🍷 Enoturismo em Portugal: sete propostas para viajar pela história de grandes vinhos.

🍇Portugal é sinónimo de excelentes vinhos. Um pequeno país com uma grande diversidade geográfica de vinhos. Afinal, este património imaterial é um verdadeiro embaixador do nosso país no Mundo. Sabia que os portugueses são os maiores consumidores de vinho, per capita, a nível Mundial? E que está no TOP 10 dos maiores exportadores de vinhos do Mundo? O Enoturismo em Portugal vem da procura crescente das salas de provas por turistas-enófilos de todas as latitudes do globo terrestre. Existem inúmeras sugestões e experiências para deliciar-se com o néctar de Baco. Uma viagem por sete produtores de vinho de Portugal, acompanhados, pelo aprendiz de enófilo OLIRAF, com visita às regiões vinícolas do Alentejo, Lisboa, Península de Setúbal e dos Vinhos Verdes. O blogue OLIRAF selecionou 7 quintas vinícolas  de paragem obrigatória para descobrir a harmonia perfeita entre a História, a Paisagem e o Vinho.

O Enoturismo está na moda. Há cada vez mais produtores e empresas vinícolas a apostar forte neste segmento de mercado. Através das nossas experiências e provas de vinhos, temos verificado o rápido crescimento e sucesso deste segmento de mercado na área dos vinhos e do turismo em Portugal. Não podemos negar que o desenvolvimento do enoturismo numa determina da região, permite dar a conhecer o sector vitivinícola,os respectivos vinhos DOC (Denominação de Origem Controlada) e,acima de tudo, captar internacionalmente turistas-viajantes enófilos para percorrer a imensa paisagem vinícola portuguesa. A História de inúmeras gerações familiares que passaram o segredo da arte de bem produzir um vinho. Provar, e acima de tudo, saborear os aromas e os paladares de um vinho é viajar pela História secular, por exemplo, de um Quinta. Por Detrás de grandes vinhos, há sempre uma grande história.

Disse, e com razão, o poeta-pensador Fernando Pessoa que “Pessoa: “Boa é a vida, mas melhor é o vinho (…).” O Blogue OLIRAF convida-o a conhecer os vinhos nobres das regiões do Lisboa, Alentejo, Península de Setúbal e dos Vinhos Verdes, acompanhados por marcos históricos-culturais. Sem Pressas. Hoje falamos do vicio de Dionísio Baco. Eu chamava-lhe virtudes de um Deus pagão que amava saborear uma bela taça de vinho. Seja um Enófilo por um dia. Descubra os cinco sentidos do prazer. Saborear um vinho é, no fundo, viajar pelos paladares da região que o produz.

Atenção: Beba com Moderação. Afinal, já dizia o Tyron Lannister (Game of Thrones): “I Drink And I Know Things’. 🇵🇹

A produção de vinho em Portugal…

Foram os Romanos que introduziram o vinho em Portugal? Não. Segundo fontes arqueológicas, a plantação e cultivo de vinho remonta ao tempo dos Fenícios. Estávamos no séc.X a.C., quando este povo introduziu algumas castas de videiras na antiga Lusitânia, em especial no vale do Tejo e do Sado. Aproveitaram,assim, o legado comercial dos Tartessos da Península Ibérica. Mais tarde, no século VII a.Cos Gregos deram um novo incremento à arte de produzir vinhos: a viticultura. Os Lusitanos, um povo descendente dos Celtiberos, promove o cultivo de diversas variedades de videira e,sendo provável, algumas técnicas de tanoaria. Definitivamente, os Romanos dão um incremento considerável à produção de vinho na Península Ibérica (Hispânia), em virtude das necessidades de procura da capital imperial Roma. Após a pacificação da Lusitânia, entre 194 a 15 a.C., a romanização introduz novas variedades e técnicas de cultivo (a poda) que contribuíram para a modernização da cultura da vinha. Com as invasões bárbaras (séculos VI e VII d.C) – Visigodos e Suevos – adoptam os costumes romanos e a religião cristã, onde o vinho faz parte do ritual sagrado da comunhão. Com a ocupação Mourisca, nos séc.VIII a XIII,a produção de vinho continua apesar dos preceitos rigorosos religiosos da civilização islâmica.  Com a fundação do Reino de Portugal, em 1143, ocorre um aumento exponencial da cultura da vinha nas regiões povoadas pelas Ordens Religiosas, Monásticas e Militares. Durante os Descobrimentos Portugueses, o vinho faz parte da dieta alimentar das tripulações dos galeões, naus e caravelas portugueses, constituindo lastro nas embarcações referidas anteriormente. Os vinhos de “torna viagem” melhoravam com as condições exigentes no oceano, em virtude do envelhecimento causado pelo balancear das ondas, exposição solar ou o calor dos porões (Linha do Equador). Na segunda metade do séc.XVIII, o Marquês de Pombal cria,  por alvará régio de 10 de Setembro de 1756, a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, para regular a produção e comércio de vinhos na região do Douro, em virtude da imensa procura de vinhos do Porto, por parte de comerciantes ingleses, resultante do Tratado de Methwen (1703). Tratou-se da primeira região demarcada do mundo vitivinícola. O século XIX foi marcado pela doença provocada na videira por um insecto: a filoxera. Devastou a maior das regiões vinícolas portuguesas, à excepção do vinho de Colares. E porquê? Esta doença não se desenvolve em terrenos de areia. Actualmente, no território português, existem 33 Denominações de Origem e 8 Indicações Geográficas.

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Créditos Imagem ©️ Instituto da Vinha e do Vinho I.P.

Algumas curiosidades históricas…

Portugal já exportava uma grande parte da produção do vinho Moscatel de Setúbal, no séc.XIV, para o Reino de Inglaterra. Sabia como era conhecido o vinho de Bucelas em Inglaterra? “Lisbon Hock”. William Shakespeare faz referência ao Vinho da Madeira, como uma “essência preciosa”, na sua sua peça “Henrique IV”. Mais tarde, em 1703, com o Tratado de Methwen, assinado entre Portugal e a Grã-Bretanha, contribui para um incremento da cultura vinícola e da divulgação do Vinho do Porto nesse país. Os vinhos portugueses, em especial os licorosos, eram considerados de maior requinte nas sociedades cortesãs do continente Europeu. Por exemplo, o vinho Madeira era considerado, pelo Arquiduque Francisco I (1708/1765) da Áustria, “o mais rico e delicioso de todos os vinhos da Europa”. Na América do Norte, em especial nas cidades de Boston, Nova Iorque e Filadélfia, o vinho Madeira era muito apreciado pelas famílias proeminentes do futuro Estados Unidos da América. Durante as Invasões Francesas (1807-1811), as tropas inglesas, e em especial Sir Arthur Wellesley, apreciavam as qualidades dos vinhos brancos da região de Lisboa, em especial, os de Carcavelos e de Bucelas. No caso do último, o futuro Duque de Wellington levou de presente ao futuro Jorge III de Inglaterra.

Como vê, motivos não faltam para uma viagem pela história de quintas e vinhos. Parta à descoberta…dos melhores vinhos e regiões vinícolas nacionais! Faça Enoturismo, cá dentro! Deixo-lhe sete sugestões para fazer Enoturismo, em Portugal Continental:

📍Quinta da Bacalhôa (Azeitão, Península de Setúbal)

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Palácio da Nobreza. Nobreza de Palácio. O Palácio/Quinta da Bacalhôa, o nome originário de uma mulher – a “Bacalhôa” – do antigo proprietário quinhentista – o “Bacalhau” – que enriqueceu com a pesca de Bacalhau no século XVI, situa-se em plena região vitivinícola da Península de Setúbal. É uma excelente desculpa para um passeio ao sabor da História. Afinal, são mais de cinco séculos de Histórias. Deixe-se deslumbrar pela singular Casa do Lago, datada do século XVI, e por 90 minutos, senti-se um “Albuquerque” das índias. Azeitão tem tanto para ver,conhecer e saborear. De facto, esta vila não é só conhecida pelas suas famosas Tortas de Azeitão e pelo seu afamado vinho moscatel. Na Adega/Museu da Bacalhôa, situada em Vila Nogueira de Azeitão, poderá  encontrar um espaço acolhedor onde cruzamos a arte de produção de um vinho Bacalhôa e as coleções de Art Deco, Art Nouveau e Cultura Africana. Poderá apreciar ainda, a enorme sala onde estão acondicionadas as barricas de estágio do vinho tinto e moscatel acompanhadas pela maior colecção de Azulejos Portugueses  dos séc. XVI ao séc. XX. Tudo isto, com a companhia de um  canto gregoriano que serve para “acalmar o vinho”,segundo a Guia Carlota, e a nossa alma. No final, o enófilo poderá realizar uma prova de vinhos e deliciar-se com o Bacalhôa Moscatel de Setúbal.. Importa referir que a Bacalhôa Vinhos de Portugal, foi criada em 1922, é um grupo de empresas vinícolas, da qual fazem parte a Aliança, Bacalhôa Buddha Eden e a Quinta do Carmo.

📍Quinta da Boavista (Alenquer, Lisboa)

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Os concelhos de Torres Vedras e Alenquer, em 2018, foram a Cidade Europeia do Vinho, uma distinção atribuída pela rede europeia das cidades do vinho (RECEVIN). Com duas Denominações de Origem (DOC) da região de Lisboa, estes dois concelhos da região Oeste possuem uma forte identidade cultural na produção de vinho e na manutenção da paisagem agrícola associada à vinha. No caso particular do concelho de Alenquer, a Quinta da Boavista, localizada na Aldeia Galega da Merceana, mantêm viva esta tradição.  Esta centenária empresa, a Casa Santos Lima, é uma verdadeira embaixadora deste legado, sendo o maior produtor de vinhos da região de Lisboa (40% do total de vendas de Vinho Regional de Lisboa e DOC de Alenquer)Poderá fazer uma visita guiada pela extensa área de produção,através de um passeio de  buggy, e uma prova de três vinhos – “Lisboa” – comentada na loja. A nossa sugestão recaiu nos aromas frutados do “Tinto Leão” 2014. Deixe-se levar pelo bom vinho, pela adega renovada e pelas privilegiadas vistas desta quinta centenária do concelho de Alenquer.

📍Quinta do Soalheiro (Melgaço, Vinhos Verdes)

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Quinta do Soalheiro fica situada na região dos Vinhos Verdes, mais concretamente, na sub-região de Monção e Melgaço. Estamos no coração da mais apreciada e reputada casta de vinho verde: o Alvarinho. A casta de vinho mais a norte de Portugal Continental. A Soalheiro, fundada em 1982, foi a primeira marca de vinho da casta Alvarinho do concelho de Melgaço. Todavia, a primeira vinha com casta Alvarinho foi plantada no ano da Revolução de Abril (1974). Deixe-se contagiar pela essência do enoturismo e pelos aromas dos vinhos da casta Alvarinho. Nada como um belo espumante refrescante e vibrante. A sala de prova de vinhos proporciona uma excelente vista “soalheira” para a região espanhola da Galiza e o curso natural do Rio Minho. No ponto mais a norte de Portugal Continental, as condições climáticas e naturais (Chuva, temperatura e exposição solar) criaram um micro-clima único que favorece um maior amadurecimento das uvas. Faça um passeio pela vinha em produção biológica e às diferentes secções da adega, tias como, a cave do espumante, a sala de estágio das barricas de carvalho, o envelhecimento da aguardente, entre outras. Se pretende aprofundar mais sobre o vinho Alvarinho poderá visitar a Rota do Vinho Verde Alvarinho, o visitante poderá visitar o Solar do Alvarinho , no centro histórico de Melgaço, e ser recebido para degustar uma prova gratuita de três vinhos por um dos embaixadores locais: o Senhor Sabino (Adega Regional Sabino). E, se tiver tempo, aproveite para comprar produtos locais melgacenses.

📍Adega de Vila Santa (Estremoz, Alentejo)

Estremoz_JPR-1 copyTem nome de uma rainha-santa: a rainha Isabel de Aragão, mulher de D.Dinis, que faleceu na vila de Estremoz no século XIV. A Adega Vila Santa, no concelho de Estremoz, foi o local eleito para materializar um projecto pessoal, idealizado em 1988, por João Portugal Ramos: a produção dos seus próprios vinhos. É o resultado da longa experiência acumulada de um dos maiores enólogos e consultor na criação de vinhos nas principais regiões vitivinícolas portuguesas. Estávamos em 1997, após sete anos  da plantação dos primeiros cinco hectares de vinha em redor da fortaleza-abaluartada de Estremoz, dá-se a construção de uma moderna Adega – Vila Santa – para acolher modernas instalações de vinificação, sala de engarrafamento e caves para o estágio das barricas de carvalho francês, americano e português, não esquecendo a harmonia paisagística e a arte de fazer vinhos portuguesa. Ainda hoje, uma parte das uvas é destinada aos lagares para ser pisada. Por exemplo, os vinhos tintos mais sofisticados da gama do Grupo João Portugal Ramos. Actualmente,a área de vinha no Alentejo perfaz, aproximadamente, 600 ha.  Há paisagens que puxam por uma fotografia. Venha passar um dia diferente a Estremoz. Faça uma experiência de Enoturismo, descobrindo os contornos da arquitectura tradicional alentejana da Quinta de Vila Santa,através de uma visita guiada pelas vinhas, adega e caves, onde pode optar por uma programa didáctico e dinâmico: “Seja Enólogo por um dia”. Esta actividade permite ao aprendiz de enófilo criar o o seu próprio vinho, com base em três castas tintas (Aragonez, Alicante Bouschet e Touriga Nacional),e levá-lo para casa para mais tarde saborear em família ou com os amigos.  De seguida, poderá optar por um almoço de gastronomia típica alentejana, uma aula de culinária, ou uma prova de vinhos acompanhado de queijos e outros petiscos da região alentejana. A nossa preferência recaiu para um vinho branco, com um perfil nobre, fresco e com uma grande mineral idade: o Marquês de Borba. Sob o pretexto de descobrir a região vitivinícola do Alentejo, o viajante-enófilo poderá optar por “mergulhar” no centro histórico e nas muralhas do Castelos de Estremoz. Afinal, já diz a citação na Loja de Vinhos: “Life is too short to drink cheap Wine”. Um brinde ao melhor que o Alentejo oferece.

📍Quinta da Aveleda (Penafiel, Vinhos Verdes)

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Os Vinhos Verdes dominam a região norte de Portugal, desde o rio Minho até ao Douro.Afinal, a paisagem que predomina é verde, tal como o nome do vinho.  Trata-se de uma região propicia a escapadinhas culturais e para realizar turismo em ambiente rural. Cidades Históricas, solares e quintas senhoriais são uma constante. Durante a minha viagem pela Rota do Românico, em 2016, optei por conhecer a Quinta da Aveleda e,claro, saborear os paladares e aromas dos seus icónicos vinhos verdes. Se já conhece o vinho, porque não visitar a Quinta que lhe dá o nome? É,assim, desde 1870, os Guedes da Aveleda (os mesmos familiares no grupo Sogrape) têm uma longa tradição familiar na produção de vinho na região dos Vinhos Verdes. Uma excelente sugestão para fazer Enoturismo nas proximidades da urbe portuense e para percorrer a Rota dos Vinhos Verdes Para muitos amantes de Baco, o vinho da Aveleda encontra-se entre os melhores vinhos verdes de Portugal e do Mundo, com castas que dão origem a vinhos leves, jovens e frescos.  A marca Aveleda tem sedimentado a sua presença nas regiões vinícolas do vinho Verde, Douro e da Bairrada. Não se esqueça de saborear, também, os queijos e as compotas produzidas na Quinta da Aveleda. Afinal, uma Quinta não produz apenas vinho. Perca-se no seu exuberante e icónico jardim, em estilo inglês, que apaixona qualquer visitante. Uma Quinta Vintage com vinhos leves, jovens e frescos. Ah, a frescura do Norte de Portugal!

📍Adega da Cartuxa (Évora, Alentejo)

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Uma viagem no tempo. Nas proximidades da cidade de Évora, a cerca de 2 Km, o viajante-enófilo mais entusiasta poderá visitar a Quinta do Valbom e ficar a conhecer a vasta gama de vinhos da Fundação Eugénio de Almeida. Surpreenda-se com a história secular de uma Quinta que pertenceu ao Jesuítas, expulsos em 1759 pelo Marquês de Pombal. Já deve ter ouvido falar do Mosteiro da Cartuxa? O nome da comunidade religiosa que inspirou a família Eugénio de Almeida a criar esta marca-ícone do Alentejo. Ou do vinho Pêra-Manca? Um dos vinhos mais conhecidos do Brasil. Alie o melhor do património histórico-cultural e vitivinícola eborense, através de uma visita guiada à Adega com uma prova de cinco vinhos – Sto. Inácio de Loyola – de toda a gama Adega da Cartuxa. No Centro Histórico de Évora, junto ao Templo Romano, poderá conhecer a Enoteca Cartuxa e ter um “casamento perfeito” entre cozinha regional alentejana e os vinhos da Adega Cartuxa. As visitas guiadas e os almoços são realizados mediante marcação prévia. A nossa sugestão vai para um prato de polvo à lagareiro com batatas a murro acompanhado de um EA Reserva Tinto. Para sobremesa, a nossa recomendação vai para um Pudim de Azeite. Antes de deixar esta cidade-monumento, uma visita ao Paço de São Miguel poderá ser uma bela despedida de uma das cidades mais belas e singulares de Portugal.

