📷Roteiro Fotográfico pelo Reino de Espanha: as minhas sugestões para evasões histórico-culturais…

📷 El viajero en el país de Cervantes e Velásquez. O Reino de Espanha é um dos países mais turísticos e belos do Mundo. Amo Espanha como sempre amei Portugal. Para mim, tal como Ernest Hemingway, um dos meus países preferidos para realizar uma escapadinha cultural. Sugestões e impressões pessoais para um roteiro fotográfico pela essência do património histórico-cultural de “nuestros hermanos”. Sinta e viva o “salero” hispânico!

Com uma superfície de 504800 km² e quase 50 milhões de pessoas, a Espanha é um dos paises mais montanhosos do continente Europeu, depois da Suiça, conferindo uma dinâmica de paisagem que alterna entre cordilheiras, vales fluviais e vastos planaltos. Trata-se do país ideal para sugerir uma roadtrip ditada pela Geografia e História. Estas conferem uma singularidade própria e uma riqueza paisagística cheia de oportunidades de evasão! Pela minha experiência académica, profissional e pessoal, o Reino de Espanha tem dezenas de cidades e vilas que são merecedoras de uma visita sem pressa e para apreciar o que as rodeia. Deixo-vos,assim, 13 sugestões fotográficas para visitar no país de “nuestros hermanos”:

📍Salúncar do Guadiana (Andaluzia)

bloggertrip-algarve-funriversaluncarguadianaSalúncar do Guadiana: uma terra de fronteira. Situada nas margens do Guadiana, esta vila singela recebeu José Saramago, o nosso Nobel da Literatura (1998), esteve nestas paragens, em 1980, no âmbito da sua Viagem a Portugal. Deixo-me surpreender pela singularidade do casario branco de Salúncar do Guadiana e do seu “Guerreiro de Pedra” – o Castillo de San Marcos – que domina a paisagem envolvente. Esta pequena urbe nasceu da necessidade do controlo e vigilância do transporte de bens alimentares (trigo, azeite e mel) e de minério (ouro,prata e cobre), através do rio Guadiana, pelas  ocupações humanas sucessivas que a usavam na transição entre as rotas comerciais do Mediterrâneo e do Atlântico. Se tiver um lado mais radical, o leitor poderá aventurar-se na travessia do rio Guadiana na “ÚNICA TIROLINA TRANSFRONTERIZA DEL MUNDO”, pode ler-se na empresa limitezero.com. A paisagem arrebatadora entre Salúncar do Guadiana e Alcoutim – as duas vilas gémeas do rio Guadiana -, como afirmou José Saramago, permite viver esta experiência devagar e com tempo. Aventure-se. E surpreenda-se!

📍Ponte de Alcántara (Extremadura)

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A majestosa e monumental Ponte Romana de Alcántara atravessa as serenas águas do rio Tejo. Trata-se de uma verdadeira atração turística e uma das razões de ter ido a estas latitudes. O cenário arquitetónico é um dos mais belos “rincones” emblemáticos dae toda a Extremadura Espanhola. Aqui, o viajante pode recuar até ao passado e imaginar as legiões romanas, hordas de povos bárbaros, mouros, castelhanos, portugueses e franceses pisaram estas pedras e passaram o rio Tejo rumo ao nosso país.  Para mim, está ponte não é uma passagem. É uma viagem através do tempo. Há pontes que são verdadeiras obras de arte que impõem respeito e admiração!

📍Olivenza (Extremadura)

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Olivenza mantém a essência de Olivença. Trata-se de uma agradável e pitoresca cidade fronteiriça da raia luso-espanhola. Para quem percorre o seu “casco histórico”, como referem os “nuestros hermanos” aos seus centros históricos. O viajante não fica indiferente à escala do seu património edificado de origem portuguesa. De facto, ao percorrermos a raia luso-espanhola descobrimos dezenas de antigos castelos medievais, de menor e maior escala. Todavia, o que realmente impressiona ao viajante é a Torre de Menagem de Olivenza mandada construir por Dom João II em 1488. É mais alta da fronteira, com cerca de 40 metros, sendo acessível por 17 rampas até ao topo. Daqui, contemplamos a monumentalidade de Olivenza, o demonstra a sua importância histórica, política e militar para o antigo Reino de Portugal, face a Castela. Afinal, foram mais de cinco séculos como território de Portugal. Com quase doze mil habitantes (2016), esta vila da Extremadura Espanhola, nas proximidades de Badajoz, é um ponto de (re) encontro entre as culturas portuguesa e espanhola. Afinal de contas, Olivença personifica duas faces da mesma moeda. Para muitos, “Olivença é filha de Espanha, neta de Portugal”.

📍Madrid (Comunidad  de Madrid)

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A monárquica Madrid é a maior e mais povoada urbe da Península Ibérica e umas das maiores cidades europeias. Fundada nos meados do Século XVI, durante o “Sieglo de Oro”, por Filipe II de Espanha (Dinastia dos Áustria). Até ai, a maior cidade da “Jangada de Pedra”, como refere o Nobel da Literatura José de Saramago à Península Ibérica, era Lisboa. Mais tarde, em meados do Século XIX, esta foi suplantada por Madrid como a cidade mais importante da Península Ibérica. De facto, a posição central na Peninsula Ibérica foi vital para a fixação da corte dos Áustrias (Séc. XVI-XVII) na pequena urbe castelhana. Mais tarde, a Dinastia dos Bourbons (Séc. XVIII) ajudaram a fomentar s consolidação desta cidade como a “cabeça” da Monarquia Hispânica (e o “coração” da Península Ibérica). Em Madrid podemos destacar o famoso Palácio Real de Madrid, antiga residência real da Dinastia Bourbon, construído pelo neto de Luís XIV, Felipe V de Bourbon (1700-1746).

📍Sevilha (Andaluzia)

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Sevilha é uma autêntica  cidade-museu ao ar livre. Com o rio Guadalquivir aos seus pés, a capital da Andaluzia preserva um importante legado patrimonial-cultural do Reino de Espanha. Sabia que Carlos V de Habsburgo e Isabel de Portugal, filha de D.Manuel I, casaram-se nestas latitudes? E que a descoberta do Novo Mundo fomentou o crescimento da cidade, em virtude do seu porto ser servido pelo rio Guadalquivir? Afinal, esta cidade andaluza não é apenas o berço do Flamenco. O seu património histórico-cultural revela-nos a importância e a sua beleza secular. Edificios como a Torre del Oro, o Archivo General de las Indias, a Catedral e a Giralda de Sevilha, o Palácio real de Sevilha, a Plaza de Espanã  e, mais recentemente, o Metropol Parasol são visitas obrigatórias. Todavia, o Archivo Geral das Indias, construido na 2.ªMetade do Século XVI, impressionou-me pela sua dimensão. Afinal, uma boa parte da documentação histórica – “burocrática” – do Império Espanhol encontra-se aqui.

📍San Lorenzo de El Escorial (Comunidad  de Madrid)

Escorial (2)Deixe para trás a agitação urbana de Madrid e faça uma pausa nos arredores da capital espanhola, nomeadamente um passeio pelas cercanías de Madrid. Porque não conhecer o Mosteiro de San Lorenzo do Escorial nas proximidades do Monte Abantos? A uma hora de Madrid, através da Linha C-3 da Renfe Cercanías, em pleno coração da Serra de Guadarrama, encontra-se o majestoso San Lorenzo de El Escorial, pensado pelo Rei Filipe II de Espanha, no século XVI, para comemorar a vitória na Batalha de San Quitín, ocorrida a 10 de Agosto de 1557, contra os franceses. Trata-se de um belo exemplar do estilo austero do arquiteto de Filipe II: Herrera. Suba ao mirador de Abantos para apreciar uma panorâmica do Mosteiro e, ao fundo, da malha urbana de Madrid. Aqui, a quase 50 Km de Madrid, o viajante poderá fazer uma caminhada pelos trilhos de natureza da Sierra de Guadarrama (e sentir o ar puro da natureza) sempre acompanhado pela envolvência monumental do Mosteiro del Escorial.

📍Valladolid (Castilla y León)

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Valladolid era uma perfeita desconhecida para mim. E acredito que também para muitos portugueses. Sabia que teve muita importância histórica entre os Reis Católicos e os Felipe (s) de Espanha. Felipe II de Espanha nasceu aqui. É uma cidade com imensa curiosidade histórica, seja na sua arquitectura urbana e religiosa. Quem diria que nesta cidade castelhana também existia um jardim – Campo Grande de Valladolid – para recreação dos seus habitantes, tal como em Lisboa. Ao final da tarde, podemos ver vários jovens a conviver, os mais idosos meter a conversa em dia, os mais traquinas nas suas fantasias e os mais graúdos a comer umas tapas. De facto, os Espanhóis sabem usufruir do espaço público. Cá para mim, só vão dormir a casa. Sabia que Cristóvão Colombo morreu, em 1506, nesta cidade?

📍Alburquerque (Extremadura)

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De Lisboa a Albuquerque são cerca de 270 quilómetros. De Marvão, cerca de 70 km. A vila de Alburquerque está entre a cidade de Badajoz e a vila de Valência de Alcântara, bem no centro da antiga província romana da Lusitânia, na actual comunidade autónoma espanhola da Extremadura. Não vem nos roteiros  turísticos ou guias de viagem tradicionais, como a cidade de Badajoz, mas não precisava de tal distinção para merecer uma visita. É aqui que encontramos um dos mais imponentes – e bem preservados – “Castillos” da região e de toda Espanha (segundo o guia que nos fez a visita guiada gratuita ao recinto), mas a riqueza não é apenas histórica e arquitectónica,mas também paisagística. Dentro do seu  pequeno, mas acolhedor, centro histórico e do recinto muralhado começamos logo por descobrir histórias, pedras e símbolos familiares, de origem portuguesa.

📍Salamanca (Castilla y León)

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Após atravessar a região do “Campo Charro”, entre Ciudad Rodrigo e os arredores de Tordesilhas, chegamos à monumental cidade de Salamanca. A arquitectura exterior e interior da Catedral Velha e Nova cativa o olhar de qualquer viajante. Aqui, podemos sentir a influência e a importância do poder religioso e temporal nas dinâmicas urbanas ao longo dos séculos. Para Miguel de Unamuno, a cidade de Salamanca “…Es una fiesta para los ojos y para el espíritu. Ver la ciudad como poso del cielo en la tierra de las aguas del Tormes.” Acima de tudo, a cidade de Salamanca é um museu ao ar livre em que se destacam a Catedral Nova e Velha, o Palácio de Monterrey, Convento e Igreja de las Agustinas ou a Casa das Conchas, já a chegar à Plaza Mayor. Do topo da torre da catedral nova, podemos contemplar a arquitectura monumental desta cidade de Castilla y León. Ao fundo, podemos ver a transição do Campo Charro para as Tierras de Campo. Há muitas razões para visitar a “Monumental” Salamanca,uma cidade com uma vivência surpreendente. A “Coimbra Espanhola” deixa muitas saudades por quem passa.

