), nas proximidades de uma outra unidade militar: a 5ªBataria da Raposeira. Ambas foram integradas na frente marítima de Defesa de Lisboa. A guarnição destas unidades militares alojava-se numa outra edificação – o quartel da Trafaria, inaugurada em 1905, pelo monarca D. Carlos (1889-1908).

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Ao longo da 1ªMetade do Século XX, incluindo na 1ªGuerra Mundial, estas estruturas foram apetrechadas com artilharia de maior calibre usado na época como,por exemplo, canhões Krupp de 28 cm, para uma eficaz defesa do Campo Entrincheirado de Lisboa e,como já vimos, da frente maritima da Costa da Caparica e do estuário do Tejo. Em caso de conflito, era umas das fortificações que estava na primeira linha de fogo contra alvos anfíbios e aéreos.

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No ano de 1940, o Governo Português, através do Comando da Artilharia da Defesa Antiaérea de Lisboa, encara com carácter de urgência o estudo da defesa antiaérea de Lisboa. Em caso de necessidade numa 3ª fase, as Baterias AA seriam instaladas para defesa das posições de Artilharia de Costa, como era o caso desta fortificação.
Contava com 12 “ninhos” de artilharia onde podiam ser instaladas baterias de costa ou antiaéreas para uma completa defesa da zona costeira e da cidade de Lisboa.
Com o final da 2ªGuerra Mundial, em virtude do Plano Barron, perdeu a sua função militar, sendo a sua artilharia desmantelada e tornou-se um sistema de paióis anexos à 5ª Bateria da Raposeira RAC e pertencia ao , Em 1961 foram efectuadas obras de construção de novos paióis pela DSFOM. Actualmente, com a desactivação do RAC, este complexo bélico foi abandonado pelo Exército e deixado entregue ao vandalismo.
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Estas estruturas militares têm uma posição geográfica e paisagística que podiam ser valorizadas, por exemplo, para algo ligo ao turismo militar.

Ao percorrermos estas estruturas fortificadas podemos visualizar uma excelente perspectiva sobre a Arriba Fósil da Costa da Caparica, das praias, do Forte do Búgio, da foz do Rio Tejo, da Serra de Sintra e da costa sul de Lisboa.  Vale a pena ir.

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Aspecto de uma guarita de observação

 

De acordo com a concepção de defesa de costa abordada, a bateria de Alpena surge como resultado de uma necessidade urgente da guerra internacional, cujos reflexos se fizeram sentir também em Portugal. A sua missão principal era a da defesa da capital portuguesa e da frente marítima do estuário do Tejo, especificamente do  porto  de Lisboa. Deveria actuar contra unidades navais.

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Portão de Armas Norte do Forte de Alpena

 

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Em termos de instalações, o complexo militar era constituído por uma Porta d’ Armas, a norte e a sul por um Portão de Viaturas, vários edifícios subterrâneos, todos eles interligados por um sistema de corredores, túneis e guaritas de vigilância. Era uma espécie de linha maginot em miniatura.

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O Tempo é algo que não volta atrás…

Em Portugal temos inúmeros locais esquecidos pelo Homem/Estado. Entregues ao tempo…que não volta para trás. Ao percorrer estas ruinas, sinto-me uma espécie de intermediário entre os artilheiros que fizeram uma parte da sua vida neste complexo militar. Infelizmente, o nosso pais, ao contrário de «Nuestros Hermanos», não sabe preservar o seu património, neste caso, o militar.

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A Artilharia de Costa (RAC) tem razões para ter esperanças renovadas no que toca  à preservação histórico-militar, em Portugal. Recentemente, nos finais do ano de 2015,nasceu a Associação dos Amigos da Artilharia de Costa que vivamente saudamos e, quem sabe, no futuro possamos vir  colaborar no trabalho que se propõem a desenvolver.

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Ao longo do ano de 2016, irei realizar mais uma “epopeia” pelas ruínas da 5ªBataria da Raposeira (Trafaria) e da 6ªbataria da Raposa (Fonte da Telha),ambas do Grupo Sul do RAC, onde irei captar o interior dos espaços subterrâneos que fazem deste local, um património ímpar que deveria, e merecia, ser preservado e posto ao serviço da população local.

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Nota importante
As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como curiosidades históricas, indicações e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento, caso seja encontrada, pelo leitor, alguma incoerência sobre o tema em análise. Nem o autor do BLOG, nem os intervenientes neste artigo, poderão ser responsabilizados pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes.

FONTES & BIBLIOGRAFIA

EMERECIANO, Jaime – A Artilharia na Defesa de Costa em Portugal. Lisboa: Academia Militar, Dissertação Mestrado em Ciências Militares, especialidade de Artilharia, 2011

Disponível na internet URL:http://comum.rcaap.pt/handle/123456789/7247

Bateria do Outão e Forte Velho do Outão – SIPA: Sistema Informação para o Património Arquitectónico. [Em linha]. [Consultado em 30 Dez. 2014]. Disponível na  internet URL: <http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=25039

MACHADO, M. (22 de Dezembro de 2008). Os Últimos Disparos do “Muro do Atlântico” Português. Obtido em Fevereiro de 2011, de http://www.operacional.pt: http://www.operacional.pt/os-ultimos-disparos-do-%E2%80%9Cmuro-doatlantico%E2%80%9D-portugues/

MASCARENHAS, Catarina de Oliveira Tavares – Da defesa à contemplação da paisagem : intervir no lugar do Forte e da 7ª Bateria do Outão no contexto da Arrábida. – Lisboa : FA, 2014. Tese de Mestrado.

COSTA, António José Pereira da – A cidadela de Cascais e a Defesa da Costa Marítima do Guincho ao Estoril. In: “Boletim do AHM”, Lisboa, vol. 63 (1998 – 1999), pgs. 37 – 98.

Ler mais em:

http://ruinarte.blogspot.pt/2009/11/as-baterias-de-alpena-trafaria.html

Arquivo Histórico MIlitar – Forte de Alpena

Texto: Rafael Oliveira | Fotografia: Oliraf Fotografia

All works ©Rafael Oliveira (OLIRAF)

Contact: oliraf89@gmail.com

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