📍Quinta do Gradil (Cadaval, Lisboa)

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Quer passar um dia rodeado de História e de vinho? Ou um local tranquilo e ideal para escapar à rotina citadina? A uma hora de Lisboa, no coração da região Oeste de Portugal,a encontrámos uma antiga quinta rural que pertenceu ao Marquês de Pombal (1760). É a Quinta do Gradil. A arquitectura barroca e a cor amarela desta antiga residência nobre destacam-se, ao longo da EN115. na paisagem vitivinícola e rural.  A produção de vinho, segundo fontes documentais, remonta ao ano de 1854. A Quinta do Gradil conta com 120 hectares de vinha, tornando-a uma das maiores produtoras vitivinícolas da região de Lisboa. Com um clima fresco e temperado, a escassos 20 Km do Atlântico e a menos de 5 Km da bucólica Serra de Montejunto, é um bom mote para partir à descoberta dos seus Vinhos Brancos e Tintos. Tem como embaixadores os vinhos “Quinta do Gradil”, “Mula Velha” e “Castelo do Sulco”. Adquirida à família Sampaio de Oliveira, descendentes dos Marqueses de Pombal, em 1999, o CEO do Grupo “Parras Wines”, Luís Vieira, pretendeu dar uma uma nova vida à monumentalidade desta secular quinta. Afinal, estamos numa das mais antigas propriedades agrícolas e dos principais marcos histórico-culturais do concelho do Cadaval. A visita guiada, realizada durante o Open Day da Quinta do Gradil (2019), foi efectuada pelo actual responsável pelo Wine Tourismo & Events Manager da Parras Wine, o Chef Bruno Gomes, que nos elucidou sobre os encantos e os recantos desta Quinta com História. Num futuro próximo, o objectivo é a realização de casamentos na Capela e de eventos para 1200 pessoas no Salão dos Marqueses. É possível, por exemplo, realizar refeições vínicas, programa de vindimas, degustações de vinhos com enólogos, visitas de grupos, passeios de charrete, corridas de Trail Run e de Bicicletas são algumas das experiências de Enoturismo à disposição. E está incluido um chapéu de palha, uma t-shirt e uma garrafa de vinho. Na vertente enoturística, o restaurante da Quinta do Gradil, situado no antigo celeiro de armazenamento de cereais, é um bom casamento entre a produção de vinhos e a cozinha regional. Com capacidade para 30 lugares nos dias habituais (60 para grupos), o chef Daniel Sequeira coordena o menu de degustação Quinta do Gradil  com a harmonia deliciosa dos vinhos da Quinta do Gradil. Com uma forte tradição vitivinícola secular, a Quinta do Gradil é um dos ex-libris da região Oeste, só superada pela majestosa e deslumbrante beleza da Serra de Montejunto. Por trás de um grande produtor, há sempre uma grande vinho. E uma Quinta com História! Brindemos a isso!

📍Adega da Ervideira (Monsaraz, Alentejo)

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Os solos desta sub-região vitivinícola – Reguengos de Monsaraz – são caracterizados pelos granitos e xistos, bem como pela continentalidade do seu clima. Os seus vinhos, em virtude das condições edafo-climáticas, têm características distintas de qualidade e tipicidade. Os castas tintas (Trincadeira) e brancas (Roupeiro) predominam nesta sub-região vitivinícola. Para conhecer mais sobre a história desta marca familiar de vinhos alentejanos, o viajante-enófilo terá de deslocar-se à Herdade da Herdadinha (ou ao Monte da Ribeira). É na primeira que se encontra o “coração” da Adega Ervideira, tendo uma área de produção de vinho com 160 hectares divididos pelos concelhos da Vidigueira (110 ha) e de Reguengos de Monsaraz (50 ha). Foi neste local que, em 1880, o Conde D’Ervideira plantou as primeiras vinhas para produzir um dos mais satisfatórios e famosos néctares de Baco da região do Alentejo. Ainda hoje, a família Leal da Costa é descendente directa deste agricultor de sucesso dos séc. XIX e XX. Sabia que foi nos seus 50 hectares que foi plantada, pela primeira vez, a casta Touriga Nacional no Alentejo? E que as águas frias do maior lago europeu – o Alqueva – são utilizadas para estagiar os seus vinhos a 30 metros de profundidade? Poderá fazer uma visita guiada e uma prova de vinhos pela essência da Adega Ervideira para compreender o processo produtivo, desde a apanha da uva até à expedição final. Poderá optar por fazer a prova de vinhos, por exemplo, na “aldeia-monumento” de Monsaraz. Imagine fazer saborear os vinhos Ervideira numa antiga Escola Primária?  Deixe-se deliciar-se pelos aromas e sentidos de um vinho frutado, enquanto desfrutar de uma vista exuberante para a planície [infinita] alentejana e para o azul da Albufeira do Alqueva. Um brinde, com um vinho “Invisível, ao Alentejo…será a cereja no topo do bolo. Saboreie a tradição e o património. Saboreia o Alentejo. Perca-se e encontre-se nele! Uma visita sugestiva para os  amantes de enoturismo e entusiastas da fotografia de paisagem.

📝Nota Informativa:

As empresas vitivinícolas (e os vinhos) aqui apresentados são, na sua maioria, convites que chegaram ao Blogue OLIRAF por parte de produtores para conhecer a essência da produção vinícola e o património histórico-cultural a eles associado, de acordo com os nossos critérios editoriais.

Não deixe de fazer…

  • conhecer a Rota História das Linhas de Torres Vedras;
  • observar um belo pôr-do-sol no Arquipélago das Berlengas;
  • explorar os encantos e recantos de cidades e vilas históricas da região do Alentejo: Évora, Monsaraz e Estremoz;
  • fazer rafting no rio Minho e saborear uma garrafa de vinho Alvarinho, no Solar do Alvarinho, no concelho de Melgaço;
  • visitar a cidade do Porto e realizar uma prova de vinhos nas inúmeras caves de Vila Nova de Gaia;
  • petiscar, na cidade de Évora, os melhores vinhos alentejanos (e portugueses) no Vinarium (Évora) Tapas & Wine bar;
  • descobrir os inúmeros vinhos dedicados ao vinho, por exemplo, o Museu do Vinho e da Vinha de Bucelas (Loures).
  • realizar ruma viagem num barco tradicional varino nas águas do Rio Tejo;
  • visitar, em Setúbal, as ruínas militares de uma Bataria de Artilharia de Costa (Outão);
  • participar, entre Setembro e Outubro, nas vindimas na Quinta do Gradil;
  • conhecer a Península de Tróia e banhar-se nos extensos areais da Comporta;
  • mergulhar nas águas tranquilas do maior lago artificial da Europa: o Alqueva.
NÃO PERCA AS MINHAS AVENTURAS E OLHARES FOTOGRÁFICOS NO INSTAGRAM! UM ENCONTRO COM A HISTÓRIA, AO SABOR DAS IMAGENS…

🔗Para mais informações:

Aqui poderá encontrar, por exemplo, extensa documentação e dicas sobre o património material e imaterial  nos seguintes links:

O  Instituto da Vinha e do Vinho, I.P., um organismo tutelado pelo Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural,dá-nos uma perspectiva da evolução temporal  da produção, produtores e regiões vinícolas de Portugal.  A Rota dos Vinhos de Portugal oferece informação actualizada sobre as imensas experiências nas diversas regiões vinícolas em Portugal, sendo a melhor opção para começar a planear uma viagem à região. Se for um enófilo mais exigente, deixo-lhe uma sugestão de leitura de uma publicação de referência, a Revista de Vinhos, sobre vinhos e gastronomia em Portugal Continental e Ilhas.. Recomendo, também, a consulta do sitio digital do Turismo de Portugal, visto que permite descarregar mapas e um conjunto de informações sobre os transportes públicos, rotas, pontos de interesse, museus e gastronomia associado aos vinhos portugueses.

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. As recomendações de produtos turísticos baseiam-se nas experiências [reais] de viagem e o conteúdo editorial é independente de terceiros.  Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

linhagraficaALL-oliraf-03💻  Texto: Rafael Oliveira  📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

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 Fotografia✈︎Viagens✈︎Portugal©OLIRAF (2019)

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📌À descoberta do Forte de São João Baptista: sentinela de Peniche, guardiã da Berlenga.

📷 A região Oeste de Portugal presenteia-nos com paisagens bucólicas verdejantes, areais dourados a perder de vista e locais com monumentos singelos. Situada a escassas sete milhas do Cabo Carvoeiro, cerca de dez quilómetros, o Arquipélago das Berlengas destaca-se como um dos paraísos perdidos da costa portuguesa. É um bom mote para passar uma jornada diferente que contemple actividades de lazer pela natureza e património edificado da Ilha Grande da Berlenga. Deixo-vos, assim, as impressões pessoais e olhares fotográficos de um antigo exemplar fortificado da costa marítima portuguesa. Vamos embarcar nesta viagem?

“É necessário sair da ilha para ver a ilha. Não nos vemos se não saímos de nós.”, afirmou o escritor José Saramago. Seguindo a velha máxima da entidade que promove o destino Portugal, “Vá para fora, cá dentro” , optei por realizar uma incursão fotográfica à Ilha da Berlenga. Trata-se de um dos mais conhecidos e concorridos destinos turísticos na região Oeste de Portugal durante a época de veraneio. Situada numa região de intenso tráfego marítimo, o arquipélago das Berlengas sempre foi um local apelativo e ao mesmo tempo perigoso para a navegação marítima. A ocupação humana da Ilha da Berlenga tem mais de dois mil anos como comprova a investigação arqueológica levada a cabo por Jacinta Bugalhão e Susana Lourenço. Comprovou-se, segundo o estudo citado anteriormente, que a Ilha da Berlenga era utilizada como fundeadouro para embarcações comerciais de médio e longo curso, nomeadamente aquelas que percorriam as rotas de ligação entre o Mediterrâneo e os territórios romanos atlânticos.

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Créditos da Imagem ©️ Projecto LIFE Berlengas

O Forte de São João Baptista ao longo da História…

A ocupação humana da Ilha da Berlenga, ao largo da costa da península de Peniche, remonta à primeira metade do século XVI, mais concretamente, ao ano de 1513. Todavia, alguns arqueólogos e historiadores, admitem a presença humana possa remontar à época Romana (século I a.C.). A ocupação efectiva do território da Ilha Berlenga foi feita por uma  pequena [e corajosa] comunidade de monges Jerónimos (movimento eremítico inspirado em São Jerónimo), com edificação de um espaço monástico – o Mosteiro da Misericórdia da Berlenga (1513-1548) – para auxiliar os pescadores locais e as vitimas de naufrágio. Governava, então, El-Rei Dom Manuel I (1495-1521), à época Mestre da Ordem de Cristo e  um grande devoto desta ordem religiosa. Em 1449, o rei D.Afonso V cedeu o senhorio das Berlengas e do Baleal ao Infante D.Henrique, Mestre da Ordem de Cristo. Ao todo, o “Venturoso” mandou fundar, também, os Mosteiros de Santa Maria de Belém (Lisboa) e de Nossa Senhora da Pena (Sintra). A Ilha da Berlenga, seguindo os princípios da Ordem dos Jerónimos, promovia a tranquilidade, a contemplação, o silêncio e o recolhimento.  Em 1548, o espaço religioso foi abandonado pelos monges Jerónimos por motivos de força maior: a fome, as doenças e os constantes ataques de piratas e corsários, em particular, os “mouriscos” que raptavam os monges para vender nos mercados do Norte de África.

RumoBerlenga (43)Na segunda metade do século XVI, em 1557, Dom Luís de Ataíde, 3.ºConde de Atouguia, escrevia uma carta ao rei [D.Sebastião?] de Portugal a expor a situação de fragilidade costeira no seu senhorio de Atouguia da Baleia e Peniche, face aos ataques dos corsários e franceses que faziam aguadas e roubavam embarcações na área envolvente do Arquipélago das Berlengas. O nobre fidalgo, um dos futuros Vice-reis da Índia durante o século XVI, chega a referir que os corsários franceses iam “vender trigos a Lisboa”, fruto dessas pilhagens. Face à importância nevrálgica da região costeira de Peniche, e após sugestão do mesmo, a Coroa Portuguesa, em 1557, incube D. Luís de Ataíde de materializar a edificação de uma fortificação marítima na península de Peniche: o Baluarte Redondo (1557-1558). Entre os anos de 1557 e 1562, o 3.ºConde de Atouguia esteve envolvido em diversos combates navais contra piratas e corsários para defender a jurisdição do seu senhorio, visto que à época a pacata aldeia de Peniche, ligada à actividade piscatória, agrícola e comercial, era alvo de cobiça e constantes desembarques de aventureiros europeus e magrebinos.

Panorama ForteBerlenga (2)Os primórdios da construção da Guardiã da Ilha da Berlenga…

No contexto da Guerra da Restauração, o monarca D.João IV (1640-1654) ordenou a construção de uma estrutura militar para complementar a defesa da costa e da cidadela abaluartada de Peniche. Após a visita de João Rodrigues de Sá, entre 1651 e 1654, sobre um dos ilhéus da enseada da Muxinga, na vertente sudeste da Ilha da Berlenga, decorreram as obras de construção, com recurso a cantarias calcárias e reaproveitamento de pedras do antigo Mosteiro da Ordem dos Jerónimos, do único exemplar bélico do Arquipélago das Belengas: o Forte de São João Batista da Berlenga. Com uma planta octogonal irregular, adaptado à morfologia, estava guarnecida com nove peças de artilharias (Canhoiras). Contém um pátio interior, junto as muralhas exteriores foram edificadas o paiol e as casamatas. A ligação entre o ilhéu e a Berlenga é feito através de uma ponte em alvenaria, e um conjunto de arcos,  com um pequeno ancoradouro.

ForteSJBaptista2015BerlengaCabo Avelar Pessoa: um herói da restauração…

Esta fortificação militar do século XVII, do ponto de vista histórico, ganha um maior destaque na defesa de costa em Portugal no papel que desempenhou ao longo da Guerra da Restauração, considerada o seu expoente bélico. Um dos mais conhecidos episódios e marcantes nos anais da História de Portugal foi ataque de uma armada castelhana de 14 navios, comandada pelo almirante Don Diogo Ibarra, que tinha por objetivo raptar a rainha D. Maria Francisca de Sabóia na sua chegada a Portugal, à época do seu casamento com D. Afonso VI. Logrado o objectivo principal, em Junho de 1666, a armada espanhola decidiu atacar o Forte de São João Baptista, tendo efectuado um intenso bombardeado. Ao longo de dois dias,  a guarnição portuguesa, cerca de trinta soldados e oficiais, comandada pelo Cabo Avelar Pessoa, rendeu-se aos castelhanos por falta de comida, de pólvora e pela traição de um dos soldados que, após uma operação anfíbia, abriu as portas às forças sitiantes. Apesar das baixas castelhanas (cerca de 500 mortos, uma nau afundada e duas danificadas), os combatentes portugueses foram capturados e levados para Espanha pelas forças sitiantes. Hoje em dia, a maior embarcação que faz a ligação Peniche-Berlenga, construída em 1993,  tem o nome deste valoroso herói português.

 

RumoBerlenga (19)O impacto das Guerras Peninsulares (1807-1814)…

Após um restauro na terceira metade do século XVII, após o ataque de 1666, o forte adquiriu funções de presídio politico e militar. Durante as Guerras Peninsulares, em especial durante a 1.ª Invasão Francesa (1807-1808),  o forte serviu de base de apoio para a Royal Navy (à época era “dona e senhora dos mares” após a vitória de Trafalgar em 1805) para realizar assédios constantes à guarnição francesa da cidadela de Peniche. Com a retirada destes, foi pilhada pelos franceses. A capela e o forte foram, novamente, restaurados em 1821. No decorrer das lutas entre liberais e absolutistas (1828-1834) foi utilizada de base às tropas de D. Pedro IV para a conquista da fortaleza de Peniche, ocupada por forças miguelistas. Em 1847, esta fortificação militar do século XVII acabou por ser abandonada, visto que já não cumpria as necessidades bélicas. Posteriormente, foi ocupado por um destacamento da Guarda Fiscal até 1889.

RumoBerlenga (16)A visita do Presidente do Conselho  de Ministros no século XX…

Durante a década de 50 do séc. XX, entre 1952 e 1953, a Fortaleza de São João Baptista foi restaurada pela então Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais para uma posterior adaptação do espaço a pousada, servindo de abrigo a quem aí desejasse pernoitar. Aliás, são estas as funções que hoje apresenta. No Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT) – Arquivo Oliveira  Salazar (1908-1974) – podemos encontrar documentação referente à situação da Pousada das Berlengas, bem como algumas fotografias (Jornal O Século) desta fortificação marítima na década de 30 do século XX. O “mentor” do Estado Novo (1933-1974), o Dr. Oliveira Salazar, na companhia do então Ministro da Marinha Almirante Américo Tomás, a 9 de Julho de 1952, fez uma das raras deslocações fora do seu quotidiano habitual: uma visita para acompanhar as obras de adaptação a Pousada do Forte de São João Baptista. Quem diria, não é?

RumoBerlenga (17)Da Revolução dos Cravos até aos dias de hoje…

A sua missão já não é a defesa da Ilha da Berlenga. Após a Revolução dos Cravos (1974), este bastião de defesa costeira foi cedido, e bem,  pelo  Estado Português à Associação de Amigos da Berlenga (AAB), com vista à sua reabilitação e, mais tarde, para adaptação a alojamento turístico. Funciona, assim, como Casa-abrigo para os inúmeros visitantes que escolhem ficar nas suas celas seculares. Infelizmente, o aspecto histórico do monumento militar e da pousada histórica estão pouco explorados e desenvolvidos. Se ficou interessado neste exemplar de arquitectura militar português, recomendo a leitura da seguinte tese académica Forte de São João Baptista da Berlenga:um plano de gestão integrada da investigadora Raquel Carteiro (2017).

Um Até já…

Solitário. Isolado. Mágico. Mas, Forte. É este o Forte de São João Baptista da Ilha Berlenga. O guardião desta Ilha. A Berlenga. Uma Memória de Pedra que resta de outros tempos, de outras guerras. Saudades de pedra. A sensação de ver surgir a silhueta das suas muralhas na proa de uma embarcação causa espanto e comoção ao visitante da Ilha da Berlenga. Um verdadeiro “guerreiro de pedra” que combateu ao serviço da nação portuguesa. Iremos voltar, certamente.