📍Granada (Andaluzia)

img_20161112_221341A vista do Mirador de San Nicolás é arrebatadora! E qual a razão? A Alhambra detém o nosso olhar de espanto. De facto, esta cidade andaluza, Granada, encanta e admira qualquer viajante que chega pela primeira vez e a contempla. Granada é o Alhambra, o bairro Albaicín e o El Generalife. Veja-se a singularidade da Acequia Real do El Generalife: um verdadeiro paraíso. Foi construído pelos sultões nazarís para refúgio do quotidiano cortesão da Alhambra de Granada. Tal como eles, fujo das “massas” de turistas que inundam o complexo fortificado do Alhambra. Afinal, trata-se do monumento mais visitado do Reino de Espanha. Quem diria? Foi uma bela surpresa contactar com a simplicidade desta “Horta Real” com as suas fontes, hortas e belos jardins que nos transportam para outras latitudes. O Éden podia ser aqui. Esta cidade andaluza transmite boas vibrações a qualquer forasteiro ou viajante andarilho. Há cidades que nos tocam a alma. Granada é uma delas. E aquele momento em que recebes a notificação que o Turismo de Espanha partilhou, e mencionou, a tua foto na sua página oficial do Instagram.

📍Ciudad Rodrigo (Castilla y León)

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Entre Portugal e Salamanca, esta praça de fronteira foi palco de inúmeras guerras entre Cristãos e Mouros (Renquista Cristã),  Portugueses e Castelhanos (Guerra de Sucessão entre partidários de Isabel, a Católia e os partidários de Joana, a Beltraneja) e, mais tarde, entre  Espanhóis e Franceses (Guerra da Independência).  Com inúmeros edificios civis, militares e religosos que contam muitas estórias da história desta cidade da província de Salamanca. Destacamos o Castelo Medieval e o seu recinto de muralhas, bem como a Catedral de Santa Maria. Todavia, o marco histórico que ficou gravado na nossa memória foi a Torre de las Campanas que é um testemunho dos cercos cruéis durante a Guerra Peninsular (1807-1814) efectuados pelas tropas francesas de Massena (1810) e as tropas Inglesas de Wellington (1812). Ainda hoje, o viajante poderá ver oas marcas das balas de canhão efectuada pela artilharia de campanha.

📍Córdoba (Andaluzia)

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Ir a Córdoba é realizar uma viagem no tempo (e com tempo). Um encontro entre o Ocidente e o Oriente. Ao percorrer as suas ruas e bairros históricos,o viajante tem uma noção nitida da convivência e cruzamento de influências milenares entre Judeus, Muçulmanos e Cristãos que habitavam o Al-Andalus. Sabia que a Ponte Romana de Córdoba, atravessa pelo rio Guadalquivir, foi um dos cenários de Game of Thrones em Espanha? Se é um fã (nático) da Série da HBO deve recorda-se da Ponte de Volantis. Esta cidade andaluza contém património histórico-cultural com o selo da UNESCO, nomeamente o centro histórico, a Mesquita-Catedral,  as ruinas arqueológicas do antigo palácio califal de Madinat al-Zahra e o bairro Judeu. Foi o berço da antiga capital califado Omíada (929-1031), fundada por Abd al-Rahman III. Experimente fazer a Rota Omíada e deixe-se surpreender pelo legado arquitectónico e cultural da civilização islâmica de Espanha: o Al-Andalus. Sabia que Carlos V de Habsburgo, o rei-itinerante, salvou esta obra de arte da civilização islâmica para contemplação de imensos curiosos da História?

📍Santigo de Compostela (Galiza)

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Se todos os caminhos vão dar a Roma, em Espanha, todos os caminhos vão dar a Santiago de Compostela. Quem não conhece, ou já percorreu, o caminho de Santiago? Localizada na Galiza, esta cidade é uma das capitais para os crentes que professam a religião cristã. Fruto do imenso e variado património edificado de cariz religioso, sendo o seu ex-libris a Catedral que, segundo a lenda, está sepultado o Apóstolo Santiago (Maior), um dos doze apóstolos mais próximos de Jesus Cristo, a cidade de Santiago de Compostela é património Mundial da Unesco. Anualmente, esta pequena cidade recebe centenas de milhares de peregrinos que percorrem o caminho de Santiago, vindos inúmeras latitudes do globo terrestre. Afinal, o caminho não é uma viagem, mas sim uma experiência de vida!

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Para mais informações:

O website do Turismo de Espanha – Visit Spain – oferece informação atualizada sobre o destino Espanha. É a melhor opção para começar a planear uma viagem a Espanha,  permitindo descarregar mapas e um conjunto de informações sobre os transportes públicos, locais de interesse, museus, gastronomia, entre outros.

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As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

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💻 Texto: Rafael Oliveira 📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

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📌À descoberta do F(O)LIO – Festival Literário Internacional de Óbidos: uma viagem literária e fotográfica pela vila-rainha da região Oeste.

📷 Bela e singela. São dois adjectivos para descrever esta vila medieval da região Centro de Portugal. Para mim, Óbidos é a vila-rainha do Turismo Português. Sabia que o  seu castelo medieval foi eleito, em 2007, uma das 7 maravilhas de Portugal? Afinal, não há terra igual no nosso país! 

Entre 27 de Setembro a 7 de Outubro de 2018 ocorreu o FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos. À boleia da minha nomeação como finalista da 1.ºEdição do Prémio Latitudes Viagens & Vantagens 2018 tive um excelente motivo para (re) descobrir o património edificado e o pulsar quotidiano de uma das mais singelas e belas vilas medievais do nosso país: Óbidos. Segundo o jornal Britânico The Guardian, esta vila literária é referida como uma das 10 melhores cidades do livro do mundo: “Óbidos is a beautiful, historic hilltop town with a wall that encloses a compact medieval centre filled with cobbled streets and traditional houses. The town – just over an hour north”. É graticante estar nestas LATITUDES, em especial, numa região bem familiar: o Oeste.

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Esta vila-museu é um marco  histórico-cultural e paisagístico incotornável do Centro de Portugal, em especial, da identidade da região Oeste. El-Rei Dom Dinis (1261-1325) resolveu dar à sua jovem esposa D.Isabel de Aragão (1271-1336), em 1281, como dote a mais bela jóia da Estremadura: Óbidos. As rainhas dispunham, assim, de “casa própria”, de rendimentos, terras e,acima de tudo, de espaços para recreio e lazer, na sua grande maioria, por doação régia. Esta vila medieval esteve até 1833 inserida no património da Casa das Rainhas.  Ainda hoje, o viajante poderá comprovar o impacto do mecenato régio em inúmeros edificios que dão forma ao património edificado desta localidade. Com a implantação do regime liberal, a Casa das Rainhas foi extinta, por decreto de 18 de Março de 1834, pelo rei D. Pedro IV,  sendo o seu património, bens e rendas integrados no Estado Português.

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Em Óbidos, as fotografias saem sempre bem e cheias de tonalidades cromáticas. As suas muralhas, castelo e o seu casario transportam-nos, através de uma máquina do tempo, até ao imaginário da época medieval! Enfim, esta vila do Centro de Portugal é, na minha subjetiva opinião, um belo e singelo relato literário para viajantes do tempo. O tempo da História. Da nossa História. É uma das mais ricas e perfeitas jóias da arquitectura militar da Estremadura. O Castelo de Óbidos e as suas muralhas adjacentes, segundo o arquitecto Raul Lino (1879-1974), são “um dos exemplares mais perfeitos da fortaleza medieval portuguesa”. Durante muito tempo, esta maravilhosa, singela e pitoresca vila de Portugal, esteve nas mãos dos Mouros, que tinham pelo local uma especial e justificável predileção. Todavia, o primeiro monarca do Reino de Portugal, em 1148, Dom Afonso Henriques, conquista esta fortificação aos Mouros. De seguida, o monarca ordenou a construção de uma cintura de muralhas erguida em volta do casario medievo e dos principais pontos estratégicos – as torres e as ameias – que vigiavam o litoral atlântico. Em 1195, o rei Dom Sancho I atribuiu a primeira Carta de Foral a Óbidos.

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“O FOLIO é uma festa literária em Óbidos, Portugal”, podemos ler na página do Instagram do @foliofestival. Na minha minha opinião, este festival é um ponto de encontro de amantes da literatura, cujo enfoque são tertúlias literárias entre escritores e leitores com pontos de vista diferentes e irreverentes. Podemos afirmar, e confirmar, que este Festival Literário é um dos principais eventos de promoção da cultura literária em Portugal. Afinal, Óbidos, desde 2015, é a Vila Literária de Portugal consagrada pela UNESCO. Ao longo da Rua Direita, uma das ruas mais características e castiças de Óbidos, os amantes literários bucólicos e nostálgicos poderão encontrar e deparar-se, a cada passo, com inúmeros alfarrabistas, livrarias e diversas actividades relacionadas com a arte de bem escrever, bem como vestígios de civilizações romanas e islâmicas.

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“Amor de Perdição” em plena vila Medieval de Óbidos! Perdi-me neste imenso oceano Literário, em especial pela decoração da Livraria do Mercado. Situado na Rua Direita, este espaço original é um dos pontos mais procurados por turistas e viajantes literários, ocupando um antigo quartel de bombeiros. No seu interior podemos encontrar inúmeras estantes de livros feitas com caixas de frutas reaproveitadas, bem como um pequeno Mercado Biológico. Trata-se, a meu ver, do espaço ideial para comprar um livro usado ou novo de editores independentes.

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A programação deste festival literário conta com uma vasta programação cultural e literária o que, por vezes, torna-se dificil optar pelas melhores apresentações de livros, debates e tertúlias entre escritores. Foi o caso da conversa sobre o Revisionismo Histórico entre José Pacheco Pereira e Fernando Rosas, organizada pela editora Tinta-da-China, que contou com imensa afluência do público. Afinal de contas, estes dois Historiadores são um dos maiores vultos da Historiografia e da Política do pós-25 de Abril em Portugal. Fernando Rosas, por exemplo, afirmou que o Historiador é um ser subjectivo e isso relecte-se no objecto de estudo. Já Pacheco Pereira, citando Max Weber, confessou que quem escreve História tem de ter uma certa empatia com o objecto de estudo. O debate teve lugar na Casa Tinta-da-China, com moderação de Bárbara Bulhosa, em que estava exposta um conjunto de retratos de escritores portugueses “Retratos 1970-2018”, tais como Sofia de Mello Breyner, António Lobo Antunes ou Valter Hugo Mãe, da autoria do fotógrafo Alfredo da Cunha.

Não deixe de fazer…

  • caminhar no areal da Foz do Arelho e na Lagoa de Óbidos;
  • fotografar um dos mais incónicos edificios religiosos da região Oeste: o Santuário do Senhor Jesus da Pedra;
  • assitir aos grandes eventos temáticos, tais como, Óbidos Vila Natal, Mercado Medieval e Festival do Chocolate;
  • conhecer  um dos maiores vultos da Arte Portuguesa, nomeadamente a colecção de pintura barroca de Josefa d’Óbidos (1630 – 1684) no Museu Municipal;
  • provar a famosa e saborosa Ginginha de Óbidos;
  • visitar a cidade das Caldas da Rainha;
  • ficar uma noite na Pousada do Castelo de Óbidos;
  • explorar os inúmeros encantos e recantos da vila medieval, em especial, as inúmeras livrarias que se situam ao longo da Rua Direita;
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Para mais informações:

FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos

ÓBIDOS – Turismo do Centro de Portugal

Câmara Municipal de Óbidos

Posto de Turismo:
Telefone: 262 959 231
E-mail: posto.turismo@cm-obidos.pt

✈ Como chegar:

Localizada a cerca de 80 quilómetros de Lisboa, a vila de Óbidos goza de bons acessos rodoviários (A8) e ferroviários (Linha do Oeste). A partir da capital portuguesa, a viagem  de Automóvel demora aproximadamente uma hora. É a melhor relação custo-tempo. Deverá optar pela A8  em direcçao a Leiria, até à saida 15 (Óbidos). Nos arredores, existem parques de estacionamento, junto ao Posto de Turismo, que são pagos. Se optar pelo Comboio, a Comboios de Portugal (CP) efectua o percurso entre Lisboa e as Caldas da Rainha (Linha do Oeste), com paragens na Estação de Óbidos. A viagem dura aproximadamente duas horas. Todavia, a estação encontra-se um pouco afastada, a cerca de 1,5 km, do centro histórico da vila, sendo a melhor entrada do lado norte da muralha medieval (Porta da Cerca). Poderá, também, apanhar um autocarro que faz o percurso Lisboa – Óbidos.

