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Resumo de 2015: 12 locais, 12 fotos…

Ex.mos Leitores,

Foi um ano de grandes desafios. Facto. O ano 2015, para mim, foi um ano fantástico a todos os nível pessoal, profissional e académico. Tive a oportunidade de me cruzar com pessoas e gentes de diversas latitudes. De facto, estamos cada vez mais numa «aldeia global».

«(…) A fotografia desenvolve-se em consonância com uma das actividades mais características da actualidade: o turismo. Pela primeira vez na história, um largo sector da população sai regularmente do seu meio habitual por curtos períodos de tempo . E parece bem pouco natural passear sem levar a câmera fotográfica. A fotografia será a prova indiscutível de que a viagem foi feita, de que o programa se cumpriu e de que as pessoas se divertiram.».

in SONTAG, Susan (2012) – Ensaios sobre Fotografia. Lisboa: Quetzal, pp.16-17

Em 2015 passei por inúmeros novos locais e revisitei outros tantos, tais como, Espanha e Marrocos. Em especial, destaco Marrocos, pois tive a oportunidade de visitar o Deserto do Shaara e ver um nascer do Sol: B-R-U-T-A-L. No nosso país tive a oportunidade de me aventurar nas ruínas bélicas abandonadas do Regimento Artilharia de Costa (RAC), pela paisagem natural da Ilha da Madeira  e das Berlengas, bem como do conjunto edificado da cidade do Porto.

«NÃO SE NASCE VIAJANTE. APRENDE-SE A VIAJAR.»

«(…) Como qualquer outra técnica ou conjunto de instrumentos mentais. Adquire-se a manha. Ganha-se o gosto. A vida errante é um processo gradual. Destinos óbvios a conhecer e outros a evitar. Bagagem e o que deve ir nela. Dinheiro e como transportá-lo. Como gastá-lo. Perceber o que se come, onde se dorme. Quando prosseguir viagem. Saber sorrir.»

© 2014 – Gonçalo Cadilhe

Após estas «saborosas» palavras do viajante Gonçalo Cadilhe constatei que as oportunidades devem ser agarradas e não devemos desperdiça-las. O simples facto de viajar tornar-nos mais atentos e valoriza o que temos de melhor no nosso mundo, continente, país, região,cidade, aldeia e a nossa casa. Porque quando chegamos a casa depois de uma viagem de milhares de quilómetros não somos a mesma pessoa. De facto, uma viagem tem o tónico ideal para nos realizarmos como seres, seja a nível espiritual, lúdico ou académico.

Como forma de celebrar o ano que chega ao fim, decidi seleccionar as 12 melhores imagens de 2015. Apesar da subjectividade visual, escolha do próprio autor das imagens, espero que gostem…

Eis as 12 «melhores» fotografias das minhas aventuras fotográficas do ano 2015:

Janeiro

 

Paisagem Alentejana (Ferreira do Alentejo, Portugal)

Sobreiro

[Aspecto de um sobreiro no Alentejo], Ferreira do Alentejo, Beja, Jan. 2015

Fevereiro

 

Vila de Óbidos (Caldas da Rainha, Portugal)

RuaDireita

[Aspecto da Rua Direita da Vila Medieval de Óbidos], Óbidos, Caldas da Rainha, Fev. 2015

Março

 

2.ª Bataria da Parede (Cascais, Portugal)

RACParede (12)

[Aspecto das Instalações e Peças de Artilharia da 2ªBataria do RAC], Parede, Cascais, Mar. 2015

Abril

 

Deserto do Shaara (Merzouga, Marrocos)
Merzouga2015ErbChebbiDunas

[Nómada  do Deserto], Dunas de Erb Chebbi, Merzouga, Marrocos, Abr. 2015

Maio

 

Vila de Campo Maior  (Alentejo, Portugal)

CampoMaiorIgrejaMatriz

[Igreja Matriz de Campo Maior], Campo Maior, Alentejo. Maio. 2015

Junho

 

Dia de Base Aberta no Montijo (BA6) – (Samouco, Portugal)

EH-101 MERLIN_BA6_Montijo

[Voo de Treino da Esquadra 751 – “Pumas”
Agusta-Westland EH-101 Merlin], BA6, Montijo, Jun.2015

Julho

 

Bairro da Mouraria (Lisboa, Portugal)

OlharesMourairaMulticulturalismo

[Retrato de Criança], Bairro da Mouraria, Lisboa, Jul. 2015

Agosto

 

Ilha da Berlenga (Peniche, Portugal)

RumoBerlenga (36)

[Aspecto da Aldeia piscatória e praia do Carreiro do Mosteiro],  Ilha Velha, Arquipélago das Berlengas,  Portugal, Ago. 2015.