Não deixe de fazer…

  • realizar uma visita de barco às inúmeras grutas (Flandres, Azul, Muxinga, Lagosteira, entre outras) do Arquipélago das Berlengas;
  • observar um belo pôr-do-sol no atlântico;
  • explorar os diversos trilhos pedestres da Ilha Velha e da Berlenga;
  • fotografar um dos ícones naturais da Berlenga: a cabeça do Elefante;
  • visitar o Farol Duque de Bragança;
  • observar a fauna e a flora única em Portugal, em especial, as gaivotas de pata amarela, os airos, o corvo-marinho-de-crista, a galheta e a cagarra (Birdwatching);
  • efectuar diversas actividades lúdicas ligadas à natureza e desporto, tais como,  o  snorkeling e canoagem;
  • realizar mergulho nos destroços de navios a vapor nas águas agitadas do Arquipélago das Berlengas, tais como, o SS Primavera e o SS Andrios;
  • conhecer o espaço do projeto LIFE Berlengas que visa contribuir para a gestão sustentável da Zona de Proteção Especial (ZPE) deste Arquipélago Atlântico;
  • mergulhar nas águas tranquilas e transparentes da praia do Carreiro do Mosteiro.
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Para mais informações:

Aqui poderá encontrar, por exemplo, extensa documentação e dicas sobre o património material e imaterial desta Ilha Atlântica nos seguintes links:

Antes de viajar para a Berlenga, segundo a CM Peniche, é recomendável consultar algumas particularidades desta ilha para planear a sua viagem. Por exemplo, o visitante deve efetuar a reserva do transporte e/ou do alojamento antecipadamente. O website do Turismo do Centro oferece informação atualizada sobre a região Centro de Portugal. É a melhor opção para começar a planear uma viagem à região Oeste. Já o Município de Peniche permite descarregar mapas e um conjunto de informações sobre os transportes públicos, locais de interesse, museus, gastronomia, entre outros. Importa salientar que poderá encontrar o posto de turismo para saber mais informações e dicas para fazer e planear o seu roteiro pela Reserva Natural das Berlengas (RNB).

✈ Como chegar:

A ligação marítima, entre o Porto de Peniche e a Ilha da Berlenga, têm uma duração aproximada de uma hora. As embarcações de passageiros funcionam entre os meses de Maio e Setembro, fora desse período não existe transporte regular para a Ilha da Berlenga, à excepção dos faroleiros e dos pescadores locais. O “Cabo Avelar Pessoa”, embarcação da empresa VIAMAR, é o transporte marítimo regular com maior capacidade de carga e para o transporte de passageiros. Há também diversas embarcações marítimo-turísticas (Barco Julius, Rumo ao Golfinho, TGV, etc) que levam entre 10 a 40 passageiros, permitindo o acesso à ilha de uma forma cómoda e mais rápida, bem como a organização de passeios às grutas do Arquipélago das Ilhas Berlengas.

🏠 Onde ficar:

Em virtude de ser uma Reserva Natural (Reserva Natural da Biosfera da UNESCO), a Ilha da Berlenga tem três [e únicas] possibilidades de pernoitar para os visitantes: o apoio de campismo (Município de Peniche – Posto de Turismo), na Pousada do Forte São Julião Baptista da Associação de Amigos das Berlengas (AAB) ou no Restaurante Mar e Sol. Aconselha-se a quem quiser pernoitar na ilha a levar lanternas e mantimentos, água doce incluída. No Castelinho existe um pequeno bar e um minimercado com produtos essenciais para a estadia na Ilha. Importa referir que a electricidade é cortada à uma hora da manhã. A torneira de água doce comunitária está aberta entre às 9 e 11 h da manhã todos os dias, visto que é transportada por via marítima pela embarcação “Cabo Avelar Pessoa”.

  • Área de campismo: as reservas são feitas no Posto de Turismo de Peniche (telefone: 262 789 571; email: turismo@cm-peniche.pt)
  • Casa Abrigo do Forte de São João Baptista: reservas feitas junto da Associação Amigos das Berlengas (telefone: 912 631 426; email: berlengareservasforte@gmail.com)
  • Pavilhão Mar e Sol: reservas feita pelo telefone 91 954 31 05

🍜 Onde comer:

Em virtude da Ilha da Berlenga ser um santuário natural, a oferta e diversidade de espaços gastronómicos é [muito] reduzida. A principal área de restauração localiza-se na Berlenga Grande. Trata-se do Restaurante e Alojamento Mar & Sol, localizado no bairro dos Pescadores. Um convite a uma tertúlia pelos sentidos e sabores da cultura gastronómica da região Oeste, em especial, o paladar de uma caldeira de marisco ou um prato de sardinhas com sabor à maresia atlântica. Na minha opinião, a opção mais correta é levar, como se dizia nos escuteiros, “almoço-volante”, isto é, o típico farnel. Nada como uma bela “sandocha” e uma “cervejinha” para desfrutar do descanso de uma caminha pelos trilhos da Berlenga. No Forte da Berlenga, com entrada gratuita, existe também um pequeno bar-restaurante, explorado pela Associação dos Amigos da Berlenga (AAB), que poderá visitar.

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

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💻 Texto: Rafael Oliveira 📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

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📌À descoberta do Alto Minho: um périplo fotográfico pela região mais a norte de Portugal.

📷 A região do Alto Minho. O troço de fronteira mais antigo de Portugal Continental: o rio Minho. Paisagens que parecem bilhetes-postais, Terra de gentes afáveis, de bom vinho Alvarinho, gastronomia farta, o Parque Nacional Peneda-Gerês e de inúmeros Castelos que fazem parte das estórias da História de Portugal.  Afinal, o Minho definiu os limites geográficos do Condado Portucalense face à Galiza.

Região raiana, o Alto Minho tem um património edificado, natural e geológico único. É um belo prelúdio da diversidade do nosso país. Paisagens bucólicas que parecem bilhetes-postais, lugares que contam estórias da nossa História e uma gastronomia farta e à minhota. O Parque Nacional da Peneda-Gerês não é o único motivo para visitar esta região bem portuguesa. Recordamos algumas imagens fotográficas e impressões pessoais de um viajante andarilho pela essência e singularidade desta região mais a norte de Portugal. Acompanhe-nos neste périplo fotográfico pela região do Alto Minho e conheça locais repletos de história.

📍Rafting no rio Minho (Melgaço)

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Uma das razões para visitar o Alto Minho: o Rafting. Esta actividade radical realizada, entre a barragem da Frieira (Espanha) e a Ponte do Peso (Melgaço), no rio Minho, foi uma das razões para visitar o concelho de Melgaço. Tratou-se de uma experiência fantástica e com muita adrenalina ao longo de quase 14 Km. Os monitores da Melgaço Radical (e da Melgaço WhiteWater) são excelentes pessoas que nos proporcionam uma experiência fantásticas que desperta os nossos sentidos. A cereja no topo do bolo é a oferta de uma garrafinha de vinho Alvarinho aos clientes. Nunca tinha feito Rafting e confesso que superou as minhas expectativas sobre esta actividade de turismo de aventura e radical. Um dia, irei voltar para fazer esta experiência com os meus alunos! Há que promover o “currículo oculto”. Trata-se de uma forma divertida (e exigente) de cimentar o espírito de união de um grupo.

📍Santuário de Nossa Senhora da Peneda (Arcos de Valdevez)

img_20190215_143036_998-1371465966.jpgO Santuário de Nossa Senhora da Peneda é um lugar recôndito e de rara beleza. A sua escadaria é um regalo arquitectónico para os nossos olhos. A Igreja, dedica ao culto da Nossa Senhora da Peneda, foi construída entre os finais do século XVIII e os primórdios do século XIX. Trata-se de um dos santuários católicos mais concorridos pelos romeiros do Norte de Portugal, em especial, na região do Alto Minho. Aprecie a bela cascata que cai, abruptamente, dos penedos graníticos que dão forma, cor e impacto visual à Serra da Peneda.

📍Praça-forte de Valença do Minho (Valença)

img_20190216_233813_934569004936.jpgPraça-forte de Valença do Minho, a sentinela da fronteira raiana do Alto Minho. Durante o século XII, El-rei Dom Sancho I, através de Valença, por inúmeras vezes tentou expandir a fronteira lusa com o assédio às localidades galegas de Tui e Pontevedra. Valença, à época denominada Contrasta, afirmou-se como um local estratégico, visto que estava entre o Rio Minho e a velha estrada romana.  É a mais importante fortaleza do Alto Minho e um dos notáveis exemplos da Arquitectura Bélica da História de Portugal (só equiparada a Almeida e Elvas). Esta impressionante fortificação abaluartada, construída no contexto da Guerra da Restauração (1640-1668), é um belo exemplo do aproveitamento das condições do meio envolvente: os patamares sobrepostos à orografia do terreno. Um projecto militar com escala para fazer face às ameaças de “nuestros hermanos”. Hoje em dia, esta cidade minhota é um ponto de confluência entre peregrinos de Santiago e de viajantes de todos os cantos da Peninsula Ibérica. Uma História feita de [Portugueses] Fortes!

📍Aldeia do Sistelo (Arcos de Valdevez)

img_20190214_195641_517-828808577.jpgEm Portugal existem lugares encantadores para descobrir. Sistelo é um deles. uma aldeia singela e bela. Trata-se de uma paisagem monumento-nacional e uma das 7 maravilhas de Portugal. Esta aldeia minhota, localizada no relevo acidentado da Serra da Peneda, é conhecida (turisticamente) pelo “Tibete Português”. E porquê? A paisagem envolvente é caracterizada pelos socalcos, que variam entre os 180 metros e os 1360 metros, onde se cultiva o milho e pasta o gado autóctone: as vacas cachenas. Apesar não estarmos na Ásia, a paisagem verdejante transmite uma paz espiritual e uma harmonia secular entre o homem e o meio. Um belo poema paisagístico escrito pelo Homem.

📍Vila de Ponte de Lima (Ponte de Lima)

2018_0606_12301000650701230.jpgSabia que Ponte de Lima é a vila mais antiga de Portugal? A capital da canoagem portuguesa é uma verdadeira embaixadora da região do Alto Minho. O rio Lima, que dá nome a esta vila, era denominado pelos romanos de Lethes: o rio do esquecimento. Quem o atravessasse, acreditava eles, perderia [para sempre] a memória. Era, assim, há mais de dois milénios. Além da beleza natural que envolve esta peculiar vila de Portugal, o património edificado aumenta singularmente o seu valor histórico, cultural e arquitectónico como, por exemplo, a icónica ponte romana sobre o rio Lima e os vestígios da cerca e torres muralhadas, construídas durante o reinado do “Justiceiro” D. Pedro I de Portugal, que cercavam o antigo burgo medieval. Não deixe de percorrer a “Avenida dos Plátanos”, bem como ver a bela Capela do Anjo da Guarda.

📍Espigueiros do Soajo (Arcos de Valdevez)

2018_0606_15531600-419566512.jpgA simpática vila do Soajo. Aqui, o viajante poderá encontrar um conjunto de espigueiros erigidos sobre uma majestosa laje granítica. Ainda hoje, são utilizados para secar o milho pelas gentes desta aldeia minhota. Os Espigueiros do Soajo são um excelente exemplo da tradição da arquitectura popular do Minho. O percurso turístico de Automóvel pelas estradas e caminhos, entre as Serras Amarela e do Soajo, o viajante tem, por vezes, a companhia das [singelas] vacas Barrosãs. Máxima atenção!

📍Torre de Lapela (Monção)

img_20190216_234946_166-297228575.jpgHá locais repletos de História, como o caso da Torre de Lapela. Incógnita na paisagem, esta Torre de Menagem impõe a sua presença junto às margens do rio Minho. Datada do século XIV, esta Torre Medieval é uma imponente, robusta e sólida construção bélica. É visível a grande distância e eleva-se a cerca de 35 metros sobre o leito do rio Minho. No reinado de D. Manuel I  (1495-1521),o castelo foi desenhado pela pena do escudeiro Duarte D`Armas no seu “Livro das Fortalezas” (ANTT: 1509).  Durante o reinado de D.João V (1705-1750), o antigo castelo de Lapela foi desmantelado, à excepcão da Torre, para que as suas sólidas pedras fossem utilizadas na construção da moderna fortaleza abaluartada da vila de Monção. Exigências bélicas (e dos tempos). Sugerimos uma visita ao  Núcleo Museológico, aberto desde 2016,  para compreender as estórias desta sublime torre fortificada. No final, o viajante poderá desfrutar de uma vista arrebatadora para o leito do rio Minho e para o conjunto da aldeia. A “Torre de Belém do Minho”, segundo é apelidada pelas gentes regionais, vale mesmo a pena visitar e perder um bocado de tempo.

📍Aldeia de Castro Laboreiro (Melgaço)

img_20190216_154225_0171232351829.jpgIncógnito e recôndito. Duas palavras para descrever este “guerreiro de pedra” da aldeia de Castro Laboreiro. Localizado a cerca de 1000 metros de altitude, o castelo de Castro Laboreiro é um forte motivo para visitar a genuína aldeia de Castro Laboreiro. Trata-se de um antigo castro romanizado que, na minha opinião, vale pela sua localização geográfica e, acima de tudo, pela seu conjunto fortificado preservado da intervenção do Estado Novo na década de 40 do século XX. Após uma caminhada de cerca de 900 metros, com sinalética um pouco degrada, é possível contemplar uma das melhores vistas para a aldeia de Castro Laboreiro e para as fragas/penedos da Serra da Peneda. A Just Natur organiza visitas e caminhadas temáticas para apreciar o património natural e edificado desta aldeia típica castreja.

📍Castelo de Lindoso (Ponte da Barca)

img_20190207_095202_393-202276086.jpgÉ na freguesia de Lindo(so) que existe a maior concentração de Espigueiros da Peninsula Ibérica. São, sensivelmente, 120 exemplares. Esta aldeia minhota tem um belo nome e, na minha subjectiva opinião, é  bela de aspecto. Trata-se da sentinela [de pedra] das Serras da Peneda e do Gerês.  Em virtude da sua situação estratégica, sobre o curso do rio Lima, é um dos mais importantes monumentos portugueses da arquitectura militar medieval, datada do reinado de D.Afonso III (1248-1279),  foi alvo de inúmeros assédios bélicos durante a Guerra da Restauração (1640-1668), visto que está próxima da fronteira raiana com Espanha. Poderá, no interior da fortaleza, visita um pequena exposição permanente sobre a sua emblemática história em defesa do escudo real de Portugal. Na envolvência desta fortificação bélica, o viajante fica impressionado com a enorme quantidade dos “pequenos celeiros” da região minhota: os Espigueiros. O mais antigo está datado do século XVIII. São o exemplo da vivência comunitária das gentes desta aldeia do Alto Minho.

📍Mosteiro de Sanfins de Friestas (Valença)

img_20190223_084033_356137124943.jpgA Igreja do Mosteiro de Sanfins de Friestas sobressai na bucólica paisagem onde se insere.  Aqui, o viajante viaja pelo legado secular da arquitectura religiosa românica do Alto Minho. É como estar às portas [da História de Arte] do primeiro românico Português. Com amplas vistas sobre o vale do rio Minho, o antigo Mosteiro [Masculino] Beneditino, fundado no fim do século XI, tem um extenso aglomerado de ruínas que revelam as seculares estruturas religiosas: o aqueduto, o muro e as respectivas dependências monacais.  Este lugar é um verdadeiro convite ao recolhimento espiritual no seio de uma monumental mata de Carvalhos (os verdadeiros guardiões deste lugar peculiar).

📍Castelo de Melgaço (Melgaço)

FAM TRIP_Melgaço--4Castelo de Melgaço é um belo exemplo da arquitectura militar românica. Uma das características é a sua Torre de Menagem, situar-se no centro da Alcáçova, em vez de ficar junto à cintura de muralhas. Por momentos, senti-me na pele do escudeiro Duarte D’Armas que desenhou este “guerreiro de pedra” para El`Rei D.Manuel I nos principios do século XVI. Todavia, uma das razões para visitar o concelho mais radical de Portugal é o Rafting. Esta actividade radical realizada, entre a barragem da Frieira (Espanha) e a Ponte do Peso (Melgaço), no rio Minho, foi uma das razões para sair da minha zona de conforto e fazer quase 500 km até ao concelho mais a Norte de Portugal. Tratou-se de uma experiência fantástica e com muita adrenalina ao longo de quase 14 Km. Os monitores da Melgaço Radical (e da Melgaço WhiteWater) são excelentes embaixadores do rafting, em Portugal, que nos proporcionam experiência fantásticas que despertam o lado radical escondido que há em cada pessoa.

📍Parque Nacional Peneda-Gerês (Melgaço)

FAM TRIP_Melgaço--16Parque Nacional Peneda-Gerês proporciona-nos um contacto mais próximo com a Natureza. Aliás, a vila de Melgaço situa-se, a sensivelmente, 30 Km de umas das entradas: as Portas de Lamas de Mouro. Ao longo da estrada, o viajante poderá apreciar a dimensão física, a fauna e a flora deste lugar mágico. Podemos ver cavalos selvagens (os garranos) e as vacas da raça cachenas guiadas por cães da raça Castro Laboreiro que pastam livremente, entre o principio da primavera e o fim de outono, nos inúmeros prados na zona montanhosa da região minhota. Porque não captar a fauna e a flora de um dos mais importantes parques naturais de Portugal Continental?

Como dizia o escritor José Saramago, o “viajante [Oliraf] volta já.”