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📝Blogue OLIRAF finalista da 1.ªEdição dos Prémio Latitudes Viagens & Vantagens da Via Verde.

✏︎ O Blogue OLIRAF, Alma de Viajante, Uma Foto Uma História, Contramapa e Porto Envolto  são os finalistas do Prémio Viagens & Vantagens. Esta é a primeira edição de uma iniciativa conjunta Via Verde e projeto Óbidos Vila Literária, que tem como objetivo eleger e premiar os melhores trabalhos de literatura digital (blogs), com temas de turismo e viagens, publicados sobre Portugal. A equipa do Viagens & Vantagens seleccionou, entre 13 candidaturas analisadas, os melhores trabalhos que mostrem os destinos nacionais de forma única e com o cunho pessoal do blogger.
Em Junho de 2018, resolvi inscrever o meu projecto de escrita e fotografia de viagens na 1.ª Edição do Prémio Latitudes Viagens & Vantagens, uma iniciativa da Via Verde e do projeto Óbidos Vila Literária para eleger e premiar os melhores trabalhos de literatura digital (blogs) com temas de turismo e viagens publicados sobre Portugal. Para este concurso literário da Via Verde, optei por concorrer com um artigo sobre o Cais Palafítico da Carrasqueira, localizado nas proximidades da Aldeia da Comporta (Alentejo). Para mim, ser um dos cinco finalistas, é uma enorme satisfação e realização pessoal, visto que dá uma maior motivação para continuar a inspirar e a publicar artigos de viagens sobre o nosso país.

Prémio Viagens e Vantagens

Parabéns, é finalista!

Temos o prazer de informar que é um dos finalistas ao Prémio Latitudes Viagens & Vantagens.

PARABÉNS!

Convidamo-lo/a a estar presente na cerimónia de entrega de prémios que decorrerá durante o festival FOLIO, em Óbidos, a 7 de outubro, pelas 17H00, na Casa José Saramago, onde serão anunciados o 1º Prémio e Menção Honrosa.

O evento será igualmente uma ótima oportunidade para reunir todos os bloggers de viagem candidatos num momento descontraído e de troca de experiências.

Ficamos honrados por poder contar com a sua presença.

Até lá,

A equipa do Viagens & Vantagens

O que é o Viagens & Vantagens ?

Com esta iniciativa,a  Via Verde, em parceria com a Óbidos Cidade Criativa da Literatura Unesco, promovem um concurso literário “Prémio Viagens & Vantagens”, cujo intuito é a promoção do turismo e a literatura de viagens em Portugal. Destina-se, assim, a premiar os melhores trabalhos publicados, entre 1 de Julho de 2017 e 30 de Junho de 2018, por autores de literatura digital, cujo o tema seja o turismo na vertente das viagens, promovendo o conhecimento cultural e social do destino Portugal e inspirando os leitores a partir à descoberta do país! Segundo Franciso Sequeira Esteves, responsável pelo programa Viagens & Vantagens da Via Verde, aquando do lançamento do prémio, a “ideia é proporcionar aos bloggers a oportunidade de conhecerem ainda melhor os destinos nacionais”.

Quais os Prémios?

O primeiro classificado terá direito a escolher 12 programas de lazer Viagens & Vantagens (máximo de €150 por programa), entre os mais de 70 que estão disponíveis na página Viagens & Vantagens, no site da Via Verde. O prémio da Menção Honrosa receberá três programas de lazer, do mesmo valor individual (€150 por programa).

Ao usufruir dos programas de lazer da Via Verde, os vencedores do Prémio Latitudes Viagens & Vantagens terão novas oportunidades de viajar por Portugal, e dando assim a conhecer através dos seus blogs o melhor do nosso país, bem como a partilhar as experiências no segmento Descobrir Portugal do site da Via Verde, promovendo os seus contéudos e respetivos blogues junto dos utilizadores diários da Via Verde.

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O Júri do Prémio Latitudes Viagens & Vantagens 2018 é constituído No próximo dia 7 de outubro, às 17H, no FOLIO — Festival Literário Internacional de Óbidos, designadamente, na Casa José Saramago, os finalistas saberão o veredicto final do Júri constituido por um representante da Brisa – Via Verde, um representante do Turismo de Portugal (Centro de Portugal) e um membro do projeto Óbidos Vila Literária.

Será, assim, um bom motivo para (re) descobrir o património edificado e o pulsar quotidiano de uma das mais singelas e belas vilas medievais do nosso país: Óbidos, localizada na região Oeste. Segundo o jornal Britânico The Guardian, a vila literária de Óbidos é referida como uma das 10 melhores cidades do livro do mundo: “Óbidos is a beautiful, historic hilltop town with a wall that encloses a compact medieval centre filled with cobbled streets and traditional houses. The town – just over an hour north”.É graticante estar nestas LATITUDES, em especial, numa região bem familiar: o Oeste.

Quem acompanha, assiduamente, o blogue Oliraf sabe que tentamos aliar o melhor da arte fotográfica ao melhor da escrita de viagem, através das estórias da História. No fundo, o objetivo último é levar o leitor a viver as experiências dos lugares que tiver oportunidade de conhecer, ao sabor das imagens e da escrita. De qualquer forma, ser finalista é uma excelente oportunidade para celebrarmos a paixão por viajar e pela literatura de viagens em Portugal.

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E o vencedor foi…

“Contramapa”, de Diana Guerra, com o artigo intitulado “Rio de Onor, uma das sete aldeias maravilha de Portugal”. Segundo Francisco Esteves, diretor do programa Viagens & Vantagens, da Via Verde, “aquele que maior curiosidade suscitou em visitar o destino que é descrito”. O blog premiado foi distinguido entre cinco finalistas: “Alma de Viajante” (com uma viagem à Mina de S. Domingos), “Uma Foto, Uma História…” (com uma visita os bosques de Bragança), “Oliraf” (que partilhou a visão sobre o Cais Palafítico da Carrasqueira) e “Porto Envolto” (que levou o leitor à Aldeia da Pena), que recebeu uma menção honrosa.

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💻 Texto: Rafael Oliveira 📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

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FOTOGRAFIA✈︎VIAGENS✈PORTUGAL© OLIRAF (2018)

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✏️À Conversa com a Hostelsclub: a primeira entrevista do blogue OLIRAF

📷 Deixo-vos a primeira entrevista do Blogue OLIRAF. Foi com gosto que aceitei o convite da Hostelsclub para falar um pouco da essência do meu projecto de escrita e fotografia de viagens. Para mais informações poderão consultar a entrevista aqui.

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Um blog sobre a História de Portugal sob a objetiva de Rafael, um fotógrafo amador.

1. Olá Rafael. OLIRAF é o nome do blog… Pode explicar como surgiu a ideia do nome e da criação do blog?

OLIRAF, deriva de Rafael Oliveira. A ideia do nome para o blogue, de cariz mais pessoal, surgiu durante uma conversa, em 2008, com o meu amigo Vítor Fernandes (http://www.vifer-arte.com/), um artista plástico de Carnaxide, que aconselhou-me a criar um pseudónimo para a minha recente faceta artística, designadamente, a arte fotográfica. Em relação à criação do blogue OLIRAF surge no contexto da minha Licenciatura em História na FCSH-UNL, onde tinha o objetivo de fotografar e escrever sobre os diversos Castelos de Portugal Continental. Um pouco à semelhança do escudeiro real de D.Manuel I (1469-1521), Duarte d`Armas, que foi incumbido de registar e desenhar os inúmeros “Guerreiros de Pedra” ao longo da fronteira luso-espanhola. Ainda hoje, munido de uma máquina fotográfica, procuro materializar esta ideia. Por outro lado, o interesse pela História e Geografia são notórios no meu olhar fotográfico. E são elas que dão um contexto e a essência à minha visão do que é a realidade à minha volta. As minhas deslocações, sejam elas em trabalho, em contexto académico ou em férias, tem sempre um propósito fotográfico.

2. O seu blog tem como objetivo aproximar a História de Portugal ao leitor, pelas suas fotos. Quer explicar melhor o sentimento que quer mostrar às pessoas?

«Um olhar da História pela objectiva de um fotógrafo amador.» Esta frase resume a essência do meu blogue pessoal. Procuro aproximar a História e a Fotografia do leitor e levá-lo a vivê-la na primeira pessoa, lado a lado com as minhas experiências de viagem, partindo de terras e locais mais ou menos conhecidos pela maioria dos portugueses. De facto, o blogue percorre Portugal de Norte a Sul em busca de cidades e vilas que guardam e contam as marcas da nossa História e do nosso património natural e edificado. Aborda temáticas diversificadas, tais como, o património histórico-cultural, a paisagem, a gastronomia, o enoturismo as gentes que, de alguma forma, têm relação com o meu percurso de vida profissional e pessoal. Acima de tudo quero incentivar as pessoas a viajar pelos locais com História e a conhecer as gentes locais, fora dos locais turísticos. Através das palavras de Robert Baden-Powell, o fundador do Escutismo, procuro a minha inspiração: “(…) Procurai deixar o mundo um pouco melhor de que o encontrastes e quando vos chegar a vez de morrer, podeis morrer felizes sentindo que ao menos não desperdiçastes o tempo e fizestes todo o possível por praticar o bem.» É esta filosofia que quero passar as pessoas. Serem felizes. Aliás, as viagens são o melhor investimento pessoal, uma espécie de “currículo oculto”.

3. Diz ser um fotógrafo amador mas já recebeu alguns prémios pelas suas fotos e escrita. Que tal a sensação do seu trabalho ser reconhecido mesmo com pouca formação?

Sou um auto-didacta na fotografia, logo, a minha aprendizagem baseou-se na natural pulsão de representar a realidade. Tenho desenvolvido actividade profissional na área da gestão e tratamento documental de coleções de fotografia. Actualmente, dedico uma parte do meu tempo na investigação histórica e documental de acervos fotográficos. Citando um dos meus fotógrafos preferidos, Carlos Relvas, considero-me um fotógrafo amador, visto que, amo a arte fotográfica. É mais nesse sentido. Acima de tudo, tento ser profissional, ter paixão e honestidade quando elaboro um trabalho fotográfico ou artigo de viagem. Sim, é um facto que já recebi diversas nomeações e menções honrosas. Em Julho de 2015, tive a oportunidade de participar num Passatempo de Fotografia de Viagem, organizado pela Revista HAPPY WOMAN, Em virtude de ter ganho o prémio final, fiz um Workshop de Fotografia de Viagem, promovido pela RESTART, com o fotógrafo de viagens Nuno Lobito. Por exemplo, fui nomeado na categoria de Blogue de Fotografia Viagens nos BTL Blogger Travel Awards 2017 (2016 e 2017) e fui uma das 80 Histórias da 2ª Edição da Navigator Around the World in 80 Pages book. Confesso que é gratificante ver reconhecido o meu projeto fotográfico como Blogger Amador de fotografia e escrita de viagens. Sem eles, não teria tanta visibilidade, respeito, exigência e feedback que estou a ter neste momento. Esta entrevista é um exemplo. Importa salientar que, para criar um blogue de viagens, é preciso muita persistência, dedicação e acreditar nas nossas capacidades pessoais e intelectuais.