Setembro

 

Castelo de Palmela ( Palmela, Portugal)

CasteloPalmelaPaisagem

[Paisagem Natural de Palmela], Centro Histórico, Palmela, Set. 2015

Outubro

 

Mosteiro de Alcobaça (Leiria, Portugal)

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[Aspecto exterior do Claustro do Mosteiro de Alcobaça], Alcobaça, Leiria, Out. 2015

Novembro

 

Cidade do Porto (Portugal)

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[Paisagem Urbana do Porto], Centro Histórico & Ribeira, Porto, Nov. 2015

Dezembro

 

Ilha da Madeira (Portugal)

Portela670mPaisagem

[Paisagem Madeirense], Miradouro da Portela (670 m), Concelho Machico, Dez. 2015.

«Aprendi que viajar não era procurar mas sim encontrar»

Miguel Sousa Tavares

 

Espero que tenha gostado da selecção de imagens para a galeria de 2015. Siga o meu conselho, faça férias, cá dentro! Portugal espera por si…

Agradecemos toda a sua colaboração e simpatia. Dedico as minhas fotografias aos meus amigos e todas as pessoas que cruzaram comigo em 2015. Ajudam-me com os vossos gostos. comentários e sugestões.  Continuemos amigos em 2016. Hoje e sempre!

Resta-me desejar um Próspero Ano Novo a todos vós!

A equipa,
Fotografia © OLIRAF (2015)

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City Break in Porto: 2 days in the capital of Douro Wine…

Explorando a cidade do Porto, Portugal, em poucos dias…

Na minha incursão ao Norte de Portugal, tirei dois dias para fotografar uma das mais belas cidades de Portugal Continental: a cidade do Porto. Qual o resultado? O resultado é um mosaico riquíssimo de beleza e variedade paisagística urbana e cultural. Siga-me nesta aventura passo a passo, onde poderá visualizar os meus «spots» favoritos e saber um pouco da história destes locais, através das minhas imagens.

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A cidade do Porto e o rio Douro são duas constantes, que de mãos dadas, sob um céu nublado, nos acompanham permanentemente. De facto, nesta cidade milenar os edifícios são marcados por uma arquitectura civil e religiosa de diversas épocas – Romana, Medieval, Renascença, Barroca, Neoclássica e Contemporânea.
A intensa procura comercial e do investimento estrangeiro no vinho desta região assim determinou a tomada deste gesto político. Os ingleses procuravam vinho nestas paragens, como alternativa aos vinhos franceses, por exemplo, da região de Bordéus. O Tratado de Methuen ajudou ao fomento comercial e económico desta região.

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Farto da rotina do trabalho? Precisa de Inspiração para um trabalho académico? Ou simplesmente quer conhecer uma cidade Portuguesa? E sem gastar muito? Então, faça uma «City break». No meu caso, parti à aventura pela cidade de que dá o nome a Portugal: a cidade do Porto.

1. Centro Histórico do Porto

O Centro Histórico do Porto, a área mais antiga da cidade do Porto, foi classificado como Património Cultural da Humanidade, pela UNESCO, em 1996. Nele se encontra o testemunho das origens medievais da cidade, num conjunto urbano granítico que apresenta uma imagem de rara beleza em diversos estilos arquitectónicos.

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Percorrer a pé as típicas ruelas deste núcleo é deparar em cada passo com um monumento de valor incontestável, a reconhecida hospitalidade das gentes da cidade e uma panorâmica deslumbrante sobre o casario e sobre o rio Douro. A descoberta do centro histórico faz-se de muitas formas e daqui partem múltiplos caminhos que conduzem às restantes zonas da cidade. A pé, de autocarro, de eléctrico, de mota, de funicular, de carro, de barco ou de metro…

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2. Caves do Vinho do Porto (Gaia)

A Região do Douro é, numa palavra, vinho. Vinho e Vinha. Como em qualquer região de Portugal, os Durienses participaram na História de Portugal. Portugal começou aqui. Foi aqui. Influenciaram-na e por ela foram condicionados. Ajudaram a consolidar a nacionalidade (espanhóis, contra os exércitos franceses e nas lutas liberais ao longo do Século XIX), por inúmeras vezes e, claro, deram o seu contributo para os descobrimentos marítimos com as suas famosas «tripas».