Não deixe de fazer…

  • realizar uma prova de vinhos (até três vinhos) gratuita no Solar do Alvarinho;
  • observar as vacas cachenas, os cavalos selvagens (garranos) entre as Portas de Lamas de Mouro e a aldeia da Branda da Aveleira;
  • dar um mergulho em Caminha;
  • conhecer o Navio Gil Eanes na cidade de Viana do Castelo;
  • visitar o único SPA para cabras em Portugal Continental: a queijaria Prados de Melgaço;
  • fazer uma “Grand Tour” pela região vinícola da casta Alvarinho através da Rota do Alvarinho;
  • visitar o canil onde se cria os cães da raça Castro Laboreiro;
  • explorar os inúmeros trilhos pedestres do Parque Nacional Peneda-Gerês.
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Para mais informações:

Aqui poderá encontrar, por exemplo, extensa documentação e dicas sobre o património material e imaterial desta vila do Alto Minho nos seguintes links:

O website do Turismo Porto e Norte oferece informação atualizada sobre a região Norte de Portugal. É a melhor opção para começar a planear uma viagem à região do Alto Minho. Já o Município de Melgaço permite descarregar mapas e um conjunto de informações sobre os transportes públicos, locais de interesse, museus, gastronomia, entre outros. Importa salientar que poderá encontrar o posto de turismo para saber mais informações e dicas para fazer e planear o seu roteiro pela vila. Para mim, esta é a melhor forma de começar a visita a Melgaço: a Praça da República.

✈ Como chegar:

Em virtude de querer conhecer um pouco a região do Alto Minho, visto que ia fazer uma viagem de quase 500 km, optei por ir de avião numa companhia low-cost para o Aeroporto do Porto. É a melhor opção relação custo-tempo. De seguida, optei por alugar uma viatura para ir para o concelho de Melgaço. A partir do Aeroporto do Porto (Maia), deve seguir pela A41 (IC24) até à saída para a A3 (Parede), em direcção a Braga (via Valença). De seguida, opte pela N101 que liga Valença a Monção. Deverá prosseguir pela N202 até à vila de Melgaço. Se quiser prosseguir para a aldeia de Castro Laboreiro, desde a vila de Melgaço, opte pela N202 em direcção a Lamas de Mouro. De seguida, opte pela N202-3 rumo à aldeia serrana. Tenha atenção às vacas cachenas e ao nevoeiro denso que costuma aparecer ao longo do trajecto rodoviário.

🏠 Onde ficar:

No concelho de Melgaço existem inúmeras opções económicas de alojamentos, consoante o número de dias que irá ficar para conhecer a região do Alto Minho e do Parque Peneda-Gerês. Nas proximidades das Termas de Melgaço, o Hotel Boavista II (3 Estrelas) é uma excelente ideia para quem queira ficar na vila de Melgaço. Já na aldeia de Castro Laboreirorecomendo duas opções distintas: uma unidade Hoteleira (Hotel Castrum Villae) e um alojamento local (Moinhos do Poço Verde). Na minha opinião, ambas as escolhas são recomendáveis. Todavia, se gosta de um ambiente tranquilo e longe da confusão, os Moinhos do Poço Verde são a melhor opção para “meditar” na natureza envolvente do Parque Nacional Peneda-Gerês. Este turismo rural é ideal para quem queira ficar um fim-de-semana.

🍜 Onde comer:

Na vila e nos arredores do concelho de Melgaço existe uma diversidade de espaços gastronómicos que são um convite a uma tertúlia pelos sentidos e sabores da cultura gastronómica melgacense. Vejamos, a Adega Sabino é um dos melhores espaços para saborear a gastronomia local e regional do Alto Minho. Afinal, o “Sabino” é um verdadeiro “embaixador” da cultura gastronómica melgacense. Na minha opinião, a sua simplicidade em acolher no seu espaço gastronómico, torna-o especial. A sua adega conquistou-me pelo paladar e pelos aromas do alvarinho, bem as indicações para fazer uma prova de vinhos no Solar do Alvarinho. Recomendo as pataniscas, os nacos de vitela, o bucho doce e o vinho Alvarinho Torre de Menagem. Nas proximidades do Mosteiro de Paderne, optei por jantar na Tasquinha da Portela. Na minha opinião, um dos melhores restaurantes do concelho de Melgaço. Recomendo o pão de alho, o Polvo à lagareiro, o vinho branco da casa (mistura de alvarinho), bem como os licores da casa. E a simpatia da gerência são bons motivos para voltar. Para quem quer lanchar, a pastelaria e salão de chã Aromas & Caprichos é um excelente motivo para deliciar-se com a mistura da pastelaria francesa com produtos regionais. Nas proximidades de Castro Laboreiro, o Brandeiro é um dos melhores restaurantes do concelho de Melgaço. Trata-se de boa sugestão gastronómica para visitar a castiça aldeia da Branda da AveleiraSupera pela sua localização geográfica e variedade gastronómica os restaurantes de Castro Laboreiro: o Miradouro do Castelo e o Miracastro. A nivel gastronómico, recomendo os nacos de carne chacena. Infelizmente, não se apanha muita rede de telemóvel no restaurante. Optamos por saborear o momento a solo. A vida sabe melhor.

Nota importante [👤]

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📌 À descoberta de Monsanto: um olhar fotográfico da “Aldeia mais portuguesa de Portugal”.

📷 Majestosa, forte e alta. São três adjectivos que utilizo para descrever esta aldeia-monumento da região Centro de Portugal. Para mim, a aldeia histórica de Monsanto é a aldeia-rainha do Turismo Português.  Afinal, não há terra igual no nosso país! Trata-se da aldeia com maior consagração nacional, a comprovar estão os prémios de “Aldeia mais Portuguesa de Portugal” (1938), uma das doze Aldeias Históricas de Portugal e, mais recentemente, uma das finalistas da categoria de aldeia-monumento das 7 Maravilhas de Portugal® – Aldeias. Sabia que o  seu castelo medieval foi eleito, em 2007, uma das 7 maravilhas de Portugal?

📍Monsanto, Idanha-a-Nova, Castelo Branco, Portugal.

As Aldeias Históricas de Portugal são, na sua grande maioria, antigas povoações fortificadas localizadas junto à raia, isto é, junto à fronteira luso-espanhola. Monsanto, na ciência geográfica, é um Icelbergue, ou seja, um “monte-ilha” resultante dos agentes erosivos. Esta aldeia portuguesa é conhecida e apreciada pelas suas características singulares histórico-culturais e geográficas. Uma viagem curta, mas vivida intensamente. Monsanto é sempre uma boa surpresa para um viajante ocasional.

Monsanto
Gravura do Castelo de Monsanto in Livro das Fortalezas, Duarte d`Armas, c.1509, ANTT

Localizada no Municipio de Idanha-a-Nova, situada a meio caminho entre Penha Garcia e Castelo Branco, esta é uma das doze Aldeias Históricas de Portugal🇵🇹.  Há lugares que despertam o nosso espírito de viajante andarilho existente em cada um de nós. Ícone turístico da região da Beira Baixa, a Aldeia Histórica de Monsanto é uma experiência pelo património edificado e natural, bem como da autenticidade das suas gentes locais. Era uma ambição antiga que nunca se satisfazia como se aquela vontade [de viajar] acumulada por muitos anos nunca mais se fartasse  Monsanto mais do que uma aldeia, a meu ver, é um geomonumento.

A Igreja Matriz (ou de São Salvador) recebe-nos à entrada da “aldeia mais portuguesa” de Portugal. O viajante está em Monsanto. Aqui, o casario  granítico confunde-se com os “caos” de penedos que descem a encosta que observo atentamente. De facto, não é muito diferente do que  o escudeiro  ao serviço de El`Rei D.Manuel I  (1495-1521) desenhou nos princípios do século XVI. Por momentos, senti-me na pele Duarte D’Armas que desenhou este “guerreiro de pedra” na suas errâncias pela fronteira luso-castelhana.

img_20181105_200742_3441062676411.jpgMonsanto, uma aldeia portuguesa. Sabia que foi considerada a “Aldeia mais Portuguesa” de Portugal, em 1938, na vigência do regime Estado Novo? A réplica do Galo de Prata na Torre de Lucano (ou do Relógio) é uma evidência do passado desse concurso, organizado e desenvolvido pelo Secretariado de Propaganda Nacional (SPN), liderado por António Ferro. Este organismo tinha como objectivo a promoção da coesão nacional e do restauro das “tradições”, através, de concursos, discursos e guias de viagem. Através dos conceitos centrais – popular, o povo, a aldeia e a tradição – o Estado Novo (1933-1974) procurava instituir um universo simbólico que facilitasse a imposição da ideologia política do Salazarismo: a construção de uma identidade nacional.

monsanto (1)A Aldeia era o cenário perfeito para acções de propaganda da raça portuguesa ancestral. Simbolizava o reduto da nação portuguesa – antiga, rural, prestígio do núcleo familiar e da moral, trabalhadora, tradicional, pobre, cristã, honrada e genuína, isto é, o refúgio material e imaterial da conservação, desde tempos remotos, do modo de viver das comunidades, através da história, folclore, artesanato, da religião, sabedoria popular e do património edificado, em oposição ao Portugal cosmopolita e urbano. A política do regime Salazarista, enquanto sistema totalitário e fascista, pretendia evitar, a todo o custo, a “Proleitarização” dos Campos, isto é, defender a coesão nacional face ao massivo êxodo rural para as cidades em busca de novas oportunidades de vida.

 

img_20181107_202518_160-794935924.jpgO miradouro natural, junto ao Forno Comunitário, faz parar curiosos desde a subida do centro da aldeia ao topo da fortificação bélica local. É a parte mais antiga e o ponto mais alto da aldeia. O castelo fica situado num lugar íngreme e de difícil acesso. Nas minhas itinerâncias, a busca da curiosidade dos lugares leva-me sempre a subir a um ponto elevado. Não me fatigo. Nada me emociona que o deslumbramento da revelação de uma paisagem. Após a conquista por D.Afonso Henriques aos Sarracenos, a aldeia de Monsanto foi doada aos Templários. O Castelo de Monsanto foi construído no decurso do século XII pelo mítico Gualdim Pais (1157-1195), grão-mestre da Ordem do Templo em Portugal.

img_20181107_200751_771-2139980262.jpgEste “guerreiro de pedra” foi adaptado à morfologia do meio em que está inserido: as muralhas e a alcáçova fortificada serpenteiam ao sabor das enormes fragas e penedos graníticos. Hoje em dia restam pouco vestígios da torre de menagem. A sua missão era proteger a fronteira leste do Reino de Portugal, em conjunto com os castelos de Penha Garcia e Segura, face às investidas bélicas do Reino de Leão e Castela, visto que, durante a Idade Média, esta zona era muito vulnerável, instável e pouco povoada. Para tal, os primeiros reis da Dinastia Afonsina concederam-lhe Carta de Foral em 1174, 1190 e em 1217. Com um panorama visual 360º, do topo do castelo destacam-se a barragem Marechal Carmona e, ao fundo, o pequeno castelo de Penha Garcia. Para mim, um cenário à medida da Série da HBO “Game of Thrones”!  É difícil transmitir sensações perante esta paisagem singular capaz de deixar qualquer um 💯 fôlego.

monsanto (3)Segundo uma famosa a lenda medieval do cerco ao Castelo de Monsanto, os sitiados enganaram os castelhanos alimentando uma vitela com o pouco cereal que tinham. Julgando que os monsantinos estavam cheios de mantimentos, as tropas castelhanas decidiram levantar o cerco. A Festa de Santa Cruz, em Maio, honra a memória deste episódio da história local. À saída do recinto muralhado, ergue-se o antigo povoado primitivo em redor do Campanário, à esquerda, e da  Capela de São Miguel, à direita. A partir do século XV, os monsantinos instalam-se, progressivamente, na actual aldeia. Trata-se de um belo exemplar da arquitectura românica. Infelizmente, hoje, em ruínas. Mas, estas não deixam de ter o seu mistério. Afinal, as ruínas são o símbolo da passagem do tempo.  Nas proximidades, o viajante curioso poderá visualizar a Torre do Pilão e as respectivas sepulturas antropomórficas. Aqui, o viajante poderá sentir que o tempo não está aprisionado em sólidas muralhas de granito.

img_20181107_202113_845-1045289407.jpgSensivelmente a 758 metros de altitude, a alma de viajante andarilho, tal como o geógrafo Orlando Ribeiro, foi esmagada pelo paisagem envolvente. Monsanto não é apenas uma lição de História. É, também, uma lição de Geografia. De facto, as ciências geográficas e históricas caminham juntas. Ninguém fica indiferente aos inúmeros penedos e blocos graníticos que emergem do planalto da Beira Baixa: são os inselbergue ou montes-ilha. Estas formas de relevo esculpidas com mestria pela acção da natureza, através, dos agentes de erosão (ventos e chuva). A Rocha granítica, neste caso, mais resistente fica à superfície terrestre. Os blocos graníticos exemplificam a força “bruta” da Natureza e a fragilidade do ser humano. Continência aos agentes erosivos! O viajante alarga os horizontes da memória e geográficos. O espanto da novidade a qualquer instante. Natureza exuberante e surpreendente. A experiência directa, e não a leitura de livros, tornou-se no modo de conhecer o mundo real. Uma na forma de olhar o Mundo. É um território de natureza bruta. A largueza dos horizontes abre-nos para a eterna novidade do Mundo.

2018_0428_135837001039201416.jpgMonsanto não se resume ao velho e singelo castelo templário. Após uma prolongada e saborosa visita ao recinto muralhado do Castelo de Monsanto, e pelas vistosas paisagens envolventes, a visita continua numa inocente exploração dos sentidos. Descubro a casa do médico Fernando Namora que, entre 1944 e 1946, praticou medicina na aldeia de Monsanto. Construída em 1931, uma placa assinala a presença deste vulto da cultura literária portuguesa do século XX. Este escritor português amava a autenticidade e a solidão do Mundo Rural, ao contrário das vivências citadinas. O próprio sentia-se um “estrangeiro na cidade”. Estou certo que uma parte da sua obra literária foi inspirada e escrita nesta aldeia bem portuguesa. Veja-se o caso da obra “Nave de Pedra” (1975).

monsanto (2)À porta de uma casa de Monsanto encontro uma idosa tecendo e que saboreava a azáfama quotidiana de forasteiros que vêm visitar a sua singela aldeia. De súbito, ocorro-me a citação de um grande pensador e intelectual da nossa História, o Padre António Vieira (1608-1697):  “Somos o que fazemos. Nos dias em que fazemos, realmente existimos; nos outros, apenas duramos.” Os meus olhos depararam-se num objecto com características e formas peculiares. Perguntei-lhe na minha ignorância o que era. Respondeu-me: uma Marafona. Trata-se de uma Cruz de madeira vestida com aspecto de boneca (sem olhos, sem orelhas e nariz) com os trajes típicos da região de Monsanto, associada a cultos de fertilidade, utilizada para afastar o perigo das trovoadas e participa nos desfiles da festa da Divina Santa Cruz, no dia 3 de Maio. No final, optei por comprar a dita “Marafona” e pedi ainda a autorização para captar uma foto para levar como recordação. Um belo exemplo da tradição, identidade e folclore que faz desta aldeia uma das doze Aldeias Históricas do Centro de Portugal. Será que esta tradição irá perder-se? Interrogo-me. Só o tempo o dirá.

monsanto (4)A singularidade da sua localização num complexo rochoso, e construída no seio de um “caos” imenso de blocos de granito, a aldeia histórica de Monsanto, no concelho de Idanha-a-Nova, ganhou em 1938 o Galo de Prata e a designação da “aldeia mais portuguesa de Portugal”. Gente simples ocuparam penedos graníticos para vincar a dureza da vida quotidiana nestas latitudes. As pedras e o Homem. O Adufe e a Música. Os Horizontes e as suas Histórias. O Coração sentimental de Portugal. Coordenadas do tempo e do espaço em uma extensão sem precedentes. E um museu a céu aberto à História de Portugal e da Geografia Física. Presença e força que ditam a essência e singularidade da sua povoação. O Adufe e a Marafona são exemplo disso. Neste “Monte Santo” houve uma comunidade milenar que, ao longo dos milénios, soube adaptar-se ao meio envolvente.

Nas redondezas da aldeia histórica de Monsanto, não deixe de visitar:

  • a povoação raiana e as minas de Segura;
  • as termas de Monfortinho;
  • o Parque Nacional do Tejo Internacional;
  • o núcleo museológico do Paleozóico;
  • o Castelo e os moinhos etnográficos de Penha Garcia;
  • a povoação espanhola de Alcántara e o seu ex-libris: a Ponte Romana;
  •  o conjunto fortificado da aldeia histórica de Idanha-a-Velha.

Apesar de não ter nascido com passaporte de turista, como dizia o escritor Alves Redol, fui construindo uma paixão pela viagem. Viajar é aprender com o olhar. Estou no Centro de Portugal. Facto. Mas, há um dia da nossa vida que temos de descobrir um “Centro” que nos conduza pelo caminho das nossas fraquezas em busca de certezas. Monsanto é um belo exemplo da adaptação do Homem ao meio. Segundo Ernest Hemingway, a cidade de “Paris é uma Festa”. Já, para mim, Monsanto é uma Evasão. Aqui, existe uma harmonia entre o ser humano e a natureza. Durante as minhas viagens, tal como Fernando Namora, afasto-me da profissão para que o viajante possa emergir dentro de mim.

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Para mais informações:

Aqui poderá encontrar, por exemplo, extensa documentação e dicas sobre o património material e imaterial desta vila do Alto Minho nos seguintes links:

O website do Turismo da Região Centro oferece informação actualizada sobre a imensa do Centro de Portugal, sendo a melhor opção para começar a planear uma viagem à região. Recomendo, também, a consulta do sitio digital das Aldeias Históricas de Portugal, visto que permite descarregar mapas e um conjunto de informações sobre os transportes públicos, locais de interesse, museus, gastronomia, entre outros. Importa salientar que poderá pesquisar no site do Município de Idanha-a-Nova para saber mais informações e dicas para fazer e planear o seu roteiro pela aldeia histórica de Monsanto.

Monsanto está localizada a cerca de 25km a nordeste de Idanha-a-Nova. A estrada nacional N239 faz a ligação de Idanha a Monsanto num percurso com uma duração de cerca de 45m de carro. Se vem de Lisboa ou do Porto pela A1, deverá sair para a A23 na saída de Abrantes/Torres Novas. Na A23 saia pela saída de Alcains/Penamacor e siga as indicações para Idanha-a-Nova.