4. Quando pensa fazer uma reportagem fotográfica de algo sobre Portugal, como é que escolhe? Baseado em gostos pessoais ou em possíveis gostos dos leitores?

Na escolha de uma reportagem fotográfica procuro sempre visitar um lugar que nunca fui. Todavia, por motivos profissionais, sou “obrigado” a conhecer algumas regiões e cidades de Portugal, como foi o caso da minha ida, durante seis meses, para um projeto arquivístico numa instituição da cidade de Évora. No fundo, as minhas viagens são motivadas pelo gosto pessoal, ou seja, lugares com muita História, paisagens de tirar o fôlego e pelo conhecimento das pequenas estórias das gentes locais. Afinal, são as pessoas que fazem os lugares. São estas as três principais motivações para viajar. De seguida, opto por contactar com o que já foi escrito por diversos blogues de viagens, onde não pretendo repetir a mesma informação. Acima de tudo, procuro ser o mais genuíno e inovador possível. Em relação a possíveis gostos dos leitores, nunca organizo as minhas viagens em função dos leitores. Todavia, procuro receber algumas informações e dicas de locais que interessem ao público e que possa conciliar com o meu gosto de ser viajante do tempo.

5. Para finalizar, quais são os projetos que tem em mente para o futuro?

Vejamos, o futuro constrói-se com aquilo que aprendemos no passado e o que fazemos no presente. Palavra de Historiador. Neste momento, pretendo dar mais ênfase ao projeto fotográfico e apostar na escrita de viagens, através da diversificação de conteúdos, temas e países a viajar. Como aprendiz de viajante andarilho, citando o geógrafo Orlando Ribeiro, tenho muito a aprender e a conhecer em viagem. Para mim, as viagens são o melhor investimento de valorização pessoal. É uma espécie de “currículo oculto”. Em breve, consoante a minha actividade profissional, pretendo ir a Itália e aos Açores. Mas, o meu grande sonho é visitar a antiga colónia portuguesa de Goa (Índia). A Índia é um Mundo dentro do Mundo. E quem sabe, no futuro, contar as minhas peripécias e experiências de viagem em livro.

O que é a Hostelsclub?

Hostelsclub é um sistema de reservas online em mais de 35.000 instalações no mundo inteiro. O “target” é especialmente viajantes independentes, mochileiros e estudantes, onde a sua missão é ajudar a obter soluções económicas em termos de alojamento em diversas latitudes. Trabalham principalmente hostels como acomodação, mas também oferecem outros tipos de alojamento, como por exemplo, hotéis *, hotéis **, campings, casas de hóspedes, B&B, entre muitos outros. A título de curiosidade, recentemente juntámo-nos com a Ryanair, a maior companhia aérea de baixo custo na Europa, o que significa que agora muitas pessoas podem beneficiar de acomodação e dos bilhetes de avião visitando apenas um site! Além disso, os clientes também podem obter descontos especiais se forem estudantes Erasmus ou se tiverem o nosso cartão de membro – um cartão gratuito que garante desconto entre 5% a 40% em cada reserva feita no Hostelsclub.com.

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas

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💻 Texto: Rafael Oliveira 📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

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📌À descoberta de Melgaço: onze experiências para fazer no concelho mais a norte de Portugal.

📷 A região do vinho Alvarinho e do Parque Nacional Peneda-Gerês. Sugestões e impressões pessoais de um roteiro fotográfico pela essência desta vila minhota. Melgaço, meus caros, Melgaço!

“O Destino de natureza mais radical de Portugal”. Melgaço saudá-vos, assim, quando o viajante chega à primeira rotunda desta vila minhota. A vila de Melgaço é o concelho mais a norte de Portugal Continental. Porque, aqui, começa Portugal. Estamos no Minho, a região berço da nacionalidade portuguesa. Ah, já tínhamos saudades de percorrer e conhecer a geografia e a história dos lugares que estudamos nas aulas da faculdade.

A convite do Município de Melgaço em particular dos Serviços de Comunicação e Imagem deste concelho do Alto Minho, entre os dias 7 e 10 de Junho, tive oportunidade de participar numa FAM TRIP da Pegada Zero – III Jornadas de Turismo de Natureza – PNPG – Melgaço 2018’. O programa foi bastante diversificado e com muitas actividades de turismo de natureza e aventura. O divertidissimo e genuíno grupo de bloggers, jornalistas e profissionais de turismo que participaram nesta Fam Trip era fantástico, simpático e,acima de tudo, com um excelente espirito de união. Em especial, os inúmeros bloggers de Portugal e de Espanha que me deram dicas,inspiração e fantásticas experiências para viajar. Adoro pessoas com MUNDO!

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Melgaço é, na minha opinião, o concelho mais radical de Portugal! Foi o caso desta FAM Trip. Este concelho,apesar de ser do interior, tem imenso potencial para atrair forasteiros que queiram fazer inúmeras experiências. Um dos meus locais preferidos de Portugal. Porquê? Tem História, Desporto, Natureza, Gastronomia, Enoturismo e, acima de tudo, a simplicidade das suas gentes. Agradecimento especial à fotógrafa Carla Cristina da @fotomelgaco que capturou os melhores momentos fotográficos das actividades radicais. Já conhecem Melgaço? Saiba mais na rede social Instagram em @discovermelgaco.

Eis as minhas onze experências e sugestões desta viagem fotográfica ao concelho mais a norte de Portugal:

1. Percorrer os trilhos de BTT do Parque Nacional Peneda-Gerês.

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O concelho de Melgaço oferece condições excepcionais para a prática desportiva e actividades de lazer. Por exemplo, a modalidade de ciclismo todo-o-terreno: o BTT. Ao percorrer os inúmeros trilhos em terra batida e calcetadas com pedra granítica da Serra da Peneda, o viajante poderá apreciar a fauna, a flora, o património e as actividades humanas do Parque Nacional Peneda-Gerês. Nas Portas de Lamas de Mouro, optei por acompanhar a IIIª Maratona BTT de Melgaço 2018 (Campeonato Nacional de Maratona XCM) entre a zona ribeirinha e montanhosa do concelho de Melgaço. No seu conjunto, a prova contou com mais de 500 “fundistas” de BTT que percorreram diversos percursos exigentes (acumulado aproximado subida/descida 2658 metros) com quase 90 Km. É obra!

2. Realizar uma prova de vinhos na Quinta do Soalheiro

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A primeira marca de Alvarinho de Melgaço. Fundada em 1982, a Quinta do Soalheiro proporciona aos visitantes uma viagem pelos sentidos do vinho da casta Alvarinho da marca Soalheiro para deleite dos visitantes. A sala de prova de vinhos proporciona uma excelente vista “soalheira” para a Galiza e o curso do Rio Minho. Se pretende aprofundar mais sobre o vinho Alvarinho poderá visitar o Solar do Alvarinho. Este Solar Seiscentista é um dos ex-libris da vila de Melgaço. O visitante poderá fazer uma visita ao espaço histórico (antiga cadeia e tribunal) e realizar uma prova gratuita de três vinhos da casta alvarinho. No espaço poderá adquirir produtos regionais e artesanais minhotos e melgacenses.

3. Praticar a actividade radical Canyoning nos rios Laboreiro e Varziela

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A actividade radical – Canyoning – é uma excelente forma de conhecer a fauna, a flora e o património edificado da área envolvente da aldeia de Castro Laboreiro. Optei por fotografar esta actividade junto à Ponte da Varziela, visto que o tempo estava chuvoso e frio. Mas, ainda bem, que existem pessoas corajosas! Os destemidos bloggers portugueses e espanhóis avançam nas turbulentas águas da ribeira da Varziela durante uma actividade radical de Canyoning simpaticamente guiada pela Montes de Laboreiro durante a Fam Trip da IIIªEdição da Pegada Zero.

4. Fazer uma massagem no Medical SPA das Termas de Melgaço

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Durante a visita às instalações das Termas de Melgaço, os participantes da FAM Trip Pegada Zero puderam contactar com um lugar para relaxar e apreciar o espaço verde envolvente: as @termasdemelgaco. Como gostei do espaço envolvente e das instalações, optei por aceitar um convite ao relaxamento, isto é, realizar uma massagem de cinquenta minutos. Aqui, somos recebidos num ambiente familiar por uma equipe de jovens profissionais competentes. Porque não fazer uma massagem que revitaliza o corpo e a mente? Deixe para trás a agitação urbana e descubra os prazeres e os sentidos do turismo termal no cncelho mais a norte de Portugal.

5. Visitar o centro Histórico de Melgaço e subir à Torre de Menagem

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O Castelo de Melgaço é um belo exemplo da arquitetura militar românica. Uma das caracteristicas é de que a Torre de Menagem ficar no centro da Alcáçova, em vez de ficar junto à cintura de muralhas. Por momentos, senti-me na pele do escudeiro Duarte D’Armas que desenhou este “guerreiro de pedra” para El`Rei D.Manuel I nos principios do século XVI. Por um 1€ poderá visitar o núcleo museológico deste património edificado e ficar a conhecer um pouco sobre a evolução histórica desta vila do Alto Minho. Afinal, Portugal começa aqui! Nas minhas itinerâncias, a busca da curiosidade dos lugares leva-me sempre a subir a um ponto elevado. Não me fatigo. Nada me emociona que o deslumbramento da revelação de uma paisagem, seja ela urbana ou natural, e de sentir que o tempo não está aprisionado em sólidas muralhas, como foi o caso desta sentinela militar que domina o rio Minho: o castelo de Melgaço.

6. Descer o rio Minho em Rafting

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Uma das razões para visitar o concelho de Melgaço: o Rafting. Esta actividade radical realizada, entre a barragem da Frieira (Espanha) e a Ponte do Peso (Melgaço), no rio Minho, foi uma das razões para visitar o concelho de Melgaço. Tratou-se de uma experiência fantástica e com muita adrenalina ao longo de quase 14 Km. Os monitores da Melgaço Radical (e da Melgaço WhiteWater) são excelentes pessoas que nos proporcionam uma experiência fantásticas que desperta os nossos sentidos. A cereja no topo do bolo é a oferta de uma garrafinha de vinho Alvarinho aos clientes. Nunca tinha feito Rafting e confesso que superou as minhas expectativas sobre esta actividade de turismo de aventura e radical. Um dia, irei voltar para fazer esta experiência com os meus alunos! Há que promover o “currículo oculto”. Trata-se de uma forma divertida (e exigente) de cimentar o espírito de união de um grupo.