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O centro histórico do Porto e a margem do rio Douro do lado de Gaia, onde ficam as famosas caves do Vinho do Porto estão classificados Património Mundial. Visitar as caves do vinho do Porto e provar o vinho no seu ambiente peculiar. A partir da Ribeira, podemos atravessar a pé a ponte D. Luís e ver deste lado, uma das mais bonitas vistas sobre o Porto. E ainda se pode passear no teleférico de Gaia, que sobe e desce deste lado do rio, para apreciar uma bela vista do Jardim do Morro.

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O Vinho do Porto faz-se numa região demarcada. Demarcar significa dar identidade. É um produto singular, com personalidade e identidade, fruto da capacidade e da relação do Homem e o Meio. A Forma e o feitio. Segundo Jaime Cortesão, o Douro «é o mais belo e mais doloroso monumento ao trabalho do povo português», in António Barreto, Douro: Rio, Gente e Vinho (2014).

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3. Miradouro da Serra do Pilar e Jardim do Morro

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A Estação de Metro do Jardim do Morro é ideal para contemplar a cidade do Porto, a partir de Gaia. Dali podemos  subir até ao Mosteiro da Serra do Pilar ou ao Jardim do Morro para visualizarmos uma paisagem urbana exemplar e única.

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4. Igrejas e Conventos da Cidade do Porto

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Vale a pena perder um pouco do seu tempo para sentir  a magnificência do «poder da pedra granítica»   destes edifícios eclesiásticos, muitos em estilo barroco, onde  espera-nos o interior com talha dourada e as paredes o exteriores revestidas com fabulosos azulejos. Se quiser ter uma vista panorâmica sobre o centro histórico do Porto, pode subir a torre dos clérigos,por cerca de 3 €.

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5. Centro Português de Fotografia (C.P.F)

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O Centro Português de Fotografia (CPF) foi um organismo criado e inserido na orgânica do extinto Ministério da Cultura, em 1997, pelo Decreto-Lei n.º160/97 de 25 de Junho, com sede na antiga Cadeia e Tribunal da Relação do Porto, onde agregou os diversos espólios fotográficos do Arquivo de Fotografia do Porto e de Lisboa. Esta instituição referência para o panorama arquivístico e cultural nacional surgiu em virtude da «cultura fotográfica começava então a reanimar-se pelo aparecimento de escolas de fotografia, festivais e galerias que recuperavam fotógrafos “malditos” ou afastados no regime salazarista e divulgavam a obra de importantes fotógrafos internacionais.» [1]

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Hoje em dia é uma unidade orgânica da Direcção-Geral de Arquivo (DGARQ). As Competências deste «Arquivo Nacional da Fotografia Portuguesa» visam divulgar o conhecimento do património fotográfico que custodia, bem como a sua salvaguarda, tratamento arquivístico e a valorização do espólio fotográfico. De salientar, que o CPF é a autoridade, dentro da DGLAB, que elabora os respectivos instrumentos de descrição e pesquisa – orientações normativas – para a documentação fotográfica, de acordo com as orientações da Direcção Geral do Livro, Arquivo e Bibliotecas. [2]  Este arquivo conta com cerca de 2 milhões de documentos fotográficos, com importantes fundos e colecções de personalidades, fotógrafos, empresas particulares, casas fotográficas, entre outras.

6. Jardim das Virtudes e do antigo Palácio de Cristal

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O Palácio de Cristal foi inaugurado em setembro em 1865 pelo rei D. Luís, para receber a Exposição Internacional do Porto. Em 1951, durante a vigência, do Estado Novo foi demolido para dar lugar ao actual Pavilhão Rosa Mota. Hoje em dia, os jardins são o único legado deste património. A partir daqui, podemos apreciar uma bela vista sobre a cidade do porto e o rio Douro.