Coordenadas GPS: 40.0454776, -7.2296209

Ler mais em:

CASTELO-BRANCO, Salwa El-Shawan (ed.) ; BRANCO, Jorge Freitas (ed.). Vozes do Povo: A folclorização em Portugal. New edition [online]. Lisboa: Etnográfica Press, 2003 (generated 24 janvier 2019). Available on the Internet: Capítulo 9. O concurso “A Aldeia Mais Portuguesa de Portugal” (1938) >.

Documentário  “A ALDEIA MAIS PORTUGUESA DE PORTUGAL” realizado por António de Meneses (1938).

NOÉ, Paula – Os castelos da Ordem do Templo em Portugal. Lisboa: SIPA, 2016.

Nota importante [👤]

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💻 Texto: Rafael Oliveira 📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

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FOTOGRAFIA✈︎VIAGENS✈PORTUGAL© OLIRAF (2019)

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📷 OLIRAF Blogger Trips 2018: 12 Lugares, 12 Imagens.

✏2018 foi, para mim, um ano de grandes experiências e de exigentes desafios ao nível pessoal, profissional e académico. Tive oportunidade de experimentar o que é a vida de um verdadeiro traveller, storyteller e fotógrafo de viagens. Considero-me um sortudo. Cruzei-me com pessoas e gentes de diversas latitudes. De facto, estamos cada vez mais numa «aldeia global». Não fico admirado com a noticia de Portugal ter sido eleito “Melhor Destino do Mundo”, pelo segundo ano consecutivo, nos World Travel Awards.

Viagens&Vantagens_selo_finalista

Em Junho de 2018, resolvi inscrever o meu projecto de escrita e fotografia de viagens na 1.ª Edição do Prémio Latitudes Viagens & Vantagens, uma iniciativa da Via Verde e do projeto Óbidos Vila Literária para eleger e premiar os melhores trabalhos de literatura digital (blogs) com temas de turismo e viagens publicados sobre Portugal. Para este concurso literário da Via Verde, optei por concorrer com um artigo sobre o Cais Palafítico da Carrasqueira, localizado nas proximidades da Aldeia da Comporta (Alentejo). Para mim, ser um dos cinco finalistas, é uma enorme satisfação e realização pessoal, visto que dá uma maior motivação para continuar a inspirar e a publicar artigos de viagens sobre o nosso país.

Evasões_Edição_172No mês de Julho, o blogue OLIRAF apareceu  na capa da edição 172 da Revista @evasoes.pt. Tão gratificante sair na capa do Jornal de Notícias e numa das principais publicações de renome de viagens. E, se dúvida, uma das melhores experiências que fiz enquanto amante de turismo de natureza e aventura. Foi com gosto que aceitei o convite da Hostelsclub para falar um pouco da essência do projecto de escrita e fotografia de viagens numa entrevista. Para mais informações poderão consultar aqui.

Como forma de celebrar o ano que chega ao fim, decidi seleccionar as 12 imagens que reflectissem os lugares que mais gostei de conhecer. Apesar da subjectividade visual reflectir uma escolha pessoal, deixo-vos o Best of das minhas Blogger Trips 2018:

📍Melgaço (Minho, Portugal)

FAM TRIP_Melgaço--4Castelo de Melgaço é um belo exemplo da arquitectura militar românica. Uma das características é a sua Torre de Menagem, situar-se no centro da Alcáçova, em vez de ficar junto à cintura de muralhas. Por momentos, senti-me na pele do escudeiro Duarte D’Armas que desenhou este “guerreiro de pedra” para El`Rei D.Manuel I nos principios do século XVI. Todavia, uma das razões para visitar o concelho mais radical de Portugal é o Rafting. Esta actividade radical realizada, entre a barragem da Frieira (Espanha) e a Ponte do Peso (Melgaço), no rio Minho, foi uma das razões para sair da minha zona de conforto e fazer quase 500 km até ao concelho mais a Norte de Portugal. Tratou-se de uma experiência fantástica e com muita adrenalina ao longo de quase 14 Km. Os monitores da Melgaço Radical (e da Melgaço WhiteWater) são excelentes embaixadores do rafting, em Portugal, que nos proporcionam experiência fantásticas que despertam o lado radical escondido que há em cada pessoa.

📍Óbidos (Oeste, Portugal)

img_20181008_080745_641-1453401165.jpgBela e singela. São dois adjectivos para descrever esta vila medieval da região Centro de Portugal. Para mim, Óbidos é a vila-rainha do Turismo Português. Sabia que o seu castelo medieval foi eleito, em 2007, uma das 7 maravilhas de Portugal? Afinal, não há terra igual no nosso país! Entre 27 de Setembro a 7 de Outubro de 2018 ocorreu o FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos. À boleia da minha nomeação como finalista da 1.ºEdição do Prémio Latitudes Viagens & Vantagens 2018 tive um excelente motivo para (re) descobrir o património edificado e o pulsar quotidiano de uma das mais singelas e belas vilas medievais do nosso país: Óbidos. Segundo o jornal Britânico The Guardian, esta vila literária é referida como uma das 10 melhores cidades do livro do mundo: “Óbidos is a beautiful, historic hilltop town with a wall that encloses a compact medieval centre filled with cobbled streets and traditional houses. The town – just over an hour north”. É graticante estar nestas LATITUDES, em especial, numa região bem familiar: o Oeste.

📍Convento do Varatojo (Oeste, Portugal)

Varatojo (1)Silêncio…e simplicidade! Foi assim fomos recebidos no Convento de Santo António do Varatojo por Frei Nicolás de Almeida. Este guia-nos pelas simbólicas e seculares pedras do claustro do Convento de Santo António do Varatojo.  Trata-se de um belo exemplar da Arquitetura Gótica da região Oeste. Já imaginaram o “Africano” a deambular com o seu hábito Francisco pelo espaço conventual? Um espaço religioso que nos surpreende pela sua singularidade espiritual franciscana, arquitectónica e pela simbologia régia! Sabia que este espaço religioso foi mandado erigir por El-Rei Dom Afonso V, em 1470, em cumprimento de um voto que fizera a Santo António para o sucesso das suas aventuras bélicas no Norte de Marrocos (Alcácer-Ceguer e Tânger)? Daí, o espaço Conventual denominar-se Santo António do Varatojo.

📍Forte da Baralha (Sesimbra, Portugal)

FortedaBaralha (Sesimbra)O Forte de São Domingos da Baralha, localizado nas proximidades da vila piscatória de Sesimbra, é um testemunhos da arquitectura militar em ruínas existentes em inúmeros pontos estratégicos da costa portuguesa. Construído numa plataforma calcária, esta fortificação  em ruínas, datada dos meados do século XVII, foi um dos primeiros redutos marítimos da costa da Arrábida que integrou a linha defensiva que se estendia ao longo do  litoral de Albarquel ao Cabo Espichel. Tinha, assim, como objectivo a salvaguarda das embarcações que rumavam à povoação marítima do estuário do Sado: Setúbal. A Mystical Trip, através dos seus mentores, Rui Costa e Sandra Caldeira, é uma empresa de animação turística que alia o desenvolvimento de experiências turísticas e culturais associadas à História e ao Património histórico-militar, bem como o enquadramento histórico e paisagístico do património edificado e natural. Ao longo de 7 km´s, entre o Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel e a Chã dos Navegantes, o caminhante pode contemplar o contraste do azul do Atlântico e o verde  da Serra da Arrábida e contactar com o património militar e natural da “Costa Negra”. Actualmente, o Forte da Baralha e a Capela do Senhor Jesus dos Navegantes, encontram-se abandonados e em avançado estado de ruína.

📍Ruínas Romanas de Tróia (Grândola, Portugal)

Tróia_Ferry-1-2De um lado o Atlântico, do outro o Sado. As Ruínas Romanas da Península de Tróia eram o maior centro industrial de produção e preparados de pescado do Império Romano entreos séc. I e VI. d.C. Já imaginou as elites da cidade de Roma saborearem a iguaria “Garum” durante as suas sumptuosas festas? As ruínas desta “Fábrica de Roma” ficam nas proximidades do Tróia Resort. Segundo o ilustre escritor dinamarquês Hans Christian Andersen  descreveu, na sua obra Uma visita em Portugal (1866), como «A Pompeia de Setúbal». Infelizmente, só uma pequena parte (dez por cento) deste complexo arqueológico está visível, revela-nos a arqueóloga Ana Magalhães, aguardando novos trabalhos de prospecção arqueológica. A visita guiada pelo circuito arqueológico – os tanques de salga de peixe, as termas, as residências privadas e a necrópole, permitem-nos compreender o quotidiano de trabalho e de lazer durante a época Romana, em particular, na região do estuário do Sado. Um passeio por quase 2000 anos de história. Recomendo esta visita para quem queira fazer um programa de Praia & Cultura na região do Alentejo, em particular, o longo das margens azuis do Sado e das dunas douradas da Península de Tróia.

📍Base Aérea de Monte Real (Leiria, Portugal)

F-16-1-4Anualmente, ocorrem os dias abertos das principais bases aéreas da Força Aérea Portuguesa. Foi o caso do dia aberto da principal base aérea do nosso país: a BA5 de Monte Real, localizada no centro do país. As Esquadras 201 (Falcões) e 301 (Jaguares) operam as aeronaves de combate F-16 (Lockeed Martin F-16 AM). É, assim, desde 1994 em que estes caças foram adquirido aos EUA. Estas são a “ponta de lança” e o ex-libris da Força Aérea Portuguesa (FAP) cuja função é o policiamento aéreo, defesa aérea e ataque ao solo. Estes Caças Supersónicos, suportam acelerações de 9G, são capazes de percorrer a distância Bragança a Faro em 8 minutos! Por breves horas, fui, literalmente, transferido para o quotidiano de uma Base Aérea dos Estados Unidos da América. Nada como sentir a azáfama do reabastecimento, as descolagens, aterragens e as “Low-pass” das inúmeras parelhas dos “Top-Gun” Portugueses.

📍Monsanto (Castelo Branco, Portugal)

2018_0428_135837001039201416.jpgMonsanto, uma aldeia portuguesa. Localizada no concelho de Idanha-a-Nova, esta é uma das nove aldeias históricas do nosso pequeno grande país: Portugal. Sabia que foi considerada a “Aldeia mais Portuguesa” de Portugal, em 1938, na vigência do regime Estado Novo? A réplica do Galo de Prata na Torre de Lucano (ou do Relógio) é uma evidência do passado desse concurso. E qual era o objetivo? Promover a manutenção dos costumes, tradições religiosas, do património edificado e, acima de tudo, evitar o massivo êxodo rural para as cidades em busca de novas oportunidades de vida A política do regime Salazarista pretendia,acima de tudo, evitar a “Proletarização” dos Campos. Os blocos graníticos exemplificam a força “bruta” da Natureza e a fragilidade do ser humano.Aqui, no monte-ilha de Monsanto, uma comunidade milenar adaptou-se ao meio envolvente! Continência aos agentes erosivos!

📍Ponte de Alcántara (Extremadura, Espanha)

PonteAlcántara (3)A majestosa e monumental Ponte Romana de Alcántara atravessa as serenas águas do rio Tejo. Trata-se de uma verdadeira atração turística e uma das razões de ter ido a estas latitudes. O cenário arquitetónico é um dos mais belos “rincones” emblemáticos de toda a Extremadura Espanhola. Aqui, o viajante pode recuar até ao passado e imaginar as legiões romanas, hordas de povos bárbaros, mouros, castelhanos, portugueses e franceses pisaram estas pedras e passaram o rio Tejo rumo ao nosso país. Para mim, está ponte não é uma passagem. É uma viagem através do tempo. Há pontes que são verdadeiras obras de arte que impõem respeito e admiração!

📍Castro Laboreiro (Melgaço, Portugal)

FAM TRIP_Melgaço--8Localizado a cerca de 1000 metros de altitude, o castelo de Castro Laboreiro é um forte motivo para visitar a genuína aldeia de Castro Laboreiro. Trata-se de um antigo castro romanizado que, na minha opinião, vale pela sua localização geográfica e, acima de tudo, pela seu conjunto fortificado preservado da intervenção do Estado Novo na década de 40 do século XX. Após uma caminhada de cerca de 900 metros, com sinalética um pouco degrada, é possível contemplar uma das melhores vistas para a aldeia de Castro Laboreiro e para as fragas/penedos da Serra da Peneda. A Just Natur organiza visitas e caminhadas temáticas para apreciar o património natural e edificado desta aldeia típica castreja.

📍Madrid (Comunidad de Madrid, Espanha)

Madrid (2)A monárquica Madrid é a maior e mais povoada urbe da Península Ibérica e umas das maiores cidades europeias. Fundada nos meados do Século XVI, durante o “Sieglo de Oro”, por Filipe II de Espanha (Dinastia dos Áustria). Até ai, a maior cidade da “Jangada de Pedra”, como refere o Nobel da Literatura José de Saramago à Península Ibérica, era Lisboa. Mais tarde, em meados do Século XIX, esta foi suplantada por Madrid como a cidade mais importante da Península Ibérica. De facto, a posição central na Península Ibérica foi vital para a fixação da corte dos Áustrias (Séc. XVI-XVII) na pequena urbe castelhana. Mais tarde, a Dinastia dos Bourbons (Séc. XVIII) ajudaram a fomentar s consolidação desta cidade como a “cabeça” da Monarquia Hispânica (e o “coração” da Península Ibérica). Em Madrid podemos destacar o famoso Palácio Real de Madrid, antiga residência real da Dinastia Bourbon, construído pelo neto de Luís XIV, Felipe V de Bourbon (1700-1746).

📍World of Discoveries (Porto, Portugal)

2018_1201_16060800-794836941.jpgO World of Discoveries proporciona-nos um contacto mais próximo com a epopeia dos Descobrimentos Portugueses. Localizado no Centro Histórico do Porto num antigo estaleiro de construção naval da época dos Descobrimentos dos séc.XV-XVI, em Miragaia, este museu interactivo e parque temático é uma excelente sugestão de uma actividade lúdica (e didáctica) para  compreender e reflectir as viagens que os nossos antepassados apreenderam ao longo de inúmeras latitudes do Globo Terrestre. Aqui, o viajante, seja ele miúdo e graúdo, poderá ter uma noção dos instrumentos náuticos utilizados, de como eram construídas os navios dos Descobrimentos, através de réplicas reais, em diversas salas temáticas, tais como a sala dos instrumentos náuticos e dos navios dos descobrimentos, a do porão de carga de uma Nau e a do Estaleiro Naval. Denotamos a importância e o papel da cidade do Porto no processo expansionista além-mar. Da conquista de Ceuta (1415) às exóticas florestas do Brasil, o visitante poderá fazer uma viagem pelo oceano desconhecido, através de um circuito de réplicas de barcos dos descobrimentos, com os episódios mais marcantes dos Descobrimentos que fizeram parte da  História de Portugal. Sabia que as Naus São Rafael e São Gabriel da Armada de Vasco da Gama que descobriu o caminho marítimo para a Índia (1497-1499) foram construídas no Porto? Afinal, os Portugueses foram os precursores da primeira Globalização, isto é, deram “Novos Mundos ao Mundo”.

📍San Lorenzo de El Escorial (Comunidad de Madrid, Espanha)

Escorial (2)Deixe para trás a agitação urbana de Madrid e faça uma pausa nos arredores da capital espanhola, nomeadamente um passeio pelas cercanías de Madrid. Porque não conhecer o Mosteiro de San Lorenzo do Escorial nas proximidades do Monte Abantos? A uma hora de Madrid, através da Linha C-3 da Renfe Cercanías, em pleno coração da Serra de Guadarrama, encontra-se o majestoso San Lorenzo de El Escorial, pensado pelo Rei Filipe II de Espanha, no século XVI, para comemorar a vitória na Batalha de San Quintín, ocorrida a 10 de Agosto de 1557, contra os franceses. Trata-se de um belo exemplar do estilo austero do arquiteto de Filipe II: Herrera. Suba ao mirador de Abantos para apreciar uma panorâmica do Mosteiro e, ao fundo, da malha urbana de Madrid. Aqui, a quase 50 Km de Madrid, o viajante poderá fazer uma caminhada pelos trilhos de natureza da Sierra de Guadarrama (e sentir o ar puro da natureza) sempre acompanhado pela envolvência monumental do Mosteiro del Escorial.

Como dizia José Saramago, o “viajante [Oliraf] volta já.”

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💻 Texto: Rafael Oliveira 📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

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FOTOGRAFIA✈︎VIAGENS✈︎PORTUGAL © OLIRAF (2018)

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📷Roteiro Fotográfico pelo Reino de Espanha: as minhas sugestões para evasões histórico-culturais…

📷 El viajero en el país de Cervantes e Velásquez. O Reino de Espanha é um dos países mais turísticos e belos do Mundo. Amo Espanha como sempre amei Portugal. Para mim, tal como Ernest Hemingway, um dos meus países preferidos para realizar uma escapadinha cultural. Sugestões e impressões pessoais para um roteiro fotográfico pela essência do património histórico-cultural de “nuestros hermanos”. Sinta e viva o “salero” hispânico!