7. Subida ao Castelo de Castro Laboreiro

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Localizado a cerca de 1000 metros de altitude, o castelo de Castro Laboreiro é um forte motivo para visitar a genuína aldeia de Castro Laboreiro. Trata-se de um antigo castro romanizado que, na minha opinião, vale pela sua localização geográfica e, acima de tudo, pela seu conjunto fortificado preservado da intervenção do Estado Novo na década de 40 do século XX. Após uma caminhada de cerca de 900 metros, com sinalética um pouco degrada, é possível contemplar uma das melhores vistas para a aldeia de Castro Laboreiro e para as fragas/penedos da Serra da Peneda. A Just Natur organiza visitas e caminhadas temáticas para apreciar o património natural e edificado desta aldeia típica castreja.

8. Contemplar a fauna e a flora do Parque Nacional Peneda-Gerês

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O Parque Nacional Peneda-Gerês proporciona-nos um contacto mais próximo com a Natureza. Aliás, a vila de Melgaço situa-se, a sensivelmente, 30 Km de umas das entradas: as Portas de Lamas de Mouro. Ao longo da estrada, o viajante poderá apreciar a dimensão física, a fauna e a flora deste lugar mágico. Podemos ver cavalos selvagens (os garranos) e as vacas da raça cachenas guiadas por cães da raça Castro Laboreiro que pastam livremente, entre o principio da primavera e o fim de outono, nos inúmeros prados na zona montanhosa da região minhota.

9. Conhecer o românico do Alto Minho: o Mosteiro de Paderne.

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Gosta de viajar no Tempo? Sim, então, tem de visitar o Mosteiro de São Salvador de Paderne para apreciar uma conjugaçao de rara beleza artística e arquitectónica românica da região do Alto Minho. Este edifício religioso românico foi consagrada à Ordem dos Agostinhos, corria o ano de 1302. Ao contemplarmos as suas pedras com História, o viajante pode ter uma ideia bastante elucidativa do antigo traçado: planta em cruz latina, de uma só nave, transepto e cabeceira tripartida. De realçar, no exterior, os pórticos, a cachorrada e o óculo deste Monumento Nacional.

10. Apreciar os sabores da gastronomia melgacense na Adega Sabino

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Situada no centro Histórico da vila de Melgaço (em frente à ao edificio da câmara muncipal), a Adega Sabino é um dos melhores espaços para saborear a gastronomia local e regional do Alto Minho. Existente há mais de cinco décadas, este negócio familiar ganhou um novo impulso com Manuel Augusto de Castro: o “Sabino” conhecido na comunidade local. Podemos comprovar que o “Sabino” é um verdadeiro “embaixador” da cultura gastronómica melgacense. Um gentleman. diria melhor. Porquê? É um anfitrião que qualquer viajante poderá encontrar numa visita ao Centro Histórico de Melgaço. Afinal, trata-se de uma figura querida da Terra. O “guia-turístico” de Melgaço. Aliás, o “Sabino” é o Confrade do Vinho Alvarinho, uma espécie de relações públicas desta casta vinicola sublime. Como eu gosto de conhecer os locais. A meu ver, estes são o verdadeiro “Tripadvisor”, isto é, são a melhor fonte de informação e recomendação dos lugares que queremos realmente visitar.

11. Percorrer os trilhos pedestres das pontes de Castro Laboreiro

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A necessidade da rápida movimentação de exércitos, populações e mercadorias motivou a construção de uma importante rede viária regional, desde o período romano, que atravessa o território do concelho de Melgaço e da região minhota-galaica. Se percorrermos os diversos percursos pedestres do planalto de Castro Laboreiro, podemos encontrar inúmeras pontes de origem romana que foram alvo de reformulações na época Medieval. É o caso da Ponte Nova da Cava Velha. Este monumento nacional é notável pelas suas características arquitectónicas, com dois arcos de volta perfeita. Importa salientar que esta ponte insere-se numa rede de comunicações essenciais para Castro Laboreiro, visto que ligava as aldeias da margem direita e esquerda do vale do rio Laboreiro.

Não deixe de fazer…

  • realizar uma prova de vinhos (até três vinhos) gratuita no Solar do Alvarinho;
  • observar as vacas cachenas, os cavalos selvagens (garranos) entre as Portas de Lamas de Mouro e a aldeia da Branda da Aveleira;
  • fazer o Melgaço Alvarinho On Trail;
  • participar na Festa do Alvarinho e do Fumeiro;
  • conhecer a História Local nos espaços museológicos de Melgaço: Espaço Memória e Memória, Museu do Cinema Jean Loup Passek e Núcleo Museológico da Torre de Menagem (o bilhete para os três principais espaços custa 2,5€);
  • visitar o único SPA para cabras em Portugal Continental: a queijaria Prados de Melgaço;
  • descobrir as aldeias típicas do Alto Minho: Lindoso, Sistelo e Soajo;
  • fazer uma “Grand Tour” pela região vinícola da casta Alvarinho através da Rota do Alvarinho;
  • visitar o canil onde se cria os cães da raça Castro Laboreiro;
  • explorar os inúmeros trilhos pedestres do Parque Nacional Peneda-Gerês.
Não perca as minhas aventuras e olhares fotográficos no Instagram! Um encontro com a História, ao sabor das imagens…

Para mais informações:

Aqui poderá encontrar, por exemplo, extensa documentação e dicas sobre o património material e imaterial desta vila do Alto Minho nos seguintes links:

O website do Turismo Porto e Norte oferece informação atualizada sobre a região Norte de Portugal. É a melhor opção para começar a planear uma viagem à região do Alto Minho. Já o Município de Melgaço permite descarregar mapas e um conjunto de informações sobre os transportes públicos, locais de interesse, museus, gastronomia, entre outros. Importa salientar que poderá encontrar o posto de turismo para saber mais informações e dicas para fazer e planear o seu roteiro pela vila. Para mim, esta é a melhor forma de começar a visita a Melgaço: a Praça da República.

✈ Como chegar:

Em virtude de querer conhecer um pouco a região do Alto Minho, visto que ia fazer uma viagem de quase 500 km, optei por ir de avião numa companhia low-cost para o Aeroporto do Porto. É a melhor opção relação custo-tempo. De seguida, optei por alugar uma viatura para ir para o concelho de Melgaço. A partir do Aeroporto do Porto (Maia), deve seguir pela A41 (IC24) até à saída para a A3 (Parede), em direcção a Braga (via Valença). De seguida, opte pela N101 que liga Valença a Monção. Deverá prosseguir pela N202 até à vila de Melgaço. Se quiser prosseguir para a aldeia de Castro Laboreiro, desde a vila de Melgaço, opte pela N202 em direcção a Lamas de Mouro. De seguida, opte pela N202-3 rumo à aldeia serrana. Tenha atenção às vacas cachenas e ao nevoeiro denso que costuma aparecer ao longo do trajecto rodoviário.

🏠 Onde ficar:

No concelho de Melgaço existem inúmeras opções económicas de alojamentos, consoante o número de dias que irá ficar para conhecer a região do Alto Minho e do Parque Peneda-Gerês. Nas proximidades das Termas de Melgaço, o Hotel Boavista II (3 Estrelas) é uma excelente ideia para quem queira ficar na vila de Melgaço. Já na aldeia de Castro Laboreiro recomendo duas opções distintas: uma unidade Hoteleira (Hotel Castrum Villae) e um alojamento local (Moinhos do Poço Verde). Na minha opinião, ambas as escolhas são recomendáveis. Todavia, se gosta de um ambiente tranquilo e longe da confusão, os Moinhos do Poço Verde são a melhor opção para “meditar” na natureza envolvente do Parque Nacional Peneda-Gerês. Este turismo rural é ideal para quem queira ficar um fim-de-semana.

🍜 Onde comer:

Na vila e nos arredores do concelho de Melgaço existe uma diversidade de espaços gastronómicos que são um convite a uma tertúlia pelos sentidos e sabores da cultura gastronómica melgacense. Vejamos, a Adega Sabino é um dos melhores espaços para saborear a gastronomia local e regional do Alto Minho. Afinal, o “Sabino” é um verdadeiro “embaixador” da cultura gastronómica melgacense. Na minha opinião, a sua simplicidade em acolher no seu espaço gastronómico, torna-o especial. A sua adega conquistou-me pelo paladar e pelos aromas do alvarinho, bem as indicações para fazer uma prova de vinhos no Solar do Alvarinho. Recomendo as pataniscas, os nacos de vitela, o bucho doce e o vinho Alvarinho Torre de Menagem. Nas proximidades do Mosteiro de Paderne, optei por jantar na Tasquinha da Portela. Na minha opinião, um dos melhores restaurantes do concelho de Melgaço. Recomendo o pão de alho, o Polvo à lagareiro, o vinho branco da casa (mistura de alvarinho), bem como os licores da casa. E a simpatia da gerência são bons motivos para voltar. Para quem quer lanchar, a pastelaria e salão de chã Aromas & Caprichos é um excelente motivo para deliciar-se com a mistura da pastelaria francesa com produtos regionais. Nas proximidades de Castro Laboreiro, o Brandeiro é um dos melhores restaurantes do concelho de Melgaço. Trata-se de boa sugestão gastronómica para visitar a castiça aldeia da Branda da Aveleira. Supera pela sua localização geográfica e variedade gastronómica os restaurantes de Castro Laboreiro: o Miradouro do Castelo e o Miracastro. A nivel gastronómico, recomendo os nacos de carne chacena. Infelizmente, não se apanha muita rede de telemóvel no restaurante. Optamos por saborear o momento a solo. A vida sabe melhor.

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As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

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💻 Texto: Rafael Oliveira 📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

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📌 À descoberta do Regimento de Artilharia de Costa: a 8ªBataria de Albarquel…

A 8ªBataria de Albarquel é uma arquitectura militar datada do século XX. Trata-se de uma bateria de tipo moderno em construção subterrânea, situada num morro com dispositivo de camuflagem, composta por 3 peças fixas – canhões Krupp de 150mm – sobre plataformas em socalcos com muros em redor de suporte de terras, em descontinuidade, pode ler-se no Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA).

Nas proximidades da Serra da Arrábida, a cerca de 3 km da cidade portuária de Setúbal, seguindo pela EN 379 – 1, o viajante curioso depara-se com uma peculiar obra de engenharia militar: a  8.ªBataria de Albarquel do extinto Regimento de Artilharia de Costa (RAC). Está situada no morro contiguo à fortaleza de Albarquel, com uma localização privilegiada sobre a foz do rio Sado, junto à praia de Albarquel, no concelho de Setúbal e da região turística da Costa Azul. Fomos visitá-la!

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Após transpor-mos a entrada de portão de ferro, o viajante depara-se com uma pequena casa da guarda em ruínas e no meio da densa vegetação rasteira. A partir daqui, o viajante poderá optar por diversos caminhos para iniciar a sua aventura ruinosa. De facto, este poderá optar por um caminho de terra batida (terreno argiloso) que se bifurca até às as peças de artilharia inertes; no topo do caminho principal encontram-se as dependências dos praças e oficiais, o depósito da água, dois paióis de munições e a antiga central de energia eléctrica a óleos pesados que alimentava este complexo militar subterrâneo.

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Na primeira metade do século XX foi erguida, em 1939, no morro por detrás do forte de Albarquel, uma fortificação subterrânea acasamatada, artilhada por três canhões Krupp CTR de 150 mm, de origem alemã, e guarnecida por cerca de 30 homens. As novas instalações compreendiam dependências como casernas, refeitório e armazéns. Trata-se, assim, de um aquartelamento militar em ruínas, com a particularidade de estar parcialmente soterrado. De facto, as peças de artilharia são as únicas partes visíveis à superfície. Sabia que os militares que davam vida a esta antiga unidade bélica eram conhecidos como as “Toupeiras”? E porquê a alcunha? Ora, a vida militar fazia-se ao longo de uma rede de galerias e túneis de acesso às respectivas baterias, camufladas pela vegetação circundante.