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7. Passeio da Foz do Porto até ao Castelo do Queijo

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Um passeio pela Foz é uma boa sugestão se pretende caminhar e observar belas vistas sobre o mar e para apreciar o pôr do sol num final de tarde solarengo. Ao longo do percurso entre a Pérgola e o Forte do Castelo do Queijo, pode sempre parar para nas dezenas de  café e esplanadas nas proximidades  para relaxar ou saborear a gastronomia local.

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E a citação da viagem:

«(…) A fotografia desenvolve-se em consonância com uma das actividades mais características da actualidade: o turismo. Pela primeira vez na história, um largo sector da população sai regularmente do seu meio habitual por curtos períodos de tempo . E parece bem pouco natural passear sem levar a câmera fotográfica. A fotografia será a prova indiscutível de que a viagem foi feita, de que o programa se cumpriu e de que as pessoas se divertiram.».

in SONTAG, Susan (2012) – Ensaios sobre Fotografia. Lisboa: Quetzal, pp.16-17

Locais que deve ainda visitar…

  • visitar a Casa do Infante, junto à Ribeira
  • admirar a vista noctura do Miradouro do Jardim do Morro (Gaia)
  • de dia ou à noite, passear pela rua Galeria de Paris e adjacentes, perto da Torre dos Clérigos e Livraria Lello.
  • Mercado do Bulhão
  • Museu Serralves e Soares dos Reis
  • Casa da Música
  • provar uma francesinha, uma das especialidades do Porto
  • provar os peixes frescos e mariscos, ou os bolinhos de bacalhau
  • conhecer um pouco da frente marítima do Porto
  • Passeio no Parque da Cidade

Como chegar:

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A compra da viagem foi com um mês de antecedência na companhia low-cost irlandesa Ryanair e custou, sensivelmente, 30 €.  A ida foi 20 € e a vinda por 10 €. Se comparamos com o meio de transporte ferroviário, o avião tem uma melhor relação custo/tempo. Demoramos cerca de 40 minutos até ao Porto, ao contrário das quase 3h no comboio.

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Cartão Andante (24h/7 €)

Onde ficar:

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Rivoli Cinema Hostel (15 €/Noite + Peq.almoço incluído)

Onde Comer:

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Restaurante A Tasquinha  – Rua do Carmo, Nº23,Porto (10 €/Refeição)


Não deixe de visitar alguns miradouros e monumentos da cidade do Porto. A Estação de São Bento é ideal para iniciar o percurso pelo centro histórico do Porto. Esta contém um átrio forrado a azulejos com alguns acontecimentos que fizeram a história de Portugal. Um pouco mais à frente fica a Sé do Porto, a não perder, onde é possível avistar uma excelente panorâmica sobre o douro, as caves do vinho do Porto e Gaia. Deste ponto, podemos descer umas escadinhas e ruas medievais até à Ribeira do Porto, que contém restauração e locais pitorescos, e onde podemos admirar a Ponte Luís (Gustavo Eiffel, 1889) e, de seguida, subir para o Miradouro do Convento da Serra do Pilar onde poderemos admirar uma bela vista sobre o Centro Histórico do Porto. Bem próximo do Centro Histórico do Porto, pode subir à Igreja dos Clérigos e visitar o Centro Português de Fotografia (CPF) na antiga Cadeira da Relação da Cidade do Porto.

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Na minha opinião, a cidade invicta pode ser um ponto de partida para conhecer a região do Douro Vinhateiro, conhecidas pela sua beleza, imponência e pela agricultura tradicional, bem como de outras cidades como a Régua, por exemplo. E o que levo desta viagem? Apenas recordações. Com elas,  o Mundo deixa de estar «lá fora» para passar a estar «dentro» das fotografias. Então, vai seguir o meu conselho? Faça uma «city break»…e deixe-se surpreender por Portugal! Enjoy it.

Nota importante

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

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Texto: Rafael Oliveira  | Fotografia: Oliraf Fotografia

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Fotografia•Viagens•Portugal © OLIRAF (2016)

Contact: oliraf89@gmail.com

 


FONTES

[1] In História do Centro Português de Fotografia http://www.cpf.pt/historia.htm

[2] In Guia de Fundos e Colecções Fotográficos 07, DGARQ, CPF, 2007,p.8

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