Com uma superfície de 504800 km² e quase 50 milhões de pessoas, a Espanha é um dos paises mais montanhosos do continente Europeu, depois da Suiça, conferindo uma dinâmica de paisagem que alterna entre cordilheiras, vales fluviais e vastos planaltos. Trata-se do país ideal para sugerir uma roadtrip ditada pela Geografia e História. Estas conferem uma singularidade própria e uma riqueza paisagística cheia de oportunidades de evasão! Pela minha experiência académica, profissional e pessoal, o Reino de Espanha tem dezenas de cidades e vilas que são merecedoras de uma visita sem pressa e para apreciar o que as rodeia. Deixo-vos,assim, 13 sugestões fotográficas para visitar no país de “nuestros hermanos”:

📍Salúncar do Guadiana (Andaluzia)

bloggertrip-algarve-funriversaluncarguadianaSalúncar do Guadiana: uma terra de fronteira. Situada nas margens do Guadiana, esta vila singela recebeu José Saramago, o nosso Nobel da Literatura (1998), esteve nestas paragens, em 1980, no âmbito da sua Viagem a Portugal. Deixo-me surpreender pela singularidade do casario branco de Salúncar do Guadiana e do seu “Guerreiro de Pedra” – o Castillo de San Marcos – que domina a paisagem envolvente. Esta pequena urbe nasceu da necessidade do controlo e vigilância do transporte de bens alimentares (trigo, azeite e mel) e de minério (ouro,prata e cobre), através do rio Guadiana, pelas  ocupações humanas sucessivas que a usavam na transição entre as rotas comerciais do Mediterrâneo e do Atlântico. Se tiver um lado mais radical, o leitor poderá aventurar-se na travessia do rio Guadiana na “ÚNICA TIROLINA TRANSFRONTERIZA DEL MUNDO”, pode ler-se na empresa limitezero.com. A paisagem arrebatadora entre Salúncar do Guadiana e Alcoutim – as duas vilas gémeas do rio Guadiana -, como afirmou José Saramago, permite viver esta experiência devagar e com tempo. Aventure-se. E surpreenda-se!

📍Ponte de Alcántara (Extremadura)

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A majestosa e monumental Ponte Romana de Alcántara atravessa as serenas águas do rio Tejo. Trata-se de uma verdadeira atração turística e uma das razões de ter ido a estas latitudes. O cenário arquitetónico é um dos mais belos “rincones” emblemáticos dae toda a Extremadura Espanhola. Aqui, o viajante pode recuar até ao passado e imaginar as legiões romanas, hordas de povos bárbaros, mouros, castelhanos, portugueses e franceses pisaram estas pedras e passaram o rio Tejo rumo ao nosso país.  Para mim, está ponte não é uma passagem. É uma viagem através do tempo. Há pontes que são verdadeiras obras de arte que impõem respeito e admiração!

📍Olivenza (Extremadura)

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Olivenza mantém a essência de Olivença. Trata-se de uma agradável e pitoresca cidade fronteiriça da raia luso-espanhola. Para quem percorre o seu “casco histórico”, como referem os “nuestros hermanos” aos seus centros históricos. O viajante não fica indiferente à escala do seu património edificado de origem portuguesa. De facto, ao percorrermos a raia luso-espanhola descobrimos dezenas de antigos castelos medievais, de menor e maior escala. Todavia, o que realmente impressiona ao viajante é a Torre de Menagem de Olivenza mandada construir por Dom João II em 1488. É mais alta da fronteira, com cerca de 40 metros, sendo acessível por 17 rampas até ao topo. Daqui, contemplamos a monumentalidade de Olivenza, o demonstra a sua importância histórica, política e militar para o antigo Reino de Portugal, face a Castela. Afinal, foram mais de cinco séculos como território de Portugal. Com quase doze mil habitantes (2016), esta vila da Extremadura Espanhola, nas proximidades de Badajoz, é um ponto de (re) encontro entre as culturas portuguesa e espanhola. Afinal de contas, Olivença personifica duas faces da mesma moeda. Para muitos, “Olivença é filha de Espanha, neta de Portugal”.

📍Madrid (Comunidad  de Madrid)

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A monárquica Madrid é a maior e mais povoada urbe da Península Ibérica e umas das maiores cidades europeias. Fundada nos meados do Século XVI, durante o “Sieglo de Oro”, por Filipe II de Espanha (Dinastia dos Áustria). Até ai, a maior cidade da “Jangada de Pedra”, como refere o Nobel da Literatura José de Saramago à Península Ibérica, era Lisboa. Mais tarde, em meados do Século XIX, esta foi suplantada por Madrid como a cidade mais importante da Península Ibérica. De facto, a posição central na Peninsula Ibérica foi vital para a fixação da corte dos Áustrias (Séc. XVI-XVII) na pequena urbe castelhana. Mais tarde, a Dinastia dos Bourbons (Séc. XVIII) ajudaram a fomentar s consolidação desta cidade como a “cabeça” da Monarquia Hispânica (e o “coração” da Península Ibérica). Em Madrid podemos destacar o famoso Palácio Real de Madrid, antiga residência real da Dinastia Bourbon, construído pelo neto de Luís XIV, Felipe V de Bourbon (1700-1746).

📍Sevilha (Andaluzia)

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Sevilha é uma autêntica  cidade-museu ao ar livre. Com o rio Guadalquivir aos seus pés, a capital da Andaluzia preserva um importante legado patrimonial-cultural do Reino de Espanha. Sabia que Carlos V de Habsburgo e Isabel de Portugal, filha de D.Manuel I, casaram-se nestas latitudes? E que a descoberta do Novo Mundo fomentou o crescimento da cidade, em virtude do seu porto ser servido pelo rio Guadalquivir? Afinal, esta cidade andaluza não é apenas o berço do Flamenco. O seu património histórico-cultural revela-nos a importância e a sua beleza secular. Edificios como a Torre del Oro, o Archivo General de las Indias, a Catedral e a Giralda de Sevilha, o Palácio real de Sevilha, a Plaza de Espanã  e, mais recentemente, o Metropol Parasol são visitas obrigatórias. Todavia, o Archivo Geral das Indias, construido na 2.ªMetade do Século XVI, impressionou-me pela sua dimensão. Afinal, uma boa parte da documentação histórica – “burocrática” – do Império Espanhol encontra-se aqui.

📍San Lorenzo de El Escorial (Comunidad  de Madrid)

Escorial (2)Deixe para trás a agitação urbana de Madrid e faça uma pausa nos arredores da capital espanhola, nomeadamente um passeio pelas cercanías de Madrid. Porque não conhecer o Mosteiro de San Lorenzo do Escorial nas proximidades do Monte Abantos? A uma hora de Madrid, através da Linha C-3 da Renfe Cercanías, em pleno coração da Serra de Guadarrama, encontra-se o majestoso San Lorenzo de El Escorial, pensado pelo Rei Filipe II de Espanha, no século XVI, para comemorar a vitória na Batalha de San Quitín, ocorrida a 10 de Agosto de 1557, contra os franceses. Trata-se de um belo exemplar do estilo austero do arquiteto de Filipe II: Herrera. Suba ao mirador de Abantos para apreciar uma panorâmica do Mosteiro e, ao fundo, da malha urbana de Madrid. Aqui, a quase 50 Km de Madrid, o viajante poderá fazer uma caminhada pelos trilhos de natureza da Sierra de Guadarrama (e sentir o ar puro da natureza) sempre acompanhado pela envolvência monumental do Mosteiro del Escorial.

📍Valladolid (Castilla y León)

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Valladolid era uma perfeita desconhecida para mim. E acredito que também para muitos portugueses. Sabia que teve muita importância histórica entre os Reis Católicos e os Felipe (s) de Espanha. Felipe II de Espanha nasceu aqui. É uma cidade com imensa curiosidade histórica, seja na sua arquitectura urbana e religiosa. Quem diria que nesta cidade castelhana também existia um jardim – Campo Grande de Valladolid – para recreação dos seus habitantes, tal como em Lisboa. Ao final da tarde, podemos ver vários jovens a conviver, os mais idosos meter a conversa em dia, os mais traquinas nas suas fantasias e os mais graúdos a comer umas tapas. De facto, os Espanhóis sabem usufruir do espaço público. Cá para mim, só vão dormir a casa. Sabia que Cristóvão Colombo morreu, em 1506, nesta cidade?

📍Alburquerque (Extremadura)

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De Lisboa a Albuquerque são cerca de 270 quilómetros. De Marvão, cerca de 70 km. A vila de Alburquerque está entre a cidade de Badajoz e a vila de Valência de Alcântara, bem no centro da antiga província romana da Lusitânia, na actual comunidade autónoma espanhola da Extremadura. Não vem nos roteiros  turísticos ou guias de viagem tradicionais, como a cidade de Badajoz, mas não precisava de tal distinção para merecer uma visita. É aqui que encontramos um dos mais imponentes – e bem preservados – “Castillos” da região e de toda Espanha (segundo o guia que nos fez a visita guiada gratuita ao recinto), mas a riqueza não é apenas histórica e arquitectónica,mas também paisagística. Dentro do seu  pequeno, mas acolhedor, centro histórico e do recinto muralhado começamos logo por descobrir histórias, pedras e símbolos familiares, de origem portuguesa.

📍Salamanca (Castilla y León)

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Após atravessar a região do “Campo Charro”, entre Ciudad Rodrigo e os arredores de Tordesilhas, chegamos à monumental cidade de Salamanca. A arquitectura exterior e interior da Catedral Velha e Nova cativa o olhar de qualquer viajante. Aqui, podemos sentir a influência e a importância do poder religioso e temporal nas dinâmicas urbanas ao longo dos séculos. Para Miguel de Unamuno, a cidade de Salamanca “…Es una fiesta para los ojos y para el espíritu. Ver la ciudad como poso del cielo en la tierra de las aguas del Tormes.” Acima de tudo, a cidade de Salamanca é um museu ao ar livre em que se destacam a Catedral Nova e Velha, o Palácio de Monterrey, Convento e Igreja de las Agustinas ou a Casa das Conchas, já a chegar à Plaza Mayor. Do topo da torre da catedral nova, podemos contemplar a arquitectura monumental desta cidade de Castilla y León. Ao fundo, podemos ver a transição do Campo Charro para as Tierras de Campo. Há muitas razões para visitar a “Monumental” Salamanca,uma cidade com uma vivência surpreendente. A “Coimbra Espanhola” deixa muitas saudades por quem passa.

📍Granada (Andaluzia)

img_20161112_221341A vista do Mirador de San Nicolás é arrebatadora! E qual a razão? A Alhambra detém o nosso olhar de espanto. De facto, esta cidade andaluza, Granada, encanta e admira qualquer viajante que chega pela primeira vez e a contempla. Granada é o Alhambra, o bairro Albaicín e o El Generalife. Veja-se a singularidade da Acequia Real do El Generalife: um verdadeiro paraíso. Foi construído pelos sultões nazarís para refúgio do quotidiano cortesão da Alhambra de Granada. Tal como eles, fujo das “massas” de turistas que inundam o complexo fortificado do Alhambra. Afinal, trata-se do monumento mais visitado do Reino de Espanha. Quem diria? Foi uma bela surpresa contactar com a simplicidade desta “Horta Real” com as suas fontes, hortas e belos jardins que nos transportam para outras latitudes. O Éden podia ser aqui. Esta cidade andaluza transmite boas vibrações a qualquer forasteiro ou viajante andarilho. Há cidades que nos tocam a alma. Granada é uma delas. E aquele momento em que recebes a notificação que o Turismo de Espanha partilhou, e mencionou, a tua foto na sua página oficial do Instagram.

📍Ciudad Rodrigo (Castilla y León)

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Entre Portugal e Salamanca, esta praça de fronteira foi palco de inúmeras guerras entre Cristãos e Mouros (Renquista Cristã),  Portugueses e Castelhanos (Guerra de Sucessão entre partidários de Isabel, a Católia e os partidários de Joana, a Beltraneja) e, mais tarde, entre  Espanhóis e Franceses (Guerra da Independência).  Com inúmeros edificios civis, militares e religosos que contam muitas estórias da história desta cidade da província de Salamanca. Destacamos o Castelo Medieval e o seu recinto de muralhas, bem como a Catedral de Santa Maria. Todavia, o marco histórico que ficou gravado na nossa memória foi a Torre de las Campanas que é um testemunho dos cercos cruéis durante a Guerra Peninsular (1807-1814) efectuados pelas tropas francesas de Massena (1810) e as tropas Inglesas de Wellington (1812). Ainda hoje, o viajante poderá ver oas marcas das balas de canhão efectuada pela artilharia de campanha.

📍Córdoba (Andaluzia)

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Ir a Córdoba é realizar uma viagem no tempo (e com tempo). Um encontro entre o Ocidente e o Oriente. Ao percorrer as suas ruas e bairros históricos,o viajante tem uma noção nitida da convivência e cruzamento de influências milenares entre Judeus, Muçulmanos e Cristãos que habitavam o Al-Andalus. Sabia que a Ponte Romana de Córdoba, atravessa pelo rio Guadalquivir, foi um dos cenários de Game of Thrones em Espanha? Se é um fã (nático) da Série da HBO deve recorda-se da Ponte de Volantis. Esta cidade andaluza contém património histórico-cultural com o selo da UNESCO, nomeamente o centro histórico, a Mesquita-Catedral,  as ruinas arqueológicas do antigo palácio califal de Madinat al-Zahra e o bairro Judeu. Foi o berço da antiga capital califado Omíada (929-1031), fundada por Abd al-Rahman III. Experimente fazer a Rota Omíada e deixe-se surpreender pelo legado arquitectónico e cultural da civilização islâmica de Espanha: o Al-Andalus. Sabia que Carlos V de Habsburgo, o rei-itinerante, salvou esta obra de arte da civilização islâmica para contemplação de imensos curiosos da História?

📍Santigo de Compostela (Galiza)

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Se todos os caminhos vão dar a Roma, em Espanha, todos os caminhos vão dar a Santiago de Compostela. Quem não conhece, ou já percorreu, o caminho de Santiago? Localizada na Galiza, esta cidade é uma das capitais para os crentes que professam a religião cristã. Fruto do imenso e variado património edificado de cariz religioso, sendo o seu ex-libris a Catedral que, segundo a lenda, está sepultado o Apóstolo Santiago (Maior), um dos doze apóstolos mais próximos de Jesus Cristo, a cidade de Santiago de Compostela é património Mundial da Unesco. Anualmente, esta pequena cidade recebe centenas de milhares de peregrinos que percorrem o caminho de Santiago, vindos inúmeras latitudes do globo terrestre. Afinal, o caminho não é uma viagem, mas sim uma experiência de vida!

📍Mérida (Extremadura)

A imagem pode conter: céu e ar livreO “Templo de Diana”, assim lhe chamou D.Bernabé Moreno de Vargas no século XVI, é um dos ex-libris da monumentalidade da antiga capital da província romana da Lusitânia (uma das três províncias da Hispânia): Emerita Augusta. Segundo a historiografia local, foi construído no final do século I a.C ou no inicio do século I d.C. Na 2.ªMetade do século XX, após escavações arqueológicas, constatou-se que este templo era dedicado ao culto Imperial. Durante o século XVI,aproveitando a estrutura, o Conde de los Corbos construiu uma residência palaciana que permitiu a sobrevivência da primitiva construção da época romana. Apesar das semelhanças arquitectónicas e de culto com o Templo Romano de Évora, o espaço envolvente não é muito harmonioso.

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Para mais informações:

O website do Turismo de Espanha – Visit Spain – oferece informação atualizada sobre o destino Espanha. É a melhor opção para começar a planear uma viagem a Espanha,  permitindo descarregar mapas e um conjunto de informações sobre os transportes públicos, locais de interesse, museus, gastronomia, entre outros.

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As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

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💻 Texto: Rafael Oliveira 📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

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FOTOGRAFIA✈︎VIAGENS✈︎PORTUGAL © OLIRAF (2018)

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📌À descoberta do F(O)LIO – Festival Literário Internacional de Óbidos: uma viagem literária e fotográfica pela vila-rainha da região Oeste.

📷 Bela e singela. São dois adjectivos para descrever esta vila medieval da região Centro de Portugal. Para mim, Óbidos é a vila-rainha do Turismo Português. Sabia que o  seu castelo medieval foi eleito, em 2007, uma das 7 maravilhas de Portugal? Afinal, não há terra igual no nosso país! 

Entre 27 de Setembro a 7 de Outubro de 2018 ocorreu o FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos. À boleia da minha nomeação como finalista da 1.ºEdição do Prémio Latitudes Viagens & Vantagens 2018 tive um excelente motivo para (re) descobrir o património edificado e o pulsar quotidiano de uma das mais singelas e belas vilas medievais do nosso país: Óbidos. Segundo o jornal Britânico The Guardian, esta vila literária é referida como uma das 10 melhores cidades do livro do mundo: “Óbidos is a beautiful, historic hilltop town with a wall that encloses a compact medieval centre filled with cobbled streets and traditional houses. The town – just over an hour north”. É graticante estar nestas LATITUDES, em especial, numa região bem familiar: o Oeste.

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Esta vila-museu é um marco  histórico-cultural e paisagístico incotornável do Centro de Portugal, em especial, da identidade da região Oeste. El-Rei Dom Dinis (1261-1325) resolveu dar à sua jovem esposa D.Isabel de Aragão (1271-1336), em 1281, como dote a mais bela jóia da Estremadura: Óbidos. As rainhas dispunham, assim, de “casa própria”, de rendimentos, terras e,acima de tudo, de espaços para recreio e lazer, na sua grande maioria, por doação régia. Esta vila medieval esteve até 1833 inserida no património da Casa das Rainhas.  Ainda hoje, o viajante poderá comprovar o impacto do mecenato régio em inúmeros edificios que dão forma ao património edificado desta localidade. Com a implantação do regime liberal, a Casa das Rainhas foi extinta, por decreto de 18 de Março de 1834, pelo rei D. Pedro IV,  sendo o seu património, bens e rendas integrados no Estado Português.

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Em Óbidos, as fotografias saem sempre bem e cheias de tonalidades cromáticas. As suas muralhas, castelo e o seu casario transportam-nos, através de uma máquina do tempo, até ao imaginário da época medieval! Enfim, esta vila do Centro de Portugal é, na minha subjetiva opinião, um belo e singelo relato literário para viajantes do tempo. O tempo da História. Da nossa História. É uma das mais ricas e perfeitas jóias da arquitectura militar da Estremadura. O Castelo de Óbidos e as suas muralhas adjacentes, segundo o arquitecto Raul Lino (1879-1974), são “um dos exemplares mais perfeitos da fortaleza medieval portuguesa”. Durante muito tempo, esta maravilhosa, singela e pitoresca vila de Portugal, esteve nas mãos dos Mouros, que tinham pelo local uma especial e justificável predileção. Todavia, o primeiro monarca do Reino de Portugal, em 1148, Dom Afonso Henriques, conquista esta fortificação aos Mouros. De seguida, o monarca ordenou a construção de uma cintura de muralhas erguida em volta do casario medievo e dos principais pontos estratégicos – as torres e as ameias – que vigiavam o litoral atlântico. Em 1195, o rei Dom Sancho I atribuiu a primeira Carta de Foral a Óbidos.