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A 7.ª e a  8.ª Batarias, respectivamente do Outão e de Albarquel, do Grupo Sul do Regimento de Artilharia de Costa (RAC) tinham como objectivo máximo a defesa da entrada da barra do rio Sado e o Porto de Setúbal, em conjunto com outras baterias: a do Casalinho e do Moinho da Desgraça. Estas últimas foram construídas no decorrer da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e desactivadas nas décadas de 40 e 50 do Século XX, funcionando como posto de comando e de observação da 8.ªBataria. De facto, esta rede de estruturas militares atestam a importância estratégica do complexo portuário e da região de Setúbal em caso de conflito.

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Com uma localização privilegiada, o viajante é convidado a contemplar e a fotografar as vistas e a paisagem envolvente. Destacaria, em especial, as magnificas vistas do terraço do forte e da bateria de Albarquel. Aqui, podemos admirar diversos elementos geográficos que dão corpo e cor à paisagem da região de Setúbal: o verde da Serra da Arrábida, o amarelo da Península de Tróia, o azul do estuário e toda a entrada da foz do rio Sado. De facto, esta estrutura militar adaptou-se às condições e características do meio envolvente, isto é, ao património natural, conferindo-lhe, assim, uma espécie de “camuflagem”.

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Um marco histórico-cultural da cidade de Setúbal: na margem direita da foz rio Sado, a partir do século XVII, a linha defensiva da povoação maritima de Setúbal foi reforçada com a construção do Forte de Albarquel. Trata-se de uma Arquitectura militar seiscentista, barroca, estilo chão vernacular que integrava um conjunto de fortificações que se entendia da praia de Albarquel à vila piscatória de Sesimbra. A sua edificação começou em 1643 por indicação do rei D. João IV, tendo sido concluída no reinado de D. Pedro II. A sua função era reforçar o poder bélico do Castelo de São Filipe. Através de uma pesquisa no Arquivo Distrital de Setúbal, podemos encontrar extensa iconografia e informações sobre a evolução desta edificação militar. Actualmente, a estrutura do Forte  encontra-se adulterada.

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Integrada, tal como a 7ªBateria de Outão, no Parque Nacional da Arrábida, esta antiga unidade de Artilharia do Exército Português foi desactivada em 1997. Foram quase seis décadas ao serviço de Portugal. Actualmente, a bateria encontra-se em estado de abandono, bem como o forte de Albarquel. Verifico, assim,  que o concelho de Setúbal é dotado de uma vasto património edificado em ruínas e com exemplares únicos da arquitectura militar no Estuário do Sado. Segundo a imprensa local, a CM Setúbal irá ficar responsável pela recuperação e exploração deste património militar, após celebrar uma minuta de um contrato com a fundação The Helen Hamlyn Trust. Aguarda-se, com expectativa, a sua requalificação como um espaço de lazer e unidade turística para usufruto de todos os curiosos e,acima de tudo, para todos os habitantes da cidade de Setúbal: os Setubalenses.

Para mais informações:

Se quiser saber mais sobre a História de Setúbal, e em particular sobre o impacto local da  1ªGuerra nesta cidade portuguesa, o blogue OLIRAF recomenda a leitura da obra “Setúbal e a Primeira Guerra Mundial (1914-1918)”. do jovem investigador Diogo Ferreira (IHC-UNL). Na minha opinião, trata-se de uma obra de referência para o conhecimento da Historiografia local setubalense e da importância económica e social da Indústria Conserveira em Setúbal. Não deixe de consultar a página oficial do turismo da de Setúbal: visitsetúbal.

ABREU, Maurício, VICTOR, Isabel e GONÇALVES, LUÍS J., Castelos e Fortalezas da Costa Azul, Setúbal, Região de Turismo da Costa Azul, 1993.

Bateria de Albarquel / Posto de Comando – SIPA: Sistema Informação para o Património Arquitectónico. [Em linha]. [Consultado em 30 Dez. 2017]. Disponível na  internet URL: <http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=25039 >

COSTA, António José Pereira da – A cidadela de Cascais e a Defesa da Costa Marítima do Guincho ao Estoril. In: “Boletim do AHM”, Lisboa, vol. 63 (1998 – 1999), pgs. 37 – 98.

EMERECIANO, Jaime – A Artilharia na Defesa de Costa em Portugal. Lisboa: Academia Militar, Dissertação Mestrado em Ciências Militares, especialidade de Artilharia, 2011. Disponível na internet URL: http://comum.rcaap.pt/handle/123456789/7247

FERREIRA, DiogoSetúbal e a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Lisboa: Dissertação de Mestrado em História Contemporânea, FCSH-UNL, 2015. [Em linha]. [Consultado em 23 Mai. 2018]. Disponível na  internet URL: <https://run.unl.pt/handle/10362/17683>

MACHADO, M. (22 de Dezembro de 2008). Os Últimos Disparos do “Muro do Atlântico” Português. Obtido em Fevereiro de 2011, de http://www.operacional.pthttp://www.operacional.pt/os-ultimos-disparos-do-%E2%80%9Cmuro-doatlantico%E2%80%9D-portugues/

MASCARENHAS, Catarina de Oliveira Tavares – Da defesa à contemplação da paisagem : intervir no lugar do Forte e da 7ª Bateria do Outão no contexto da Arrábida. – Lisboa : FA, 2014. Tese de Mestrado.

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

linhagraficaALL-oliraf-03💻  Texto: Rafael Oliveira 🌎 Fotografia: Oliraf Fotografia 📷

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Fotografia✈︎Viagens✈︎Portugal © OLIRAF (2018)

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Bloggers Open World Awards da Momondo (2018): o blogue OLIRAF nomeado na categoria “Blog”…

Open World Awards – blogs que abrem o mundo…

Este ano, em Março de 2018, resolvi inscrever o meu projecto de escrita e fotografia de viagens nos Momondo Bloggers Open World Awards (2018) na categoria de “Blog” no concurso da plataforma de viagens Momondo! Há dezenas de blogs que abrem mundo a concurso, incluindo os ‘tubarões’ da blogsfera de viagens no nosso país.

Na última semana, recebi a seguinte mensagem de correio electrónico:

“Olá Rafael Carvalho de Oliveira,

A fase de votação online para os Bloggers’ Open World Awards da @momondo já começou e tu estás na corrida para chegar à final!

És, agora, responsável por espalhar a mensagem com os teus seguidores e assegurar que eles votam em ti – e podes fazê-lo partilhando o link:

https://www.momondo.pt/content/bloggers-open-world-award?blog_id=86

Após cumprir o critério minimo  de participação, o público irá eleger os blogues mais votados que  farão parte do lote final de  finalistas avaliados pelo júri. E o meu projecto está entre os eleitos.

Preciso,neste momento, da vossa preciosa ajuda para continuar a inspirar e a motivar as pessoas (e os leitores) a viajar pela História! VOTEM para o blogue OLIRAF passar à próxima fase e ser um dos finalistas da IIª Edição dos Prémios MOMONDO 2018.

Como votar?

Momondo

1) Clicar neste link  da votação, onde poderá visualizar o logotipo e o link do nosso blogue;

2) Inserir o primeiro e último nome e o e-mail (atenção 1 voto = E-mail). Depois de aceitar os Termos & Condições, clique em enviar;

3 ) Confirmar o voto através de um e-mail enviado pela Momondo na vossa Caixa de Correio eletrónico.

As votações…

Os 10 participantes mais votados pelo público e até 2 nomeados pela momondo serão os finalistas e serão avaliados pelo júri que escolherá o vencedor de cada categoria. O segundo classificado de cada categoria será o mais votado pelo público. As votações públicas estão abertas até ao próximo dia 18 de abril.

Aqui fica o link para votarem nos Momondo Open World Award.

Categoria Blog: Votar aqui

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Categoria “Blog”…

Segundo a Momondo, a “categoria BLOG é para os blogs pessoais de viagem. Aqui a qualidade da escrita é fundamental – deve ser interessante, informativa, e o estilo coerente e próprio. Mas o aspecto do teu blog também é muito importante – deve ser apelativo e tornar a leitura e navegação fácil e intuitiva; o aspecto deve estar alinhado com o conceito geral do blog.” Em virtude de ter concorrido, e ter sido nomeado,em diversos concursos de bloggers de viagens em Portugal, tais como, os BTL Blogger Awards (2016 e 2017) e no “Navigator Around the World in 80 pages” Global Writing Contest, decidi tentar a minha sorte na categoria que premia os bloggers que inspiram a viajar, através das palavras, isto é, através da escrita de viagens.

O que é a Momondo?

A momondo é um website de viagens gratuito e inspirador que compara milhões de voos, hotéis e carros de aluguer. Segundo a filosofia da marcar, o objetivo é “que todos deviam poder viajar o Mundo”, promovendo a curiosidade e a mente aberta para conhecer um mundo diversificado, contribuindo, assim, para a tolerância e o respeito pelo outro. A sua missão é oferecer “uma visão geral das opções de viagem disponíveis no mercado, sem adicionar taxas.”

Quem acompanha o blogue Oliraf sabe que tento aliar o melhor da arte fotográfica ao melhor da escrita de viagem, através da História dos lugares. De facto, o objetivo final é levar o leitor a viver as experiências dos lugares que tiver oportunidade de conhecer, ao sabor das imagens.

Nota importante [👤]

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💻 Texto: Rafael Oliveira 📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

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FOTOGRAFIA✈︎VIAGENS✈︎PORTUGAL © OLIRAF (2018)

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📌À descoberta do Castelo de Beja: um olhar fotográfico de um “Guerreiro de Pedra”…

 Castelo Medieval de Beja: um dos mais belos “guerreiros de pedra” da região do Alentejo. Destaca-se a imponente torre de Menagem Medieval do Castelo de Beja. Trata-se da maior de Portugal com quase 40 metros de altura. Daqui, contemplamos a  paisagem em redor e os campos de cereais, o que demonstra a  importância histórica, política e militar desta cidade milenar, fundada pelos Romanos: a Pax Julia. Aliás, segundo as fontes tradicionais, o local onde está o castelo era o antigo castrum de origem romana. Através deste exemplo, podemos comprovar que as fortalezas medievais eram formas de ostentação social, económica,militar e de autoridade dos seus senhores. Sabia que o monarca D.Manuel I (1495-1521), o Venturoso, foi Duque de Beja? Dai, o significado da simbologia nesta fortificação militar: a esfera armilar. Falar de Beja, a meu ver, é falar do seu castelo. E claro da sua imagem de marca: a torre de menagem. É obra!

Como forma de espelhar a minha visita a Beja, decidi seleccionar as 8 melhores imagens deste spot fotográfico. Apesar da subjectividade visual, uma escolha pessoal, espero que gostem. Deixo-vos, assim, o Best of da minha incursão fotográfica a este “guerreiro de pedra” do Baixo Alentejo.

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Vista parcial da Torre de Menagem do Castelo de Beja

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Arco romano junto às muralhas medievais

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Aspecto geral da Casa do Governador da Alcáçova do Castelo de Beja

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Sala de armas do interior da Torre de Menagem. Na imagem, a estátua do “O Lidador”.

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Vista parcial do centro histórico e da paisagem envolvente da cidade de Beja

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Esfera armilar, uma das divisas do rei D.Manuel I (1495-1521)

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Vista geral da torre de menagem e muralhas medievais do castelo de Beja

Para mais informações:

O website do Turismo do Alentejo – Visit Alentejo – oferece informação atualizada sobre a região. É a melhor opção para começar a planear uma visita à cidade de Beja. Já o Posto de Turismo de Beja  permite descarregar mapas e um conjunto de informações sobre os transportes públicos, locais de interesse, museus, gastronomia, entre outros. Importa salientar que poderá encontrar o posto de turismo para saber mais informações e dicas para fazer e planear o seu roteiro pela cidade. Importa salientar que o posto de turismo está situado na Casa do Governador, no interior do Castelo de Beja. Horário: Das 10h00h às 13h00 e das 14h00 às 18h00.

✈ Como chegar:

Apesar de ter um Aeroporto, a maioria das pessoas utiliza o transporte rodoviário e ferroviário para deslocar-se à capital do Baixo Alentejo. Desde a cidade de Évora, a minha opção recai sobre o transporte ferroviário. Apesar de ter ficado cerca de duas horas à espera do Inter-Cidades de Lisboa na estação de Casa Branca, a viagem de comboio valeu pelas paisagens onde predomina a monocultura do cereal e pelos azulejos que dão cor à estação desta cidade. Todavia, a melhor relação custo-tempo é o transporte rodoviário. A Rede de Expressos ou a Rodoviária do Alentejo faz ligações diárias entre Évora e Beja, bem como outras cidades do nosso país.

🍜 Onde comer:

Para conhecer verdadeiramente uma região ou um lugar, o viajante tem degustar os sabores, os aromas e a forma como as gentes locais os cozinham e,acima de tudo, combinam. Situado junto à emblemática Torre de Menagem de Beja, o Dom Dinis é uma boa sugestão gastronómica. Para quem quer um sítio calmo e saborear umas boas migas de espargos alentejanas ou um grelhado de porco preto, este restaurante tem uma boa relação do custo-qualidade. Na minha opinião, o espaço vale pela sua autenticidade e simpatia das suas gentes. A ir.

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 FOTOGRAFIA✈︎VIAGENS✈︎ESPANHA © OLIRAF (2018)

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📷 Bloggers e Fotógrafos de Viagem: as minhas sugestões…para o inspirar!

Vai viajar? Então leve na bagagem alguns fotógrafos que partilham as melhores fotografias de viagens.  Conheça alguns fotógrafos profissionais e “influencers” das redes sociais.

Ao longo do ano, as suas fotografias e histórias de viagens passam pelo nosso feed do Facebook e Instagram. São, na minha opinião, as maiores referências da blogosfera nacional  e da na área da fotografia de viagem. Falam-nos de locais com Histórias, rostos que os inspiram, viagens de experiências de vida que os mudaram e moldaram. Com diferentes estilos fotográficos, estes amantes da fotografia de viagem ajudam a um bom planeamento de uma reportagem de viagem, como estar no terreno, a escolha dos melhores cenários e dicas de como abordar as pessoas no contento de uma viagem. Veja as minhas sugestões destes viajantes extraordinários que nos revelam o seu olhar fotográfico:

 

📷 Daniel Rodrigues (@danirodriguesphoto)

Através de uma reportagem da RTP, tomei conhecimento do trabalho do fotógrafo Daniel Rodrigues. Recordo-me que teve de vender o equipamento fotográfico para “sobreviver” no Mundo da Fotografia. Saiu do anonimato, em 2013, com uma fotografia premiada no World Press Photo, na categora Daily Life. Se gosta de fotografia documental, recomendo o trabalho Iron Train (Mauritânia) e Arte Xávega (Portugal).

📷 Nuno Lobito (@nunolobito)

À boleia de um concurso de Fotografia de Viagens, promovido pela Revista Happy Woman em 2015, ganhei um Workshop de Fotografia de Viagens com o fotógrafo Nuno Lobito. Confesso que aprendi imenso com este fotógrafo. Afinal, trata-se do Português mais viajado do Mundo, como refere no seu perfil do Instagram. Em 2017, tive oportunidade de visitar a exposição Laços – Mais do que viajar, que esteve patente no Museu do Oriente.

📷 Joel Santos (joelsantosphoto)

O Joel Santos é economista de profissão. Todavia, como muitos outros, descobriu a sua verdadeira paixão: a fotografia. Hoje em dia, é fotógrafo profissional. Recentemente, em 2016, foi  o vencedor do Travel Photographer of the Year. É embaixador da Canon Portugal. Especializou-se em fotografia de paisagens, viagens e de natureza, onde destaco a qualidade técnica, enquadramento e edição  das suas fotografias.

📷 Viagens à Solta (@viagensasolta)

Confesso que o projecto do casal que dá corpo e alma ao Viagens à Solta é um dos mais fascinantes que costumo seguir nas redes sociais. Com uma qualidade técnica e escrita fora do vulgar, este blogue combina a fotografia e escrita de viagens com o gosto pela natureza. Para quem gosta de visitar locais fora dos roteiros turísticos tradicionais em Portugal, Espanha ou Marrocos, o blogue deste casal é um bom ponto de partida. É um blogue que diz sim a novas experiência. A seguir!

📷 Uma Foto, Uma História (@umafotoumahistoria)

Gostam de Histórias? Escrita e Fotografia de Viagem? Na minha opinião, o blogue do fotojornalista Gabriel Soeiro Mendes é uma bela combinação da escrita e fotografia de viagens. Tive oportunidade de o conhecer durante os prémios dos BTL Blogger Awards (2016) e num Workshop da Fujifilm Portugal em 2017. Para além do seu olhar fotográfico, aprecio imenso as suas palavras sobre as suas viagens. Recentemente, ganhou o Momondo Open World Awards (Open World) e ganhou três vezes consecutivas o melhor blogue de Fotografias de Viagens do concurso BTL Blogger Awards (2014,2015 e 2016). Um blogue que abre MUNDO!

📷 João Leitão Viagens (@joaoleitaoviagens)

O João Leitão é um dos viajantes com mais países no seu portefólio de viagens. Além das suas aventuras, o olhar fotográfico deste viajante português é uma verdadeira “delicia”. Apaixonado por Marrocos, no seu blogue podemos encontrar muitas viagens que misturam uma dose considerável de aventura. Recomendo.

📷 Alma de Viajante (@almadeviajante_oficial)

O “ferrari” dos Blogues de viagem em Portugal. Mas, sem luxos. Confesso que quando estou a planear uma viagem, o blogue do Filipe Morato Gomes é o meu ponto de partida para a minha viagem. Não escolho pela seu olhar fotográfico, mas sim pela sua escrita, sugestões e aventuras de viagem. Penso que é o seu ponto forte. Além disso, gosto imenso da sua humildade. Inspirador!

📷 Steve Mccurry (@stevemccurryofficial)

Steve Mccurry é um dos melhores fotógrafos para quem quer viajar para o subcontinente Indiano. O ponto forte deste fotógrafo norte-americano são as fotografias de viagem em que capta a expressão e o rosto de pessoas anónimas. Não é por acaso que a sua foto mais conhecida, é a da rapariga afegã dos “olhos verdes” que foi capa da revista da National Geographic.

📷 Sebastião Salgado(@sebastiao_salgado_photographs)

Sobre Sebastião Salgado? Dizem que uma “imagem vale mil palavras”. Ora, as fotografias deste fotógrafo brasileiro revelam a essência do nosso planeta.  Para mim, o fotógrafo dos fotógrafos de viagens. Não tenho palavras para o descrever. A obra Genesis fala por mim.

Fotografia. Viagens. Blogues. Inspiração.

Estas foram (e são) algumas das melhores sugestões de blogues e fotógrafos de viagens alimentadas por portugueses (e estrangeiros). Há seguramente outros feeds de grande qualidade que não mencionei (e que não descobri). Não foi fácil escolher os melhores amantes de fotografia de viagem, sejam eles fotógrafos profissionais ou amadores. De facto, a escolha de uma Fotografia que melhor ilustra a nossa viagem, é sempre uma escolha difícil, isto é, pessoal e subjectiva. Após esta selecção, creio que o leitor está apto para absorver os princípios básicos da fotografia digital e que a saibam aplicar no contexto da sua viagem.

Boas Viagens. E boas “Chapas”!

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linhagraficaALL-oliraf-03💻  Texto: Rafael Oliveira 🌎 Fotografia: Oliraf Fotografia 📷

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Fotografia✈︎Viagens✈︎Portugal © OLIRAF (2018)

📌À descoberta de Madrid: dez experiências fotográficas de uma viagem à capital espanhola…

📷 El viajero en el país de Cervantes e Velásquez. Sugestões e impressões pessoais de um passeio fotográfico pelo “salero” da capital espanhola: Madrid, meus caros, Madrid!

A cidade de Madrid é a maior e mais povoada urbe da Península Ibérica e umas das maiores cidades europeias. Fundada nos meados do Século XVI, durante o “Sieglo de Oro”, por Filipe II de Espanha (Dinastia dos Áustria). Até ai, a maior cidade da “Jangada de Pedra”, como refere o Nobel da Literatura José de Saramago à Península Ibérica, era Lisboa. Mais tarde, em meados do Século XIX, esta foi suplantada por Madrid como a cidade mais importante da Península Ibérica. De facto, a sua posição geográfica no interior de Espanha e da fixação da corte dos Áustrias (Séc. XVI-XVII) e dos Bourbons (Séc. XVIII) ajudaram, a fomentar a hegemonia e a consolidação desta cidade como a “cabeça” da Monarquia Hispânica e o “coração” da Península Ibérica.

Uma viagem pela História do património monumental edificado de Madrid. Vamos, assim, à descoberta das gentes e lugares da Madrid de “nuestros hermanos”. Neste roteiro fotográfico iremos visitar o “casco” antigo desta cidade. Os spots fotográficos, ou “rincones”, em destaque, nesta escapadinha fotográfica são o Museu do Prado, a Plaza Mayor, Catedral de Almudena, Puerta del Sol, Palácio Real de Madrid, Parque do Retiro, o Mosteiro do Escorial, entre outros. Para os amantes do turismo cultural, de natureza e de gastronomia, esta escapadinha é uma boa opção de visita que combina actividades de lazer e culturais, com o descanso. Eis as minhas dez sugestões fotográficas da capital espanhola:

1. Percorrer a cosmopolita e agitada Gran Vía.

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A “Broadway” de Madrid. Uma das melhores formas para conhecer a Gran Vía é deambular pela sua “Calle” que se estende entre a Plaza de España e a Calle de Alcalá. Ao percorrer a mesma, o peão poderá sentir a sua pequenez face ao tamanho de edifícios emblemáticos, tais como, da Telefónica, El Corte Inglês, Carrión e Metrópolis. Perca-se na agitação quotidiana de Madrid, aproveite para sentir o pulsar de uma das zonas favoritas para as actividades de comércio e de lazer da capital espanhola: o Callao. No Círculo de Bellas Artes poderá encontrar um “rooftop” com uma excelente panorâmica para a Gran Vía e para o emblemático edifício Metrópolis.