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“O FOLIO é uma festa literária em Óbidos, Portugal”, podemos ler na página do Instagram do @foliofestival. Na minha minha opinião, este festival é um ponto de encontro de amantes da literatura, cujo enfoque são tertúlias literárias entre escritores e leitores com pontos de vista diferentes e irreverentes. Podemos afirmar, e confirmar, que este Festival Literário é um dos principais eventos de promoção da cultura literária em Portugal. Afinal, Óbidos, desde 2015, é a Vila Literária de Portugal consagrada pela UNESCO. Ao longo da Rua Direita, uma das ruas mais características e castiças de Óbidos, os amantes literários bucólicos e nostálgicos poderão encontrar e deparar-se, a cada passo, com inúmeros alfarrabistas, livrarias e diversas actividades relacionadas com a arte de bem escrever, bem como vestígios de civilizações romanas e islâmicas.

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“Amor de Perdição” em plena vila Medieval de Óbidos! Perdi-me neste imenso oceano Literário, em especial pela decoração da Livraria do Mercado. Situado na Rua Direita, este espaço original é um dos pontos mais procurados por turistas e viajantes literários, ocupando um antigo quartel de bombeiros. No seu interior podemos encontrar inúmeras estantes de livros feitas com caixas de frutas reaproveitadas, bem como um pequeno Mercado Biológico. Trata-se, a meu ver, do espaço ideial para comprar um livro usado ou novo de editores independentes.

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A programação deste festival literário conta com uma vasta programação cultural e literária o que, por vezes, torna-se dificil optar pelas melhores apresentações de livros, debates e tertúlias entre escritores. Foi o caso da conversa sobre o Revisionismo Histórico entre José Pacheco Pereira e Fernando Rosas, organizada pela editora Tinta-da-China, que contou com imensa afluência do público. Afinal de contas, estes dois Historiadores são um dos maiores vultos da Historiografia e da Política do pós-25 de Abril em Portugal. Fernando Rosas, por exemplo, afirmou que o Historiador é um ser subjectivo e isso relecte-se no objecto de estudo. Já Pacheco Pereira, citando Max Weber, confessou que quem escreve História tem de ter uma certa empatia com o objecto de estudo. O debate teve lugar na Casa Tinta-da-China, com moderação de Bárbara Bulhosa, em que estava exposta um conjunto de retratos de escritores portugueses “Retratos 1970-2018”, tais como Sofia de Mello Breyner, António Lobo Antunes ou Valter Hugo Mãe, da autoria do fotógrafo Alfredo da Cunha.

Não deixe de fazer…

  • caminhar no areal da Foz do Arelho e na Lagoa de Óbidos;
  • fotografar um dos mais incónicos edificios religiosos da região Oeste: o Santuário do Senhor Jesus da Pedra;
  • assitir aos grandes eventos temáticos, tais como, Óbidos Vila Natal, Mercado Medieval e Festival do Chocolate;
  • conhecer  um dos maiores vultos da Arte Portuguesa, nomeadamente a colecção de pintura barroca de Josefa d’Óbidos (1630 – 1684) no Museu Municipal;
  • provar a famosa e saborosa Ginginha de Óbidos;
  • visitar a cidade das Caldas da Rainha;
  • ficar uma noite na Pousada do Castelo de Óbidos;
  • explorar os inúmeros encantos e recantos da vila medieval, em especial, as inúmeras livrarias que se situam ao longo da Rua Direita;
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Para mais informações:

FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos

ÓBIDOS – Turismo do Centro de Portugal

Câmara Municipal de Óbidos

Posto de Turismo:
Telefone: 262 959 231
E-mail: posto.turismo@cm-obidos.pt

✈ Como chegar:

Localizada a cerca de 80 quilómetros de Lisboa, a vila de Óbidos goza de bons acessos rodoviários (A8) e ferroviários (Linha do Oeste). A partir da capital portuguesa, a viagem  de Automóvel demora aproximadamente uma hora. É a melhor relação custo-tempo. Deverá optar pela A8  em direcçao a Leiria, até à saida 15 (Óbidos). Nos arredores, existem parques de estacionamento, junto ao Posto de Turismo, que são pagos. Se optar pelo Comboio, a Comboios de Portugal (CP) efectua o percurso entre Lisboa e as Caldas da Rainha (Linha do Oeste), com paragens na Estação de Óbidos. A viagem dura aproximadamente duas horas. Todavia, a estação encontra-se um pouco afastada, a cerca de 1,5 km, do centro histórico da vila, sendo a melhor entrada do lado norte da muralha medieval (Porta da Cerca). Poderá, também, apanhar um autocarro que faz o percurso Lisboa – Óbidos.

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💻 Texto: Rafael Oliveira 📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

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FOTOGRAFIA✈︎VIAGENS✈︎PORTUGAL © OLIRAF (2018)

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📝Blogue OLIRAF finalista da 1.ªEdição dos Prémio Latitudes Viagens & Vantagens da Via Verde.

✏︎ O Blogue OLIRAF, Alma de Viajante, Uma Foto Uma História, Contramapa e Porto Envolto  são os finalistas do Prémio Viagens & Vantagens. Esta é a primeira edição de uma iniciativa conjunta Via Verde e projeto Óbidos Vila Literária, que tem como objetivo eleger e premiar os melhores trabalhos de literatura digital (blogs), com temas de turismo e viagens, publicados sobre Portugal. A equipa do Viagens & Vantagens seleccionou, entre 13 candidaturas analisadas, os melhores trabalhos que mostrem os destinos nacionais de forma única e com o cunho pessoal do blogger.
Em Junho de 2018, resolvi inscrever o meu projecto de escrita e fotografia de viagens na 1.ª Edição do Prémio Latitudes Viagens & Vantagens, uma iniciativa da Via Verde e do projeto Óbidos Vila Literária para eleger e premiar os melhores trabalhos de literatura digital (blogs) com temas de turismo e viagens publicados sobre Portugal. Para este concurso literário da Via Verde, optei por concorrer com um artigo sobre o Cais Palafítico da Carrasqueira, localizado nas proximidades da Aldeia da Comporta (Alentejo). Para mim, ser um dos cinco finalistas, é uma enorme satisfação e realização pessoal, visto que dá uma maior motivação para continuar a inspirar e a publicar artigos de viagens sobre o nosso país.

Prémio Viagens e Vantagens

Parabéns, é finalista!

Temos o prazer de informar que é um dos finalistas ao Prémio Latitudes Viagens & Vantagens.

PARABÉNS!

Convidamo-lo/a a estar presente na cerimónia de entrega de prémios que decorrerá durante o festival FOLIO, em Óbidos, a 7 de outubro, pelas 17H00, na Casa José Saramago, onde serão anunciados o 1º Prémio e Menção Honrosa.

O evento será igualmente uma ótima oportunidade para reunir todos os bloggers de viagem candidatos num momento descontraído e de troca de experiências.

Ficamos honrados por poder contar com a sua presença.

Até lá,

A equipa do Viagens & Vantagens

O que é o Viagens & Vantagens ?

Com esta iniciativa,a  Via Verde, em parceria com a Óbidos Cidade Criativa da Literatura Unesco, promovem um concurso literário “Prémio Viagens & Vantagens”, cujo intuito é a promoção do turismo e a literatura de viagens em Portugal. Destina-se, assim, a premiar os melhores trabalhos publicados, entre 1 de Julho de 2017 e 30 de Junho de 2018, por autores de literatura digital, cujo o tema seja o turismo na vertente das viagens, promovendo o conhecimento cultural e social do destino Portugal e inspirando os leitores a partir à descoberta do país! Segundo Franciso Sequeira Esteves, responsável pelo programa Viagens & Vantagens da Via Verde, aquando do lançamento do prémio, a “ideia é proporcionar aos bloggers a oportunidade de conhecerem ainda melhor os destinos nacionais”.

Quais os Prémios?

O primeiro classificado terá direito a escolher 12 programas de lazer Viagens & Vantagens (máximo de €150 por programa), entre os mais de 70 que estão disponíveis na página Viagens & Vantagens, no site da Via Verde. O prémio da Menção Honrosa receberá três programas de lazer, do mesmo valor individual (€150 por programa).

Ao usufruir dos programas de lazer da Via Verde, os vencedores do Prémio Latitudes Viagens & Vantagens terão novas oportunidades de viajar por Portugal, e dando assim a conhecer através dos seus blogs o melhor do nosso país, bem como a partilhar as experiências no segmento Descobrir Portugal do site da Via Verde, promovendo os seus contéudos e respetivos blogues junto dos utilizadores diários da Via Verde.

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O Júri do Prémio Latitudes Viagens & Vantagens 2018 é constituído No próximo dia 7 de outubro, às 17H, no FOLIO — Festival Literário Internacional de Óbidos, designadamente, na Casa José Saramago, os finalistas saberão o veredicto final do Júri constituido por um representante da Brisa – Via Verde, um representante do Turismo de Portugal (Centro de Portugal) e um membro do projeto Óbidos Vila Literária.

Será, assim, um bom motivo para (re) descobrir o património edificado e o pulsar quotidiano de uma das mais singelas e belas vilas medievais do nosso país: Óbidos, localizada na região Oeste. Segundo o jornal Britânico The Guardian, a vila literária de Óbidos é referida como uma das 10 melhores cidades do livro do mundo: “Óbidos is a beautiful, historic hilltop town with a wall that encloses a compact medieval centre filled with cobbled streets and traditional houses. The town – just over an hour north”.É graticante estar nestas LATITUDES, em especial, numa região bem familiar: o Oeste.

Quem acompanha, assiduamente, o blogue Oliraf sabe que tentamos aliar o melhor da arte fotográfica ao melhor da escrita de viagem, através das estórias da História. No fundo, o objetivo último é levar o leitor a viver as experiências dos lugares que tiver oportunidade de conhecer, ao sabor das imagens e da escrita. De qualquer forma, ser finalista é uma excelente oportunidade para celebrarmos a paixão por viajar e pela literatura de viagens em Portugal.

Folio

E o vencedor foi…

“Contramapa”, de Diana Guerra, com o artigo intitulado “Rio de Onor, uma das sete aldeias maravilha de Portugal”. Segundo Francisco Esteves, diretor do programa Viagens & Vantagens, da Via Verde, “aquele que maior curiosidade suscitou em visitar o destino que é descrito”. O blog premiado foi distinguido entre cinco finalistas: “Alma de Viajante” (com uma viagem à Mina de S. Domingos), “Uma Foto, Uma História…” (com uma visita os bosques de Bragança), “Oliraf” (que partilhou a visão sobre o Cais Palafítico da Carrasqueira) e “Porto Envolto” (que levou o leitor à Aldeia da Pena), que recebeu uma menção honrosa.

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As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

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✏️À Conversa com a Hostelsclub: a primeira entrevista do blogue OLIRAF

📷 Deixo-vos a primeira entrevista do Blogue OLIRAF. Foi com gosto que aceitei o convite da Hostelsclub para falar um pouco da essência do meu projecto de escrita e fotografia de viagens. Para mais informações poderão consultar a entrevista aqui.

HostelsClubEntrevistaBanner

Um blog sobre a História de Portugal sob a objetiva de Rafael, um fotógrafo amador.

1. Olá Rafael. OLIRAF é o nome do blog… Pode explicar como surgiu a ideia do nome e da criação do blog?

OLIRAF, deriva de Rafael Oliveira. A ideia do nome para o blogue, de cariz mais pessoal, surgiu durante uma conversa, em 2008, com o meu amigo Vítor Fernandes (http://www.vifer-arte.com/), um artista plástico de Carnaxide, que aconselhou-me a criar um pseudónimo para a minha recente faceta artística, designadamente, a arte fotográfica. Em relação à criação do blogue OLIRAF surge no contexto da minha Licenciatura em História na FCSH-UNL, onde tinha o objetivo de fotografar e escrever sobre os diversos Castelos de Portugal Continental. Um pouco à semelhança do escudeiro real de D.Manuel I (1469-1521), Duarte d`Armas, que foi incumbido de registar e desenhar os inúmeros “Guerreiros de Pedra” ao longo da fronteira luso-espanhola. Ainda hoje, munido de uma máquina fotográfica, procuro materializar esta ideia. Por outro lado, o interesse pela História e Geografia são notórios no meu olhar fotográfico. E são elas que dão um contexto e a essência à minha visão do que é a realidade à minha volta. As minhas deslocações, sejam elas em trabalho, em contexto académico ou em férias, tem sempre um propósito fotográfico.

2. O seu blog tem como objetivo aproximar a História de Portugal ao leitor, pelas suas fotos. Quer explicar melhor o sentimento que quer mostrar às pessoas?

«Um olhar da História pela objectiva de um fotógrafo amador.» Esta frase resume a essência do meu blogue pessoal. Procuro aproximar a História e a Fotografia do leitor e levá-lo a vivê-la na primeira pessoa, lado a lado com as minhas experiências de viagem, partindo de terras e locais mais ou menos conhecidos pela maioria dos portugueses. De facto, o blogue percorre Portugal de Norte a Sul em busca de cidades e vilas que guardam e contam as marcas da nossa História e do nosso património natural e edificado. Aborda temáticas diversificadas, tais como, o património histórico-cultural, a paisagem, a gastronomia, o enoturismo as gentes que, de alguma forma, têm relação com o meu percurso de vida profissional e pessoal. Acima de tudo quero incentivar as pessoas a viajar pelos locais com História e a conhecer as gentes locais, fora dos locais turísticos. Através das palavras de Robert Baden-Powell, o fundador do Escutismo, procuro a minha inspiração: “(…) Procurai deixar o mundo um pouco melhor de que o encontrastes e quando vos chegar a vez de morrer, podeis morrer felizes sentindo que ao menos não desperdiçastes o tempo e fizestes todo o possível por praticar o bem.» É esta filosofia que quero passar as pessoas. Serem felizes. Aliás, as viagens são o melhor investimento pessoal, uma espécie de “currículo oculto”.

3. Diz ser um fotógrafo amador mas já recebeu alguns prémios pelas suas fotos e escrita. Que tal a sensação do seu trabalho ser reconhecido mesmo com pouca formação?

Sou um auto-didacta na fotografia, logo, a minha aprendizagem baseou-se na natural pulsão de representar a realidade. Tenho desenvolvido actividade profissional na área da gestão e tratamento documental de coleções de fotografia. Actualmente, dedico uma parte do meu tempo na investigação histórica e documental de acervos fotográficos. Citando um dos meus fotógrafos preferidos, Carlos Relvas, considero-me um fotógrafo amador, visto que, amo a arte fotográfica. É mais nesse sentido. Acima de tudo, tento ser profissional, ter paixão e honestidade quando elaboro um trabalho fotográfico ou artigo de viagem. Sim, é um facto que já recebi diversas nomeações e menções honrosas. Em Julho de 2015, tive a oportunidade de participar num Passatempo de Fotografia de Viagem, organizado pela Revista HAPPY WOMAN, Em virtude de ter ganho o prémio final, fiz um Workshop de Fotografia de Viagem, promovido pela RESTART, com o fotógrafo de viagens Nuno Lobito. Por exemplo, fui nomeado na categoria de Blogue de Fotografia Viagens nos BTL Blogger Travel Awards 2017 (2016 e 2017) e fui uma das 80 Histórias da 2ª Edição da Navigator Around the World in 80 Pages book. Confesso que é gratificante ver reconhecido o meu projeto fotográfico como Blogger Amador de fotografia e escrita de viagens. Sem eles, não teria tanta visibilidade, respeito, exigência e feedback que estou a ter neste momento. Esta entrevista é um exemplo. Importa salientar que, para criar um blogue de viagens, é preciso muita persistência, dedicação e acreditar nas nossas capacidades pessoais e intelectuais.

4. Quando pensa fazer uma reportagem fotográfica de algo sobre Portugal, como é que escolhe? Baseado em gostos pessoais ou em possíveis gostos dos leitores?

Na escolha de uma reportagem fotográfica procuro sempre visitar um lugar que nunca fui. Todavia, por motivos profissionais, sou “obrigado” a conhecer algumas regiões e cidades de Portugal, como foi o caso da minha ida, durante seis meses, para um projeto arquivístico numa instituição da cidade de Évora. No fundo, as minhas viagens são motivadas pelo gosto pessoal, ou seja, lugares com muita História, paisagens de tirar o fôlego e pelo conhecimento das pequenas estórias das gentes locais. Afinal, são as pessoas que fazem os lugares. São estas as três principais motivações para viajar. De seguida, opto por contactar com o que já foi escrito por diversos blogues de viagens, onde não pretendo repetir a mesma informação. Acima de tudo, procuro ser o mais genuíno e inovador possível. Em relação a possíveis gostos dos leitores, nunca organizo as minhas viagens em função dos leitores. Todavia, procuro receber algumas informações e dicas de locais que interessem ao público e que possa conciliar com o meu gosto de ser viajante do tempo.

5. Para finalizar, quais são os projetos que tem em mente para o futuro?

Vejamos, o futuro constrói-se com aquilo que aprendemos no passado e o que fazemos no presente. Palavra de Historiador. Neste momento, pretendo dar mais ênfase ao projeto fotográfico e apostar na escrita de viagens, através da diversificação de conteúdos, temas e países a viajar. Como aprendiz de viajante andarilho, citando o geógrafo Orlando Ribeiro, tenho muito a aprender e a conhecer em viagem. Para mim, as viagens são o melhor investimento de valorização pessoal. É uma espécie de “currículo oculto”. Em breve, consoante a minha actividade profissional, pretendo ir a Itália e aos Açores. Mas, o meu grande sonho é visitar a antiga colónia portuguesa de Goa (Índia). A Índia é um Mundo dentro do Mundo. E quem sabe, no futuro, contar as minhas peripécias e experiências de viagem em livro.