2. Visitar a “trilogia” de Museus do “Paseo de Arte”.

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Um Hino à História de Arte. Se França tem o Louvre, a Espanha tem o Prado. Visitar o Museu do Prado, é sinónimo de Bosch, Ticiano, El Greco, Maino, El Greco, Ribera, Velásquez, Goya, entre outros. A minha sala preferida foi a Sala 12 com obras da Monarquia Hispânica do pintor Diego Velásquez, onde podemos encontrar a famosa obras das “As Meninas”, pintado em 1656 no Alcázar de Madrid. Se for no Horário Gratuito (18h-20h), recomendo estar uma hora antes para evitar filas. Não é possível tirar fotos na maioria do espaço museológico, à excepção de certos locais.  No Museu Rainha Sofia contemplei a obra Guernica, um grande painel pintado por Pablo Picasso, em 1937, que mostra, nua e crua, a crueldade da Guerra Civil de Espanha (1936-1939). O Paseo del Arte – PradoReina Sofia e Thyssen – são três museus essenciais numa visita a Madrid (e a menos de 15€). E a Arte aqui tão perto!

3. Capturar as melhores vistas do “Casco Histórico de Madrid”.

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A Catedral de Almudena oferece aos visitantes uma das melhores vistas para o “Casco” Histórico e das Cercanías de Madrid. Por 6 € temos acesso ao Museu e à Cúpula da Catedral de Almudena, bem como a um dos melhores “rooftops” para apreciar a silhueta da arquitectura urbana da capital espanhola. São 360º de pura nostalgia pela Madrid dos Áustria e dos Bourbon, onde poderá ver a neve nos picos da Serra de Madrid (se for no Inverno), o Palácio Real de Madrid, Plaza de Espanha, entre outros edifícios e espaços icónicos da capital espanhola. Prepare a sua máquina fotográfica para captar as melhores vistas panorâmicas e o pulsar quotidiano de Madrid.

4. Passear pelos jardins de Madrid (Retiro, Sabatin, Campo del Moro).

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O que mais me surpreendeu em Madrid? A trilogia de grandes espaços verdes formados pelo Parque do Retiro, Jardins de Sabatin e Campo del Moro. São estes os principais “pulmões” da capital espanhola. Se quer fugir da agitação quotidiana e aproveitar o espaço público para lazer, faça como os madrilenos e passeie umas horas por estes jardins e contacte com inúmeras espécies arbóreas de todo o Mundo. No Parque do Retiro aproveite para andar de barco a remos no Lago Grande, visitar as exposições temporárias no Palácio Velázquez, a Estátua do Anjo Caido e de Afonso XIII e, a jóia da coroa, o pavilhão de Cristal, um dos raros exemplares da arquitetura de ferro de Espanha. Uma viagem ao lado romântico de Madrid.

5. Assistir ao render da Guardia Real na “Puerta del Principe”.

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O render da Guardia Real  é um dos momentos altos de uma visita a Madrid. Ocorre no  famoso Palácio Real de Madrid, antiga residência real da Dinastia Bourbon, construído pelo neto de Luís XIV, Felipe V de Bourbon (1700-1746). Pela manhã, e por inocência minha, deparei-me com a multidão de turistas que se concentrava na “Puerta del Principe”. Era o render da Guardia Real que se realiza entre as 10h e as 12h de Sábado. Uma experiência fotográfica fantástica e muito…real! Esto es Madrid!

6. Tirar uma foto junto à estátua ‘El Oso y el Madroño’ (Puerta del Sol).

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A “Puerta del Sol” é uma das praças mais afamadas e concorridas da capital de Madrid. De facto, pude comprovar isso mesmo. Central, Movimentada e Emblemática poderiam ser os adjectivos para a descrever o “ponto de encontro” da capital espanhola. Ao percorrer esta “plaza” poderá encontrar o famoso relógio da Casa dos Correos, onde todos anos,os madrilenos passam o Ano Novo e a placa do quilómetro zero das inúmeras estradas rodoviárias espanholas que partem de Madrid. Junto ao símbolo que representa o escudo da cidade (e do Atlético de Madrid) – a estátua ‘El Oso y el Madroño’ -, os turistas tiram milhares de fotografias todos os dias. Ao centro da “plaza” podemos encontrar a estátua equestre de Carlos III, monarca da Dinastia Bourbon, que no século XVIII fez uma série de melhorias e reformas nas infraestruturas da cidade, modernizando, assim, Madrid.

7. Caminhar pelas Cercanías de Madrid (San Lorenzo de Escorial).

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Deixe para trás a agitação urbana de Madrid e faça uma pausa nos arredores da capital espanhola. Porque não conhecer o Mosteiro de San Lorenzo do Escorial? A uma hora de Madrid, através da Linha C-3 da Renfe Cercanías, em pleno coração da Serra de Guadarrama, encontra-se o majestoso San Lorenzo de El Escorial, pensado pelo Rei Filipe II de Espanha, no século XVI, para comemorar a vitória na Batalha de San Quitín, ocorrida a 10 de Agosto de 1557, contra os franceses. Suba ao mirador de Abantos para apreciar uma panorâmica do Mosteiro e, ao fundo, da malha urbana de Madrid. A 50 Km de Madrid, o viajante poderá sentir o ar puro da natureza, sempre acompanhado pela envolvência do magnifico Mosteiro del Escorial.

8. Contemplar a Plaza Mayor: a Madrid dos Áustrias.

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A Plaza Mayor de Madrid é o “coração” da capital Espanhola.  Das suas portas, as “Calles” são as “artérias” para descobrir os bairros históricos de Madrid, como por exemplo,  as ruelas e vielas de La Latina. Construída na primeira metade do Séc. XVII (1617), durante o “Sieglo de Oro”, no reinado de Filipe III de Espanha (1598-1621). A traça uniforme desta praça é da autoria do arquiteto Juan Gómez de Mora. Ao longo dos séculos, foi cenário de coroações reais, autos-de-fé, touradas e paradas militares séculos. Aqui, o viajante poderá viajar no tempo e sentir-se na Madrid dos Áustrias. De facto, ao chegarmos a este local, podemos dizer, com toda a segurança, o viajante está em Madrid.

9. Viajar no tempo pelo Palácio Real de Madrid.

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Gosta de viajar no Tempo? Sim, então, tem de visitar o Palácio Real de Madrid foi, para mim, uma  viagem pela História da Dinastia dos Bourbons. Trata-se de um dos maiores Palácios Reais da Europa. Ao percorrermos os seus salões, podemos comprovar a sua dimensão, a riqueza artística e a decoração efectuada ao longo de quase três séculos pela Dinastia Bourbon, fundada por Felipe V (neto de Luís XIV). Após a visita, poderá visitar a impressionante colecção da Armería Real, onde podemos visualizar o espólio de armas desde Carlos V a Felipe IV. Obrigatório. Atenção: apresentar passaporte ou B.I para entrar e as mochilas (de grande volume) guardam-se num cacifo à parte.

10. Apreciar um “Sunset” no jardim do Templo de Debod.

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Luz. A Luz de Madrid. Na minha opinião, uma das experiências fotográficas que mais gostei de viver na cidade de Madrid. Junto aos Jardins do Templo Debod (oferecido a Espanha, em 1972, pelas autoridades egípcias para evitar que ficasse submerso durante as obras da barragem de Assuão, podemos apreciar um dos belo pôr-do-sol e fotografar o espaço envolvente, onde emergem as silhuetas das pessoas, o espelho de água do património local e as vibrações da animação proporcionada pelos acordes um músico amador. Por questões de segurança, não foi possível visitar o interior deste templo egípcio do século II.a.C, dedicado ao culto aos deuses Amón e Isis.

Não deixe de fazer…

  • comprar umas antiguidades no mercado mais castiço de Madrid: o El Rastro;
  • uma escapadinha às cidades de Toledo, Segóvia, Ávila e Alcalá de Henares;
  • uma selfie na estátua de Ernest Hemingway na Plaza de Toros de las Ventas;
  • ver a bandeira de grandes dimensões na Plaza de Colón;
  • um tour pelo Estádio Santiago Barnabéu (Real Madrid);
  • visitar uma das maiores feiras de turismo do Mundo (Fitur);
  • ver a iluminação nocturna da fonte da Plaza Cibeles.
Não perca as minhas aventuras e olhares fotográficos no Instagram! Um encontro com a História, ao sabor das imagens…

Para mais informações:

Aqui poderá encontrar, por exemplo, extensa documentação e dicas sobre o património material e imaterial da capital espanhola nos seguintes links:

O website do Turismo de Espanha – Visit Spain – oferece informação atualizada sobre o destino Espanha. É a melhor opção para começar a planear uma viagem a Espanha. Já o Web oficial de Turismo Madrid  permite descarregar mapas e um conjunto de informações sobre os transportes públicos, locais de interesse, museus, gastronomia, entre outros. Importa salientar que poderá encontrar o posto de turismo para saber mais informações e dicas para fazer e planear o seu roteiro pela cidade. Para mim, esta é a melhor forma de começar a visita a Madrid: a Plaza Mayor.

Se quiser o roteiro de viagem elaborado pelo Blogue OLIRAF, o leitor poderá descarregar aqui: RoteiroMadrid2018.

✈ Como chegar:

Através da aplicação Go Euro fiz uma comparação das companhias de transporte com melhor relação custo-tempo. Optei por viajar de autocarro para Madrid com a Flixbus. O Autocarro é moderno e com excelentes condições a bordo (Wi-fi & Ar Condicionado). A viagem de ida e volta foi de 50 €, onde optei por viajar à noite. Aqui está uma excelente opção para quem não queira pagar uma noite de estadia. A partida é feita na estação de Sete-Rios, com passagem no Oriente, com destino à Estación de autobuses de Madrid (Estacion Sur). Chegado a Madrid, o viajante poderá adquirir um bilhete de MetroBus (12,20 € por dez viagens + 2,5 € pelo cartão) e apanhar a rede do Metro de Madrid na Estação de Méndez Álvaro.

🏠 Onde ficar:

Em Madrid existem inúmeras opções económicas de alojamentos, consoante o número de dias que irá ficar na capital espanhola. Bem perto da Plaza Mayor (Calle Mayor) e da Estação de Atocha (Calle Atocha), o Cat´s Hostel (Madrid) é uma excelente opção para quem queira ficar no centro da cidade de Madrid. Na minha opinião, os seus pontos fortes são a localização e o preço. Há inúmeras actividades, mas todas elas pagas. O pequeno-almoço deveria ser incluído, mas por 2€ pode tomar (uma opção económica em Madrid). O Hall do Hostel é um pátio Árabe. Razoável para quem queira ficar mais do um fim-de-semana.

🍜 Onde comer:

O El Meson de la Cervezaé uma boa sugestão para fugir ao turístico mercado de San Miguel (mas não dispensa uma visita para saborear a gastronomia madrilena e pelo ambiente que contagia qualquer um). Para quem quer um sítio calmo com uma boa relação custo-qualidade é uma excelente escolha. Já a Cerveceria Plaza Mayor é um típico velho bar de Madrid. Para quem queira apreciar o movimento quotidiano e desfrutar de um bom Bocadillo de calamares, este espaço é uma excelente opção na relação custo-qualidade. A San Ginés, a Chocalateria das Chocalaterias de Madrid. Entrar na San Ginés (1894) é saborear a tradição de comer uns Churros com Chocolate. Optei por levar um “recuerdo” de Madrid, nomeadamente uma caixa de chocolates com laranja. É uma excelente escolha para tomar um pequeno-almoço tradicional para quem visita Madrid

Nota importante [👤]

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