O que é a Hostelsclub?

Hostelsclub é um sistema de reservas online em mais de 35.000 instalações no mundo inteiro. O “target” é especialmente viajantes independentes, mochileiros e estudantes, onde a sua missão é ajudar a obter soluções económicas em termos de alojamento em diversas latitudes. Trabalham principalmente hostels como acomodação, mas também oferecem outros tipos de alojamento, como por exemplo, hotéis *, hotéis **, campings, casas de hóspedes, B&B, entre muitos outros. A título de curiosidade, recentemente juntámo-nos com a Ryanair, a maior companhia aérea de baixo custo na Europa, o que significa que agora muitas pessoas podem beneficiar de acomodação e dos bilhetes de avião visitando apenas um site! Além disso, os clientes também podem obter descontos especiais se forem estudantes Erasmus ou se tiverem o nosso cartão de membro – um cartão gratuito que garante desconto entre 5% a 40% em cada reserva feita no Hostelsclub.com.

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📌À descoberta de Melgaço: onze experiências para fazer no concelho mais a norte de Portugal.

📷 A região do vinho Alvarinho e do Parque Nacional Peneda-Gerês. Sugestões e impressões pessoais de um roteiro fotográfico pela essência desta vila minhota. Melgaço, meus caros, Melgaço!

“O Destino de natureza mais radical de Portugal”. Melgaço saudá-vos, assim, quando o viajante chega à primeira rotunda desta vila minhota. A vila de Melgaço é o concelho mais a norte de Portugal Continental. Porque, aqui, começa Portugal. Estamos no Minho, a região berço da nacionalidade portuguesa. Ah, já tínhamos saudades de percorrer e conhecer a geografia e a história dos lugares que estudamos nas aulas da faculdade.

A convite do Município de Melgaço em particular dos Serviços de Comunicação e Imagem deste concelho do Alto Minho, entre os dias 7 e 10 de Junho, tive oportunidade de participar numa FAM TRIP da Pegada Zero – III Jornadas de Turismo de Natureza – PNPG – Melgaço 2018’. O programa foi bastante diversificado e com muitas actividades de turismo de natureza e aventura. O divertidissimo e genuíno grupo de bloggers, jornalistas e profissionais de turismo que participaram nesta Fam Trip era fantástico, simpático e,acima de tudo, com um excelente espirito de união. Em especial, os inúmeros bloggers de Portugal e de Espanha que me deram dicas,inspiração e fantásticas experiências para viajar. Adoro pessoas com MUNDO!

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Melgaço é, na minha opinião, o concelho mais radical de Portugal! Foi o caso desta FAM Trip. Este concelho,apesar de ser do interior, tem imenso potencial para atrair forasteiros que queiram fazer inúmeras experiências. Um dos meus locais preferidos de Portugal. Porquê? Tem História, Desporto, Natureza, Gastronomia, Enoturismo e, acima de tudo, a simplicidade das suas gentes. Agradecimento especial à fotógrafa Carla Cristina da @fotomelgaco que capturou os melhores momentos fotográficos das actividades radicais. Já conhecem Melgaço? Saiba mais na rede social Instagram em @discovermelgaco.

Eis as minhas onze experências e sugestões desta viagem fotográfica ao concelho mais a norte de Portugal:

1. Percorrer os trilhos de BTT do Parque Nacional Peneda-Gerês.

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O concelho de Melgaço oferece condições excepcionais para a prática desportiva e actividades de lazer. Por exemplo, a modalidade de ciclismo todo-o-terreno: o BTT. Ao percorrer os inúmeros trilhos em terra batida e calcetadas com pedra granítica da Serra da Peneda, o viajante poderá apreciar a fauna, a flora, o património e as actividades humanas do Parque Nacional Peneda-Gerês. Nas Portas de Lamas de Mouro, optei por acompanhar a IIIª Maratona BTT de Melgaço 2018 (Campeonato Nacional de Maratona XCM) entre a zona ribeirinha e montanhosa do concelho de Melgaço. No seu conjunto, a prova contou com mais de 500 “fundistas” de BTT que percorreram diversos percursos exigentes (acumulado aproximado subida/descida 2658 metros) com quase 90 Km. É obra!

2. Realizar uma prova de vinhos na Quinta do Soalheiro

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A primeira marca de Alvarinho de Melgaço. Fundada em 1982, a Quinta do Soalheiro proporciona aos visitantes uma viagem pelos sentidos do vinho da casta Alvarinho da marca Soalheiro para deleite dos visitantes. A sala de prova de vinhos proporciona uma excelente vista “soalheira” para a Galiza e o curso do Rio Minho. Se pretende aprofundar mais sobre o vinho Alvarinho poderá visitar o Solar do Alvarinho. Este Solar Seiscentista é um dos ex-libris da vila de Melgaço. O visitante poderá fazer uma visita ao espaço histórico (antiga cadeia e tribunal) e realizar uma prova gratuita de três vinhos da casta alvarinho. No espaço poderá adquirir produtos regionais e artesanais minhotos e melgacenses.

3. Praticar a actividade radical Canyoning nos rios Laboreiro e Varziela

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A actividade radical – Canyoning – é uma excelente forma de conhecer a fauna, a flora e o património edificado da área envolvente da aldeia de Castro Laboreiro. Optei por fotografar esta actividade junto à Ponte da Varziela, visto que o tempo estava chuvoso e frio. Mas, ainda bem, que existem pessoas corajosas! Os destemidos bloggers portugueses e espanhóis avançam nas turbulentas águas da ribeira da Varziela durante uma actividade radical de Canyoning simpaticamente guiada pela Montes de Laboreiro durante a Fam Trip da IIIªEdição da Pegada Zero.

4. Fazer uma massagem no Medical SPA das Termas de Melgaço

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Durante a visita às instalações das Termas de Melgaço, os participantes da FAM Trip Pegada Zero puderam contactar com um lugar para relaxar e apreciar o espaço verde envolvente: as @termasdemelgaco. Como gostei do espaço envolvente e das instalações, optei por aceitar um convite ao relaxamento, isto é, realizar uma massagem de cinquenta minutos. Aqui, somos recebidos num ambiente familiar por uma equipe de jovens profissionais competentes. Porque não fazer uma massagem que revitaliza o corpo e a mente? Deixe para trás a agitação urbana e descubra os prazeres e os sentidos do turismo termal no cncelho mais a norte de Portugal.

5. Visitar o centro Histórico de Melgaço e subir à Torre de Menagem

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O Castelo de Melgaço é um belo exemplo da arquitetura militar românica. Uma das caracteristicas é de que a Torre de Menagem ficar no centro da Alcáçova, em vez de ficar junto à cintura de muralhas. Por momentos, senti-me na pele do escudeiro Duarte D’Armas que desenhou este “guerreiro de pedra” para El`Rei D.Manuel I nos principios do século XVI. Por um 1€ poderá visitar o núcleo museológico deste património edificado e ficar a conhecer um pouco sobre a evolução histórica desta vila do Alto Minho. Afinal, Portugal começa aqui! Nas minhas itinerâncias, a busca da curiosidade dos lugares leva-me sempre a subir a um ponto elevado. Não me fatigo. Nada me emociona que o deslumbramento da revelação de uma paisagem, seja ela urbana ou natural, e de sentir que o tempo não está aprisionado em sólidas muralhas, como foi o caso desta sentinela militar que domina o rio Minho: o castelo de Melgaço.

6. Descer o rio Minho em Rafting

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Uma das razões para visitar o concelho de Melgaço: o Rafting. Esta actividade radical realizada, entre a barragem da Frieira (Espanha) e a Ponte do Peso (Melgaço), no rio Minho, foi uma das razões para visitar o concelho de Melgaço. Tratou-se de uma experiência fantástica e com muita adrenalina ao longo de quase 14 Km. Os monitores da Melgaço Radical (e da Melgaço WhiteWater) são excelentes pessoas que nos proporcionam uma experiência fantásticas que desperta os nossos sentidos. A cereja no topo do bolo é a oferta de uma garrafinha de vinho Alvarinho aos clientes. Nunca tinha feito Rafting e confesso que superou as minhas expectativas sobre esta actividade de turismo de aventura e radical. Um dia, irei voltar para fazer esta experiência com os meus alunos! Há que promover o “currículo oculto”. Trata-se de uma forma divertida (e exigente) de cimentar o espírito de união de um grupo.

7. Subida ao Castelo de Castro Laboreiro

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Localizado a cerca de 1000 metros de altitude, o castelo de Castro Laboreiro é um forte motivo para visitar a genuína aldeia de Castro Laboreiro. Trata-se de um antigo castro romanizado que, na minha opinião, vale pela sua localização geográfica e, acima de tudo, pela seu conjunto fortificado preservado da intervenção do Estado Novo na década de 40 do século XX. Após uma caminhada de cerca de 900 metros, com sinalética um pouco degrada, é possível contemplar uma das melhores vistas para a aldeia de Castro Laboreiro e para as fragas/penedos da Serra da Peneda. A Just Natur organiza visitas e caminhadas temáticas para apreciar o património natural e edificado desta aldeia típica castreja.

8. Contemplar a fauna e a flora do Parque Nacional Peneda-Gerês

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O Parque Nacional Peneda-Gerês proporciona-nos um contacto mais próximo com a Natureza. Aliás, a vila de Melgaço situa-se, a sensivelmente, 30 Km de umas das entradas: as Portas de Lamas de Mouro. Ao longo da estrada, o viajante poderá apreciar a dimensão física, a fauna e a flora deste lugar mágico. Podemos ver cavalos selvagens (os garranos) e as vacas da raça cachenas guiadas por cães da raça Castro Laboreiro que pastam livremente, entre o principio da primavera e o fim de outono, nos inúmeros prados na zona montanhosa da região minhota.

9. Conhecer o românico do Alto Minho: o Mosteiro de Paderne.

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Gosta de viajar no Tempo? Sim, então, tem de visitar o Mosteiro de São Salvador de Paderne para apreciar uma conjugaçao de rara beleza artística e arquitectónica românica da região do Alto Minho. Este edifício religioso românico foi consagrada à Ordem dos Agostinhos, corria o ano de 1302. Ao contemplarmos as suas pedras com História, o viajante pode ter uma ideia bastante elucidativa do antigo traçado: planta em cruz latina, de uma só nave, transepto e cabeceira tripartida. De realçar, no exterior, os pórticos, a cachorrada e o óculo deste Monumento Nacional.

10. Apreciar os sabores da gastronomia melgacense na Adega Sabino

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Situada no centro Histórico da vila de Melgaço (em frente à ao edificio da câmara muncipal), a Adega Sabino é um dos melhores espaços para saborear a gastronomia local e regional do Alto Minho. Existente há mais de cinco décadas, este negócio familiar ganhou um novo impulso com Manuel Augusto de Castro: o “Sabino” conhecido na comunidade local. Podemos comprovar que o “Sabino” é um verdadeiro “embaixador” da cultura gastronómica melgacense. Um gentleman. diria melhor. Porquê? É um anfitrião que qualquer viajante poderá encontrar numa visita ao Centro Histórico de Melgaço. Afinal, trata-se de uma figura querida da Terra. O “guia-turístico” de Melgaço. Aliás, o “Sabino” é o Confrade do Vinho Alvarinho, uma espécie de relações públicas desta casta vinicola sublime. Como eu gosto de conhecer os locais. A meu ver, estes são o verdadeiro “Tripadvisor”, isto é, são a melhor fonte de informação e recomendação dos lugares que queremos realmente visitar.

11. Percorrer os trilhos pedestres das pontes de Castro Laboreiro

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A necessidade da rápida movimentação de exércitos, populações e mercadorias motivou a construção de uma importante rede viária regional, desde o período romano, que atravessa o território do concelho de Melgaço e da região minhota-galaica. Se percorrermos os diversos percursos pedestres do planalto de Castro Laboreiro, podemos encontrar inúmeras pontes de origem romana que foram alvo de reformulações na época Medieval. É o caso da Ponte Nova da Cava Velha. Este monumento nacional é notável pelas suas características arquitectónicas, com dois arcos de volta perfeita. Importa salientar que esta ponte insere-se numa rede de comunicações essenciais para Castro Laboreiro, visto que ligava as aldeias da margem direita e esquerda do vale do rio Laboreiro.

Não deixe de fazer…

  • realizar uma prova de vinhos (até três vinhos) gratuita no Solar do Alvarinho;
  • observar as vacas cachenas, os cavalos selvagens (garranos) entre as Portas de Lamas de Mouro e a aldeia da Branda da Aveleira;
  • fazer o Melgaço Alvarinho On Trail;
  • participar na Festa do Alvarinho e do Fumeiro;
  • conhecer a História Local nos espaços museológicos de Melgaço: Espaço Memória e Memória, Museu do Cinema Jean Loup Passek e Núcleo Museológico da Torre de Menagem (o bilhete para os três principais espaços custa 2,5€);
  • visitar o único SPA para cabras em Portugal Continental: a queijaria Prados de Melgaço;
  • descobrir as aldeias típicas do Alto Minho: Lindoso, Sistelo e Soajo;
  • fazer uma “Grand Tour” pela região vinícola da casta Alvarinho através da Rota do Alvarinho;
  • visitar o canil onde se cria os cães da raça Castro Laboreiro;
  • explorar os inúmeros trilhos pedestres do Parque Nacional Peneda-Gerês.
Não perca as minhas aventuras e olhares fotográficos no Instagram! Um encontro com a História, ao sabor das imagens…

Para mais informações:

Aqui poderá encontrar, por exemplo, extensa documentação e dicas sobre o património material e imaterial desta vila do Alto Minho nos seguintes links:

O website do Turismo Porto e Norte oferece informação atualizada sobre a região Norte de Portugal. É a melhor opção para começar a planear uma viagem à região do Alto Minho. Já o Município de Melgaço permite descarregar mapas e um conjunto de informações sobre os transportes públicos, locais de interesse, museus, gastronomia, entre outros. Importa salientar que poderá encontrar o posto de turismo para saber mais informações e dicas para fazer e planear o seu roteiro pela vila. Para mim, esta é a melhor forma de começar a visita a Melgaço: a Praça da República.

✈ Como chegar:

Em virtude de querer conhecer um pouco a região do Alto Minho, visto que ia fazer uma viagem de quase 500 km, optei por ir de avião numa companhia low-cost para o Aeroporto do Porto. É a melhor opção relação custo-tempo. De seguida, optei por alugar uma viatura para ir para o concelho de Melgaço. A partir do Aeroporto do Porto (Maia), deve seguir pela A41 (IC24) até à saída para a A3 (Parede), em direcção a Braga (via Valença). De seguida, opte pela N101 que liga Valença a Monção. Deverá prosseguir pela N202 até à vila de Melgaço. Se quiser prosseguir para a aldeia de Castro Laboreiro, desde a vila de Melgaço, opte pela N202 em direcção a Lamas de Mouro. De seguida, opte pela N202-3 rumo à aldeia serrana. Tenha atenção às vacas cachenas e ao nevoeiro denso que costuma aparecer ao longo do trajecto rodoviário.

🏠 Onde ficar:

No concelho de Melgaço existem inúmeras opções económicas de alojamentos, consoante o número de dias que irá ficar para conhecer a região do Alto Minho e do Parque Peneda-Gerês. Nas proximidades das Termas de Melgaço, o Hotel Boavista II (3 Estrelas) é uma excelente ideia para quem queira ficar na vila de Melgaço. Já na aldeia de Castro Laboreiro recomendo duas opções distintas: uma unidade Hoteleira (Hotel Castrum Villae) e um alojamento local (Moinhos do Poço Verde). Na minha opinião, ambas as escolhas são recomendáveis. Todavia, se gosta de um ambiente tranquilo e longe da confusão, os Moinhos do Poço Verde são a melhor opção para “meditar” na natureza envolvente do Parque Nacional Peneda-Gerês. Este turismo rural é ideal para quem queira ficar um fim-de-semana.

🍜 Onde comer:

Na vila e nos arredores do concelho de Melgaço existe uma diversidade de espaços gastronómicos que são um convite a uma tertúlia pelos sentidos e sabores da cultura gastronómica melgacense. Vejamos, a Adega Sabino é um dos melhores espaços para saborear a gastronomia local e regional do Alto Minho. Afinal, o “Sabino” é um verdadeiro “embaixador” da cultura gastronómica melgacense. Na minha opinião, a sua simplicidade em acolher no seu espaço gastronómico, torna-o especial. A sua adega conquistou-me pelo paladar e pelos aromas do alvarinho, bem as indicações para fazer uma prova de vinhos no Solar do Alvarinho. Recomendo as pataniscas, os nacos de vitela, o bucho doce e o vinho Alvarinho Torre de Menagem. Nas proximidades do Mosteiro de Paderne, optei por jantar na Tasquinha da Portela. Na minha opinião, um dos melhores restaurantes do concelho de Melgaço. Recomendo o pão de alho, o Polvo à lagareiro, o vinho branco da casa (mistura de alvarinho), bem como os licores da casa. E a simpatia da gerência são bons motivos para voltar. Para quem quer lanchar, a pastelaria e salão de chã Aromas & Caprichos é um excelente motivo para deliciar-se com a mistura da pastelaria francesa com produtos regionais. Nas proximidades de Castro Laboreiro, o Brandeiro é um dos melhores restaurantes do concelho de Melgaço. Trata-se de boa sugestão gastronómica para visitar a castiça aldeia da Branda da Aveleira. Supera pela sua localização geográfica e variedade gastronómica os restaurantes de Castro Laboreiro: o Miradouro do Castelo e o Miracastro. A nivel gastronómico, recomendo os nacos de carne chacena. Infelizmente, não se apanha muita rede de telemóvel no restaurante. Optamos por saborear o momento a solo. A vida sabe melhor.

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